domingo, 25 de janeiro de 2009

Mas que praia...

Fazia muito tempo que eu não freqüentava as praias gaúchas. Este verão estou vindo todos os finais de semana pra ficar com minha mãe. E estou pasma com a feiúra do mar.
Não sou do tipo que curte praias pequenas, de enseada. Claro que gosto, acho bonitinho e tal. Mas eu gosto mesmo é de mar aberto. E grande. Mar sem onda não é a minha praia (hahaha, não pude resistir ao trocadilho. Aliás, acho o fim a idéia de que trocadilho é "feio" ou infame. Adoooooro trocadilhos, não vejo nada de infame neles. Afinal, pra fazê-los é preciso algum conhecimento da língua e umas idéias tortas e espertinhas...)
Pois bem, tenho vindo pra Capão em todos os fíndis de janeiro. E o mar está uma coisa de louco. Gelado sempre foi. Irregular também. E escuro. E nada disso me incomoda.(Quer dizer, água fria me incomoda. Tenho pavor de água fria, água gelada pra mim só pra beber. O problema é que eu passo muito mal com frio, se meu corpo esfria muito, num instante estou roxa/esbranquiçada, tenho muita dificuldade pra me manter aquecida em baixas temperaturas - tanto que no inverno corro com montes de roupa, porque não consigo me esquentar na rua, suando no vento frio.)
Eu amo a vastidão desolada dessa costa retilínea, aprendi a amar esse mar revolto ao longo de inúmeros verões em Tramandaí. Vejo uma imensa beleza nessa paisagem.
Mas nesse verão a cor do mar está me-do-nha. As marolas não quebram com espuma, mas com uma nata marrom, uma coisa de aspecto viscoso. Minha filha tem coragem (ou falta de sensatez) pra entrar, e sai dizendo sempre que a água está nojenta, que tem uma gosma que roça no corpo. Affff.
Hoje vi dois caras saírem do mar com calções brancos severamente alterados. Duvido que voltem a ficar brancos.
Então, vou pra beira da praia e não tenho o que olhar. Sempre gostei de correr olhando esse mar. Ou de sentar e observar o movimento da água. Mas dessa vez não dá vontade. Corro olhando a faixa de areia. E, quando sento, olho a paisagem humana. Ou preferivelmente, fecho os olhos e me deixo invadir pelo calor do sol.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ramble On



Leaves are fallin' all around, time I was on my way
Thanks to you, I'm much obliged for such a pleasant stay
but now it's time for me to go, the autumn moon lights my way
for now I smell the rain, and with it, pain
and it's headed my way
Aw, sometimes I grow so tired
but I know I've got one thing I got to do

A-ramble on, and now's the time, the time is now
Sing my song, I'm goin' 'round the world, I gotta find my girl
On my way, I've been this way ten years to the day
Ramble on, gotta find the queen of all my dreams

Got no time to for spreadin' roots, the time has come to be gone
And though our health we drank a thousand times
it's time to ramble on

A-ramble on, and now's the time, the time is now
Sing my song, I'm goin' 'round the world
I've gotta find my girl
On my way, I've been this way ten years to the day
I gotta ramble on, I gotta find the queen of all my dreams
I tell you no lie

Mine's a tale that can't be told, my freedom I hold dear
How years ago in days of old when magic filled the air
'twas in the darkest depths of Mordor, mm-I met a girl so fair
but Gollum and the evil warg crept up and slipped away with her
her, her, yeah, and ain't nothin' I can do, no

I guess I'll keep on ramblin', I'm gonna
Sing my song/Sh-yeah-yeah-yeah-yeah, I've gotta find my baby
I'm gonna ramble on, sing my song
Gonna work my way all around the world
Baby, baby/Ramble on, yeah

A-do-do-n-do-n-do-n-do, my baby/Baby
A-ramble on, baby
A-do-do-do-do-do-do-do-de-do-de-do-de-do-de-do-de, yeah, yeah/
I can't stop this feelin' in my heart
Everytime I feel I will leave, I really gotta part
Gotta keep searchin' for my baby/
Baby, baby, baby, baby, baby, baby, baby, baby, babe
I've gotta keep a-searchin'for my baby
My, my, my, my, my, my, my baby/
Yeah-yeah, a-yeah-yeah, a-yeah-yeah
My, my, my, my, my, my baby/
Yeah-yeah, yeah-yeah, yeah-yeah, yeah-yeah, yeah-yeah
Ooh, my, my, my-my, my-my, my-my, yeah/
I can't find my bluebird, I'd listen to my bluebird sing
but I, I can't find my bluebird
I keep a-ramblin' baby/ Ah, ah, yeah
I keep a-ramblin', baby/I keep, keep, keep, keep, keep
Babe, babe, babe, babe/
I keep a-ramblin', baby, baby, baby, baby, baby, baby, baby
My, my babe
Bay-ya-by/A-goodbye, goodbye, a-goodbye, baby
Well, something's wrong


Vi Robert Plant cantar "Ramble On" no Hollywood Rock de janeiro de 1994 em São Paulo - a whole fifteen years ago, good god. Experiência direta de alegria e felicidade. De êxtase. É uma das músicas de que mais gosto. Uma das vozes de que mais gosto. Fiery presence. A disposição.
Li um texto em que Plant falava da importância de "Ramble On", por ter sido a canção em que ele percebeu que podia compor. Só fui atrás da letra há pouco tempo, e só hoje vi a referência à obra de Tolkien. E aí vi que outras composições de Plant também citam Tolkien. Isso não me causa especial interesse, mas my enduring/everlasting love pelo Led Zeppelin tem ramificações em várias coisas essenciais para mim: a música negra, as mitologias e contos celtas e nórdicos, a feitiçaria, e a música árabe.
A fabulosa teia de Indra, miríades de fios que ligam os seres de incontáveis maneiras e tornam o todo uno.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Dispostos atraentes

Se as pessoas que mexem conosco são aquelas em quem vemos refletidas as nossas próprias características, ou em quem vemos coisas que achamos que não temos/somos mas gostaríamos de ter/ser, sem dúvida sou do time dos muito dispostos. As duas pessoas que me interessaram (muito) acima da média em 2008 confirmaram o lema de que os dispostos se atraem. Cada uma delas, a seu modo, me proporcionou a oportunidade de experienciar vividamente o aqui-e-agora e de me expressar com um grau de liberdade e criatividade muito maior que o habitual. Foram presenças luminosas meu amante alagoano e mi passion argentina. Coisa bem boa essas conexões de alta voltagem, que tornam a vida menos ordinária e mais eletrizante.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

13:17

Meu aniversário astrológico foi hoje, às 13h17min. Comemorei os 45 anos correndo sob um sol tórrido. Na rua. Eu adoro o verão, o calor abrasador.
Nasci num domingo, dia de Oxalá, no Rio de Janeiro, no solstício de verão, no primeiro dia de verão, com o Sol a apenas 54 minutos em Capricórnio, o que faz de mim um Capricórnio em pele de Sagitário, ou vice-versa. Nasci num dia quente.
Hoje o solstício de verão foi às 10h04min, e o verão teve início às 13h05min, pouco antes do meu aníver.
Celebrei o solstício, a chegada do verão e meu ano novo correndo porque estar à solta pela rua, ao sol, no calor, me enche de vitalidade, de alegria, faz com que eu me sinta muito viva e conectada a esse corpo e esse plano. Às 13h17min eu estava na beira do Guaíba, das águas de Oxum.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Que beleza

Eu deveria fazer uma foto.
Estou dando um banho de creme no cabelo, então coloquei uma sacolinha amarela de plástico na cabeça para conservar o calor do meu corpo.
Aproveitei para fazer uma máscara de lama no rosto e pescoço. Essa lama tem uma cor cinza-esverdeada, algo como verde-lama talvez. Ao secar vai ficando mais clara e cinzenta. E rachando.

Não só deveria fazer uma foto, como fiz.
:)
Não posso rir, porque a máscara de lama iria se espatifar toda e fazer a maior sujeira em cima do meu teclado. Não dá nem pra falar. Mas estou quieta aqui, trabalhando e registrando essa sessão de cuidados corporais.
Um dia desses eu tinha acabado de aplicar a máscara de lama e o porteiro veio entregar alguma coisa. Avisei pra ele antes de abrir a porta, e ele conseguiu manter-se sério, sei lá eu como. Eu fiquei rindo por dentro, já que o rosto estava duro de lama.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Minha criança

No dia 8 levei minha mãe ao médico para uma revisão antes das férias. Faz oito meses que a levei ao médico pela primeira vez. Foi no dia 22 de abril. Ela morava sozinha, fazia todas suas compras, dirigia, geria seus gastos. Era independente.
Desde então tirei o carro. Tirei o cartão do banco. Na semana retrasada tirei o talão de cheques. Estou tirando tudo que fazia dela um ser autônomo para garantir sua segurança e conforto. E para ter um mínimo de tranqüilidade, para reduzir as chances de que algo ruim aconteça com ela, já que não moramos juntas (ainda).
Coloquei uma pessoa para cuidar dela de dia. Minha mãe não sai mais sozinha - felizmente ela não quer, porque eu não deixaria. Agora vou obrigá-la a sair para caminhar pelo menos três vezes por semana. Ela adorava caminhar, agora não mais. Ela era ágil, agora seus movimentos estão cada vez mais lentos e vacilantes. E isso e seu olhar são o que me causa um aperto indescritível cada vez que a contemplo. Vejo a doença avançando inexorável, insidiosa e velozmente, minando o corpo e a mente. Além disso ela está ficando velhinha e frágil.
Minha mãe era uma matraca, agora fica calada, às vezes ouvindo o que se fala, outras vezes perdida em si mesma, com o olhar fixo no vazio. E eu me indago sobre o que se passa em sua mente. E sinto algo que não posso descrever, algo como um desespero surdo, dor e tristeza veladas. Talvez ainda não esteja sentindo plenamente porque estou muito ocupada pensando, planejando e agindo. Mas espero ter méritos para que a serenidade com que estou passando por essa experiência seja genuína, e não um represamento de emoções. Que eu esteja realmente acolhendo e dissipando meu sofrimento naturalmente, sem ter chiliques por não estar me apegando a nada nem rejeitando coisa alguma.
Perguntei ao médico se ela é feliz, se esse conceito ainda é aplicável. Ele disse que o conceito cabível é conforto; ela pode se sentir confortável, e é isso que se pode proporcionar a ela.
Vou levar minha mãe pra praia depois do Ano Novo. Ela irá com uma acompanhante. Espero que se sinta confortável. Ela adorava ir pra praia. Talvez seja o último verão em que ela saiba que está em seu apartamento na praia. Pensar nisso evidentemente me causa um arrepio. Mas, dentro de minha serenidade e determinação para cuidar dela, não penso no que vai acontecer no futuro. Vou na onda.
No ano passado, minha mãe acordou no dia 22 de dezembro e não lembrou que era meu aniversário. Lembrou mais tarde - e chorou ao se dar conta de que não havia lembrado ao acordar. Agora ela aceita o esquecimento, de modo geral ela não sofre mais com isso - o que é um conforto para ela e para mim.
Às vezes brincamos com a situação, conseguimos dar umas risadinhas. Como hoje, ao falarmos sobre Neusa, que ficará com ela a partir de agora, no lugar da Clélia, que saiu porque não poderia ir pra praia. Neusa esteve na casa da minha mãe ontem. Foi hoje de novo, e minha mãe não lembrava quem era. Amanhã Neusa vai de novo, e ficamos comentando que periga ela ter esquecido outra vez, e sorrimos. Minha mãe anotou o nome de Neusa na geladeira pra não ter que perguntar a todo instante. Mas vai chamá-la de Clélia por um tempo.
Às vezes ela fica infeliz por ver o quanto está se tornando dependente. Mas isso dura pouco, graças a deus. Em certa ocasião ela chorou ao concluir que havia se tornado uma mala que só dava trabalho. Tive vontade de me atirar no chão aos gritos. Sheer dispair, full force. Sei lá de onde tirei nervos pra confortá-la. Espero que essa idéia não lhe volte à mente, esquecida de vez. Tudo menos isso.
Outras vezes ela se rebela com o cerceamento de sua liberdade, reclama e se irrita, diz que não está tão mal para ser tratada como abobada ou criança. Graças a deus isso também dura pouco. Ela esquece tudo.
De fato, minha mãe cada vez mais é tratada como criança. A diferença é que, ao contrário de uma criança, ela não pode ser ensinada. O que ela desaprender estará perdido. Mas, enquanto houver conceitos, que ela possa se sentir confortável, cuidada. Amada como uma criança.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Senhora Minha Mãe

8 de dezembro é dia de Oxum, senhora da água doce, das cachoeiras, do amor, do ouro, da fertilidade. A mais bela das orixás, essência da natureza feminina, dona da intuição e da magia.
Senhora minha mãe, que me ampara, apóia, protege, acolhe e cobre com seu manto dourado.

Imagem de Oxum carregada em procissão esta noite em Porto Alegre.

Estátua de Oxum em Ipanema, às margens do Lago Guaíba. Neste local há um orixá Oxum assentado.

Estátua de Oxum produzida pelo artista plástico baiano Tati Moreno.

domingo, 7 de dezembro de 2008

43'07

"Oi mi amor! Vai com tudo! Hj é uma prova 100% cabeça, não é para tempo e sim para colocação, ok? Gruda naquela corredora e no final confia em ti! Eu confio.. Bjo"
De: Edu Perfect Run
Enviado: 6:41


Estava indo pra cama, depois de passar a noite dançando numa festa na casa de minha mãe-de-santo, quando recebi esse sms de mi amor de treinador. Estava decidida a não correr hoje, a etapa final do Circuito do Corpa. Ando cansada, tive uma semana difícil, passei a noite em claro. E achei que não precisava fazer essa corrida, que minha classificação em primeiro lugar na categoria 45-49 anos já estava garantida.
Mas aí Edu mandou esse sms, e eu não consegui dormir. Pensava: "Ah, deixa pra lá. Corrida não é a coisa mais importante, não tem por que me estressar." Mas sentia: "Pô, o Edu tá querendo ver meu resultado, tá achando que posso correr bem... E meus amigos vão se preocupar se eu não aparecer, falei pra todo mundo que eu ia, e vai ter o churrasco aqui depois, vão até pensar que não vai rolar, que papelão..."
Concluí que precisava ao menos ir lá e ver o que acontecia. Afinal, se eu estivesse tãããão cansada da festa e do resto, teria dormido. E eu não durmo de dia mesmo, ia só ficar deitada torrando a paciência, me cansando com o esforço pra tentar descansar e dormir. Saí da cama às 8:06, saí de casa às 8:25 (a corrida era às 9h).
Cheguei no Gasômetro, peguei meu kit, encontrei minha amiga Filó e fui trotar com ela. Depois com Marcia Lima. No início parecia que ia ter que me arrastar na corrida, mas depois fui ficando mais leve de corpo e especialmente de mente.
Na largada estávamos eu, Filó, Marcia e Cynthia, outra amiga muito querida. Na corrida de Gravataí, eu fui atrás da Cynthia e pela primeira vez cheguei na frente dela. Dessa vez foi a mesma coisa, ela saiu mais forte. E eu estava achando que ia só fazer uma corridinha de carnê. Mas comecei a correr e vi que meu corpo estava ok, que eu não estava sofrendo. Então decidi ir forte até onde desse. No km 2 encostei na Cynthia, e fui grudada nela por um tempo, até ultrapassá-la. Na verdade eu não ultrapassei, mantive o mesmo ritmo.
No km 3, pensei: "Agora só faltam mais 2 até a metade, depois é voltar. Vou tratar de ir ligeiro e voltar logo." Como é bom chegar na metade! "Beleza, já é." Quando cheguei no km 7, dei uma amarelada forte; senti o calor, percebi o esforço do meu corpo, os batimentos. E tive medo de desmaiar, cheguei a ter uma leve tontura - e pensei em parar na ambulância que estava por ali. Mas parar para que exatamente? Eu não estava desmaiando, só estava ficando cansada. Aí pensei: "Se eu desmaiar, vão ver, e alguém virá juntar. Não reduzir nada, vou é tratar de acabar logo essa corrida, isso sim." Tratei de me aprumar, e lá se foi a tontura. E lá fui eu pra linha de chegada.
Fui no carro trocar de roupa, e tinha outro sms do Edu:

"Mi amor de corredora deve ter chegado há pouco! Como será que ela foi? Bjooos, Edu".
De: Edu Perfect Run
Enviado: 9:43


Ela foi bem. E voltou melhor ainda. :)
Cheguei inteirinha, bem menos cansada do que em outras vezes.
E fiz meu melhor 10km até hoje: 43:07 líquido (43:13 bruto).
Fui correr por causa dos outros, basicamente por causa de mi amor de treinador, que parece confiar mais em mim do que eu. Seria lamentável não ir. Deixaria de fazer meu melhor tempo, não mostraria a mim mesma como estou hoje, não veria os resultados dos treinos, da dedicação, da disciplina. E o pior é que me arrependeria e ficaria mal comigo mesma, por ter desistido sem ao menos tentar.

domingo, 30 de novembro de 2008

Perfect Run

Perfect Run é o nome da assessoria de corrida de mi amor de treinador, Eduardo Schütz. Perfect Run foi o nosso programa de hoje: uma corrida-passeio/festivo reunindo a maioria do grupo.
Eu nunca fui muito chegada em esquemas réstia-de-cebola, de sair em penca pra qualquer coisa. E estou acostumada a correr sempre sozinha, fazendo meu treino, no meu ritmo, sem ter que acertar passo com ninguém. Mas, desde que Edu falou que teria essa corrida de confratermização, simpatizei com a idéia. E nos últimos dias estava aguardando ansiosamente o evento. Minha irmã veio passar o fíndi aqui, e tratei de convocá-la pra função.
Minhas expectativas (ops!, lá se foi pro brejo a prática budista - mas posso dizer que, em vez de expectativas, eram desejos auspiciosos, hehehe...) foram plenamente preenchidas.
Adorei trotar em alegre bando, de uniforme, com amigos, conhecidos e desconhecidos, foi muito confortável e natural me integrar na massa cor-de-laranja que saiu do Parcão, pegou a Goethe, Vasco, Sarmento Leite e seguiu até o Gasômetro, percorreu 1km pela orla do lago e voltou, fazendo uma parada rápida na Redenção pra beber água, e retornou ao Parcão, onde nossa barraca estava abastecida com frutas e gatorade.
Somos um grupo das mais variadas velocidades. Para nos mantermos unidos, fomos num passo bem leve. Pude conversar (sem parar, hehehe) com várias pessoas e desencanar do ritmo. Esqueci do relógio. Não foi treino, foi passeio. Foi um programa divertido entre amigos. Foi muito diferente do que faço todos os dias. Eu sigo uma planilha, então todo dia tenho alguma meta a atingir; por mais que eu goste de correr e treinar, e que isso pra mim seja passatempo e diversão, tem uma certa obrigação na minha rotina. Hoje a meta era simplesmente curtir. No início estranhei, mas depois fui relaxando.
O que mais gostei foi de me sentir identificada com o grupo e integrada a ele. Sempre fui um tipo periférico - Lena diz que eu sou de todo mundo e não sou de ninguém -, mas desde o ano passado comecei a me tornar mais gregária. É um fenômeno ligado à corrida, onde formei um grupo de amigos, um "nós", que se encontra na pista, nas provas e aqui em casa.
Treinando com Edu, a idéia do "nós" foi se firmando, porque ele sempre fala "nós". Quando chego na pista, ele diz: "Hoje nós vamos fazer isso e aquilo". E ele sempre se refere à Perfect Run como "nós".
Eu achava isso muito engraçado, mas agora entendi, porque não me vejo mais como "eu" junto com um grupo, vejo "o nosso grupo". E já estou começando a falar "nós" como mi amor de treinador. :)

sábado, 29 de novembro de 2008

Natal 2008


Montei a árvore essa semana, segunda e terça. Minha filha ajudou - e insistiu em bolinhas. No ano passado usei apenas fitas, coisa mais chique.
Até agora o gato Lelo já quebrou quatro bolinhas. Espero que a árvore chegue inteira ao Dia de Reis.
Adoro árvores de Natal. Sento na sala e deixo apenas as luzes do pinheiro acesas. E relaxo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Dois anos hoje

Meu lama disse em um ensinamento que o passado muda. E deu como exemplo olharmos para uma foto de alguém ou algo de que gostávamos mas que tenhamos deixado de gostar. Os fatos serão os mesmos, mas a percepção será totalmente diferente. No livro de B. Alan Wallace que estou traduzindo, ele fala disso em termos de física e ciência. Loucura.
Tenho a tendência de olhar para o passado pelo melhor ângulo, valorizando as coisas positivas - isso inclui ver o que aprendi com experiências dolorosas ou desagradáveis. Assim tudo se torna mais leve e valioso.
Certas experiências são bem mais propícias para uma lembrança positiva. Recordá-las traz basicamente uma sensação agradável.
O modo como algumas coisas acontecem é extraordinário. Também é extraordinário o modo como certos fragmentos de memória mantêm-se nítidos. A cor do céu, uma peça de roupa, a sensação que se teve ao ouvir uma música, coisas que em geral passam meio batidas, mas que, em algumas circunstâncias, são registradas de modo indelével.
Tenho inúmeras dessas recordações desde a infância. Às vezes elas brotam na mente como que do nada. E sempre me surpreendo com o frescor que elas retêm.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Outro tombo

Caí hoje literalmente no meio da rua (felizmente o sinal estava fechado), na esquina da Mostardeiro com Goethe, ao sair do Parcão rumo ao Cete. Estava cansada e pesada, arrastando os pés, suponho. Ao descer da calçada do parque perdi o equilíbrio, tropecei e me estatelei no asfalto. Mas foi um tombinho light, levantei e segui trotando até o Cete. E fiz todo o treino (e fiz bem), e voltei trotando.
Felizmente dessa vez fiz um esfolado pequeno no joelho esquerdo, em cima da cicatriz do tombo horrível de abril, quando realmente me detonei. Depois daquele de abril caí de novo e rasguei uma calça novinha no Gasômetro.
Sou uma pamonha, só pode. Enfim...

Mas sou uma pamonha cada vez mais disposta, treinada e focada.
No domingo passado, em Gravataí, fiz a melhor corrida de minha carreira, hehehe. :) Era um percurso ruim, sobe-e-desce contínuo, com sol e calor (e eu fui de calça e top grande, porque estava frio às 6h, quando acordei). No meu Garmin, fechei os 10km em 44'02, o chip marcou 44'32, mas todos meus amigos fizeram tempos mais altos e acham que o percurso estava mais longo. Naquelas ladeiras, vai saber...
Pra mim, o que interessa é que dessa vez não tive os pensamentos murrinhas de parar, de desistir, de afrouxar. Pelo contrário. A pamonha obediente fez o que o treinador mandou: largar forte, ir atrás de alguma mulher que corre mais, tentar ficar perto dela o tempo todo, ou até não agüentar mais. Ainda não foi perfeito: fui pra prova sem ânimo, larguei de má vontade, e tive uma noite péssima, acordando direto. Mas, como na maratona de revezamento no início do mês, foi largar pra encaixar a mente e me concentrar em fazer o meu melhor, fazer aquilo para o que treino.
Fui atrás da minha amiga Cynthia. E pela primeira vez passei e cheguei na frente dela, que acabou fazendo uma prova ruim, pois teve cãibras.
Fiz a minha melhor corrida sem reduzir treino durante a semana. E no sábado tinha feito 20km em 1h38min, que pra mim é um ritmo forte de rodagem.
Eu e mi amor de treinador estamos felizes da vida com esse resultado. Estou aprendendo a ir pras provas com objetivos - e a me manter focada neles. Como disse minha amiga Lena, antes eu ia por ir, só pra ver o que acontecia. E não acontecia nada muito interessante...

domingo, 23 de novembro de 2008

Elogios

Meu amigo Jaime comentou aqui que eu não pareço gostar de elogios a meus atributos físicos. Ele tem razão. Em geral fico constrangida com esses comentários. Aí ele observou que um dos meios hábeis das dakinis para estimular os praticantes é justamente atraí-los pela beleza. Isso me levou a matutar sobre meu comportamento.
Acho que o principal motivo para ficar sem graça é simplesmente não ter nada a dizer a não ser obrigada. O outro motivo é que isso sempre me leva a temer a superficialidade, é como se o outro só visse a minha aparência externa. E como se eu só fosse interessante por causa disso. E, aos 44 para 45, ser apreciada apenas pela beleza física seria realmente um perigo...
Há ainda um outro fator: quando ouço esses elogios, parece que as pessoas me acham muito mais bonita do que eu realmente sou (ou me acho).
Por fim, sempre que sou elogiada por qualquer coisa, costumo ficar meio encabulada. Depois de anos de terapia, desenvolvi a auto-estima, realmente gosto muito de mim, me aceito como sou e, quando há algo que me desagrada (por dentro ou por fora), simplesmente trato de mudar. Tenho um enorme orgulho da pessoa que me tornei, porque, assim como esculpi meu corpo, reconstruí minha identidade. Mas tomo cuidado para não ficar me achando a tal por causa dessas coisas, pra não me julgar melhor que os outros.
Quando ouço elogios, talvez eu puxe o freio de mão pra não me deixar levar por ventos de orgulho, vaidade e presunção. Porque minha meta nessa vida é desenvolver um bom coração falante. Ou seja, quero expandir minha capacidade de acolhimento, quero gostar de todo mundo e ver as boas qualidades e potencialidades de todos os seres de modo eqüânime - e expressar isso em atos e palavras.
Quanto à beleza e demais qualidades que possuo, desejo que funcionem como os atributos das dakinis: que sirvam de inspiração e que possam ser causas de felicidade. E, caso algo seja motivo de inveja, que essa possa tornar-se energia positiva para uma transformação pessoal.
Por fim, como não sou uma dakini, que meus defeitos possam servir de inspiração sobre o que evitar.

sábado, 22 de novembro de 2008

44 anos, 11 meses em 22/11

Daqui a um mês faço 45 anos.
Fiz essas fotos hoje ao chegar em casa da corrida de 20km. É que cheguei faceira, corri na boa, só senti o tranco mesmo no último quilômetro, mas não afrouxei porque estava doida pra terminar logo. Gostei dessa camiseta nova, gostei da corrida, gostei de tudo (estava tão na boa que nem me afligi muito com a ventania e com os chuviscos ocasionais) e resolvi registrar o momento.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

É tanta coisa

Fiz aula de yoga às 7h30. Levei Lízia comigo, como havia feito na terça. Estamos curtindo muito. Tiago querido, professor de musculação do clube, está fazendo a formação em yoga, e treinando para dar aulas. Somos apenas três alunos. Perfeito.
Mas estou impressionada com meus encurtamentos musculares. Tenho que começar a alongar. Agora quero fazer aula de yoga. Também quero fazer aula de dança do ventre. E pedalar. E, e, e, e... Minha disposição não cabe em 24h.
A trajetória pessoal/profissional do Tiago me enche de alegria. Tiago é daquelas pessoas bacanas, legais, de quem é muito fácil gostar. Em novembro de 2006 fomos correr em Bento Gonçalves, uma tremenda indiada. Frio pra cacete, chuvisco, e um percurso só de aclives, uma loucura. Quase tive um treco, odiei cada segundo daquela corrida, mas Tiago ficou me puxando-empurrando e me fez apertar o ritmo no final. Foi a primeira vez que ganhei dinheiro numa corrida, hehehe. Voltamos de Bento e passamos a tarde aqui em casa, ouvindo música e conversando. E foi quando eu vi o quanto Tiago é realmente legal. No verão de 2007 fiquei na casa dele depois da TTT, e conheci seus pais - e pude ver a quem ele puxou. Tenho um carinho especial por dona Mercedes, a mãe dele, muito, muito, muito fofa.
Treinei na pista sob o olhar de mi amor de treinador, Edu, que está me fazendo aprender muito sobre mim. Comecei a treinar com ele em junho, depois da maratona. Ele me faz treinar no limite, e está expandindo esse limite mês a mês. E me preparando aos poucos para entrar nas provas com objetivos de tempo, com mais determinação. Edu me transmite uma enorme tranqüilidade, segurança, confiança, foco. Se ele diz que eu tenho que fazer uma coisa, eu vou lá e faço. Se ele diz que eu posso fazer, eu vou e faço. Eu acredito que dá pra fazer porque ele diz que dá. Ele treina meu corpo e minha mente. Me ajuda na sincronização dos agregados.
Cheguei no Cete mais cedo e encontrei Lena & Soares e Cynthia, amigos queridos, que coisa boa. Domingo nós três e Marcia iremos pra outra indiada, uma corrida em Gravataí, outro percurso casca-grossa. Mas com amigos essas empreitadas são um barato.
Sábado Lena está de aniversário. E hoje comprei o presente dela na Adidas. E o do Soares, que fez aníver em agosto, e até agora eu não tinha comprado, porque não ia na Adidas desde antes da maratona.
Na Adidas sou sempre atendida por Oscar nem sei há quantos anos. Gosto de todo mundo naquela loja, todos me tratam bem. Mas Oscar se tornou especial pra mim, e agora ele já conhece meu gosto (o que é moleza, porque gosto de tudo lá, hehehe), já sabe meus tamanhos, o que vai ficar melhor e o que não vai servir, o tipo de tênis que pode me agradar. Hoje ele me contou que Letícia saiu da loja e está muitíssimo bem no novo trabalho. Ela me atendia quando Oscar não estava lá.
Depois da pista fiz musculação. Não conversei muito com Ice, ele estava ocupado. Ice é meu treinador há mais de cinco anos. Ele que ajudou a definir meu corpo, eu era muito diferente antes de seguir as planilhas dele. Pode-se dizer que meu corpo tem a assinatura dele, eu disse como queria ser, e ele bolou o roteiro da reforma. Foi um dos maiores incentivadores quando decidi colocar silicone, e é com certeza uma das pessoas que melhor me avalia em termos de estética. E ele não pode criticar meus excessos porque pega pesadíssimo também, e só não treina quando está que não consegue se mexer.
De tarde fiz pé e mão - as unhas das mãos estão azuis - e combinei um almoço com Ana e família aqui em casa pra breve. Depois irei no culto da igreja batista que eles freqüentam. Ana é minha manicure e minha amiga. Em dezembro vai fazer dois anos que nos vemos praticamente todas as semanas. Já fui atrás dela até na praia. E durante um tempo Ana me atendeu na casa dela. Ela tem uma prática espiritual muito firme e intensa, é muito atuante em sua igreja, a religião é tão importante pra ela quanto pra mim, é algo sempre presente. Admiro isso. Assim como admiro o capricho dela no trabalho. Admiro acima de tudo o modo como ela vive. Otimista. Produtivo.
Também fui na Teka, minha costureira e amiga. Conheci Teka através da mãe Dalva, ela faz meus axós (está lá com três deles pra bordar). E agora faz também minhas tchubas. E esses meus trajes são elogiados por todos, são muito bonitos mesmo. Teka faz todo tipo de costura pra mim, fez o traje romano da Lízia, um sucesso na escola, consertou minha saia de jeans que manchei com clorofina, uma calça de corrida que rasguei num de meus fabulosos tombos... Adoro ir na casa da Teka, ficamos horas conversando. Ela adora bichos e plantas. Me deu uns gerânios lindos, que estão aqui nos vasos, sempre floridos. E me deu também meu amado gato Lelo, filho da gata Chiquinha, irmão do Romeu e do Baby. Teka é outra batalhadora de coração de ouro.
Pra encerrar, fui me depilar na Odete, minha esteticista e amiga há mais de 20 anos. Odete gosta de gatos como eu; teve a Freddy, o Mitchie, a Mel, agora tem a Rebeca. Como eu, ela também é disciplinada na prática esportiva, malha diariamente com prazer. Também é reikiana como eu. E com uma espiritualidade sempre cultivada. E uma alimentação equilibrada. Conversamos muito sobre nossas vidas e nossas visões, que são parecidas. A excelência profissional de Odete também é enorme, tudo que ela faz é bem feito, é impecável.
Todas essas pessoas entraram em minha vida por vias profissionais e se tornaram queridas e importantes não só pelo que fazem, mas pelo que são. Vejo um bom coração em todas elas, é sempre bom encontrá-las. Elas fazem meu dia ficar melhor.
Meu dia de hoje teve um momento fraquíssimo em termos sociais/afetivos/emocionais, mas meus contatos com esses seres luminosos me mantiveram radiante, feliz e na paz. É a questão da paisagem. Em vez de ficar caída numa paisagem sombria de animosidade, distância e silêncio, me sentindo magoada e sozinha, instalei-me confortavelmente na paisagem das interações positivas que aquecem o coração. Cercada de gente querida por todos os lados.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Simplicidade profunda

Uma Vida Humana Preciosa

Pense todo dia ao acordar:

"Sou afortunado por ter acordado.
Estou vivo, tenho uma vida humana preciosa.
Não vou desperdiçá-la.
Vou usar toda minha energia para me desenvolver, para expandir meu coração para os outros, para obter a iluminação para o benefício de todos os seres.
Terei pensamentos bondosos em relação aos outros.
Não vou ficar zangado, ou pensar mal dos outros.
Vou beneficiar todos os seres tanto quanto puder."

Sua Santidade o Dalai Lama.



Esse pequeno texto está no marcador de livros que Gui me deu no sábado, no Cebb, porque esqueci de levar um dos meus.
Agora estava aqui trabalhando e li o texto de novo, e tive que postar. Porque meu coração transborda quando penso em Sua Santidade o Dalai Lama, e em tudo que ele significa para mim e milhões de pessoas. Oceano de Sabedoria. Kundun, A Presença. Yeshe Norbu, A Jóia que Realiza Desejos.
Avalokiteshvara/Chenrezig, o Buda da Compaixão, que vai até os seres e se comunica com todos eles, conforme seus níveis de entendimento. Sua Santidade é capaz de transmitir a visão budista com a simplicidade do texto acima, ou com ensinamentos de complexidade extrema sobre Dzogchen e práticas tântricas como o Kalachakra Tantra.
Chenrezig de Mil Braços acolhendo todos os seres para mitigar seus sofrimentos e lhes trazer a felicidade temporária e definitiva.

57,4kg

Meu peso atual está por aí.
Me pesei ontem, depois que Ice, meu treinador de musculação, me olhou e disse que estou sumindo.
Quando falei o número, ele disse o mesmo que pensei: "Mas como você é pesada!" Sou a legítima falsa magra, hahaha.
Bem, são os outros que me acham magra atualmente. Eu me acho normal. O que noto é que meus braços estão fininhos, e creio que é isso que dá essa impressão (falsa) de magreza.
Ou será que antes eu estava na fófis-season, que nem diz o Newton, fisiculturista, quando está na temporada de aumentar a massa antes de iniciar a dieta pra competir? Hehehe, não creio.
Bem, bem, bem, creio é que meus devaneios de pesar entre 54kg e no máximo 56kg vão ficar só em devaneios mesmo.
Porque toda essa diferença visual de agora refere-se a apenas 2kg. No ano passado, perto da maratona, eu estava na faixa dos 59kg. Gostaria de baixar mais, o máximo possível, porque meus joelhos e tornozelos agradecem. É uma enorme diferença em termos de conforto ao correr. Mas não sei se consigo baixar mais. Ainda mais comendo brigadeiro na sobremesa, que nem fiz hoje, na casa da minha mãe. Affff...

domingo, 16 de novembro de 2008

Cebb

Mais um fim de semana de retiro. Ouvi meu lama ensinar sobre o Vajracchedika, o Sutra do Diamante. De pirar o cabeção. A budista relaxada aqui nunca havia lido o Vajracchedika e ficou embasbacada. Nada de Caminho do Ouvinte, nem Sutrayana, nem Tantrayana. O lance é Guru Yoga, só assim pra realizar a sabedoria da vacuidade. Tem que pensar como um buda, ter a mente de buda. Tudo o mais é conceitualização.
Enfim, mesmo com minha limitadíssima capacidade, tive vislumbres que me fizeram sorrir e brilhar.
Forma é vazio. Vazio é forma. Mas forma é forma. E vazio é vazio. É e não é. Nada para afirmar, nada para negar, porque é tudo conceitualização dual. É igual, é diferente, não é igual, não é diferente. É inexprimível e inescrutável.
Minha primeira percepção disso foi no retiro com monge Gabriel. A teoria, o conhecimento cognitivo, começa a adquirir um outro sabor.
E cada vez mais Samantabhadra me atrai.

Eu sou um fenômeno. Não sou capaz de citar as Quatro Nobres Verdades. Não sei de memória o Nobre Caminho Óctuplo. Há pouco aprendi a ordem das Quatro Qualidades Incomensuráveis, e só neste fim de semana enfim consegui reter as Seis Perfeições em ordem. Também neste findi, finalmente a anta budista integrou o significado dos 3 venenos representados pelo javali, a cobra e o galo. As dez ações não-virtuosas (que muito cometo) também não sei citar de memória. Nem vou comentar o que sei sobre os 12 Elos do Surgimento Dependente... (Esse é um tema traumático; o primeiro livro de Sua Santidade o Dalai Lama que traduzi foi O Sentido da Vida, sobre os 12 elos. Eu mal havia me aproximado do budismo, não sabia nada e deparei com um ensinamento do Dalai Lama editado por Jeffrey Hopkins, erudito cujo estilo não me atrai, se é que você me entende...)
Em resumo, sou uma vergonha no básico.
Mas é falar em Samantabhadra/Vajradhara, Prajnaparamita, Dzogchen, Mahamudra, sabedoria da vacuidade, verdade absoluta e relativa, e eu me assanho toda. Não é por acaso que me conectei ao lama Padma Samten, que se concentra no estudo do Prajnaparamita e do Vajracchedika.
Mas vou tratar de estudar mais os fundamentos. E recitar mantras. E meditar.
Essa é minha idéia de aproveitar a vida.
:)