Rotina em reorganização.
Dormindo mais cedo e melhor, acordando muito mais cedo.
Treinando cada vez melhor.
Comendo menos, eliminando peso.
Trabalho rendendo mais.
O projeto de liquidar pequenas pendências de anos está praticamente concluído.
A energia ainda oscila bastante, mas posso notar indícios de estabilização.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
No limbo
Estou no bardo da morte de um relacionamento.
Dissolução.
Em meio à paisagem caótica, avanço para a luz. Em busca da liberação ou de um renascimento veloz e auspicioso na Terra Pura do Amor Incondicional. Ou da Compaixão.
Que eu me mantenha lúcida nesse bardo.
Dissolução.
Em meio à paisagem caótica, avanço para a luz. Em busca da liberação ou de um renascimento veloz e auspicioso na Terra Pura do Amor Incondicional. Ou da Compaixão.
Que eu me mantenha lúcida nesse bardo.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Esculacho
Encerrado um relacionamento que quando começou parecia o presente perfeito e que terminou no futuro do pretérito mais-que-imperfeito, a conclusão inicial foi das mais curiosas: que pena que meu casamento não deu certo. Hoje tive que ligar pro ex e dizer que, embora tenha sido um marido de última, ele é um ex bacana. :)
domingo, 7 de novembro de 2010
Em Paulvorosa
Paul McCartney hoje retribuiu o carinho de Porto Alegre para o pessoal que ficou de plantão na frente do hotel. Ao descer para pegar o carro que o levaria para o estádio, Paul foi o maior simpático: ficou um tempo por ali abanando e se deixando fotografar. O carro foi embora sem pressa, com Paul acenando com a cabeça pra fora da janela. E de mão dada com um garoto que seguiu caminhando ao lado do carro.
Minha filha tinha ido com o pai tomar um suco no Saúde no Copo, em frente ao hotel, e acabou vendo tudo isso. Agora ela e o pai estão no estádio, à espera do show. :)
Eu não vou, mas desde ontem estou numa trip mais ligada a outros dois beatles, George, meu favorito, e Ringo. Vi Concert for George e me apaixonei pela versão de Photograph, música que eu amo. E amei ver Paul McCartney cantando Something e fazendo backing em While My Guitar Gently Weeps.
Minha filha tinha ido com o pai tomar um suco no Saúde no Copo, em frente ao hotel, e acabou vendo tudo isso. Agora ela e o pai estão no estádio, à espera do show. :)
Eu não vou, mas desde ontem estou numa trip mais ligada a outros dois beatles, George, meu favorito, e Ringo. Vi Concert for George e me apaixonei pela versão de Photograph, música que eu amo. E amei ver Paul McCartney cantando Something e fazendo backing em While My Guitar Gently Weeps.
domingo, 17 de outubro de 2010
Bougainville
Gatinha & gatinhos
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Primavera 2010
Ciclos.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Criança
New beginning
Às vezes acho que sou muito tapada. Só pode.
Fiquei dez meses numa situação desconfortável e insatisfatória, achando que deveria ser mais compreensiva, mais compassiva. Hoje enfim resolvi me abrir com duas amigas, e as duas disseram a mesma coisa. Por mais parciais que sejam a minha visão e o meu relato, as duas viram o que eu via. E disseram o que eu dizia para mim mesma há meses: desiste.
Ouvir verdades nem sempre é agradável. Hoje não foi. Mas foi confortador. É bom se sentir validada, compreendida. Ver que os outros têm sensações semelhantes.
Hoje é daquelas noites em que vou dormir meio machucada, meio triste, meio murcha.
Mas amanhã será daqueles dias em que vou acordar cheia de energia e otimista, preparada para começar uma nova etapa. Sai o velho, abre-se espaço para a entrada do novo.
Com isso passou a vontade que eu tinha de falar sobre minhas frustrações e mágoas. It's all said and done already.
Fiquei dez meses numa situação desconfortável e insatisfatória, achando que deveria ser mais compreensiva, mais compassiva. Hoje enfim resolvi me abrir com duas amigas, e as duas disseram a mesma coisa. Por mais parciais que sejam a minha visão e o meu relato, as duas viram o que eu via. E disseram o que eu dizia para mim mesma há meses: desiste.
Ouvir verdades nem sempre é agradável. Hoje não foi. Mas foi confortador. É bom se sentir validada, compreendida. Ver que os outros têm sensações semelhantes.
Hoje é daquelas noites em que vou dormir meio machucada, meio triste, meio murcha.
Mas amanhã será daqueles dias em que vou acordar cheia de energia e otimista, preparada para começar uma nova etapa. Sai o velho, abre-se espaço para a entrada do novo.
Com isso passou a vontade que eu tinha de falar sobre minhas frustrações e mágoas. It's all said and done already.
domingo, 26 de setembro de 2010
Que algum deus me ajude
Cada coisa que ela esquece me faz lembrar vívida e dolorosamente de que isso é só o começo. Tento não me antecipar nas especulações sobre como será a situação daqui a um ano. E espero um dia esquecer a sensação que sinto a cada esquecimento dela.
sábado, 25 de setembro de 2010
Novo prazer, muito prazer em conhecer
Eu sou uma pessoa muito afortunada porque, mesmo agora que não poderia treinar pesado, estou me esfalfando com o core na fisioterapia. Na sessão de ontem eu me acabei, foi pesadíssimo, suei de pingar. É uma técnica inédita pra mim, então estou encantada com o desafio. A hérnia está deixando de ser um problema para se tornar uma fonte de prazer. :)))
O universo sempre provê.
O universo sempre provê.
domingo, 19 de setembro de 2010
De molho
A hérnia de disco diminuiu, mas mesmo assim me deu um tranco daqueles. A crise começou no dia 8 e ainda não se dissipou por completo. O que eu sinto de dor quando saio da cama de manhã é sem noção.
Tenho feito apenas as aulas de dança, vou voltar a trotar amanhã. E seguir na musculação e na fisioterapia. E tentar achar um especialista em medicina chinesa ou ayurvédica pra tratar disso de uma forma mais geral.
Minhas aulas de dança estão o máximo. Somos duas alunas fixas, mais duas eventuais, sendo que uma delas agora vai migrar pra nossa turma. A ideia é nos apresentarmos no final do ano, o que ainda me causa enorme constrangimento, mas estou indo na pilha das outras. Será uma experiência importante, já que sempre sou muito refratária a me expor em situações em que me sinto vulnerável.
Tenho feito apenas as aulas de dança, vou voltar a trotar amanhã. E seguir na musculação e na fisioterapia. E tentar achar um especialista em medicina chinesa ou ayurvédica pra tratar disso de uma forma mais geral.
Minhas aulas de dança estão o máximo. Somos duas alunas fixas, mais duas eventuais, sendo que uma delas agora vai migrar pra nossa turma. A ideia é nos apresentarmos no final do ano, o que ainda me causa enorme constrangimento, mas estou indo na pilha das outras. Será uma experiência importante, já que sempre sou muito refratária a me expor em situações em que me sinto vulnerável.
sábado, 24 de julho de 2010
Girando, girando...
Hohoho, que curioso. Estou há dias pensando em meu blog abandonado, hoje vim aqui. Aí olhei os dois últimos posts e... - ai caramba! - dois meses depois, a situação voltou exatamente ao mesmo ponto. Ou seja, fiquei andando em círculos. Ou nem andei.
Acho que não andei mesmo. Estive empacada. Em tudo. A começar pela corrida, que estava melhorando e logo piorou de novo. Aí ontem fez-se a luz. De novo! :)
Vamos ver se agora vai.
Há uns anos, aprendi que não se pode querer mudar o outro.
Agora, estou aprendendo que não posso permitir que os outros queiram me mudar, que venham pontificar o que é melhor pra mim. Uma coisa é ouvir sugestões - e isso sempre me agrada. Outra coisa é ser intimada, cobrada, coagida. Isso era o que eu fazia antes na vida, afff. Com resultados francamente desastrosos.
Se eu posso aceitar as pessoas como elas são, naturalmente elas podem me aceitar como eu sou.
Credito esse giro da roda do dharma ao meu professor perfeito, meu lama. Assisti uma palestra dele na terça passada, no Cebb, com Regina, minha melhor amiga espiritual. Fui pra lá às 18h, eu e ela jantamos e conversamos até a hora do ensinamento do lama - sobre relacionamentos dentro da visão budista.
Opa! Comecei dizendo que estava empacada, aí engatei um giro da roda da vida. Mas tudo se explica: há dois meses eu estava nessa linha de raciocínio, já tinha a lucidez, mas não evoluí. Agora, no efeito pós-lama, a lucidez aumentou muito e está se transformando em ações mais hábeis.
É o efeito do ensinamento do lama, que coloquei em prática recitando diariamente o que ele sugeriu:
Que eu seja feliz.
Que eu obtenha as causas da felicidade.
Que eu não sofra.
Que eu evite as causas do sofrimento.
Que eu realize a lucidez instantânea.
Que eu desenvolva os meios hábeis para beneficiar todos os seres e que essa prática me sustente.
O lama inicialmente disse para se pedir isso para uma outra pessoa, depois disse que se podia começar por si mesmo. Como a coisa aqui estava embaçadíssima, concluí que ainda não seria muito benéfico pedir por outros. Mas costumo acrescentar:
"Que todos os seres possam obter as mesmas coisas."
Acho que não andei mesmo. Estive empacada. Em tudo. A começar pela corrida, que estava melhorando e logo piorou de novo. Aí ontem fez-se a luz. De novo! :)
Vamos ver se agora vai.
Há uns anos, aprendi que não se pode querer mudar o outro.
Agora, estou aprendendo que não posso permitir que os outros queiram me mudar, que venham pontificar o que é melhor pra mim. Uma coisa é ouvir sugestões - e isso sempre me agrada. Outra coisa é ser intimada, cobrada, coagida. Isso era o que eu fazia antes na vida, afff. Com resultados francamente desastrosos.
Se eu posso aceitar as pessoas como elas são, naturalmente elas podem me aceitar como eu sou.
Credito esse giro da roda do dharma ao meu professor perfeito, meu lama. Assisti uma palestra dele na terça passada, no Cebb, com Regina, minha melhor amiga espiritual. Fui pra lá às 18h, eu e ela jantamos e conversamos até a hora do ensinamento do lama - sobre relacionamentos dentro da visão budista.
Opa! Comecei dizendo que estava empacada, aí engatei um giro da roda da vida. Mas tudo se explica: há dois meses eu estava nessa linha de raciocínio, já tinha a lucidez, mas não evoluí. Agora, no efeito pós-lama, a lucidez aumentou muito e está se transformando em ações mais hábeis.
É o efeito do ensinamento do lama, que coloquei em prática recitando diariamente o que ele sugeriu:
Que eu seja feliz.
Que eu obtenha as causas da felicidade.
Que eu não sofra.
Que eu evite as causas do sofrimento.
Que eu realize a lucidez instantânea.
Que eu desenvolva os meios hábeis para beneficiar todos os seres e que essa prática me sustente.
O lama inicialmente disse para se pedir isso para uma outra pessoa, depois disse que se podia começar por si mesmo. Como a coisa aqui estava embaçadíssima, concluí que ainda não seria muito benéfico pedir por outros. Mas costumo acrescentar:
"Que todos os seres possam obter as mesmas coisas."
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Voltando

Não me senti bem na corrida de domingo, mas sinto-me cada vez melhor ao perceber que estou enfim me recuperando. A dor e o cansaço extremos desapareceram. Ainda faço muito esforço, ainda é pesado, mas logo que acaba as sensações de desgaste dissipam-se.Desde março, quando voltei a treinar, uma das sensações que mais me perturba é a percepção de "take it for granted" que eu tinha em relação ao desempenho na corrida. Eu rodava a 4'50'' ou 5' e achava muito natural. Hoje em dia esse é meu tempo run em 10km... Na meia de domingo, comecei em 4'50'' e fechei em 5'30'', acabada. Fiz os 21km em 1h47min. Antes fazia em 1h37min.
Agora, mais do que voltar aos ritmos e tempos que me parecem "naturais", quero voltar à naturalidade com que eu corria.
No começo desta quarta-feira tive um vislumbre desse estado natural. Participei da corrida de 5km do Dia do Desafio, à 0h01min. Foi a primeira corrida em que me senti realmente tranquila e à vontade. Fechei em 22'57'', consegui fazer tudo abaixo de 5'. Muito melhor que o tempo foi a sensação de segurança de que dava para forçar um pouco mais. Correr sem ficar angustiada com a fraqueza e o medo de sofrer.
domingo, 23 de maio de 2010
Fim de semana perfeito
No sábado, dois eventos lindos. O filho do meu primo nasceu, e fomos ao hospital ver o novo membro de nossa minúscula família. Um amigo casou-se, e fomos à igreja assistir a cerimônia. Dois acontecimentos ligados à família e ao amor. :)
Hoje, a Maratona de Porto Alegre. Revezei com Lisiane, nenhuma das duas poderia fazer a prova completa.
A corrida foi um grande sofrimento pra mim, porque fiz exatamente o contrário do que o treinador disse: fiquei me atormentando e me cobrando por não correr como corria antes da sucessão de doenças e infortúnios que se manifestaram desde o início de 2009. Mas, passado o sufoco da corrida, as coisas que ele disse começaram a ser assimiladas: eu não fui pra competir, fui só pra fazer, eu nem treinei pra fazer a prova. E o resultado foi bem bom dada minha atual condição. Ok. Mas continuo não gostando de ralar tanto pra correr tão pouco.
Entretanto, gostei de várias coisas. Do lindo dia de sol, apesar do vento e da umidade. Adorei rever dezenas de rostos queridos, de desejar força e sucesso pra montes de maratonistas em meu trajeto até o posto de revezamento. De ver os amigos completando a maratona!!!
E amei, amei ficar sentada na grama com minhas amigas, aguardando a premiação. Voltei pro meu mundo, do qual estive afastada por muito tempo.
Para encerrar, almoço comemorativo com o pessoal do União, mais pessoas que me são muito queridas e que fazem parte do meu pequeno mundo social.

Hoje, a Maratona de Porto Alegre. Revezei com Lisiane, nenhuma das duas poderia fazer a prova completa.
A corrida foi um grande sofrimento pra mim, porque fiz exatamente o contrário do que o treinador disse: fiquei me atormentando e me cobrando por não correr como corria antes da sucessão de doenças e infortúnios que se manifestaram desde o início de 2009. Mas, passado o sufoco da corrida, as coisas que ele disse começaram a ser assimiladas: eu não fui pra competir, fui só pra fazer, eu nem treinei pra fazer a prova. E o resultado foi bem bom dada minha atual condição. Ok. Mas continuo não gostando de ralar tanto pra correr tão pouco.
Entretanto, gostei de várias coisas. Do lindo dia de sol, apesar do vento e da umidade. Adorei rever dezenas de rostos queridos, de desejar força e sucesso pra montes de maratonistas em meu trajeto até o posto de revezamento. De ver os amigos completando a maratona!!!
Para encerrar, almoço comemorativo com o pessoal do União, mais pessoas que me são muito queridas e que fazem parte do meu pequeno mundo social.
Faz-me rir, Juvenal
Se você acha que uma pessoa não tem o perfil que você procura, se você conclui que ela não é o que você achava que fosse, não é mais fácil simplesmente fazer a fila andar do que ficar pontificando: "Sabe qual é o seu problema? Blá-blá-blá...", e dizendo que os problemas que VOCÊ vê são dela?
Essa mania de cobrar do outro, de querer que o outro mude para satisfazer expectativas pessoais é um porre. Especialmente porque costuma vir acompanhada de autoindulgência e intransigência. Afinal, os meus defeitos não são assim tãããão graves (isso quando eu tenho algum defeito, é claro...) e, como eu os reconheço, tá ótimo, não preciso mudar, quem tem que mudar é o outro. O outro tem que mudar. O outro tem que entender meu ponto de vista e concordar com ele e reconhecer que ele é que faz tudo errado. O outro tem que ser outra... pessoa.
Quando se sabe tão bem o que se quer, quando se tem exigências muito específicas de perfil, me parece bem mais lógico ir atrás de alguém que preencha os requisitos do que tentar socar à força um ser defeituoso dentro desse perfil.
Se bem que é claro que pode ser um pouco difícil encontrar a pessoa perfeita, hahaha!
Essa mania de cobrar do outro, de querer que o outro mude para satisfazer expectativas pessoais é um porre. Especialmente porque costuma vir acompanhada de autoindulgência e intransigência. Afinal, os meus defeitos não são assim tãããão graves (isso quando eu tenho algum defeito, é claro...) e, como eu os reconheço, tá ótimo, não preciso mudar, quem tem que mudar é o outro. O outro tem que mudar. O outro tem que entender meu ponto de vista e concordar com ele e reconhecer que ele é que faz tudo errado. O outro tem que ser outra... pessoa.
Quando se sabe tão bem o que se quer, quando se tem exigências muito específicas de perfil, me parece bem mais lógico ir atrás de alguém que preencha os requisitos do que tentar socar à força um ser defeituoso dentro desse perfil.
Se bem que é claro que pode ser um pouco difícil encontrar a pessoa perfeita, hahaha!
terça-feira, 13 de abril de 2010
Monge Gabriel
Conheci Gabriel no Cebb, ele era um garoto lindo, com uma coisa especial que despertava a vontade de estar perto dele. Já tive o privilégio de ouvir ensinamentos dele, e de fazer um retiro conduzido por ele.
Monge Gabriel ensina de modo muito semelhante ao lama Padma Samten, e isso me encanta.
Monge Gabriel ensina de modo muito semelhante ao lama Padma Samten, e isso me encanta.
sábado, 10 de abril de 2010
Aprendizado
Com certeza é do que eu preciso. E é o que eu mereço. Neste momento.
Mas definitivamente não é o que eu quero, tampouco o que eu acho que preciso. Há anos.
Como eu acredito no karma, fico pensando: bem, tenho que aprender logo o que essa experiência tem a ensinar pra não ficar tempo demais na mesma ou, pior ainda, ter que repetir mais adiante.
A dúvida é: o que eu tenho que aprender?
Quando eu olho pra isso muito de perto, no alcance do umbigo, existem várias possibilidades: paciência, aceitação, amor incondicional ou desapego, no sentido de desapegar não porque seja complicado, mas porque simplesmente não é viável. E aprender de uma vez por todas a buscar o que eu quero e o que eu acho necessário, já que, fazendo isso, com certeza será também o que eu mereço.
Mas, quando olho como agora, com uma mente menos tumultuada, parece que o aprendizado é sempre o mesmo: no fundo nada faz a menor diferença, porque tudo é vacuidade. É um tanto-faz, mas não de disciplicência, é um tanto-faz de equanimidade. Aí eu consigo respirar fundo, cheia de espaço interno, e expirar num longo suspiro gostoso. Porque, no fim das contas, tudo está perfeito neste momento.
Mas definitivamente não é o que eu quero, tampouco o que eu acho que preciso. Há anos.
Como eu acredito no karma, fico pensando: bem, tenho que aprender logo o que essa experiência tem a ensinar pra não ficar tempo demais na mesma ou, pior ainda, ter que repetir mais adiante.
A dúvida é: o que eu tenho que aprender?
Quando eu olho pra isso muito de perto, no alcance do umbigo, existem várias possibilidades: paciência, aceitação, amor incondicional ou desapego, no sentido de desapegar não porque seja complicado, mas porque simplesmente não é viável. E aprender de uma vez por todas a buscar o que eu quero e o que eu acho necessário, já que, fazendo isso, com certeza será também o que eu mereço.
Mas, quando olho como agora, com uma mente menos tumultuada, parece que o aprendizado é sempre o mesmo: no fundo nada faz a menor diferença, porque tudo é vacuidade. É um tanto-faz, mas não de disciplicência, é um tanto-faz de equanimidade. Aí eu consigo respirar fundo, cheia de espaço interno, e expirar num longo suspiro gostoso. Porque, no fim das contas, tudo está perfeito neste momento.
sábado, 27 de março de 2010
A for Absolute
Saí pra correr hoje. Meu iPod só tem música árabe. Lá pelas tantas, toca Zay El Hawa, na versão de Sami Nossair Orchestra. Uau! Estava me estrebuchando na Redenção, e fiquei mais sem fôlego ainda cantarolando: "Zay el hawa ya habibi, zay el hawa, We ah mel hawa, ya habibi, ah mel hawa."
"A" de apaixonada por Abdel Halim Hafez.
"A" de apaixonada por Abdel Halim Hafez.
quarta-feira, 24 de março de 2010
De novo!
Quanto mais ouço, mais gosto.
E hoje enfim descolei a letra.
أنا كل ما اقول التوبه
Ana kol ma agol Eltoba
أنا كل ما قول التوبه يا بوي ترميني المقادير يا عين
Ana kol ma agol Eltoba ya boia / Terminy El magader ya'een
Every time I say never again, oh my father
Fate throws me back, oh my eyes
وحشاني عيونه السودة يابوي ومدوبني الحنين يا عين
Washany oiono Elsoda ya boia / we medawebny El anin ya'een
I miss his black eyes, oh my father
I'm melting for longing, oh my eyes
متغرب والليالي يا بوي مش سايباني في حالي يا عين
Metgarab we El laialy ya boia / mosh saibany fi aly ya'een
Being away, the nights, oh my father
don't leave me alone, oh my eyes
والرمش اللي مجرحني يا بوي ضيعني وأنا كان مالي يا عين
we Elremsh Elly megarany ya boia / daiany we ana kan maly ya'een
يا رموش قتاله وجارحه يا بوي وعيون نيمانة وسارحة ياعين
Ya romosh atala we gara ya boia / we oion naimana we sara ya'een
Her eyelashes kill and hurt, oh my father
and my eyes are lost in dreaming, oh my eyes
أديكي عمري بحاله يا بوي واديني انتي الفرحة ياعين
Adeky omry bealo ya boia , we ediny enty Elfara ya'een
I give you all my life, oh my father
and you give me happiness, oh my eyes
القلب الأخضراني يا بوي
El alb Alakhdarany ya boia
دبلت فيه الأماني يا عين
Deblet feh Elamany ya'een
ولا قادر طول غيبتكوا يا بوي
Wa la ader tol gebetko ya boia
And as long as you are away, oh my father
يشرب من بحر تاني يا عين
Yeshrab men bar tany ya'een
I can't drink from another sea, oh my eyes
E hoje enfim descolei a letra.
أنا كل ما اقول التوبه
Ana kol ma agol Eltoba
أنا كل ما قول التوبه يا بوي ترميني المقادير يا عين
Ana kol ma agol Eltoba ya boia / Terminy El magader ya'een
Every time I say never again, oh my father
Fate throws me back, oh my eyes
وحشاني عيونه السودة يابوي ومدوبني الحنين يا عين
Washany oiono Elsoda ya boia / we medawebny El anin ya'een
I miss his black eyes, oh my father
I'm melting for longing, oh my eyes
متغرب والليالي يا بوي مش سايباني في حالي يا عين
Metgarab we El laialy ya boia / mosh saibany fi aly ya'een
Being away, the nights, oh my father
don't leave me alone, oh my eyes
والرمش اللي مجرحني يا بوي ضيعني وأنا كان مالي يا عين
we Elremsh Elly megarany ya boia / daiany we ana kan maly ya'een
يا رموش قتاله وجارحه يا بوي وعيون نيمانة وسارحة ياعين
Ya romosh atala we gara ya boia / we oion naimana we sara ya'een
Her eyelashes kill and hurt, oh my father
and my eyes are lost in dreaming, oh my eyes
أديكي عمري بحاله يا بوي واديني انتي الفرحة ياعين
Adeky omry bealo ya boia , we ediny enty Elfara ya'een
I give you all my life, oh my father
and you give me happiness, oh my eyes
القلب الأخضراني يا بوي
El alb Alakhdarany ya boia
دبلت فيه الأماني يا عين
Deblet feh Elamany ya'een
ولا قادر طول غيبتكوا يا بوي
Wa la ader tol gebetko ya boia
And as long as you are away, oh my father
يشرب من بحر تاني يا عين
Yeshrab men bar tany ya'een
I can't drink from another sea, oh my eyes
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