Passei a noite ouvindo tangos numa rádio argentina - AM 840 General Belgrano. Adoro. Tão dramático, tão passional, tão ardente.
Adoro a sonoridade do espanhol. Tão musical.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Insane in the brain
They say, "Seeing is believing"
But the true question is,
"What do you believe you've seen?"
Everybody I know seems to know me well
- but does anybody know I'm gonna move like hell
Certos acontecimentos, certas pessoas, certas músicas despertam uma parte de mim que prefiro manter quieta. É a natureza que manifestei - timidamente, na minha avaliação - em noites de Ocidente, Wanda, Enigma... E mais timidamente ainda com meus parceiros. Nunca encontrei ninguém com quem eu pudesse chegar ao meu limite. Por isso, não sei qual seria meu limite. Acho que não quero saber. Creio que foi uma bênção não ter encontrado ninguém que me deixasse plenamente à vontade e livre.
Jamais realizei sequer 10% das ideias que me ocorrem. Nem mesmo escrevi sobre elas.
A chapa é quente e o bagulho é doido. E minha mente me leva a pontos que me parecem extremos.
Será que todo mundo tem disso?
Será que é isso que algumas pessoas vêem em mim e as leva a pensar que estou na pista pra negócio?
Afffff, vou dormir.
But the true question is,
"What do you believe you've seen?"
Everybody I know seems to know me well
- but does anybody know I'm gonna move like hell
Certos acontecimentos, certas pessoas, certas músicas despertam uma parte de mim que prefiro manter quieta. É a natureza que manifestei - timidamente, na minha avaliação - em noites de Ocidente, Wanda, Enigma... E mais timidamente ainda com meus parceiros. Nunca encontrei ninguém com quem eu pudesse chegar ao meu limite. Por isso, não sei qual seria meu limite. Acho que não quero saber. Creio que foi uma bênção não ter encontrado ninguém que me deixasse plenamente à vontade e livre.
Jamais realizei sequer 10% das ideias que me ocorrem. Nem mesmo escrevi sobre elas.
A chapa é quente e o bagulho é doido. E minha mente me leva a pontos que me parecem extremos.
Será que todo mundo tem disso?
Será que é isso que algumas pessoas vêem em mim e as leva a pensar que estou na pista pra negócio?
Afffff, vou dormir.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Amizade
Minha amizade com Lena e Soares é única. A gente tem a parceria perfeita. Gostamos das mesmas coisas, temos um timing sincronizado. Nunca convivi assim com outras pessoas. Entre nós jamais rola stress. É como se fôssemos uma família - só com as coisas boas da vida em família, hehehe. É a intimidade da família, mas sem chatices de um se meter na vida do outro, dar palpite furado e querer impor sua vontade (com exceção de Licobel, hehehe).
Na segunda-feira, fomos jantar em Pântano do Sul. Chegamos lá e fomos fazer fotos. Essa é uma das nossas curtições: fazemos literalmente milhares de fotos nessas viagens. Adoramos a função, tanto de fazer quanto de olhar a produção do dia à noite. Sempre comentamos que daqui a muitos anos vamos olhar esse monte de fotos, dar risada e relembrar nossas andanças.
Bem, quando eu e Lena íamos pra beira da praia em Pântano do Sul, ela disse: "Bonita, a gente não se abraçou nenhuma vez nessa viagem!" Aí nos abraçamos. E Soares fez a foto. :)
Realmente, como estamos sempre juntos, não temos nos abraçado, beijado, nada disso. Mas o afeto está sempre ali, no convívio pacífico e alegre, na aceitação plena do outro como ele é, nos altos e baixos (especialmente os meus...).
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Leandro Runner
Tenho um amigo chamado Leandro. Leandro Bauermann. Ele entrou em minha vida pelo orkut. Ele era corredor. Um dia, numa corrida do Corpa, ele veio falar comigo, e nos conhecemos pessoalmente. Além de corredor, Leandro é cozinheiro. Um de nossos últimos encontros ao vivo foi no dia 2 de abril. Eu fui buscar uma torta salgada que havia encomendado. Lembro da data porque, antes de buscar a torta, eu estava correndo e, ao terminar o treino de 16km, me estatelei no Parcão e abri os dois joelhos. Foi um ferimento feio, tive que ser resgatada no parque por meu ex-marido, e ele foi comigo buscar a torta.
Há pouco tempo, vi Leandro online no msn, fazia meses que a gente não se falava, dei oi e perguntei: tudo bem? Não. No dia seguinte ele faria uma artroscopia no joelho direito. No ano passado, Leandro correu as maratonas de Porto Alegre, Blumenau, Curitiba e Punta del Este. Eu vivia dizendo pra ele contratar um treinador, porque ele treinava sozinho, o que não dá certo.
No dia seguinte à cirurgia, a gente ficou falando sobre isso, e ele: "Bah, Lúcia, bem que tu me avisou um monte de vezes pra eu não fazer tanta maratona, né?" Sim, sim, eu dizia pra ele que era demais, e ainda por cima sem treinador. Combinamos que, assim que o médico liberasse, eu acompanharia Leandro nos trotes. Ele me falou que já estava angustiado por não poder correr, e eu disse pra ele tentar manter a calma e o foco na recuperação, que ia passar melhor e mais rápido se ele tivesse paciência e aceitasse a situação. A gente já havia falado outras vezes sobre o quanto a corrida é importante pra ele, que tem um corredor tatuado no braço e usa o e-mail leandrorunner.
Uma das últimas coisas que a gente falou nesse telefonema foi o quanto gostamos um do outro. Ele me disse: "Lúcia, a gente se fala pouco, mas tu sabe que eu te considero um monte, né?" Sim, eu sei. E sei que ele sabe que eu também gosto muito dele.
Hoje fiquei sabendo por um scrap no orkut que Leandro sofreu um acidente trágico. Ele estava de bike na segunda-feira, dia 9, por volta das 18h, na Goethe com Mostardeiro, e foi atropelado por um ônibus da Carris. Antes da cirurgia, Leandro já estava pedalando porque não podia correr.
Agora, Leandro não poderá correr, nem pedalar. Ele teve a perna direita amputada. A perna esquerda está muito comprometida, com risco de amputação. O estado dele é grave.
O pai de Leandro pediu duas coisas:
1 - que rezem pelo filho dele;
2 - que ajudem a encontrar testemunhas do acidente, pois, além do sofrimento devastador pelas consequências do atropelamento, a família é afligida pela falta de informações sobre as causas.
Há pouco tempo, vi Leandro online no msn, fazia meses que a gente não se falava, dei oi e perguntei: tudo bem? Não. No dia seguinte ele faria uma artroscopia no joelho direito. No ano passado, Leandro correu as maratonas de Porto Alegre, Blumenau, Curitiba e Punta del Este. Eu vivia dizendo pra ele contratar um treinador, porque ele treinava sozinho, o que não dá certo.
No dia seguinte à cirurgia, a gente ficou falando sobre isso, e ele: "Bah, Lúcia, bem que tu me avisou um monte de vezes pra eu não fazer tanta maratona, né?" Sim, sim, eu dizia pra ele que era demais, e ainda por cima sem treinador. Combinamos que, assim que o médico liberasse, eu acompanharia Leandro nos trotes. Ele me falou que já estava angustiado por não poder correr, e eu disse pra ele tentar manter a calma e o foco na recuperação, que ia passar melhor e mais rápido se ele tivesse paciência e aceitasse a situação. A gente já havia falado outras vezes sobre o quanto a corrida é importante pra ele, que tem um corredor tatuado no braço e usa o e-mail leandrorunner.
Uma das últimas coisas que a gente falou nesse telefonema foi o quanto gostamos um do outro. Ele me disse: "Lúcia, a gente se fala pouco, mas tu sabe que eu te considero um monte, né?" Sim, eu sei. E sei que ele sabe que eu também gosto muito dele.
Hoje fiquei sabendo por um scrap no orkut que Leandro sofreu um acidente trágico. Ele estava de bike na segunda-feira, dia 9, por volta das 18h, na Goethe com Mostardeiro, e foi atropelado por um ônibus da Carris. Antes da cirurgia, Leandro já estava pedalando porque não podia correr.
Agora, Leandro não poderá correr, nem pedalar. Ele teve a perna direita amputada. A perna esquerda está muito comprometida, com risco de amputação. O estado dele é grave.
O pai de Leandro pediu duas coisas:
1 - que rezem pelo filho dele;
2 - que ajudem a encontrar testemunhas do acidente, pois, além do sofrimento devastador pelas consequências do atropelamento, a família é afligida pela falta de informações sobre as causas.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Brilho


No sé. Se ve que seguirte a tí es para mí lo más natural del mundo. Debe ser como un pez, que ve un objeto brillante y se va detrás de él. Debe ser mi destino.
Quando tentei mandar as fotos pra você, escrevi um e-mail falando que poderia ser o caso de um peixe seguindo um pedaço de vidro ou metal ordinário, uma mera isca. Mas eu sempre olho para o melhor em tudo. Assim, espero que isso que é tão natural seja a sua natureza vajra que veja e siga o brilho de minha natureza vajra, por maiores que sejam as máculas de nossas naturezas vajra nesse momento. :)
Para mim, trata-se da coisa mais natural do mundo que você me siga, saber que você se interessa pelo que vê em mim. Deve ser nosso destino. Deve ser uma verdadeira amizade espiritual. :)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Clima perfeito
Não teve um dia de sol a pleno em minha viagem de férias até agora. Houve alguns momentos de sol, mas na maior parte o tempo tem estado nublado, às vezes rola uma chuvinha. Para mim, é o tempo ideal.Não aguento mais aqueles solaços de torrar. Isso que minha pele é boa, resiste maravilhosamente ao sol, bronzeia bem, tanto que já estou morena mesmo sem dias resplandecentes. Acontece que acho o sol cada vez mais abrasador.
Hoje o dia esteve bem encoberto, mas fomos à praia assim mesmo. Deu uma chuvinha rápida, que nos refrescou um tanto demais e nos forçou a usar o guarda-sol como guarda-chuva. Passado o chuvisco, deitei de buzanfa pra cima e fiquei lá meio que cochilando, uma maravilha aquela moleza. Eis que o céu abriu bem, e quando isso aconteceu o meu confortável torpor foi abalado pela sensação de estar cozinhando naquele sol ardido, os raios solares pareciam crivar o corpo como agulhas, penetrando não só a pele, mas os tecidos e órgãos internos. Uma nítida sensação de estar não queimando, mas esturricando. Felizmente durou pouco, logo as nuvens voltaram, deixando apenas um mormaço médio. E pude continuar lagarteando feliz.
Já faz uns anos que percebi que prefiro dias com um pouco de nebulosidade quando estou na praia. Eu amo o verão e as altas temperaturas, não me incomodo com umidade elevada. Mas dias de sol calcinante não me agradam, simplesmente porque não aguento. Pior: de início não aguento, mas em um dia me acostumo, e aí sou capaz de passar horas na praia todos os dias, porque estar à beira-mar é um de meus maiores prazeres. Mas melhor fazer isso sem torrar.Adoooooro me esborrachar ao sol na praia, é o único lugar onde fico sentada/deitada "tomando banho de sol". Não gosto do banho de sol em si, gosto é de estar ali na areia, sentindo o sol (de preferência não na potência máxima) e curtindo o mar. Eu gosto é do conjunto da obra: a claridade, o calor, a areia, a água, o som da água... Gosto tanto disso que posso ficar lá parada, sem fazer nada, só curtindo. Ou então caminhar por horas e horas e horas...
Uma coisa que me chateia é as pessoas acharem que eu fico bronzeada tomando banho de sol no terraço do meu apê. Francamente, ficar deitada na lage... me poupe, hein! Primeiro, não tenho tempo pra isso. Segundo, não tenho paciência nem vontade - nem vocação pra bife fritando na chapa quente. Me parece algo completamente idiota, embora às vezes fosse ser bom pra eu emparelhar o bronzeado. Porque eu fico preta por correr na rua, geralmente do meio da manhã para perto do meio-dia. Com isso, meu bronzeado é maculado por marcas dos tops, meias e calções. Antes de vir pra praia as marcas estavam ridículas, especialmente nos pés e quadris. Mas azar, que sol na lage não estou querendo.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Chiques demais!
A barreira do básico
Entrei hoje porque Jaime cobrou as fotos da praia que prometi enviar a ele. Mas não estou conseguindo mandar pelo gmail, nem pelo terra. Não sei por que meu computador às vezes se amarra com arquivos pesados... que saco. Mas aí vim tentar descarregar as fotos no blog - o que muitas vezes é uma novela -, e fluiu na maior paz. Que bom!
Outro amigo daqui, o André, acaba de entrar pra minha lista do orkut, e ele comentou que eu não estava postando no Dakini Espertinha. Aí eu contei que estava cometendo o post abaixo, mas que era algo bem básico. E ele disse que ia esperar eu romper a barreira do básico, voltando a escrever sobre o que se passa em minha cabeça, corpo, mente e alma.
Hahaha, aí as ideias (já sem acento) começaram a brotar. Ou melhor, voltei minha atenção para os pensamentos que brotam.
Um deles refere-se à minha felicidade com o 3G da Vivo, que comprei pra usar no verão. Eu sempre viajo com o computador, mas sem net. Em dezembro assinei o Vivo Zap, e estou apaixonada. Coisa bem boa internet móvel. Em casa uso o Vírtua, que é ótimo. Mas a conexão wireless é uma bosta. Meu apê é grande, e o sinal tem alcance muito limitado. No meu escri, preciso deixar o computador num local bem específico, senão o sinal não chega. Antes eu usava cabo, mas aquele fio azul atravessando toda a sala e subindo pela escada, pendurado, ofendia o meu senso estético mortalmente. Azar que o sinal fique ruim e que eu tenha que trabalhar sempre no mesmo lugar, mas o fiozão à solta não dá...
O modem e o roteador ficam na sala, na parede colada ao quarto da minha filha. E o sinal atravessa a parede mais mal e porcamente do que sobe pro meu escri. Mas o fiozão saindo pela porta do quarto dela (que aí não fechava direito, a não ser esmigalhando o fio, que ia acabar quebrando, o que provocaria um gasto que me deixaria muito irritada etc, etc, etc) também me enervava, e acabei com ele. O sinal no PC dela é péssimo, mas ela não reclama muito... e pra ficar no msn, orkut e bobagens em geral sobeja e basta. E agora ela vai herdar este meu Mac, porque comprei um novo notebook pra mim. Aí poderá usar o notebook na sala e pronto.
Como fiz o pacote 3G de uso ilimitado, tenho usado direto, inclusive em casa. Aí posso levar o computador pra tudo que é lado. Neste momento, estou aqui na Armação de Pântano do Sul conectada ao meu blog, e acabo de receber o e-mail de uma amiga de minha mãe que está em Capão, também com 3G, contando o que elas têm feito por lá. Adoro essa proximidade virtual. Não sou do tipo que sai de férias pra esquecer de tudo e todos. Gosto de manter o contato com as coisas do meu cotidiano.
PRAIAS!!!

Estou em Santa Catarina com minha filha e meus amigos Lena e Soares. Seria difícil estar em melhor companhia. Este é o segundo ano em que viajo com meus amigos. Temos uma parceria perfeita. Gostamos das mesmas coisas. Acordamos cedo e vamos correr, Lízia fica dormindo ou lagarteando. Voltamos, tomamos café e vamos pra praia, levando sanduíches, frutas, água e chimarrão. E com Lízia é claro que ainda compro umas coisas à beira-mar. Pra mim, só queijo coalho de vez em quando, que como bem feliz, ignorando solenemente a possibilidade de contaminação.Voltamos de novo, fazemos a refeição do dia. Lízia vê a novela e o BBB (eu mereço, eu mereço...), eu fico trabalhando. E depois vamos dormir. Lena e Soares dormem mais cedo. É assim todo dia. Perfeição.
Estamos aqui desde segunda. Voltaremos na quarta.
No sábado vou correr a TTT. No domingo, Lena e Soares vão correr os 50km de Rio Grande. Depois vamos dar outra viajada. :)
Adoro essa vida simples e totalmente diurna. E estou adorando estar aqui sem ter milhares de coisas pra fazer. Estou no básico. E basicamente feliz. :)
E vou encher esse blog de fotos da praia para você, Jaime, um verdadeiro amigo espiritual.


Pé-de-moleque. Haja corrida!!!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Mas que praia...
Fazia muito tempo que eu não freqüentava as praias gaúchas. Este verão estou vindo todos os finais de semana pra ficar com minha mãe. E estou pasma com a feiúra do mar.
Não sou do tipo que curte praias pequenas, de enseada. Claro que gosto, acho bonitinho e tal. Mas eu gosto mesmo é de mar aberto. E grande. Mar sem onda não é a minha praia (hahaha, não pude resistir ao trocadilho. Aliás, acho o fim a idéia de que trocadilho é "feio" ou infame. Adoooooro trocadilhos, não vejo nada de infame neles. Afinal, pra fazê-los é preciso algum conhecimento da língua e umas idéias tortas e espertinhas...)
Pois bem, tenho vindo pra Capão em todos os fíndis de janeiro. E o mar está uma coisa de louco. Gelado sempre foi. Irregular também. E escuro. E nada disso me incomoda.(Quer dizer, água fria me incomoda. Tenho pavor de água fria, água gelada pra mim só pra beber. O problema é que eu passo muito mal com frio, se meu corpo esfria muito, num instante estou roxa/esbranquiçada, tenho muita dificuldade pra me manter aquecida em baixas temperaturas - tanto que no inverno corro com montes de roupa, porque não consigo me esquentar na rua, suando no vento frio.)
Eu amo a vastidão desolada dessa costa retilínea, aprendi a amar esse mar revolto ao longo de inúmeros verões em Tramandaí. Vejo uma imensa beleza nessa paisagem.
Mas nesse verão a cor do mar está me-do-nha. As marolas não quebram com espuma, mas com uma nata marrom, uma coisa de aspecto viscoso. Minha filha tem coragem (ou falta de sensatez) pra entrar, e sai dizendo sempre que a água está nojenta, que tem uma gosma que roça no corpo. Affff.
Hoje vi dois caras saírem do mar com calções brancos severamente alterados. Duvido que voltem a ficar brancos.
Então, vou pra beira da praia e não tenho o que olhar. Sempre gostei de correr olhando esse mar. Ou de sentar e observar o movimento da água. Mas dessa vez não dá vontade. Corro olhando a faixa de areia. E, quando sento, olho a paisagem humana. Ou preferivelmente, fecho os olhos e me deixo invadir pelo calor do sol.
Não sou do tipo que curte praias pequenas, de enseada. Claro que gosto, acho bonitinho e tal. Mas eu gosto mesmo é de mar aberto. E grande. Mar sem onda não é a minha praia (hahaha, não pude resistir ao trocadilho. Aliás, acho o fim a idéia de que trocadilho é "feio" ou infame. Adoooooro trocadilhos, não vejo nada de infame neles. Afinal, pra fazê-los é preciso algum conhecimento da língua e umas idéias tortas e espertinhas...)
Pois bem, tenho vindo pra Capão em todos os fíndis de janeiro. E o mar está uma coisa de louco. Gelado sempre foi. Irregular também. E escuro. E nada disso me incomoda.(Quer dizer, água fria me incomoda. Tenho pavor de água fria, água gelada pra mim só pra beber. O problema é que eu passo muito mal com frio, se meu corpo esfria muito, num instante estou roxa/esbranquiçada, tenho muita dificuldade pra me manter aquecida em baixas temperaturas - tanto que no inverno corro com montes de roupa, porque não consigo me esquentar na rua, suando no vento frio.)
Eu amo a vastidão desolada dessa costa retilínea, aprendi a amar esse mar revolto ao longo de inúmeros verões em Tramandaí. Vejo uma imensa beleza nessa paisagem.
Mas nesse verão a cor do mar está me-do-nha. As marolas não quebram com espuma, mas com uma nata marrom, uma coisa de aspecto viscoso. Minha filha tem coragem (ou falta de sensatez) pra entrar, e sai dizendo sempre que a água está nojenta, que tem uma gosma que roça no corpo. Affff.
Hoje vi dois caras saírem do mar com calções brancos severamente alterados. Duvido que voltem a ficar brancos.
Então, vou pra beira da praia e não tenho o que olhar. Sempre gostei de correr olhando esse mar. Ou de sentar e observar o movimento da água. Mas dessa vez não dá vontade. Corro olhando a faixa de areia. E, quando sento, olho a paisagem humana. Ou preferivelmente, fecho os olhos e me deixo invadir pelo calor do sol.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Ramble On
Leaves are fallin' all around, time I was on my way
Thanks to you, I'm much obliged for such a pleasant stay
but now it's time for me to go, the autumn moon lights my way
for now I smell the rain, and with it, pain
and it's headed my way
Aw, sometimes I grow so tired
but I know I've got one thing I got to do
A-ramble on, and now's the time, the time is now
Sing my song, I'm goin' 'round the world, I gotta find my girl
On my way, I've been this way ten years to the day
Ramble on, gotta find the queen of all my dreams
Got no time to for spreadin' roots, the time has come to be gone
And though our health we drank a thousand times
it's time to ramble on
A-ramble on, and now's the time, the time is now
Sing my song, I'm goin' 'round the world
I've gotta find my girl
On my way, I've been this way ten years to the day
I gotta ramble on, I gotta find the queen of all my dreams
I tell you no lie
Mine's a tale that can't be told, my freedom I hold dear
How years ago in days of old when magic filled the air
'twas in the darkest depths of Mordor, mm-I met a girl so fair
but Gollum and the evil warg crept up and slipped away with her
her, her, yeah, and ain't nothin' I can do, no
I guess I'll keep on ramblin', I'm gonna
Sing my song/Sh-yeah-yeah-yeah-yeah, I've gotta find my baby
I'm gonna ramble on, sing my song
Gonna work my way all around the world
Baby, baby/Ramble on, yeah
A-do-do-n-do-n-do-n-do, my baby/Baby
A-ramble on, baby
A-do-do-do-do-do-do-do-de-do-de-do-de-do-de-do-de, yeah, yeah/
I can't stop this feelin' in my heart
Everytime I feel I will leave, I really gotta part
Gotta keep searchin' for my baby/
Baby, baby, baby, baby, baby, baby, baby, baby, babe
I've gotta keep a-searchin'for my baby
My, my, my, my, my, my, my baby/
Yeah-yeah, a-yeah-yeah, a-yeah-yeah
My, my, my, my, my, my baby/
Yeah-yeah, yeah-yeah, yeah-yeah, yeah-yeah, yeah-yeah
Ooh, my, my, my-my, my-my, my-my, yeah/
I can't find my bluebird, I'd listen to my bluebird sing
but I, I can't find my bluebird
I keep a-ramblin' baby/ Ah, ah, yeah
I keep a-ramblin', baby/I keep, keep, keep, keep, keep
Babe, babe, babe, babe/
I keep a-ramblin', baby, baby, baby, baby, baby, baby, baby
My, my babe
Bay-ya-by/A-goodbye, goodbye, a-goodbye, baby
Well, something's wrong
Vi Robert Plant cantar "Ramble On" no Hollywood Rock de janeiro de 1994 em São Paulo - a whole fifteen years ago, good god. Experiência direta de alegria e felicidade. De êxtase. É uma das músicas de que mais gosto. Uma das vozes de que mais gosto. Fiery presence. A disposição.
Li um texto em que Plant falava da importância de "Ramble On", por ter sido a canção em que ele percebeu que podia compor. Só fui atrás da letra há pouco tempo, e só hoje vi a referência à obra de Tolkien. E aí vi que outras composições de Plant também citam Tolkien. Isso não me causa especial interesse, mas my enduring/everlasting love pelo Led Zeppelin tem ramificações em várias coisas essenciais para mim: a música negra, as mitologias e contos celtas e nórdicos, a feitiçaria, e a música árabe.
A fabulosa teia de Indra, miríades de fios que ligam os seres de incontáveis maneiras e tornam o todo uno.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Dispostos atraentes
Se as pessoas que mexem conosco são aquelas em quem vemos refletidas as nossas próprias características, ou em quem vemos coisas que achamos que não temos/somos mas gostaríamos de ter/ser, sem dúvida sou do time dos muito dispostos. As duas pessoas que me interessaram (muito) acima da média em 2008 confirmaram o lema de que os dispostos se atraem. Cada uma delas, a seu modo, me proporcionou a oportunidade de experienciar vividamente o aqui-e-agora e de me expressar com um grau de liberdade e criatividade muito maior que o habitual. Foram presenças luminosas meu amante alagoano e mi passion argentina. Coisa bem boa essas conexões de alta voltagem, que tornam a vida menos ordinária e mais eletrizante.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
13:17
Meu aniversário astrológico foi hoje, às 13h17min. Comemorei os 45 anos correndo sob um sol tórrido. Na rua. Eu adoro o verão, o calor abrasador.
Nasci num domingo, dia de Oxalá, no Rio de Janeiro, no solstício de verão, no primeiro dia de verão, com o Sol a apenas 54 minutos em Capricórnio, o que faz de mim um Capricórnio em pele de Sagitário, ou vice-versa. Nasci num dia quente.
Hoje o solstício de verão foi às 10h04min, e o verão teve início às 13h05min, pouco antes do meu aníver.
Celebrei o solstício, a chegada do verão e meu ano novo correndo porque estar à solta pela rua, ao sol, no calor, me enche de vitalidade, de alegria, faz com que eu me sinta muito viva e conectada a esse corpo e esse plano. Às 13h17min eu estava na beira do Guaíba, das águas de Oxum.
Nasci num domingo, dia de Oxalá, no Rio de Janeiro, no solstício de verão, no primeiro dia de verão, com o Sol a apenas 54 minutos em Capricórnio, o que faz de mim um Capricórnio em pele de Sagitário, ou vice-versa. Nasci num dia quente.
Hoje o solstício de verão foi às 10h04min, e o verão teve início às 13h05min, pouco antes do meu aníver.
Celebrei o solstício, a chegada do verão e meu ano novo correndo porque estar à solta pela rua, ao sol, no calor, me enche de vitalidade, de alegria, faz com que eu me sinta muito viva e conectada a esse corpo e esse plano. Às 13h17min eu estava na beira do Guaíba, das águas de Oxum.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Que beleza
Eu deveria fazer uma foto.
Estou dando um banho de creme no cabelo, então coloquei uma sacolinha amarela de plástico na cabeça para conservar o calor do meu corpo.
Aproveitei para fazer uma máscara de lama no rosto e pescoço. Essa lama tem uma cor cinza-esverdeada, algo como verde-lama talvez. Ao secar vai ficando mais clara e cinzenta. E rachando.
Não só deveria fazer uma foto, como fiz.
:)
Não posso rir, porque a máscara de lama iria se espatifar toda e fazer a maior sujeira em cima do meu teclado. Não dá nem pra falar. Mas estou quieta aqui, trabalhando e registrando essa sessão de cuidados corporais.
Um dia desses eu tinha acabado de aplicar a máscara de lama e o porteiro veio entregar alguma coisa. Avisei pra ele antes de abrir a porta, e ele conseguiu manter-se sério, sei lá eu como. Eu fiquei rindo por dentro, já que o rosto estava duro de lama.
Estou dando um banho de creme no cabelo, então coloquei uma sacolinha amarela de plástico na cabeça para conservar o calor do meu corpo.
Aproveitei para fazer uma máscara de lama no rosto e pescoço. Essa lama tem uma cor cinza-esverdeada, algo como verde-lama talvez. Ao secar vai ficando mais clara e cinzenta. E rachando.
Não só deveria fazer uma foto, como fiz.:)
Não posso rir, porque a máscara de lama iria se espatifar toda e fazer a maior sujeira em cima do meu teclado. Não dá nem pra falar. Mas estou quieta aqui, trabalhando e registrando essa sessão de cuidados corporais.
Um dia desses eu tinha acabado de aplicar a máscara de lama e o porteiro veio entregar alguma coisa. Avisei pra ele antes de abrir a porta, e ele conseguiu manter-se sério, sei lá eu como. Eu fiquei rindo por dentro, já que o rosto estava duro de lama.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Minha criança
Desde então tirei o carro. Tirei o cartão do banco. Na semana retrasada tirei o talão de cheques. Estou tirando tudo que fazia dela um ser autônomo para garantir sua segurança e conforto. E para ter um mínimo de tranqüilidade, para reduzir as chances de que algo ruim aconteça com ela, já que não moramos juntas (ainda).
Coloquei uma pessoa para cuidar dela de dia. Minha mãe não sai mais sozinha - felizmente ela não quer, porque eu não deixaria. Agora vou obrigá-la a sair para caminhar pelo menos três vezes por semana. Ela adorava caminhar, agora não mais. Ela era ágil, agora seus movimentos estão cada vez mais lentos e vacilantes. E isso e seu olhar são o que me causa um aperto indescritível cada vez que a contemplo. Vejo a doença avançando inexorável, insidiosa e velozmente, minando o corpo e a mente. Além disso ela está ficando velhinha e frágil.
Minha mãe era uma matraca, agora fica calada, às vezes ouvindo o que se fala, outras vezes perdida em si mesma, com o olhar fixo no vazio. E eu me indago sobre o que se passa em sua mente. E sinto algo que não posso descrever, algo como um desespero surdo, dor e tristeza veladas. Talvez ainda não esteja sentindo plenamente porque estou muito ocupada pensando, planejando e agindo. Mas espero ter méritos para que a serenidade com que estou passando por essa experiência seja genuína, e não um represamento de emoções. Que eu esteja realmente acolhendo e dissipando meu sofrimento naturalmente, sem ter chiliques por não estar me apegando a nada nem rejeitando coisa alguma.
Perguntei ao médico se ela é feliz, se esse conceito ainda é aplicável. Ele disse que o conceito cabível é conforto; ela pode se sentir confortável, e é isso que se pode proporcionar a ela.
Vou levar minha mãe pra praia depois do Ano Novo. Ela irá com uma acompanhante. Espero que se sinta confortável. Ela adorava ir pra praia. Talvez seja o último verão em que ela saiba que está em seu apartamento na praia. Pensar nisso evidentemente me causa um arrepio. Mas, dentro de minha serenidade e determinação para cuidar dela, não penso no que vai acontecer no futuro. Vou na onda.
No ano passado, minha mãe acordou no dia 22 de dezembro e não lembrou que era meu aniversário. Lembrou mais tarde - e chorou ao se dar conta de que não havia lembrado ao acordar. Agora ela aceita o esquecimento, de modo geral ela não sofre mais com isso - o que é um conforto para ela e para mim.
Às vezes brincamos com a situação, conseguimos dar umas risadinhas. Como hoje, ao falarmos sobre Neusa, que ficará com ela a partir de agora, no lugar da Clélia, que saiu porque não poderia ir pra praia. Neusa esteve na casa da minha mãe ontem. Foi hoje de novo, e minha mãe não lembrava quem era. Amanhã Neusa vai de novo, e ficamos comentando que periga ela ter esquecido outra vez, e sorrimos. Minha mãe anotou o nome de Neusa na geladeira pra não ter que perguntar a todo instante. Mas vai chamá-la de Clélia por um tempo.
Às vezes ela fica infeliz por ver o quanto está se tornando dependente. Mas isso dura pouco, graças a deus. Em certa ocasião ela chorou ao concluir que havia se tornado uma mala que só dava trabalho. Tive vontade de me atirar no chão aos gritos. Sheer dispair, full force. Sei lá de onde tirei nervos pra confortá-la. Espero que essa idéia não lhe volte à mente, esquecida de vez. Tudo menos isso.
Outras vezes ela se rebela com o cerceamento de sua liberdade, reclama e se irrita, diz que não está tão mal para ser tratada como abobada ou criança. Graças a deus isso também dura pouco. Ela esquece tudo.
De fato, minha mãe cada vez mais é tratada como criança. A diferença é que, ao contrário de uma criança, ela não pode ser ensinada. O que ela desaprender estará perdido. Mas, enquanto houver conceitos, que ela possa se sentir confortável, cuidada. Amada como uma criança.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Senhora Minha Mãe
8 de dezembro é dia de Oxum, senhora da água doce, das cachoeiras, do amor, do ouro, da fertilidade. A mais bela das orixás, essência da natureza feminina, dona da intuição e da magia.
Senhora minha mãe, que me ampara, apóia, protege, acolhe e cobre com seu manto dourado.
Imagem de Oxum carregada em procissão esta noite em Porto Alegre.
Estátua de Oxum em Ipanema, às margens do Lago Guaíba. Neste local há um orixá Oxum assentado.
Estátua de Oxum produzida pelo artista plástico baiano Tati Moreno.
Senhora minha mãe, que me ampara, apóia, protege, acolhe e cobre com seu manto dourado.
domingo, 7 de dezembro de 2008
43'07
"Oi mi amor! Vai com tudo! Hj é uma prova 100% cabeça, não é para tempo e sim para colocação, ok? Gruda naquela corredora e no final confia em ti! Eu confio.. Bjo"De: Edu Perfect Run
Enviado: 6:41
Estava indo pra cama, depois de passar a noite dançando numa festa na casa de minha mãe-de-santo, quando recebi esse sms de mi amor de treinador. Estava decidida a não correr hoje, a etapa final do Circuito do Corpa. Ando cansada, tive uma semana difícil, passei a noite em claro. E achei que não precisava fazer essa corrida, que minha classificação em primeiro lugar na categoria 45-49 anos já estava garantida.
Mas aí Edu mandou esse sms, e eu não consegui dormir. Pensava: "Ah, deixa pra lá. Corrida não é a coisa mais importante, não tem por que me estressar." Mas sentia: "Pô, o Edu tá querendo ver meu resultado, tá achando que posso correr bem... E meus amigos vão se preocupar se eu não aparecer, falei pra todo mundo que eu ia, e vai ter o churrasco aqui depois, vão até pensar que não vai rolar, que papelão..."
Concluí que precisava ao menos ir lá e ver o que acontecia. Afinal, se eu estivesse tãããão cansada da festa e do resto, teria dormido. E eu não durmo de dia mesmo, ia só ficar deitada torrando a paciência, me cansando com o esforço pra tentar descansar e dormir. Saí da cama às 8:06, saí de casa às 8:25 (a corrida era às 9h).
Cheguei no Gasômetro, peguei meu kit, encontrei minha amiga Filó e fui trotar com ela. Depois com Marcia Lima. No início parecia que ia ter que me arrastar na corrida, mas depois fui ficando mais leve de corpo e especialmente de mente.
Na largada estávamos eu, Filó, Marcia e Cynthia, outra amiga muito querida. Na corrida de Gravataí, eu fui atrás da Cynthia e pela primeira vez cheguei na frente dela. Dessa vez foi a mesma coisa, ela saiu mais forte. E eu estava achando que ia só fazer uma corridinha de carnê. Mas comecei a correr e vi que meu corpo estava ok, que eu não estava sofrendo. Então decidi ir forte até onde desse. No km 2 encostei na Cynthia, e fui grudada nela por um tempo, até ultrapassá-la. Na verdade eu não ultrapassei, mantive o mesmo ritmo.
No km 3, pensei: "Agora só faltam mais 2 até a metade, depois é voltar. Vou tratar de ir ligeiro e voltar logo." Como é bom chegar na metade! "Beleza, já é." Quando cheguei no km 7, dei uma amarelada forte; senti o calor, percebi o esforço do meu corpo, os batimentos. E tive medo de desmaiar, cheguei a ter uma leve tontura - e pensei em parar na ambulância que estava por ali. Mas parar para que exatamente? Eu não estava desmaiando, só estava ficando cansada. Aí pensei: "Se eu desmaiar, vão ver, e alguém virá juntar. Não reduzir nada, vou é tratar de acabar logo essa corrida, isso sim." Tratei de me aprumar, e lá se foi a tontura. E lá fui eu pra linha de chegada.
Fui no carro trocar de roupa, e tinha outro sms do Edu:"Mi amor de corredora deve ter chegado há pouco! Como será que ela foi? Bjooos, Edu".
De: Edu Perfect Run
Enviado: 9:43
Ela foi bem. E voltou melhor ainda. :)
Cheguei inteirinha, bem menos cansada do que em outras vezes.
E fiz meu melhor 10km até hoje: 43:07 líquido (43:13 bruto).
Fui correr por causa dos outros, basicamente por causa de mi amor de treinador, que parece confiar mais em mim do que eu. Seria lamentável não ir. Deixaria de fazer meu melhor tempo, não mostraria a mim mesma como estou hoje, não veria os resultados dos treinos, da dedicação, da disciplina. E o pior é que me arrependeria e ficaria mal comigo mesma, por ter desistido sem ao menos tentar.
Assinar:
Postagens (Atom)
