Isso aqui faz parte de um questionário que respondi para uma pesquisa sobre um produto ligado a corrida.
O que significa correr pra você?
Corrida pra mim uma atividade física e uma atitude mental. É bem mais que um passatempo, eu dedico tempo, energia e empenho. Eu me dedico, levo a sério. E ao mesmo tempo é lúdico, é uma brincadeira. Eu corro basicamente porque gosto. Adoro me esbaldar!
Correr faz bem pro meu corpo e pra minha mente.
Na sua opinião, correr é individual ou coletivo?
Ambos. Corro sozinha na maioria das vezes, e é um momento de introspecção. Ouço música, fico atenta ao trânsito, mas fico voltada pra mim, observando o desempenho do meu corpo. E pensando muito, em todo tipo de coisa.
Mas adoro correr com amigos também. Às vezes nem corremos juntos no mesmo pace, mas corremos no mesmo local, cada um no seu tempo. Aí passamos uns pelos outros e é bom também.
Até nas competições rola uma aproximação, um contato visual, ou um aceno, ou mesmo uma saudação ou grito de incentivo, tanto entre amigos quanto com estranhos. Isso acontece direto na maratona, as pessoas se ajudam. É maravilhoso quando acontece.
Quais suas maiores referências dentro deste esporte em Porto Alegre e no Brasil?
Só tenho referências muito, muito pessoais, de meus amigos corredores. Conheço corredores de todos os tipos: atletas, homens, mulheres, jovens, meia-idade que nem eu, idosos. Admiro vários deles pela forma como treinam, me espelho na garra deles. Tem uns que correm muito, outros correm pouquinho, mas todos esses que eu admiro me encantam pela forma como encaram a corrida. Como eu, eles correm porque gostam, porque acham bom correr. Eles dão o melhor de si.
Você acha que existem diferentes tipos de praticantes do esporte? Qual perfil você seria?
Lógico que existem vários grupos de corredores. Creio que dá pra separar basicamente entre atletas, o pessoal que treina pra competir; e amadores, como eu, que treinam porque gostam de correr. Entre os amadores, muitos, como eu, também competem regularmente. Eu sou uma amadora, mas com condicionamento de atleta. Sou um híbrido, hahaha! Somos muitos dessa espécie, aliás. Somos corredores disfarçados de tradutores (eu!), dentistas, advogados, professores, juízes, empresários, militares, médicos, secretárias, bancários, motoristas, carteiros, somos de tudo, estamos por toda parte. Não vivemos da corrida, não é a nossa profissão, mas somos corredores de alma, de coração e mente.
Tem também aquele pessoal que só dá uma corridinha pra manter a saúde e/ou tentar manter o peso, que corre meio que na marra. Mas imagino que esses não se vejam como corredores.
Corredor é qualquer um que corre porque gosta de correr. Mesmo que em termos de desempenho seja uma lesma. Isso é irrelevante. A pessoa coloca o tênis e se puxa, faz o seu máximo e curte isso.
Há quanto tempo você corre? E por que começou a correr?
Comecei a correr com uns 18 anos de idade por motivos estéticos, pra manter a forma. Simplesmente me deu vontade e fui.
Como foi o início da prática? Quem lhe motivou a correr? E como você se informou?
Coloquei o tênis (que certamente não era de corrida naquelas priscas eras) e fui dar voltinhas no Parcão. Não me informei com ninguém, não conhecia ninguém que corresse. Não tinha quase ninguém correndo em Porto Alegre naquele tempo. Ficava todo mundo olhando eu passar, como se fosse coisa muito inusitada correr.
Desde que comecei a correr, nunca abandonei. Desde os 18 anos eu pratico corrida e musculação de forma constante. Eu amo atividade física.
Mas nunca corri a sério antes de 2006, quando entrei num grupo de corrida e conheci minha grande amiga Filó Menin. Foi ela que me pôs a pilha de correr a sério. Eu nem sabia que se podia treinar corrida, nem sabia da existência do circuito de corridas de rua. Fui com ela na minha primeira rústica do Corpa em setembro de 2006. E depois fui com ela treinar no Cete em outubro de 2006, com um treinador. E a corrida adquiriu outro sentido e dimensão pra mim. Filó é minha madrinha na corrida.
Qual a sua maior motivação e seu maior objetivo?
Minha maior motivação é a percepção do quanto a corrida me faz bem mental e fisicamente.
Meu maior objetivo é ser uma velha coroca maratonista, hahaha! Quero chegar à velhice correndo. Quero manter a disposição, a vitalidade, o corpo em forma, funcionando bem.
Quantos dias por semana você corre?
Atualmente, estou correndo apenas 5 vezes por semana. Em breve voltarei a correr 6 vezes.
Quais os lugares onde corre?
Corro por tudo. Basicamente fico no Parcão quando vou trotar leve (40min a 50min) e na Redenção e Gasômetro quando vou rodar um volume médio (de 10km a 15km). Mas eu faço muita rua sempre, porque vou pra esses locais já correndo e volto correndo. Corro muito pela Goethe, Vasco da Gama, Sarmento Leite, aquela perimetral até o Gasômetro, toda a Beira-Rio até a Tristeza, Ipiranga. Meus trajetos habituais ficam nesse circuito. Às vezes faço toda a Nilo e o Parque Germânia, mas odeio por causa das lombas, hehehe. Mas tem que treinar lomba.
Desde que começou a correr houve momentos em que você parou? Por quê?
Ah, entre os 18 e 41 anos parava por preguiça às vezes. Porque enchia o saco.
Desde 2006 só parei por lesão ou problema de saúde. O ano de 2009 foi terrível, eu fiquei muitos e muitos dias sem correr, porque tive uma série de doenças e enfraqueci demais. Agora é que estou voltando a treinar direito.
Para você, correr está mais ligado a superação ou a entretenimento?
A superação é meu entretenimento na corrida. O que me dá prazer é ir lá e fazer o treino, cumprir a planilha. Melhorar meu desempenho e meus tempos. Eu me divirto me esbaldando.
Ser um corredor implica em participar de eventos?
Não.
domingo, 14 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Voltando a fluir
A roda de minha vida concluiu um giro nesta semana. Foi como ajustar o foco da visão, ou ver nitidamente um novo padrão no caleidoscópio, os pedacinhos coloridos se arranjaram em nova e linda formação.
O trabalho e o treinamento, as duas coisas mais importantes da minha vida "civil" - a família e a espiritualidade não contam, porque envolvem muito mais que "eu" - voltaram a andar em frente. O movimento começou na metade de fevereiro, depois de um 2009 desastroso e um início de 2010 totalmente inauspicioso.
O trabalho vinha mal há anos. Pelo que me lembro desde 2005. Jamais me faltou trabalho, e sempre tive o bom karma de só traduzir bons livros, que me interessam por um motivo ou outro. Mas me faltava tesão pra trabalhar. Eu simplesmente não tinha vontade. Não era preguiça, era um desânimo, um cansaço anormal. Como me disse uma pessoa com um insight incrível: "Você sentava pra trabalhar, olhava pro livro e parecia que ele estava em grego." Era bem isso. Levava horas pra traduzir umas poucas linhas, tudo me dispersava. O horror, o horror. Gastava uma quantidade absurda de energia. Claro que não conseguia ter prazer no trabalho, embora tenha continuado amando o que faço mesmo nessa fase negra.
Isso mudou dias antes de meu último tombo. Eu já vinha trabalhando bem, estava engrenando - e mal podia acreditar. Aí, quando voltei do hospital suturada, fez-se a clara luz: "Agora chega, cansei disso tudo. Essa fase acaba aqui." E acabou mesmo.
E voltei a ter um prazer enorme em traduzir. Eu sento pra trabalhar, e a coisa acontece. O ritmo agora é outro. A paisagem mental é radiante!
No treino aconteceu a mesma mudança de paisagem. Quando levantei depois daquela queda, vi meu joelho rasgado e fiquei segurando a borda dilacerada no lugar, concluí: "É isso, então. Agora não falta mais nada." O tombo foi o fechamento com chave de ouro da fase da uruca.
Voltei a treinar há três semanas. Não está sendo como o trabalho. Ainda me sinto pesada, fraca, sem ritmo, termino os treinos de língua de fora - trotes de 40min, 45min, 50min, no máximo 60min a pau e corda... É tudo bem difícil, e eu ainda não me sinto plenamente à vontade: tenho medo de cair, tenho medo de estourar as hérnias de disco (elas andam se manifestando, não me deixam esquecer que existem), tenho pavor só de pensar no sofrimento que foram as corridas da metade de 2009 em diante, aquela sensação de simplesmente não conseguir fazer... Mas estou seguindo minhas planilhas à risca. E os medos estão se dissipando, e eu consigo sentir prazer pelo menos quando termino, a sensação de dever cumprido, um pequeno desafio vencido. Está sendo um dia depois do outro mesmo.
Não sei se vou conseguir voltar a correr como antes. Se vou ter vontade de competir, se vou ter condições de fazer outras maratonas. Isso me causa uma certa angústia, mas esta se desfaz diante do que realmente importa: voltar a ter prazer com a corrida, durante a corrida.
A retomada das aulas de dança me fez um bem enorme. E nesta semana voltei a fazer musculação. Como na corrida, estou fazendo pouco e cansando muito. Mas ali já existe o prazer. Embora hoje eu esteja manca depois do treino de coxa de ontem.
O trabalho e o treinamento, as duas coisas mais importantes da minha vida "civil" - a família e a espiritualidade não contam, porque envolvem muito mais que "eu" - voltaram a andar em frente. O movimento começou na metade de fevereiro, depois de um 2009 desastroso e um início de 2010 totalmente inauspicioso.O trabalho vinha mal há anos. Pelo que me lembro desde 2005. Jamais me faltou trabalho, e sempre tive o bom karma de só traduzir bons livros, que me interessam por um motivo ou outro. Mas me faltava tesão pra trabalhar. Eu simplesmente não tinha vontade. Não era preguiça, era um desânimo, um cansaço anormal. Como me disse uma pessoa com um insight incrível: "Você sentava pra trabalhar, olhava pro livro e parecia que ele estava em grego." Era bem isso. Levava horas pra traduzir umas poucas linhas, tudo me dispersava. O horror, o horror. Gastava uma quantidade absurda de energia. Claro que não conseguia ter prazer no trabalho, embora tenha continuado amando o que faço mesmo nessa fase negra.
Isso mudou dias antes de meu último tombo. Eu já vinha trabalhando bem, estava engrenando - e mal podia acreditar. Aí, quando voltei do hospital suturada, fez-se a clara luz: "Agora chega, cansei disso tudo. Essa fase acaba aqui." E acabou mesmo.
E voltei a ter um prazer enorme em traduzir. Eu sento pra trabalhar, e a coisa acontece. O ritmo agora é outro. A paisagem mental é radiante!
No treino aconteceu a mesma mudança de paisagem. Quando levantei depois daquela queda, vi meu joelho rasgado e fiquei segurando a borda dilacerada no lugar, concluí: "É isso, então. Agora não falta mais nada." O tombo foi o fechamento com chave de ouro da fase da uruca.
Voltei a treinar há três semanas. Não está sendo como o trabalho. Ainda me sinto pesada, fraca, sem ritmo, termino os treinos de língua de fora - trotes de 40min, 45min, 50min, no máximo 60min a pau e corda... É tudo bem difícil, e eu ainda não me sinto plenamente à vontade: tenho medo de cair, tenho medo de estourar as hérnias de disco (elas andam se manifestando, não me deixam esquecer que existem), tenho pavor só de pensar no sofrimento que foram as corridas da metade de 2009 em diante, aquela sensação de simplesmente não conseguir fazer... Mas estou seguindo minhas planilhas à risca. E os medos estão se dissipando, e eu consigo sentir prazer pelo menos quando termino, a sensação de dever cumprido, um pequeno desafio vencido. Está sendo um dia depois do outro mesmo.
Não sei se vou conseguir voltar a correr como antes. Se vou ter vontade de competir, se vou ter condições de fazer outras maratonas. Isso me causa uma certa angústia, mas esta se desfaz diante do que realmente importa: voltar a ter prazer com a corrida, durante a corrida.
A retomada das aulas de dança me fez um bem enorme. E nesta semana voltei a fazer musculação. Como na corrida, estou fazendo pouco e cansando muito. Mas ali já existe o prazer. Embora hoje eu esteja manca depois do treino de coxa de ontem.
Fim da linha
Não sei por que, lembrei dessa letra do U2 hoje.
See the stone set in your eyes
See the thorn twist in your side.
I wait for you.
Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I wait without you
With or without you
With or without you.
Through the storm, we reach the shore
You gave it all but I want more
And I'm waiting for you
With or without you
With or without you.
I can't live with or without you.
And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away.
My hands are tied, my body bruised
She´s got me with nothing to win
And nothing left to lose.
And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away.
With or without you
With or without you
I can't live
With or without you.
See the stone set in your eyes
See the thorn twist in your side.
I wait for you.
Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I wait without you
With or without you
With or without you.
Through the storm, we reach the shore
You gave it all but I want more
And I'm waiting for you
With or without you
With or without you.
I can't live with or without you.
And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away.
My hands are tied, my body bruised
She´s got me with nothing to win
And nothing left to lose.
And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away.
With or without you
With or without you
I can't live
With or without you.
terça-feira, 2 de março de 2010
Deixa quieto
Tem gente que gosta de viver perigosamente. Eu que me conheço não gosto mais. Bem, poderia dizer o contrário: talvez não goste porque não me conheço o suficiente.
How far can one go once the hell breaks lose? Wicked mind. Vicious behavior. Bad karma. How low can one get?
"If a man is considered guilty for what goes on in his mind, then give me the electric chair for all my future crimes."
Existem fronteiras que não se deve romper. Fronteiras das quais não se deve sequer chegar perto. Porque é como entrar na órbita de um planeta, de um buraco negro. Lei da gravidade. Poder de atração. Magnetismo.
Quanto mais luz, mais sombra. O melhor de um lado, o pior do outro. Quanto mais o melhor se aprimora, mais as possibilidades do pior se expandem. Reciprocidade e equilíbrio da natureza condicionada pela mente dual.
How far can one go once the hell breaks lose? Wicked mind. Vicious behavior. Bad karma. How low can one get?
"If a man is considered guilty for what goes on in his mind, then give me the electric chair for all my future crimes."
Existem fronteiras que não se deve romper. Fronteiras das quais não se deve sequer chegar perto. Porque é como entrar na órbita de um planeta, de um buraco negro. Lei da gravidade. Poder de atração. Magnetismo.Quanto mais luz, mais sombra. O melhor de um lado, o pior do outro. Quanto mais o melhor se aprimora, mais as possibilidades do pior se expandem. Reciprocidade e equilíbrio da natureza condicionada pela mente dual.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
???
Às vezes o que se quer não é o que se precisa. Menos ainda o que se pode ter.
Antes de avançar para esse aspecto mais etéreo, preciso definir o que eu realmente quero agora. E o que eu preciso. E o que eu posso ter.
No genérico, como todos os seres, quero ser feliz e evitar o sofrimento. Mas não sei como obter um e evitar o outro neste momento.
Embaçamento.
Antes de avançar para esse aspecto mais etéreo, preciso definir o que eu realmente quero agora. E o que eu preciso. E o que eu posso ter.
No genérico, como todos os seres, quero ser feliz e evitar o sofrimento. Mas não sei como obter um e evitar o outro neste momento.
Embaçamento.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Assim e assado
Jamais deixo de me espantar com o hábito de se valorizar as pessoas quando elas não estão por perto. Quando estão do lado, parecem enfadonhas, o convívio tem um ar de mesmice, de monotonia, até mesmo de franca chatice, encheção de saco. Aí, quando a pessoa não está junto, transforma-se em alguém interessante, cativante, aquele convívio que antes parecia tão sem graça reveste-se de encanto.
Pior é quando só se dá valor pra uma pessoa depois que ela saiu de nossa vida.
Pior é quando só se dá valor pra uma pessoa depois que ela saiu de nossa vida.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Megatombo
Havia corrido pela última vez em meados de janeiro. Não tive mais vontade, nem tempo.
Hoje saí pra trotar com meu treinador por uma hora, era pra ser um estímulo pra retomada. E realmente me animei, estou sentindo falta da atividade física, sempre tão presente em minha rotina.
Cinco minutos depois de sair de casa, caí. Curiosamente, foi o tombo menos dolorido de todos. Achei que nem tivesse me esfolado muito. Mas rasguei o joelho esquerdo numa pedra solta numa calçada da Nilo Peçanha. Caí exatamente em cima da aresta da pedra, um corte largo e fundo, que expôs todos os tecidos moles. Eu nunca tinha visto um corte assim - nem quero ver de novo.
Recolhida e rebocada pelo namorido direto pro hospital, pra levar oito pontos. Nessa situação, tive a felicidade de ser atendida por um cirurgião corredor, com 16 maratonas no currículo - e que há um mês completou o Desafio do Pateta na Disney, correndo a meia-maratona no sábado e a maratona no domingo. Enquanto ele me suturava, ficamos conversando sobre corridas. E eu fiquei numa boa, entretida, sem me enervar com o que estava acontecendo.
Continuo assim: calma, zero aflição. Isso, como tudo, vai passar.
A prática budista realmente funciona. :) Mesmo uma prática tão pobre quanto a minha. Meu núcleo de felicidade e tranquilidade mantém-se inabalado em meio à onda de infortúnios recentes.
Bem, além do budismo, é possível que essa estabilidade seja alimentada pelo convívio com uma pessoa que me faz basicamente feliz. E que eu amo e admiro, entre muitas coisas, pela estabilidade e dignidade com que encara situações muito difíceis.
Hoje saí pra trotar com meu treinador por uma hora, era pra ser um estímulo pra retomada. E realmente me animei, estou sentindo falta da atividade física, sempre tão presente em minha rotina.
Cinco minutos depois de sair de casa, caí. Curiosamente, foi o tombo menos dolorido de todos. Achei que nem tivesse me esfolado muito. Mas rasguei o joelho esquerdo numa pedra solta numa calçada da Nilo Peçanha. Caí exatamente em cima da aresta da pedra, um corte largo e fundo, que expôs todos os tecidos moles. Eu nunca tinha visto um corte assim - nem quero ver de novo.
Recolhida e rebocada pelo namorido direto pro hospital, pra levar oito pontos. Nessa situação, tive a felicidade de ser atendida por um cirurgião corredor, com 16 maratonas no currículo - e que há um mês completou o Desafio do Pateta na Disney, correndo a meia-maratona no sábado e a maratona no domingo. Enquanto ele me suturava, ficamos conversando sobre corridas. E eu fiquei numa boa, entretida, sem me enervar com o que estava acontecendo.
Continuo assim: calma, zero aflição. Isso, como tudo, vai passar.
A prática budista realmente funciona. :) Mesmo uma prática tão pobre quanto a minha. Meu núcleo de felicidade e tranquilidade mantém-se inabalado em meio à onda de infortúnios recentes.
Bem, além do budismo, é possível que essa estabilidade seja alimentada pelo convívio com uma pessoa que me faz basicamente feliz. E que eu amo e admiro, entre muitas coisas, pela estabilidade e dignidade com que encara situações muito difíceis.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Hard times
Hoje estou desconfortável dentro de minha pele. Falta alguma coisa. Falta espaço interno. Estou apertada em meio às carências, expectativas frustradas, falta de perspectivas, cansaço e um trabalho enorme do qual preciso dar conta. Aí bate o desânimo e a sensação de solidão.
Hora de parar, respirar, relaxar e olhar pra isso. Sensações fugazes, muito fáceis de dissipar.
No atacado, é só recordar que não passam de frutos do apego, do binômio desejo/aversão.
No varejo, posso reduzir o desconforto terminando o trabalho o quanto antes para reorganizar a rotina de modo mais saudável e prazeroso. Preciso retomar a prática budista, a prática esportiva e, acima de tudo, preciso reajustar o foco e decidir se quero mesmo manter a rota em que estou.
Marzinho agitado e enjoado esse de hoje.
Hora de parar, respirar, relaxar e olhar pra isso. Sensações fugazes, muito fáceis de dissipar.
No atacado, é só recordar que não passam de frutos do apego, do binômio desejo/aversão.
No varejo, posso reduzir o desconforto terminando o trabalho o quanto antes para reorganizar a rotina de modo mais saudável e prazeroso. Preciso retomar a prática budista, a prática esportiva e, acima de tudo, preciso reajustar o foco e decidir se quero mesmo manter a rota em que estou.
Marzinho agitado e enjoado esse de hoje.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Ondulação
Para tudo a alegoria do mar e das ondas. Sempre.Entrou o swell, as ondas vieram em sequência. Algumas foram surfadas, outras foram ultrapassadas remando forte. Uma delas estourou em cima da cabeça, deu um caldo, uma sessão de máquina de lavar.
Felizmente entre o tombo e a chegada da onda rainha houve um breve espaço para voltar à tona, respirar e se preparar para fluir com a massa d'água gigantesca.
Que eu possa ver sempre a diferença entre a natureza do mar e das ondas. E que tenha a habilidade para me manter flutuando.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Melhor assim
Não falar o que se sente e pensa por temer reações negativas é uma covardia abjeta. Fui muito covarde e medrosa por muitos anos - e isso não me ajudou em nada, as coisas que eu queria jamais aconteceram quando me calei e me submeti. Hoje sei que, se tivesse tido coragem há anos, as coisas teriam sido diferentes para melhor. Talvez não fossem do jeito que eu queria, provavelmente jamais seriam porque havia um erro estrutural, mas é certo que eu não teria passado pelo que passei depois. (Aqui tem o velho lance de sempre, de achar que "melhor" é aquilo que queremos, só aquilo, a ideia fixa teimosa, a visão estreita, que impede que se veja miríades de possibilidades "melhores", as incontáveis paisagens possíveis.)Agora eu estava seguindo pelo mesmo caminho, de não falar para evitar desgastes e brigas. No passado, quando me cansei do que me incomodava, meti os pés pelas mãos. Dessa vez me saí muito melhor. A forma como falei talvez não tenha sido a mais adequada, mas não falei esperando alguma mudança, não esperava sequer concordância. Não queria impor o meu ponto de vista, queria apenas me expressar.
Achei que causaria um desconforto, imaginei que pudesse enfrentar uma reação forte, mas não esperava nada tão explosivo. The hell broke loose, mas isso não me causa dor, nem ansiedade. Muito menos revolta. Não me ofendo, não me irrito e não me preocupo. Enfim, parece que estou aprendendo a me posicionar melhor: vivo a minha realidade e a manifesto sem tentar empurrá-la para os outros. Não estou disputando poder, só deixo claro como eu vejo e o que sinto, não me escondo atrás do silêncio covarde.
As paisagens podem se estilhaçar em milhares de pedaços. Eu permaneço inteira.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Eau de parfum
Gosto deles intensos, bem fortes e encorpados. Doces e condimentados. Penetrantes, envolventes, inebriantes. Meus perfumes.Eau de parfum, é claro. Nada de eau de toilette.
Meu favorito é Jungle, by Kenzo. Trouxe um da viagem. Adoro dormir com ele, o aroma paira ao meu redor.
Gosto de perfumes que impregnam a pele e a roupa, que eu sinto ao longo de todo dia ou noite. Que funcionam como uma assinatura olfativa, que anunciam minha presença ou a reforçam.
Ontem estava jantando com minha enteada, e ela de repente começou a me cheirar. "É aquele perfume da viagem, né?" Ela estava comigo quando comprei num shopping de Orlando. Eu e ela cheiramos dezenas de perfumes em lojas e free-shops, ela gostou do Jungle.
Ainda ontem, mais tarde, o pai dela comentou: "Esse perfume combina contigo." Yeah, indeed. Ele não estava junto quando comprei, ainda bem que gostou, porque Jungle é daquelas fragrâncias que simplesmente não tem como ignorar.
Pra minha filha, eu e Frances escolhemos CH da lista que Lízia havia enviado. Ela disse que queria J'adore, de Dior, mas nunca havia cheirado, era só porque adorou a propaganda com Charlize Theron. Hehehe, a loira deve ter se identificado. Mas o perfume não tinha nada a ver com uma menina. Melhor o de Carolina Herrera.
Hoje fiquei sabendo da existência de Unidentified Fragrance Object, um lançamento rarefeito de Kenzo, mil unidades a US$ 188. Afff...
sábado, 5 de dezembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Tudo é caminho
"Entre os seres humanos, a felicidade ocorre em ciclos, e o amor é uma das principais portas de entrada para essa experiência. Aqueles que conseguem manter a lucidez e a sabedoria quando estão em meio à magia de processos ilusórios como a paixão avançam muito no caminho espiritual. Assim, quando estivermos vivendo uma experiência de felicidade, devemos nos sentir ainda mais motivados a praticar Amor, Compaixão, Alegria e Equanimidade por todos os seres."
(Lama Padma Samten)
Hoje à noite ouvirei meu lama falar sobre O Amor como Caminho Espiritual. Que alegria, que felicidade. Faz tempo que não vejo o lama. E nunca o ouvi falar sobre esse tema, embora tenha lido um pequeno texto dele a respeito.
E ouvir o lama falar sobre o amor na prática budista nesse momento em que o amor permeia meu fluxo mental com tanta força é uma bênção.
(Lama Padma Samten)
Hoje à noite ouvirei meu lama falar sobre O Amor como Caminho Espiritual. Que alegria, que felicidade. Faz tempo que não vejo o lama. E nunca o ouvi falar sobre esse tema, embora tenha lido um pequeno texto dele a respeito.
E ouvir o lama falar sobre o amor na prática budista nesse momento em que o amor permeia meu fluxo mental com tanta força é uma bênção.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Luz de minha vida
Amanhã Lízia completa 13 anos. Torna-se uma teenager aquela que vejo como minha filha e minha criança. Aquela que há tempos me dá pequenos sustos todos os dias ao crescer e se afastar aos poucos da criança que ainda é para mim.
Lízia justifica tudo que fiz até concebê-la. E é o motivo de tudo que fiz de melhor a partir de então.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
É um milagre estarmos vivos
Em fevereiro Leandro foi atropelado por um ônibus e teve a perna direita amputada no acidente. A esquerda foi preservada graças à coragem e fé de seus pais. Os médicos queriam amputar porque uma infecção por acinetobacter, uma bactéria letal e extremamente resistente a antibióticos, agravava a situação crítica - na real os médicos nem esperavam salvá-lo. Os pais entregaram nas mãos de deus e disseram aos médicos que, se fosse para o filho sobreviver, seria com a perna esquerda.
Não posso imaginar o que uma mãe sente ao ver o filho no estado em que Leandro permaneceu na CTI do HPS por vários dias. Em minha primeira visita, não consegui reconhecer meu amigo, ainda sedado e desfigurado pelos edemas. Meu coração ficou apertado. E me angustiava pensar o que Leandro sentiria ao saber da amputação caso sobrevivesse.
Assim que Leandro acordou para esse mundo de novo, fui vê-lo. E uma das primeiras coisas que ele me disse é que agora correria em uma outra categoria. Quando me disse isso, a situação dele era apenas estável, a infecção por acinetobacter persistia e não se sabia se, caso fosse mesmo mantida, a perna esquerda ainda seria funcional, porque as rodas do ônibus passaram por cima dela também.
Fiquei maravilhada com a grandeza de meu amigo. Com a resignação, com a tranquilidade com que encarou a perda. E com a determinação de voltar a correr, um estágio muito distante, porque ele ainda precisava vencer a infecção, sair da CTI pra um quarto, sair do hospital, recuperar o movimento da perna esquerda e do resto do corpo (nos primeiros dias ele não tinha força nem pra segurar um copo, todo corpo estava enfraquecido e com movimentos limitados), adaptar-se à condição de amputado, ver a possibilidade de uso de prótese, aprender a andar com ela e um dia então correr.
Depois de 101 dias, Leandro enfim voltou pra casa. E desde então é uma nova etapa de superações. Enquanto o coto e a perna esquerda cicatrizavam, Leandro efetivava uma sucessão de pequenas conquistas gigantescas: conseguir ficar sentado na cama, poder virar-se de lado na cama (ele ficou mais de três meses só de barriga pra cima, não podia se virar devido às lesões), ir pra cadeira de rodas, conseguir sentar no sofá da sala, na cadeira do computador. Ir ao banheiro. Tomar banho no chuveiro.
No mês de seu aniversário, Leandro deu um novo passo - literalmente: conseguiu ficar em pé! A perna esquerda ainda não tem flexibilidade no joelho, ou seja, fica esticada o tempo inteiro, o que é uma limitação inclusive espacial. Mas Leandro conseguiu apoiá-la no chão e em seguida começou a se deslocar com um andador.
Nessa semana, ele me contou pelo msn que foi pra fisioterapia no andador! Atravessou a rua andando!!! Meus olhos transbordaram enquanto lia a novidade no msn, e transbordam de novo enquanto escrevo aqui. E meu coração transborda de alegria. E de orgulho e admiração por meu amigo que jamais se lamenta, que não dá espaço pro baixo astral, que olha pra frente, que olha para as novas possibilidades, que olha para o que tem e o que busca, e não para o que perdeu. É tudo uma questão de olhar. :)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Quanto mais quente melhor
O que um dia de sol não faz por uma pessoa! Terminei um trabalho, treinei direito - meu treinador disse que eu estava diferente na corrida e no todo, yessssss -, tomei um solzinho depois do almoço. E me senti feliz da vida.
Aguardo ansiosamente o verão.
E Robert Palmer foi perfeito na descrição do calor que tanto me entusiasma. Tenho paixão por essa música. Sem falar que Robert Palmer era o maior hot cool cat.
We want to multiply, are you gonna do it
I know youre qualified, are you gonna do it
Dont be so circumscribed, are you gonna do it
Just get yourself untied, are you gonna do it
Feel the heat pushing you to decide
Feel the heat burning you up, ready or not
Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go on
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry
The girl is at your side, are you gonna do it
She wants to be your bride, are you gonna do it
She wants to multiply, are you gonna do it
I know you wont be satisfied until you do it
Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go onv
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry
Feel the heat pushing you to decide
Feel the heat burning you up, ready or not
Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go on
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry
Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot
Aguardo ansiosamente o verão.
E Robert Palmer foi perfeito na descrição do calor que tanto me entusiasma. Tenho paixão por essa música. Sem falar que Robert Palmer era o maior hot cool cat.
We want to multiply, are you gonna do it
I know youre qualified, are you gonna do it
Dont be so circumscribed, are you gonna do it
Just get yourself untied, are you gonna do it
Feel the heat pushing you to decide
Feel the heat burning you up, ready or not
Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go on
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry
The girl is at your side, are you gonna do it
She wants to be your bride, are you gonna do it
She wants to multiply, are you gonna do it
I know you wont be satisfied until you do it
Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go onv
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry
Feel the heat pushing you to decide
Feel the heat burning you up, ready or not
Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go on
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry
Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Esmalte sempre!
Revi meus conceitos em função da corrida. Uma sucessão de lesões fez com que meus dedos apresentassem unhas roxas, amareladas, roxo-amareladas, manchadas, fofas, meio soltas antes de cair... o quadro da dor. Para ocultar os roxos, eu e minha podóloga partimos pros vermelhos.
Primeiro estranhei. Depois me acostumei. E a seguir me apaixonei.
Minhas unhas estão sempre pintadas, verão e inverno. Em geral de cores escuras. Tenho loucura por esmalte. E tenho a felicidade de ter uma podóloga/manicure que gosta tanto quanto eu. Toda semana Ana Cristina tem alguma cor nova, geralmente mais de uma. Ela não pode ver esmalte que compra, hahaha. E muitos deles ela compra apenas pra mim, a única cliente que usa todos os tons de azul, roxo, lilás, rosa, cobre, alaranjados, marrons e demais cores exóticas. Tudo menos preto, que acho sem graça.
Faço as unhas das mãos toda quinta-feira. E o pé a cada duas semanas. Religiosamente. É meu único cuidado de beleza regular. (Depilação considero uma questão de higiene pessoal.)
Conheci Ana Cristina na véspera do Natal de 2006, no salão do meu cabeleireiro. Eu já estava com as unhas pintadas, mas não estava gostando, estava detestando, na verdade. Aí estava lá pintando o cabelo de preto e alisando, e pedi pra ela refazer minhas unhas. Desde então não larguei mais dela.
Fui na casa dela na praia no verão de 2007, no carnaval. Quando ela saiu do salão, passei a ir na casa dela aqui em Porto Alegre. E agora vou no salão dela, que fica longe pra caramba da minha casa. Mas vale a pena total.
Eu tenho o terrível hábito de comer os dedos, arranco pedaços deles, às vezes mais, às vezes menos, não houve terapia que desse fim nisso. Mas o alicate afiado de Ana Cristina limpa meus estragos e remove tudo que eu possa morder por alguns dias (embora eu sempre dê jeito de fazer alguma estupidez entre uma quinta-feira e outra...). Assim minhas mãos mantêm-se mais ou menos apresentáveis.
E meus pés estão sempre bem pra correr. Sem bolhas, sem calos, sem unhas machucadas. E ainda bem bonitinhos, mesmo quando faço grandes volumes de corrida.
Na semana passada voltei a pintar pé e mão de vermelho depois de meses só em outras cores, basicamente azuis, roxos e acobreados. Minha professora de dança do ventre viu e disse: "Não acredito! Tá de unha vermelha! Nunca tinha visto você de vermelho!"
Pois é, hoje fiz a mão de vermelho de novo pra combinar com o pé, mas não é o mesmo esmalte, porque jamais repito de uma semana pra outra. Aliás, raramente repito esmaltes. As novidades me fascinam.
:)
Ela é ele!
A notícia abalou a família, parentes e amigos:
Lucrécia não é Lucrécia. É Ludovico!
Eu já estava desconfiada há umas duas semanas, mas ontem ficou evidente que o mais novo habitante da casa é macho. Que choque! Que pasmo!
Enfim, estamos nos acostumando com a novidade.
E Ludovico? Segue o mesmo de sempre. Um atentado.
:)
Missing my blog - and part of myself
Não é tanto pela falta de tempo, creio que seja mais por falta de ideias. Ou melhor, falta de energia pra desenvolver ideias.
Até tem assuntos sobre os quais gostaria de escrever.
O primeiro é a dança do ventre, que flui por várias correntes: o prazer que sinto fazendo aulas, embora seja péssima; o prazer que sinto ouvindo música árabe, que é basicamente a única coisa que ouço desde março, acumulando até hoje quase 20 giga delas no computador (baixo CDs todos os dias); o prazer que sinto vendo bailarinas dançando, dando corpo à música, forma e movimento; a admiração que tenho por minha professora, Stela Turelli, que eu realmente adoro ver dançar.
Tem outros assuntos sobre os quais eu poderia escrever, mas que não sei se realmente gostaria de abordar.
O rigor desse inverno e minha baixa imunidade, que, combinados, afetam minha saúde desde o dia 2 de maio. Nunca me senti tão fraca, tão cansada, tão desanimada. Não me reconheço nem no corpo, nem na mente. Tem sido uma experiência difícil dispor de tão pouca energia, estar sempre meio resfriada, sentir muito frio, muito sono. E correr e treinar muito mal, afff...
Essa crise de energia está na base de minha incapacidade de escrever, é lógico. Tenho me economizado em tudo. E observado essa situação com uma calma inédita.
Também pensei em escrever sobre as incríveis abordagens masculinas, algumas delas tão cretinas que nem causam irritação, servem apenas de motivo de riso, sozinha ou em conversa com as amigas. Algumas coisas são tão bizarras que eu comento pra ver o que os outros acham, pra saber se é mesmo um absurdo ou sou eu que estou muito fora desse mundo.
Ontem vi a seguinte frase num perfil do orkut: "Não trate como prioridade quem lhe trata como uma opção." Adorei. Tem tudo a ver com as coisas em que andei pensando a respeito da forma como algumas pessoas se relacionam. Pra mim, o lance de não tratar como prioridade não significa tratar mal ou com frieza. Significa simplesmente não se apegar e não levar nada pro lado pessoal. Deixar rolar sem expectativas.
Esse inverno e essa fase têm sido um exercício de paciência e autocontrole, aceitação e acolhimento. E de modo geral estou convivendo bem com as limitações.
Mas claro que penso que em breve virá a primavera, e a roda deve girar...
:)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Parabéns pra você!
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