sábado, 15 de abril de 2017

Senhores

Lelo está com dez anos. Ludox, com oito.
Depois de um problema de saúde gravíssimo, cinco cirurgias e dezenas de internações, Lelonid está em plena forma. Há pouco, brincou um tempão com essa bolinha. Jogando, correndo, carregando na boca. Parecia um filhote. Agora a bolinha sumiu, e tem alguém cansado...
Lelo e Ludox também voltaram a brincar juntos nesse verão. E a conviver muito bem. Lelo não queria mais saber de proximidade, e hoje acredito que fosse pelo mal-estar constante antes das cirurgias e da recuperação. Ele volta e meia pinga xixi, mas é bem raro. E pouco me importa.
Essa madrugada rolou uma grande farra por aqui. Ouvi montes de barulhos da brincadeira. Por volta das 9h, dormiam o sono dos anjos e dos justos na cama.



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Verdejante


Cada tattoo é de um jeito. O fundo para os lírios ficou inchadíssimo. Fiz na terça, e o braço ainda está inchado. Mas é a tattoo que menos doeu. Não doeu. Sinto apenas a pele dando repuxadinhas agora que já está descascando. Minhas tattoos descascam a partir do terceiro dia. Achei que seria complicado pra dormir. Que nada. Deitei em cima do braço sem maiores problemas já na primeira noite. Ruim de dormir mesmo foi com os flamboyants no flanco. E ainda grudavam na roupa, argh.
Creio que muito das reações depende do pigmento. Essa sessão foi basicamente em verdes, marrom, amarelo e azul-claro. Pelo visto são pigmentos tranquilos. Vermelho sensibiliza mais. Os flamboyants ficaram inchados e doloridos. Mas tinha o agravante do tamanho e da região. Também senti bastante o roxo e o azul-marinho dos amores-perfeitos. Surgiram bolinhas na pele, e coçou bastante durante a cicatrização. Um saco. Dava vontade de coçar mesmo. Mas aliviava fácil com água fria.
As regiões que mais incham em mim são perna e braço. As rosas da canela direita provocaram um inchaço de uns dez dias. Na tatuagem em si quase nada, mas o tornozelo chegava ao fim do dia virado numa bolota, afff.
Tatuagem é um vício. O braço já está bem trabalhado, mas fico olhando os espaços abertos e pensando em fechar pra já, hahaha. Ainda mais que Jean deu uma ideia sensacional, e eu já tive outra.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Sopãozão

Não teve treino, mas teve força na cozinha. Picando dúzias de legumes pra fazer sopa. Pra variar, o panelão ficou até a borda. O que tinha hoje:
- 1 moranga média
- 5 beterrabas
- 3 cebolas
- 6 cenouras
- 2 batatas-doces enormes
- 1 pé de couve
- 3 chuchus
- 4 abobrinhas zucchini
Só coloco sal quando está bem cozida. A moranga vai inteira, casca e sementes.
Amanhã, mais função. Liquidificar. Pra deixar em pedaços, teria que picar menor, e aí não tenho nem tempo, muito menos vontade e paciência.
Essas sopas são a salvação da dieta. Eu adoro, armazeno em potes com uma dose. Na hora de comer, às vezes coloco pedaços de queijo, ou adiciono temperos para dar uma variada no sabor. Mas gosto tanto que em geral como purinha.

Alto-relevo

Não deu pra treinar hoje. Mais uma sessão da manga esquerda. Dessa vez o braço inchou muito. No final, Jean estava impressionado com o tamanho que ficou. Pra mim foi inédito inchar tanto e tão depressa. Achei graça porque os lírios ficaram em baixo-relevo, cercados pelo inchaço. "Cheirinho de sangue e clara de ovo", constatou Jean. Sangrou bem pouquinho. Mas a área tatuada foi extensa. Um fundo em tons de verde para formar o conjunto. Conjunto que compreende a manga e o flanco com os gloriosos flamboyants.
Jean hoje não desenhou nada. Free-hand. Amei. E conversando com ele já veio a ideia para a próxima etapa. Mais flores. Florzinhas na parte interna do braço, onde só tenho o lótus da Lízia. E um florzão na parte posterior do ombro. Isso é pra mais adiante. De momento, falta apenas retocar os lírios.
Nesse braço, tudo começou com o símbolo do Prince há quase um ano. (Dia 21, um ano da morte.)
Mas a vontade de fazer a manga veio neste verão, depois dos amores-perfeitos. Ainda tem bastante pele pra preencher nessa manga.


domingo, 9 de abril de 2017

Nós em laços 3

Domingo na praça com as amigas.
Chimas, bola, frisbee improvisado, correria. Muita brincadeira com Pipeline também.
Quando conheci Sofia, com uns dois anos de idade, ela era supertímida. Foi crescendo, se soltando, e fomos nos aproximando. No tempo dela. Nessa semana, do nada, ela falou pra Fran que queria me ver.
Ser recepcionada com um um abração de criança é das melhores coisas desta vida. O olhar, o sorriso, a conversa. Meiguice. Doçura.
Laços que nós estreitamos.






Nós em laços 2

O fíndi começou doce e suave. Visitinha ao vizinho Fer do outro lado da rua para pegar a geleia de manga dos deuses feita pelo Sr. Orlando Schnell, pai dele e da Adri, minha colega de ZH e amiga de décadas. Laços de família que me envolvem em carinho e doçura.
Sr. Orlando postou foto das geleias no Facebook, eu disse que queria, de zoeira. E ele separou um vidro pra mim! Adri entregou pro Fer que entregou pra mim, num encontro rápido com café, chocolate dark e conversa sobre budismo e espiritualidade em geral, algo totalmente entrelaçado no fluxo de minha mente/coração.
Nós criamos os nossos laços.


Nós em laços 1

Passo cinco horas do dia com elas. Elas passam quase dez horas juntas.
E nosso convívio é cada vez mais familiar. O lado bom do convívio em família.
Ontem foi o terceiro almoço da firma.
Nós que construímos laços.




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Identidade


Saí do jornalismo. O jornalismo não saiu de mim. Meus textos aqui são prova disso.
Hoje na editora casualmente comemorei a data, redigindo Nota do Editor pro livro do Napoleon Hill. Estilo direto, claro e conciso.
A prática do jornalismo por certo contribuiu para o aprimoramento da faceta objetiva e organizada da minha escrita, mas creio que seja também um traço de personalidade.
Na editora o trabalho me permite usar várias qualidades do jornalismo: correção e limpeza do texto, checagem minuciosa da informação.
Saudade do trabalho em redação.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pele em flor

Morena.
Colorida.
Por dentro e por fora.
Cada vez mais.
O colorido de dentro transborda para fora.
Delírios na pele.
Epiderme em flor.
Mente/coração sempre florida.
Flores de verão, outono, inverno e primavera.
Flores por tudo neste agregado de corpo e mente.






F I M

Antes de ir embora da editora, o rápido registro de uma das metas mais desejadas deste ano. Concluí a revisão das 800 páginas de Napoleon Hill que retraduzi ao longo de um ano exaustivo. O trabalho mais difícil que já encarei. Li, reli. Reli, reli, reli.
Raiva, desânimo, insegurança, desespero. Teve de tudo. Mas, em meio a tudo, teve mesmo a determinação, a obstinação implacável de fazer o melhor possível. Não foi fácil. Mas foi.
Está feito.
Muito bem feito.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Manga esquerda

Tá quase.
Hoje rolaram os lírios.
Delírios à flor da pele.
Não ficou pronta. Termina na semana que vem.
Ainda sobram pequenos espaços, a serem preenchidos sem pressa.
Jean Etienne disse que não sou mais morena. Sou colorida.
Florida.
Um jardim.


E teve treino sim!

Last but not least nesse momentinho de registro das coisas que importam, o treino dessa terça. Que foi muito melhor que os anteriores. Tanto no funcional quanto na corridinha.
Começou melhor já na ida pra Redenção. Fiz 4km em vez dos 3km de praxe. E num ritmo um pouco melhor, média de 5:39.
No funcional e na pista não senti cansaço extremo, nem falta de fôlego e de força. Me senti foi ótima. Cansei, mas na boa.
E os tirinhos, em 2 séries de 4x 400m x 400m, foram agradáveis. Beeeem agradáveis. Firmes, mas sem exagero. Tô indo na maior calma. Os tempos ficaram entre 1:48 e 1:55. Pra quem fez a 2:02 na semana passada, quase infartando, é uma evolução e tanto.
Mas a evolução mesmo é sentir cada vez mais vontade de treinar. Gana. Tesão.
Também é massa encontrar técnicos e corredores simpáticos, o pessoal conhecido que dá uma força nessa retomada.



Gatíneos felíneos







Essa dupla... Dose maciça de fofura, de amor.
Enquanto seleciono as fotos e escrevo o texto-legenda deste post, vejo os dois já dormindo na minha cama. Acomodadíssimos. Hoje, neste momento, os dois estão deitados exatamente na parte da cama que costumo ocupar... Vou deitar noutra parte daqui a pouco. Claro.
O grande barato é que rola uma atividade noturna. Que não sei qual é porque não levanto pro conferes. Mas no meio da madrugada eles saem da cama. Às vezes vão pro telhado, especialmente Ludox, mas nem sempre. Suspeito que talvez também desçam pra comer e aí fiquem dormindo lá por baixo. Perto da hora de eu acordar, geralmente já estão de volta. Caso não, aparecem quando sentem que estou começando a me mexer pra sair da cama.

Mundo fofinho

Em terra de unicórnios, Ser de Capricórnio é rainha.
No domingo à tardinha, Ser de Capricórnio estava no seu ambiente desértico, árido. Ar rarefeito.
Deu oi pra Libra. E...
Brisouuuuuuuuuu.
Uma rajada de ar fresco e palavras que transportaram Ser de Capricórnio para o reino encantado - e fofinho - dos unicórnios.
Maciez. De corações. De palavras.



terça-feira, 4 de abril de 2017

Ganhei o dia

Hoje estava entediada. E depois de ter que tratar de um vazamento complicado com o encanador e de saber que tenho que fazer uma porra de NF-e pra minha empresa que vai me custar uma grana, fiquei muito mal-humorada, achando a vida um porre.
Então fui dar um oi pra minha amiga Fran e contar do meu novo treino. Falar com a Fran sempre é bom, temos uma sintonia carinhosa. Hoje foi mágico. Ela me contou que, antes de ir pra escola, a Sofia, filha dela, disse: "Quero ver a tia Lúcia". Do nada. Não haviam falado em mim. Ela lembrou por si e falou.
Quando Fran me contou isso... PUFFFF!!! O tédio e o mau humor pulverizaram-se. Ter o afeto de crianças e animais é das coisas que mais me emocionam e que mais prezo. Ser lembrada pela Sofia foi ainda mais especial porque não nos vemos desde novembro, desde a festa de aniversário dela. A gente convive pouco, não sou uma presença constante. Fiquei encantada. Tinha visto uma foto dela e da Fran ontem no FB e fiquei com saudade, por isso que chamei Fran hoje. A reciprocidade com a minha amiguinha mudou minha paisagem mental instantaneamente.
Fui treinar linda e feliz.
Voltei do treino ainda mais linda e mais feliz.
E teve Ludox sensualizando na recepção.


domingo, 2 de abril de 2017

Preces

Duas preces da Foundation of I, que preserva e difunde os ensinamentos do Ho'oponopono. 

Eu Sou o Eu

Eu surgi do vazio para a luz,
Eu sou a respiração que acalenta a vida,
Eu sou aquele vazio, aquela vacuidade além de toda consciência,
O Eu , o Id, o Todo.
Eu reteso meu arco de arco-íris através da água,
O contínuo da mente com matéria.
Eu sou a entrada e a saída da respiração,
A brisa invisível, intocável,
O indefinível átomo da criação.
Eu sou o eu

A Paz do Eu

Que a paz esteja com você, toda a minha paz,
A paz que é o eu, a paz que é o eu sou,
A paz para sempre, agora, para o todo e sempre.
A minha paz eu dou para você, a minha paz eu deixo com você,
Não a paz mundial, a minha paz apenas, a paz do eu



sábado, 1 de abril de 2017

Me dá um cansaço

Criar perfil fake para puxar assunto é uma coisa que não entendo. Meeeeee, mas que punheta! Qual é a graça de ser homem e tentar se passar por mulher? Será que convence alguém?
E usar fotos de outra pessoa? (Coisa simplésima de flagrar, basta uma pesquisa reversa no Google Images.) Já acho fraco não colocar a própria foto pra se resguardar, imagina montar um perfil com fotos de outra pessoa.


Sutilização corporal

Ontem foi dia de Body Talk com Carina Sehn (https://www.facebook.com/carina.sehn?fref=ts). Duas horas de sutilização corporal. A sabedoria inata do meu corpo falou, enquanto permaneci por um tempo dormindo acordada. A mente deslizou para um estado semidesperto, saiu do caminho. Acalmou-se.
O resumo:

É seguro eu ser livre na minha sexualidade.

O corpo sabe o que quer e do que precisa.
Expansão. Integração. Harmonização. Depuração. Tendo como cenário essa vista. Com uma paineira. Carina disse que a paineira é a rainha da praça, comandando as estações.
E nesse outono eu me vi totalmente seduzida pelas paineiras. E elas saltam a meus olhos por toda parte. No caminho de ida e volta da editora. Debruçada em flor na pista de corrida onde voltei a treinar, na minha amada Redenção, onde há várias delas.
Encerrada a sessão de Body Talk, parada diante do janelão, agradecendo ao universo por minha vida mágica, lembrei de Frankie Presto, o personagem de As cordas mágicas, nas páginas finais desse livro de Mitch Albom que me tocou a alma.



Lucidez 1 e 2

Faz um tempo que comecei a ler frases de Zack Magiezi nas redes sociais. Não tinha ideia de quem fosse. Libra me mandou um desses pequenos contos/poemas dele há uns dias, postei aqui em 17 de março. E nessa semana me mandou esses dois. :)
Magiezi é sutil e sagaz. Vê e (d)escreve paisagens mentais (ou emoções, ou estados de alma para não budistas) com beleza e simplicidade. O "quem nunca?" abordado com delicadeza e empatia.



Carão

Depois de anos, enfim rolou! Maquiada pela amiga Priscila Maraschim (https://www.facebook.com/priscilla.kadifeh?fref=ts), educadora física, bellydancer e designer que transformou a paixão por maquiagem em atividade free-lancer. Pri sempre falou que queria maquiar meus olhões, um dia desses solicitou cobaias no Facebook e me joguei.
O resultado foi esse. Cut crease em marinho e dourado. Amei. Fiz um book, hehe.
E já me inscrevi como cobaia permanente da Pri.