Neste sábado, irei na festa de 25 anos de formatura em jornalismo. Afff, como passou rápido.
Vou encontrar pessoas que não vejo há 25 anos, pessoas queridas e importantes. Já reencontrei várias no Facebook, mas estou ansiosa pelo encontro ao vivo.
Realmente, não parece que me formei há tanto tempo...
sexta-feira, 25 de março de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A foto diz tudo
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Priscas eras
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Voltei de verdade
Voltei realmente a correr. Faz umas três ou quatro semanas. Desde a maratona de maio de 2009 eu não conseguia correr bem, e menos ainda me sentir bem correndo. Eu não sabia, mas naquela época a hérnia de disco, que entrou em crise total no dia 2 de novembro de 2009, já estava me pegando. Eu vivia com dor na nádega esquerda, uma síndrome de piriforme que na verdade era o pinçamento da hérnia.
É muito curioso olhar pra trás e lembrar que eu sentia dor todos os dias sem exceção. Mais dor, menos dor, mas sempre dor. A dor na nádega esquerda era constante, às vezes combinada com dor na outra nádega, na faixa dos rins, nos joelhos, na parede paravertebral... Sem falar que de 2 de maio até a metade de agosto de 2009, além da dor crônica, tive uma alergia respiratória que me fazia botar os bofes depois de cada corrida e à noite, quando eu não dormia de tanto tossir. E ainda queria correr... E queria ter vontade de correr, e ter prazer! Sem noção.
Só comecei a encaixar no treinamento em outubro de 2010, depois de outra crise aguda da hérnia em setembro. Serei eternamente grata a Rafael Candeia, fisioterapeuta, que me ensinou técnicas de core training. Nas sessões com ele, que mais pareciam uma aula pegadíssima de personal training, comecei a estabilizar a coluna, descobri músculos que nem sabia que existiam por baixo da minha parede abdominal, a dor foi diminuindo, e fui me sentindo mais confiante de que a hérnia poderia tornar-se assintomática. Ele garantiu que ia dar certo, que eu poderia voltar a treinar forte.
Rafael foi a primeira pessoa que percebeu o óbvio no meu caso: fisioterapia convencional não resolveria (um médico também viu isso, mas queria me operar). Eu não precisava de alongamento, não tenho encurtamento. E é só olhar pra ver que não preciso de reforço nem de abdominal, nem de dorsal. O que eu precisava era segurar a coluna no lugar, minha coluna tem uma "folga", e os movimentos erráticos das vértebras moíam os discos, em especial o herniado. Com o core training fortaleci o que era fraco: os oblíquos internos e os transversos. E a coluna ficou estabilizada. A hérnia não dói mais porque não é massacrada pela vértebra. E eu nunca mais senti dor. Não tenho sentido sequer a pressão que sentia, aquele "estou aqui" da hérnia.
Nesse período nebuloso só não parei de correr graças à presença de mi amor de treinador Eduardo Schutz, que me orientou, incentivou e consolou - e manteve o otimismo de que a fase iria passar. Edu sabe melhor do que eu quais as minhas possibilidades na corrida e experimentou as mais variadas fórmulas e dosagens para descobrir como fazer meu corpo e minha cabeça voltarem a responder bem ao treino. Ele se puxou no planejamento, eu me puxei na execução, e viramos o ano festejando meus progressos.
Voltei a correr com sobra, quer dizer, consigo correr solto, fazendo um esforço suportável e agradável. O sofrimento doloroso desapareceu. Não me sinto no limite, não termino os treinos caindo aos pedaços. Termino cansada, mas inteira. E sem dor.
Hoje entendo que a fase em que eu não sentia vontade de correr, em que minha cabeça não estava nisso, foi não apenas necessária, mas muito saudável: uma parte de minha mente percebeu que meu corpo, por mais forte e resistente que seja, dessa vez tinha que ser poupado de esforço, tinha que dar uma parada. Foi um simples reflexo de autopreservação. Foi a melhor coisa que eu poderia fazer por mim naquele momento.
Como essa fase foi muito longa - e eu nunca havia sentido isso -, teve uma época em que pensei que talvez a corrida fosse passado, que eu não gostasse mais, que precisasse buscar outra coisa. Mas agora está tudo encaixado de novo. Correr voltou a ser uma parte prazerosa da rotina, não apenas uma obrigação.
Uma coisa importante foi ter baixado consideravelmente o volume semanal. Recebo uma planilha de quatro treinos; se tenho tempo e vontade, faço mais alguma coisa nos outros dias. Isso retirou a pressão. Afinal, não posso e não quero deixar de trabalhar pra correr. E também não pretendo reduzir minha vida a trabalho e treino, com tantos outros interesses (e também deveres) a me requisitar tempo e energia.
Agora são 7h de terça-feira, dia 11. Daqui a pouco vou pra pista da Redenção fazer um treino de pista. Há pouquíssimo tempo, eu ficava nervosa só de pensar em tiros. Ficou tão difícil que Edu deixou a pista apenas em uma vez por semana durante um tempo, e coisa bem leve. Ali por novembro voltei pra duas vezes por semana, mas ainda bem leve. Na semana passada começamos a puxar um pouquinho mais. E eu gostei. :)
É muito curioso olhar pra trás e lembrar que eu sentia dor todos os dias sem exceção. Mais dor, menos dor, mas sempre dor. A dor na nádega esquerda era constante, às vezes combinada com dor na outra nádega, na faixa dos rins, nos joelhos, na parede paravertebral... Sem falar que de 2 de maio até a metade de agosto de 2009, além da dor crônica, tive uma alergia respiratória que me fazia botar os bofes depois de cada corrida e à noite, quando eu não dormia de tanto tossir. E ainda queria correr... E queria ter vontade de correr, e ter prazer! Sem noção.
Só comecei a encaixar no treinamento em outubro de 2010, depois de outra crise aguda da hérnia em setembro. Serei eternamente grata a Rafael Candeia, fisioterapeuta, que me ensinou técnicas de core training. Nas sessões com ele, que mais pareciam uma aula pegadíssima de personal training, comecei a estabilizar a coluna, descobri músculos que nem sabia que existiam por baixo da minha parede abdominal, a dor foi diminuindo, e fui me sentindo mais confiante de que a hérnia poderia tornar-se assintomática. Ele garantiu que ia dar certo, que eu poderia voltar a treinar forte.
Rafael foi a primeira pessoa que percebeu o óbvio no meu caso: fisioterapia convencional não resolveria (um médico também viu isso, mas queria me operar). Eu não precisava de alongamento, não tenho encurtamento. E é só olhar pra ver que não preciso de reforço nem de abdominal, nem de dorsal. O que eu precisava era segurar a coluna no lugar, minha coluna tem uma "folga", e os movimentos erráticos das vértebras moíam os discos, em especial o herniado. Com o core training fortaleci o que era fraco: os oblíquos internos e os transversos. E a coluna ficou estabilizada. A hérnia não dói mais porque não é massacrada pela vértebra. E eu nunca mais senti dor. Não tenho sentido sequer a pressão que sentia, aquele "estou aqui" da hérnia.
Nesse período nebuloso só não parei de correr graças à presença de mi amor de treinador Eduardo Schutz, que me orientou, incentivou e consolou - e manteve o otimismo de que a fase iria passar. Edu sabe melhor do que eu quais as minhas possibilidades na corrida e experimentou as mais variadas fórmulas e dosagens para descobrir como fazer meu corpo e minha cabeça voltarem a responder bem ao treino. Ele se puxou no planejamento, eu me puxei na execução, e viramos o ano festejando meus progressos.
Voltei a correr com sobra, quer dizer, consigo correr solto, fazendo um esforço suportável e agradável. O sofrimento doloroso desapareceu. Não me sinto no limite, não termino os treinos caindo aos pedaços. Termino cansada, mas inteira. E sem dor.
Hoje entendo que a fase em que eu não sentia vontade de correr, em que minha cabeça não estava nisso, foi não apenas necessária, mas muito saudável: uma parte de minha mente percebeu que meu corpo, por mais forte e resistente que seja, dessa vez tinha que ser poupado de esforço, tinha que dar uma parada. Foi um simples reflexo de autopreservação. Foi a melhor coisa que eu poderia fazer por mim naquele momento.
Como essa fase foi muito longa - e eu nunca havia sentido isso -, teve uma época em que pensei que talvez a corrida fosse passado, que eu não gostasse mais, que precisasse buscar outra coisa. Mas agora está tudo encaixado de novo. Correr voltou a ser uma parte prazerosa da rotina, não apenas uma obrigação.
Uma coisa importante foi ter baixado consideravelmente o volume semanal. Recebo uma planilha de quatro treinos; se tenho tempo e vontade, faço mais alguma coisa nos outros dias. Isso retirou a pressão. Afinal, não posso e não quero deixar de trabalhar pra correr. E também não pretendo reduzir minha vida a trabalho e treino, com tantos outros interesses (e também deveres) a me requisitar tempo e energia.
Agora são 7h de terça-feira, dia 11. Daqui a pouco vou pra pista da Redenção fazer um treino de pista. Há pouquíssimo tempo, eu ficava nervosa só de pensar em tiros. Ficou tão difícil que Edu deixou a pista apenas em uma vez por semana durante um tempo, e coisa bem leve. Ali por novembro voltei pra duas vezes por semana, mas ainda bem leve. Na semana passada começamos a puxar um pouquinho mais. E eu gostei. :)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
To the core. Hard-core
It's too good, it's too nice
She makes me finish too quick
Is it love? No not love
She turns my sexual trick
She says she's mine, I know she lies
First, I scream, then I cry
You take a second of me
You beckon, I'll bleed
She suffocates me
She suffocates me with suggestions
I asked 'do you feel the same'
And later on, maybe
I'll tell you my real name
She's so good, she's so bad
You understand, I can't expand
Now I could just kill a man
She's on her knees, I say please
I cross her city lines, she's got fine highs
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
Forgive and you're forgiven
Kingdom come
Can you wait for yours
I need to taste some
Life's really funny
I laugh while she spends my money
She's my freak
I guess I'm weak
You ask what is this?
Mind your business
I pass idle days with my idle ways
'Til the twelfth of always
She walks my hallways
I keep her warm, but we never kiss
She cuts my slender wrists
Let's waste some more time
I sign the dotted line
A different level
She-devil
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
You ask what is this?
Mind your business
I pass idle days with my idle ways
'Til the twelfth of always
She walks my hallways
I keep her warm but we never kiss
She says I'm weak and immature
But it's cool
I know what money's for
Push comes to shove
Her tongue's her favourite weapon, attack
I slap her back, she mostly hates me
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
Can I take off her clothes
Before we go out
And then helpless
I'll scream and shout
We finish everyday
Well, anyway
Sixty-nine degrees
My head's between her knees.
You ask what is this?
Mind your business
It's too good, it's too nice
She makes me finish too quick
Is it love? No not love
She turns my sexual trick
She says she's mine, I know she lies
First, I scream, then I cry
Take a second of me
You beckon, I'll bleed
Take a second of me
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
I know why the caged bird sings, I know why
"Suffocated Love", Tricky, CD Maxinquaye, de 1995. Uma das melhores coisas que já ouvi. Em 1996, grávida, barrigão, lembro de uma manhã em casa, com um quimono bordeaux que ainda tenho, ouvindo o CD e em especial essa faixa.
Tricky é doidão e me deixa doida com o clima denso de Maxinquaye, repleto da mais radical conotação sexual.
She makes me finish too quick
Is it love? No not love
She turns my sexual trick
She says she's mine, I know she lies
First, I scream, then I cry
You take a second of me
You beckon, I'll bleed
She suffocates me
She suffocates me with suggestions
I asked 'do you feel the same'
And later on, maybe
I'll tell you my real name
She's so good, she's so bad
You understand, I can't expand
Now I could just kill a man
She's on her knees, I say please
I cross her city lines, she's got fine highs
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
Forgive and you're forgiven
Kingdom come
Can you wait for yours
I need to taste some
Life's really funny
I laugh while she spends my money
She's my freak
I guess I'm weak
You ask what is this?
Mind your business
I pass idle days with my idle ways
'Til the twelfth of always
She walks my hallways
I keep her warm, but we never kiss
She cuts my slender wrists
Let's waste some more time
I sign the dotted line
A different level
She-devil
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
You ask what is this?
Mind your business
I pass idle days with my idle ways
'Til the twelfth of always
She walks my hallways
I keep her warm but we never kiss
She says I'm weak and immature
But it's cool
I know what money's for
Push comes to shove
Her tongue's her favourite weapon, attack
I slap her back, she mostly hates me
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
Can I take off her clothes
Before we go out
And then helpless
I'll scream and shout
We finish everyday
Well, anyway
Sixty-nine degrees
My head's between her knees.
You ask what is this?
Mind your business
It's too good, it's too nice
She makes me finish too quick
Is it love? No not love
She turns my sexual trick
She says she's mine, I know she lies
First, I scream, then I cry
Take a second of me
You beckon, I'll bleed
Take a second of me
I think ahead of you, I think instead of you
Will you spend your life with me
And stifle me?
I know why the caged bird sings, I know why
I know why the caged bird sings, I know why
"Suffocated Love", Tricky, CD Maxinquaye, de 1995. Uma das melhores coisas que já ouvi. Em 1996, grávida, barrigão, lembro de uma manhã em casa, com um quimono bordeaux que ainda tenho, ouvindo o CD e em especial essa faixa.
Tricky é doidão e me deixa doida com o clima denso de Maxinquaye, repleto da mais radical conotação sexual.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
On the edge
Beaches and deserts where you take me
From low to high
From wet to dry
Beaches and deserts where you break me
From safe to sound
From lost to found
And I love these extremes of you
Don’t wake up without dreams of you
Here on the edge of you
Is where I will live
Beaches and deserts where you leave me
Beaches and deserts where you grieve me
From good to bad
From happy to sad
And I love these extremes of you
Don’t wake up without dreams of you
Here on the edge of you
Is where I will live
Here on the edge of you
Is where I will live forever
Na casa dele ontem à tarde, ouvindo um CD com músicas que gravei pensando em nós, lembrei dessa, "Beaches and Deserts", de A Guy Called Gerald, que não está incluída na coletânea, mas que também foi ressignificada. Como tudo em minha vida foi ressignificado em função desse homem que me leva aos extremos de mim mesma.
Voltando às músicas: gravei o tal CD com apenas duas faixas que associo diretamente a ele, a primeira é "Thank You", do Led Zeppelin (que foi um dos assuntos que possibilitou a conexão inicial), e a última é "Chamo", do Projeto Itagiba de meu protetor dhármico Claudio Monster Christello, que é o toque dele no meu celular, que já pensei em mudar mas não consigo porque é a perfeição. Entre o começo e o fim, outras 11 faixas que já ouvi pensando em outras pessoas e fenômenos, mas que, depois de ouvir pensando nele, pensando em ouvir com ele, associaram-se indissociavelmente a nós.
About the lyrics above: there´s no grieve anymore because he took me from bad to good, from sad to happy. And from dry to wet. All the way up to the melting point.
Amo muito. Hoje mais que ontem e menos que amanhã.
From low to high
From wet to dry
Beaches and deserts where you break me
From safe to sound
From lost to found
And I love these extremes of you
Don’t wake up without dreams of you
Here on the edge of you
Is where I will live
Beaches and deserts where you leave me
Beaches and deserts where you grieve me
From good to bad
From happy to sad
And I love these extremes of you
Don’t wake up without dreams of you
Here on the edge of you
Is where I will live
Here on the edge of you
Is where I will live forever
Na casa dele ontem à tarde, ouvindo um CD com músicas que gravei pensando em nós, lembrei dessa, "Beaches and Deserts", de A Guy Called Gerald, que não está incluída na coletânea, mas que também foi ressignificada. Como tudo em minha vida foi ressignificado em função desse homem que me leva aos extremos de mim mesma.
Voltando às músicas: gravei o tal CD com apenas duas faixas que associo diretamente a ele, a primeira é "Thank You", do Led Zeppelin (que foi um dos assuntos que possibilitou a conexão inicial), e a última é "Chamo", do Projeto Itagiba de meu protetor dhármico Claudio Monster Christello, que é o toque dele no meu celular, que já pensei em mudar mas não consigo porque é a perfeição. Entre o começo e o fim, outras 11 faixas que já ouvi pensando em outras pessoas e fenômenos, mas que, depois de ouvir pensando nele, pensando em ouvir com ele, associaram-se indissociavelmente a nós.
About the lyrics above: there´s no grieve anymore because he took me from bad to good, from sad to happy. And from dry to wet. All the way up to the melting point.
Saldo positivo
Meu Ano Novo começou ontem. E eu não poderia estar mais feliz. Felicidade pacífica, tranquila, envolvente e acolhedora. A felicidade de ter voltado para casa.
Em 2010 fiz um balanço do que realmente interessava e devia ser mantido, e do que devia ser descartado. Resgatei uma coisa preciosa que por pouco não deixei que escapasse entre os dedos em a simple twist of fate.
Em 2011 quero cultivar e expandir esse amor que é como o sol em minha vida.
Em 2010 fiz um balanço do que realmente interessava e devia ser mantido, e do que devia ser descartado. Resgatei uma coisa preciosa que por pouco não deixei que escapasse entre os dedos em a simple twist of fate.
Em 2011 quero cultivar e expandir esse amor que é como o sol em minha vida.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Bob Dylan, quem diria
They sat together in the park
As the evening sky grew dark,
She looked at him and he felt a spark tingle to his bones.
'Twas then he felt alone and wished that he'd gone straight
And watched out for a simple twist of fate.
They walked along by the old canal
A little confused, I remember well
And stopped into a strange hotel with a neon burnin' bright.
He felt the heat of the night hit him like a freight train
Moving with a simple twist of fate.
A saxophone someplace far off played
As she was walkin' by the arcade.
As the light bust through a beat-up shade where he was wakin' up,
She dropped a coin into the cup of a blind man at the gate
And forgot about a simple twist of fate.
He woke up, the room was bare
He didn't see her anywhere.
He told himself he didn't care, pushed the window open wide,
Felt an emptiness inside to which he just could not relate
Brought on by a simple twist of fate.
He hears the ticking of the clocks
And walks along with a parrot that talks,
Hunts her down by the waterfront docks where the sailers all come in.
Maybe she'll pick him out again, how long must he wait
Once more for a simple twist of fate.
People tell me it's a sin
To know and feel too much within.
I still believe she was my twin, but I lost the ring.
She was born in spring, but I was born too late
Blame it on a simple twist of fate.
As the evening sky grew dark,
She looked at him and he felt a spark tingle to his bones.
'Twas then he felt alone and wished that he'd gone straight
And watched out for a simple twist of fate.
They walked along by the old canal
A little confused, I remember well
And stopped into a strange hotel with a neon burnin' bright.
He felt the heat of the night hit him like a freight train
Moving with a simple twist of fate.
A saxophone someplace far off played
As she was walkin' by the arcade.
As the light bust through a beat-up shade where he was wakin' up,
She dropped a coin into the cup of a blind man at the gate
And forgot about a simple twist of fate.
He woke up, the room was bare
He didn't see her anywhere.
He told himself he didn't care, pushed the window open wide,
Felt an emptiness inside to which he just could not relate
Brought on by a simple twist of fate.
He hears the ticking of the clocks
And walks along with a parrot that talks,
Hunts her down by the waterfront docks where the sailers all come in.
Maybe she'll pick him out again, how long must he wait
Once more for a simple twist of fate.
People tell me it's a sin
To know and feel too much within.
I still believe she was my twin, but I lost the ring.
She was born in spring, but I was born too late
Blame it on a simple twist of fate.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Gratidão 2
47 anos. Nascida em pleno solstício de verão.
Chego a esse aniversário tendo recém-concluído um ciclo imenso de aprendizado. Me transformei finalmente na pessoa que quero ser. Em um mês fiz a tomada de consciência, integrei os conteúdos e dissolvi padrões enraizados desde a primeira infância.
Claro que não foi um processo mágico. Para fazer tudo isso em um único mês, antes passei 12 anos ralando. Para a coisa acontecer com essa velocidade agora, tive toda uma preparação prévia. E uma tremenda resistência a ser superada. Eu já estava pronta há anos, mas não dava o salto quântico. Estava parada ali na borda do penhasco, só olhando a vastidão e vacilando. Só embromando.
E tenho que confessar que não saltei por minha vontade. Caí. Um abalo geral me fez perder o equilíbrio, e lá me fui para o espaço. E finalmente me expandi, abri as asas em toda envergadura.
A decolagem pode não ter sido intencional. Mas é o seguinte: depois de perder o equilíbrio, eu poderia ter simplesmente me jogado pra trás, ter recuado da borda. Ou ter me estatelado em queda livre. Fiz muito melhor.
Sou grata a tudo que vivi para chegar a este momento, sou grata a todas as pessoas que cruzaram em meu caminho, em especial àquelas que me orientaram na trilha que levou à borda.
E sou grata acima de tudo à minha filha e a um homem. A presença deles em minha vida me fez ter vontade de mudar e me deu forças para agir. Por essas duas pessoas tão queridas ao meu coração eu senti o verdadeiro amor, que é o desejo de que o outro seja feliz, e compaixão, que é agir pela felicidade do outro.
Chego a esse aniversário tendo recém-concluído um ciclo imenso de aprendizado. Me transformei finalmente na pessoa que quero ser. Em um mês fiz a tomada de consciência, integrei os conteúdos e dissolvi padrões enraizados desde a primeira infância.
Claro que não foi um processo mágico. Para fazer tudo isso em um único mês, antes passei 12 anos ralando. Para a coisa acontecer com essa velocidade agora, tive toda uma preparação prévia. E uma tremenda resistência a ser superada. Eu já estava pronta há anos, mas não dava o salto quântico. Estava parada ali na borda do penhasco, só olhando a vastidão e vacilando. Só embromando.
E tenho que confessar que não saltei por minha vontade. Caí. Um abalo geral me fez perder o equilíbrio, e lá me fui para o espaço. E finalmente me expandi, abri as asas em toda envergadura.
A decolagem pode não ter sido intencional. Mas é o seguinte: depois de perder o equilíbrio, eu poderia ter simplesmente me jogado pra trás, ter recuado da borda. Ou ter me estatelado em queda livre. Fiz muito melhor.
Sou grata a tudo que vivi para chegar a este momento, sou grata a todas as pessoas que cruzaram em meu caminho, em especial àquelas que me orientaram na trilha que levou à borda.
E sou grata acima de tudo à minha filha e a um homem. A presença deles em minha vida me fez ter vontade de mudar e me deu forças para agir. Por essas duas pessoas tão queridas ao meu coração eu senti o verdadeiro amor, que é o desejo de que o outro seja feliz, e compaixão, que é agir pela felicidade do outro.
Gratidão
If the sun refused to shine, I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea, there would still be you and me.
Kind woman, I give you my all,
Kind woman, nothing more.
Little drops of rain whisper of the pain, tears of loves lost in the days gone by.
Our love is strong, with you there is no wrong,
together we shall go until we die.
Inspiration's what you are to me, inspiration, look... see.
And so today my world it smiles, your hand in mine, we walk the miles,
Thanks to you it will be done, for you to me are the only one.
Happiness, no more be sad, happiness... I'm glad.
If the sun refused to shine, I would still be loving you.
If the mountains should crumble to the sea, there would still be you and me.
Impressionante o significado que certas coisas possuem. Inclusive - e especialmente - porque às vezes começam sendo uma coisa e depois se transformam em algo ainda maior.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Following, by Chungking
Well you don't wanna start
But I don't wanna wanna cry
I'm not getting tired of you
Well are you getting over
While I'm getting by
Leaving all the times I've thought
What we had, of course it makes me sad
That is when I say to myself
I won't be following
You were just borrowing me
Just one more cup of coffee
Before you have to leave
This room's not getting tired of you
I'm hungry for familiar
Look forward to my bath
Underwater time machine knows
Where you'll be,
I hope you think of me,
Even though you say to yourself
I won't be following
You
I won't be following
What we had, of course it makes me sad
We could be wrong, maybe we belong
The soundtrack of my broken heart.
Because above all we do belong. And that's a fact.
But I don't wanna wanna cry
I'm not getting tired of you
Well are you getting over
While I'm getting by
Leaving all the times I've thought
What we had, of course it makes me sad
That is when I say to myself
I won't be following
You were just borrowing me
Just one more cup of coffee
Before you have to leave
This room's not getting tired of you
I'm hungry for familiar
Look forward to my bath
Underwater time machine knows
Where you'll be,
I hope you think of me,
Even though you say to yourself
I won't be following
You
I won't be following
What we had, of course it makes me sad
We could be wrong, maybe we belong
The soundtrack of my broken heart.
Because above all we do belong. And that's a fact.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A place, a moment
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Como é bom ser budista!
Como é bom cultivar um bom coração.
Não tenho uma prática formal, mas tenho a prática cotidiana. Meu lama sabe das coisas. E eu sei cada vez mais de mim.
Nada como um esculacho pra ver a teoria na prática, pra ver que na prática a teoria funciona mesmo.
Sempre me considero uma budista teórica, mas hoje vi que não é nada disso.
Depois de olhar pro esculacho com surpresa, raiva, dor e ressentimento, de repente a mente expandiu-se, a lucidez alargou os horizontes e dissipou a falsa solidez da paisagem. Na mesma hora o diafragma afrouxou, o peito alargou. E eu sorri como os adultos sorriem ao ver crianças brincando.
A paz voltou.
Não tenho uma prática formal, mas tenho a prática cotidiana. Meu lama sabe das coisas. E eu sei cada vez mais de mim.
Nada como um esculacho pra ver a teoria na prática, pra ver que na prática a teoria funciona mesmo.
Sempre me considero uma budista teórica, mas hoje vi que não é nada disso.
Depois de olhar pro esculacho com surpresa, raiva, dor e ressentimento, de repente a mente expandiu-se, a lucidez alargou os horizontes e dissipou a falsa solidez da paisagem. Na mesma hora o diafragma afrouxou, o peito alargou. E eu sorri como os adultos sorriem ao ver crianças brincando.
A paz voltou.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Mãos e língua
"Aprende a gravar na pedra os favores que receberes, os benefícios que te fizerem, as palavras de carinho, simpatia e estímulo que ouvires.
Aprende, porém, a escrever na areia as injúrias, as ingratidões, as perfídias e as ironias que te ferirem.
Aprende a gravar assim na pedra, aprende a escrever assim na areia e serás feliz."
Eu sou melhor escrevendo do que falando. Ao escrever, evito cair nos excessos e cretinices que me escapam impetuosamente pela boca. As mãos são mais comedidas que a língua. E mais compassivas. Ao escrever, eu naturalmente me volto para o que realmente interessa, para o lado positivo das experiências. E, ao abordar coisas ruins, não me entrego a acessos de fúria, queixa e lamentação.
Mas nem sempre foi assim. Durante anos eu mantive agendas em que anotava fragmentos de meus dias. Por muito tempo, essas anotações foram uma seleção dos piores momentos, alterando entre diatribes e arengas. O horror. É verdade que naquela época eu estava doente, me sentia infeliz e minha vida era mesmo miserável, minha paisagem mental era infernal. Porém, escrever a respeito daquela forma não ajudava em nada, apenas reforçava o que por si só já era péssimo.
Escrever tornou-se uma ferramenta de lucidez pra mim quando mudei minha visão e deixei de ser vítima (de mim mesma, dos outros e das circunstâncias) e me tornei responsável por mim e pelo que acontecia comigo para o bem e para o mal. Eu comecei a escrever no estilo em que comecei a pensar: refletindo sobre as coisas para tentar chegar a uma paisagem nítida. Buscando colocar os fragmentos em ordem.
Nem sempre os textos ficam redondinhos, muitas vezes caio em contradições, me perco, me desvio. Os pensamentos nem sempre são claros. Mas existe uma motivação de buscar a lucidez. É isso que importa.
A língua eu ainda preciso manejar melhor. Muuuuuito melhor. Ou seja, ainda tenho muito a aprimorar no campo das paisagens mentais.
Hoje ao amanhecer peguei todas as agendas e queimei na lareira. Não abri, não li nada.
Como eu havia decidido, esse é o ano de liquidar pendências.
Aprende, porém, a escrever na areia as injúrias, as ingratidões, as perfídias e as ironias que te ferirem.
Aprende a gravar assim na pedra, aprende a escrever assim na areia e serás feliz."
Mas nem sempre foi assim. Durante anos eu mantive agendas em que anotava fragmentos de meus dias. Por muito tempo, essas anotações foram uma seleção dos piores momentos, alterando entre diatribes e arengas. O horror. É verdade que naquela época eu estava doente, me sentia infeliz e minha vida era mesmo miserável, minha paisagem mental era infernal. Porém, escrever a respeito daquela forma não ajudava em nada, apenas reforçava o que por si só já era péssimo.
Escrever tornou-se uma ferramenta de lucidez pra mim quando mudei minha visão e deixei de ser vítima (de mim mesma, dos outros e das circunstâncias) e me tornei responsável por mim e pelo que acontecia comigo para o bem e para o mal. Eu comecei a escrever no estilo em que comecei a pensar: refletindo sobre as coisas para tentar chegar a uma paisagem nítida. Buscando colocar os fragmentos em ordem.
Nem sempre os textos ficam redondinhos, muitas vezes caio em contradições, me perco, me desvio. Os pensamentos nem sempre são claros. Mas existe uma motivação de buscar a lucidez. É isso que importa.
A língua eu ainda preciso manejar melhor. Muuuuuito melhor. Ou seja, ainda tenho muito a aprimorar no campo das paisagens mentais.
Hoje ao amanhecer peguei todas as agendas e queimei na lareira. Não abri, não li nada.
Como eu havia decidido, esse é o ano de liquidar pendências.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Vintage
Eu pegava no pé do ex-marido dizendo que ele era "um homem sempre atrás de seu tempo" por sua ligação com o passado: história do Brasil colonial, música dos anos 60, literatura beat, movimento hippie. Agora, quanto mais velha fico, mais atrás do meu tempo me vejo. Tem a paixão primordial pelo Led Zeppelin. E Prince. E muitas, muitas outras coisas.Na dança do ventre, uma paixão desde os tempos de criança que só floresceu em 2009, eu sou uma mulher muito atrás do meu tempo também. Adoro as músicas clássicas e o estilo dos anos 50. Nos trajes eu também gosto do estilo antigo: saia godê vaporosa, sutiã forrado com bordado de contas, cadeirão com franja.
E hoje tive a felicidade de encontrar um site de música vintage de belly dance. Já me inscrevi no podcast e vou baixar tudo.
http://www.radiobastet.com
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Roja
Estou adorando essa função. É algo totalmente inédito pra mim em vários sentidos. Nunca havia feito dança. E nunca me apresentei como vou fazer no domingo. Tudo isso está acontecendo por causa das parcerias. Primeiro Cintia, minha colega o ano inteiro, que queria porque queria se apresentar. Aí Jamile me encontrou num evento no Templo do Oriente e disse que também queria, eu disse pra ela juntar-se a Cintia. E Jamile começou a fazer aula com a gente. Por fim veio Valéria, colega da Jamile. Eu fui no embalo delas. E foi uma ótima decisão.
Até o momento, estou na maior calma. Quero ver amanhã de noite, hahaha. Periga ser como na véspera da maratona, que não durmo. E na hora da largada, affff...
A diferença é que na dança serão apenas 4'20". Que com certeza vão passar voando e deixar um gosto de quero mais.
Leveza e fluidez
Rotina em reorganização.
Dormindo mais cedo e melhor, acordando muito mais cedo.
Treinando cada vez melhor.
Comendo menos, eliminando peso.
Trabalho rendendo mais.
O projeto de liquidar pequenas pendências de anos está praticamente concluído.
A energia ainda oscila bastante, mas posso notar indícios de estabilização.
Dormindo mais cedo e melhor, acordando muito mais cedo.
Treinando cada vez melhor.
Comendo menos, eliminando peso.
Trabalho rendendo mais.
O projeto de liquidar pequenas pendências de anos está praticamente concluído.
A energia ainda oscila bastante, mas posso notar indícios de estabilização.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
No limbo
Estou no bardo da morte de um relacionamento.
Dissolução.
Em meio à paisagem caótica, avanço para a luz. Em busca da liberação ou de um renascimento veloz e auspicioso na Terra Pura do Amor Incondicional. Ou da Compaixão.
Que eu me mantenha lúcida nesse bardo.
Dissolução.
Em meio à paisagem caótica, avanço para a luz. Em busca da liberação ou de um renascimento veloz e auspicioso na Terra Pura do Amor Incondicional. Ou da Compaixão.
Que eu me mantenha lúcida nesse bardo.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Esculacho
Encerrado um relacionamento que quando começou parecia o presente perfeito e que terminou no futuro do pretérito mais-que-imperfeito, a conclusão inicial foi das mais curiosas: que pena que meu casamento não deu certo. Hoje tive que ligar pro ex e dizer que, embora tenha sido um marido de última, ele é um ex bacana. :)
domingo, 7 de novembro de 2010
Em Paulvorosa
Paul McCartney hoje retribuiu o carinho de Porto Alegre para o pessoal que ficou de plantão na frente do hotel. Ao descer para pegar o carro que o levaria para o estádio, Paul foi o maior simpático: ficou um tempo por ali abanando e se deixando fotografar. O carro foi embora sem pressa, com Paul acenando com a cabeça pra fora da janela. E de mão dada com um garoto que seguiu caminhando ao lado do carro.
Minha filha tinha ido com o pai tomar um suco no Saúde no Copo, em frente ao hotel, e acabou vendo tudo isso. Agora ela e o pai estão no estádio, à espera do show. :)
Eu não vou, mas desde ontem estou numa trip mais ligada a outros dois beatles, George, meu favorito, e Ringo. Vi Concert for George e me apaixonei pela versão de Photograph, música que eu amo. E amei ver Paul McCartney cantando Something e fazendo backing em While My Guitar Gently Weeps.
Minha filha tinha ido com o pai tomar um suco no Saúde no Copo, em frente ao hotel, e acabou vendo tudo isso. Agora ela e o pai estão no estádio, à espera do show. :)
Eu não vou, mas desde ontem estou numa trip mais ligada a outros dois beatles, George, meu favorito, e Ringo. Vi Concert for George e me apaixonei pela versão de Photograph, música que eu amo. E amei ver Paul McCartney cantando Something e fazendo backing em While My Guitar Gently Weeps.
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