sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Luz de minha vida



Amanhã Lízia completa 13 anos. Torna-se uma teenager aquela que vejo como minha filha e minha criança. Aquela que há tempos me dá pequenos sustos todos os dias ao crescer e se afastar aos poucos da criança que ainda é para mim.
Lízia justifica tudo que fiz até concebê-la. E é o motivo de tudo que fiz de melhor a partir de então.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

É um milagre estarmos vivos


Na próxima quarta-feira, dia 19, meu amigo corredor Leandro Bauermann Oliveira fará 37 anos. No último sábado sua irmã adorável, Mariana, e sua supermãe, Rejane, organizaram uma festa-surpresa num restaurante. Fui lá com uma turma de amigos queridos da corrida. Lena, Filó, Márcio, Chibiaque e Marlene não conheciam Leandro, mas foram porque estão acompanhando a história dele por meu intermédio. E, como eu, comovem-se com a luta e a garra de alguém que, mais do que um sobrevivente, é um guerreiro iluminado. Paulinho e Lu, do Corpa, completavam a equipe de corredores.
Em fevereiro Leandro foi atropelado por um ônibus e teve a perna direita amputada no acidente. A esquerda foi preservada graças à coragem e fé de seus pais. Os médicos queriam amputar porque uma infecção por acinetobacter, uma bactéria letal e extremamente resistente a antibióticos, agravava a situação crítica - na real os médicos nem esperavam salvá-lo. Os pais entregaram nas mãos de deus e disseram aos médicos que, se fosse para o filho sobreviver, seria com a perna esquerda.
Não posso imaginar o que uma mãe sente ao ver o filho no estado em que Leandro permaneceu na CTI do HPS por vários dias. Em minha primeira visita, não consegui reconhecer meu amigo, ainda sedado e desfigurado pelos edemas. Meu coração ficou apertado. E me angustiava pensar o que Leandro sentiria ao saber da amputação caso sobrevivesse.
Assim que Leandro acordou para esse mundo de novo, fui vê-lo. E uma das primeiras coisas que ele me disse é que agora correria em uma outra categoria. Quando me disse isso, a situação dele era apenas estável, a infecção por acinetobacter persistia e não se sabia se, caso fosse mesmo mantida, a perna esquerda ainda seria funcional, porque as rodas do ônibus passaram por cima dela também.
Fiquei maravilhada com a grandeza de meu amigo. Com a resignação, com a tranquilidade com que encarou a perda. E com a determinação de voltar a correr, um estágio muito distante, porque ele ainda precisava vencer a infecção, sair da CTI pra um quarto, sair do hospital, recuperar o movimento da perna esquerda e do resto do corpo (nos primeiros dias ele não tinha força nem pra segurar um copo, todo corpo estava enfraquecido e com movimentos limitados), adaptar-se à condição de amputado, ver a possibilidade de uso de prótese, aprender a andar com ela e um dia então correr.
Depois de 101 dias, Leandro enfim voltou pra casa. E desde então é uma nova etapa de superações. Enquanto o coto e a perna esquerda cicatrizavam, Leandro efetivava uma sucessão de pequenas conquistas gigantescas: conseguir ficar sentado na cama, poder virar-se de lado na cama (ele ficou mais de três meses só de barriga pra cima, não podia se virar devido às lesões), ir pra cadeira de rodas, conseguir sentar no sofá da sala, na cadeira do computador. Ir ao banheiro. Tomar banho no chuveiro.
No mês de seu aniversário, Leandro deu um novo passo - literalmente: conseguiu ficar em pé! A perna esquerda ainda não tem flexibilidade no joelho, ou seja, fica esticada o tempo inteiro, o que é uma limitação inclusive espacial. Mas Leandro conseguiu apoiá-la no chão e em seguida começou a se deslocar com um andador.
Nessa semana, ele me contou pelo msn que foi pra fisioterapia no andador! Atravessou a rua andando!!! Meus olhos transbordaram enquanto lia a novidade no msn, e transbordam de novo enquanto escrevo aqui. E meu coração transborda de alegria. E de orgulho e admiração por meu amigo que jamais se lamenta, que não dá espaço pro baixo astral, que olha pra frente, que olha para as novas possibilidades, que olha para o que tem e o que busca, e não para o que perdeu. É tudo uma questão de olhar. :)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quanto mais quente melhor

O que um dia de sol não faz por uma pessoa! Terminei um trabalho, treinei direito - meu treinador disse que eu estava diferente na corrida e no todo, yessssss -, tomei um solzinho depois do almoço. E me senti feliz da vida.
Aguardo ansiosamente o verão.
E Robert Palmer foi perfeito na descrição do calor que tanto me entusiasma. Tenho paixão por essa música. Sem falar que Robert Palmer era o maior hot cool cat.

We want to multiply, are you gonna do it
I know youre qualified, are you gonna do it
Dont be so circumscribed, are you gonna do it
Just get yourself untied, are you gonna do it

Feel the heat pushing you to decide
Feel the heat burning you up, ready or not

Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go on
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry

The girl is at your side, are you gonna do it
She wants to be your bride, are you gonna do it
She wants to multiply, are you gonna do it
I know you wont be satisfied until you do it

Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go onv
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry

Feel the heat pushing you to decide
Feel the heat burning you up, ready or not

Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they cant go on
Some like it hot, but you cant tell how hot til you try
Some like it hot, so lets turn up the heat til we fry

Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot
Some like it hot, some like it hot

Some like it hot, some like it hot

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Esmalte sempre!

Eu detestava pé com esmalte vermelho. Isso até 2007.
Revi meus conceitos em função da corrida. Uma sucessão de lesões fez com que meus dedos apresentassem unhas roxas, amareladas, roxo-amareladas, manchadas, fofas, meio soltas antes de cair... o quadro da dor. Para ocultar os roxos, eu e minha podóloga partimos pros vermelhos.
Primeiro estranhei. Depois me acostumei. E a seguir me apaixonei.
Minhas unhas estão sempre pintadas, verão e inverno. Em geral de cores escuras. Tenho loucura por esmalte. E tenho a felicidade de ter uma podóloga/manicure que gosta tanto quanto eu. Toda semana Ana Cristina tem alguma cor nova, geralmente mais de uma. Ela não pode ver esmalte que compra, hahaha. E muitos deles ela compra apenas pra mim, a única cliente que usa todos os tons de azul, roxo, lilás, rosa, cobre, alaranjados, marrons e demais cores exóticas. Tudo menos preto, que acho sem graça.
Faço as unhas das mãos toda quinta-feira. E o pé a cada duas semanas. Religiosamente. É meu único cuidado de beleza regular. (Depilação considero uma questão de higiene pessoal.)
Conheci Ana Cristina na véspera do Natal de 2006, no salão do meu cabeleireiro. Eu já estava com as unhas pintadas, mas não estava gostando, estava detestando, na verdade. Aí estava lá pintando o cabelo de preto e alisando, e pedi pra ela refazer minhas unhas. Desde então não larguei mais dela.
Fui na casa dela na praia no verão de 2007, no carnaval. Quando ela saiu do salão, passei a ir na casa dela aqui em Porto Alegre. E agora vou no salão dela, que fica longe pra caramba da minha casa. Mas vale a pena total.
Eu tenho o terrível hábito de comer os dedos, arranco pedaços deles, às vezes mais, às vezes menos, não houve terapia que desse fim nisso. Mas o alicate afiado de Ana Cristina limpa meus estragos e remove tudo que eu possa morder por alguns dias (embora eu sempre dê jeito de fazer alguma estupidez entre uma quinta-feira e outra...). Assim minhas mãos mantêm-se mais ou menos apresentáveis.
E meus pés estão sempre bem pra correr. Sem bolhas, sem calos, sem unhas machucadas. E ainda bem bonitinhos, mesmo quando faço grandes volumes de corrida.
Na semana passada voltei a pintar pé e mão de vermelho depois de meses só em outras cores, basicamente azuis, roxos e acobreados. Minha professora de dança do ventre viu e disse: "Não acredito! Tá de unha vermelha! Nunca tinha visto você de vermelho!"
Pois é, hoje fiz a mão de vermelho de novo pra combinar com o pé, mas não é o mesmo esmalte, porque jamais repito de uma semana pra outra. Aliás, raramente repito esmaltes. As novidades me fascinam.
:)

Ela é ele!

Meus fofos felinos: Teddy Boy Marino brasino, Lelo amarelo e Ludovico, ex-Lucrécia

A notícia abalou a família, parentes e amigos:
Lucrécia não é Lucrécia. É Ludovico!
Eu já estava desconfiada há umas duas semanas, mas ontem ficou evidente que o mais novo habitante da casa é macho. Que choque! Que pasmo!
Enfim, estamos nos acostumando com a novidade.
E Ludovico? Segue o mesmo de sempre. Um atentado.
:)

Missing my blog - and part of myself

Por que será que parei de escrever aqui?
Não é tanto pela falta de tempo, creio que seja mais por falta de ideias. Ou melhor, falta de energia pra desenvolver ideias.
Até tem assuntos sobre os quais gostaria de escrever.
O primeiro é a dança do ventre, que flui por várias correntes: o prazer que sinto fazendo aulas, embora seja péssima; o prazer que sinto ouvindo música árabe, que é basicamente a única coisa que ouço desde março, acumulando até hoje quase 20 giga delas no computador (baixo CDs todos os dias); o prazer que sinto vendo bailarinas dançando, dando corpo à música, forma e movimento; a admiração que tenho por minha professora, Stela Turelli, que eu realmente adoro ver dançar.
Tem outros assuntos sobre os quais eu poderia escrever, mas que não sei se realmente gostaria de abordar.
O rigor desse inverno e minha baixa imunidade, que, combinados, afetam minha saúde desde o dia 2 de maio. Nunca me senti tão fraca, tão cansada, tão desanimada. Não me reconheço nem no corpo, nem na mente. Tem sido uma experiência difícil dispor de tão pouca energia, estar sempre meio resfriada, sentir muito frio, muito sono. E correr e treinar muito mal, afff...
Essa crise de energia está na base de minha incapacidade de escrever, é lógico. Tenho me economizado em tudo. E observado essa situação com uma calma inédita.
Também pensei em escrever sobre as incríveis abordagens masculinas, algumas delas tão cretinas que nem causam irritação, servem apenas de motivo de riso, sozinha ou em conversa com as amigas. Algumas coisas são tão bizarras que eu comento pra ver o que os outros acham, pra saber se é mesmo um absurdo ou sou eu que estou muito fora desse mundo.
Ontem vi a seguinte frase num perfil do orkut: "Não trate como prioridade quem lhe trata como uma opção." Adorei. Tem tudo a ver com as coisas em que andei pensando a respeito da forma como algumas pessoas se relacionam. Pra mim, o lance de não tratar como prioridade não significa tratar mal ou com frieza. Significa simplesmente não se apegar e não levar nada pro lado pessoal. Deixar rolar sem expectativas.
Esse inverno e essa fase têm sido um exercício de paciência e autocontrole, aceitação e acolhimento. E de modo geral estou convivendo bem com as limitações.
Mas claro que penso que em breve virá a primavera, e a roda deve girar...
:)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Parabéns pra você!

Sua Santidade o Dalai Lama está completando 74 anos neste 6 de julho.
Em 2009 completaram-se 50 anos do exílio de Sua Santidade.

Possa Sua Santidade ter vida longa, e possa o conflito no Tibete ser solucionado de forma pacífica e harmoniosa para tibetanos e chineses.

Prece para a longa vida do Dalai Lama

OM SVASTI

To the assembly of most kind teachers, both present and past -
the miraculous dance of the body, speech and mind of
innumerable Buddhas
manifesting in accord with aspirants' spiritual capacities,
the wish-granting jewel, the source of all virtue and goodness -
to you, we offer our prayers with fervent devotion:
That Tenzin Gyatso, protector of the Land of Snows,
live for a hundred aeons. Shower on him your blessings
so that his aspirations are fulfilled without hindrance.

To the assembly of all meditational deities
manifesting as countless mandalas and divinities -
the magical clouds of immaculate, transcendent wisdom
reaching to the farthest expanse of the space of ultimate reality -
to you, we offer our prayers with fervent devotion:
That Tenzin Gyatso, protector of the Land of Snows,
live for a hundred aeons. Shower on him your blessings
so that his aspirations are fulfilled without hindrance.

To all the victorious Buddhas of the three times
endowed with ten powers and who are even masters of the gods,
and whose attributes of perfection are the source of all compassionate deeds
benefiting the vast ocean-like realm of sentient beings,
to you, we offer our prayers with fervent devotion:
That Tenzin Gyatso, protector of the Land of Snows,
live for a hundred aeons. Shower on him your blessings
so that his aspirations are fulfilled without hindrance.

To the assembly of sacred doctrine embodied in the Three Vehicles,
supremely serene, a jewel-treasure of enlightenment,
stainless, unchanging, eternally good, and the glory of all virtues,
which actually liberates beings from the sufferings of the three worlds,
to you, we offer our prayers with fervent devotion:
That Tenzin Gyatso, protector of the Land of Snows,
live for a hundred aeons. Shower on him your blessings
so that his aspirations are fulfilled without hindrance.

To all members of the enlightening, noble spiritual community,
who never stray from the thoroughly liberating adamantine city,
who possess the wisdom eye that directly sees the profound truth
and the highest valour to destroy all machinations of cyclic existence,
to you, we offer our prayers with fervent devotion:
That Tenzin Gyatso, protector of the Land of Snows,
live for a hundred aeons. Shower on him your blessings
so that his aspirations are fulfilled without hindrance.

To the assembly of heroes and dakinis, heavenly beings of the three worlds,
who appear in the highest paradises, in the sacred places, and in the cremation grounds,
and who, through creative play in the hundred-fold experiences of bliss and emptiness,
support practitioners in their meditation on the excellent path,
to you, we offer our prayers with fervent devotion:
That Tenzin Gyatso, protector of the Land of Snows,
live for a hundred aeons. Shower on him your blessings
so that his aspirations are fulfilled without hindrance.

To the ocean of protectors endowed with eyes of transcendent wisdom -
the powerful guardians and upholders of the teaching
who wear inseparably on their matted locks
the knot symbolising their pledge to the ÔVajra Holder' -
to you, we offer our prayers with fervent devotion:
That Tenzin Gyatso, protector of the Land of Snows,
live for a hundred aeons. Shower on him your blessings
so that his aspirations are fulfilled without hindrance.

Thus to this congregation of excellent, undeceiving refuge,
we pray that by the power of this prayer
expressed from a heart filled with fervent devotion and humility,
may the body, speech and mind of the sole of the Land of Snows,
the supreme Ngawang Lobsang Tenzin Gyatso,
be indestructible, unfluctuating and unceasing;
may he live immutable for a hundred aeons,
seated on a diamond throne, transcending decay and destruction.

You are the jewel-heart embodying all compassionate, beneficial deeds;
O most courageous one, you carry upon your shoulders
the burden of all the Buddhas of the infinite realms.
May all your noble aspirations be fulfilled as intended.

By virtue of this may the heavenly doors of the fortunate era open
eternally as a source of relief and respite for all beings;
And may the auspicious signs reach the apex of existence and release,
as the sacred teachings flourish through all times and in all realms.

May the nectar-stream of the blessings of the ÔLotus Holder'
always enter our hearts and nourish it with strength.
May we please you with our offerings of dedicated practice,
And may we reach beyond the shores of perfect, compassionate deeds.

Through the blessings of the wondrous Buddhas and Bodhisattvas,
by the infallible truth of the laws of dependent origination,
and by the purity of our fervent aspirations,
may the aims of my prayer be fulfilled without hindrance.


English translation by Dr Thupten Jinpa Langri
(Vou traduzir assim que der tempo.)

domingo, 5 de julho de 2009

Saudade

Não sei o que ele via de errado com esse rosto, esse cabelo e essa cor. Pra mim estava perfeito. Todo-certinho.

Continuei achando lindo em Thriller, .


Também gostei da cara nova em Bad.


E devo confessar que, mesmo mais pra white do que pra black e de nariz arrebitadíssimo e tão diferente do original, eu gostei.

Mesmo rompida a barreira da transformação pra deformação, mesmo com os escândalos, os processos, o triste vício em drogas prescritas, havia a expectativa pela nova turnê. O que restaria de todo aquele talento? Creio que, mesmo que fosse pouco, ainda seria muito mais do que a maioria dos mortais possui.

Uma vez rei sempre majestade.

tpm

Um sinal inequívoco de que vou menstruar é a síndrome de autocrítica que se manifesta uns dias antes. As imperfeições do meu corpo adquirem a magnitude de defeitos graves, vejo problemas no cabelo, no rosto e especialmente no corpo, mais especificamente na região do ventre e quadris (o que parece bem lógico nessa circunstância).
Portanto, quando me olho no espelho e vejo uma gorda celulítica, com uma barriga e cadeiras enoooormes, já sei que o defeito está na minha mente e deixo pra lá.
Felizmente o espírito crítico volta-se sobre mim mesma, e sobre o corpo. Se fosse em relação ao trabalho ou às ações eu passaria por dificuldades maiores pra dar a volta. E poderia ser desastroso se isso se voltasse contra os outros.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

É isso aí!!!



Ando sem tempo pra escrever, mas ao menos achei uma coisa que adorei pra postar.
Possam todos os seres se beneficiar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cada um no seu quadrado

Essa foto tem alguns dias. Lelo e Teddy ainda não simpatizavam com Lucrécia, mas ela já estava tentando se enturmar e garantir o seu quadrado. :)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Final feliz

Lucrécia, uma felizarda

Tornei o mundo um lugar melhor hoje. Ao menos para quatro gatinhos que recolhi ontem à noite da rua. Eles estavam sendo alimentados por minha amiga Teka, mas corriam risco de ser maltratados ou mortos. Fui lá pra fazer fotos deles pra minha amiga Adri, dona do alemão Theo, que queria um brasino. Acabei indo pegar Lízia na escola com uma caixa com quatro coisinhas fofas.
Fui numa pet shop, mas já estavam com outro quarteto felino para doar. Aí fui na Clínica Auxiliadora (Artur Rocha, 98, fone 3332-4179), do dr. Faraco, veterinário dos meus gatânlios, que recomendo sempre pra todo mundo. Faraco e Juliana, os vets, são maravilhosos, a clínica é ótima, meus gatáquilos sofrem o mínimo de stress quando vão lá. Pedi a Faraco que acolhesse a ninhada até hoje, pois a dupla Teddy Boy Marino e Lelo teria um chilique se eu chegasse em casa com aquela caixa. Além de competente, Faraco é gente boa. Providenciou um gaiolão, água e comida pros pequeninos.
Eu e Li voltamos pra casa e fomos batalhar candidatos à adoção. Postei recados e fotos no orkut, facebook e twitter. E um anúncio no www.bichoderua.org.br.
Fui dormir mais tranquila, porque Adri confirmou a adoção de Benjamin Salin. E comecei a pensar em adotar Lucrécia, parecida com minha saudosa Felícia, que fugiu no início do ano e nunca mais encontrei.
De manhã recebi um e-mail de Ana, amiga da minha amiga Aninha, perguntando sobre a gata preta-e-branca. Telefonei pra ela, falamos um tempão e combinamos um encontro na clínica às 11h30. Mandei aviso pra Adri pelo twitter, e quando cheguei no vet encontrei Ana, Adri e o quarteto fantástico à solta numa sala, brincando entre si e com os humanos. Esses gatinhos foram jogados fora por uma mulher, mas é evidente que antes disso foram tratados com carinho, pois são dóceis e confiantes. E foi esse o principal motivo para eu pegá-los. Não suportei a ideia de que umas criaturas tão indefesas pudessem vir a sofrer. Vejo animais e humanos sofrendo pelas ruas todos dias, e ao menos dessa vez pude ter não só um sentimento compassivo, mas uma atitude compassiva.
Saí da clínica ao meio-dia sabendo que três estavam encaminhados, faltava só um, um machinho brasino. E Faraco concordou em hospedá-lo por mais um dia pra eu tentar achar um dono. Cheguei em casa e em meu e-mail uma candidata a um gato brasino que tinha visto meu anúncio no site pedia informações. Trocamos alguns e-mails e às 13h45, quando eu estava no carro indo buscar Lucrécia (que tinha que tomar banho e receber vermífugo e antipulga antes de ir pra casa), Helena me telefonou avisando que ficaria com Frederico!!!
Encontrei Adri de novo na clínica, ela estava com Theo, porque na noite da véspera ele caiu pela janela do segundo andar. Theo já havia passado por duas clínicas desde então, tinha sido liberado, mas não estava 100%. Quando fui embora às 14h30 levando minha Lucrécia, rumo à escola pra buscar Lízia, Theo estava em consulta com Juliana, e Helena já tinha telefonado avisando que iria buscar Frederico às 20h30. A gatinha preta-e-branca já estava pronta, esperando Ana ir buscá-la.
Cheguei na escola de novo com uma caixa de papelão - vazia, porque Lucrécia estava dormindo dentro do meu casaco. Lízia só viu a surpresa quando chegamos em casa.
Agora são 23h, ela e Lucrécia estão dormindo juntas e felizes.
E eu vou dormir com Lelo e Teddy Boy, que de momento estão achando que o mundo deles piorou. Estão enciumados, revoltados e consternados. Mas vai passar. Até o final de semana estarão todos adaptados. E felizes.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Depois

Edu querido, mi amor de treinador, que confia mais em mim do que eu, e pelo visto me conhece melhor também

Com Lisi, Dani e Val, adoráveis companheiras de equipe

Estou moída, mas feliz. Consegui correr uma bela maratona ontem, e meu desempenho não foi melhor porque não treinei tanto quanto deveria e porque minha mente me perturbou um bocado antes da corrida e durante. A questão agora é resolver essas duas coisas.
Para treinar direito preciso dar mais uma ajustada na minha rotina, mas o principal é ajustar a mente, definir uma paisagem mental and stick to it. Para isso, tenho que decidir como afinal eu quero treinar e correr. Se quero pegar pesado, treinar forte pra obter resultados melhores, ou se quero correr só como distração.
Acho que correr só de brincadeira não é pra mim por enquanto. Tenho uma tendência natural a me dedicar às coisas, não gosto de meia-boca. Não teria prazer correndo de qualquer jeito. Mas também não tenho prazer me exigindo demais. Está faltando o caminho do meio, ou seja, manter o prazer e a qualidade. Correr direito, mas sem esquecer que isso é pra ser uma diversão. A corrida é algo para se encaixar dentro do meu dia, não para esculhambar minha rotina e empurrar e espremer o horário de trabalho e demais atividades.
E tenho que dar jeito de controlar minha mente durante a corrida. Na maratona larguei bem, estava calma e confiante (depois de muito medo na véspera). Fiquei numa boa por 10km, curtindo a corrida. Quando comecei a cansar, a paisagem começou a mudar. E da metade até o fim da prova não pensei em quase nada que prestasse, affffff... Pensei seriamente em parar aos 21km e aos 23km, logo depois do Edu falar comigo e dizer que o ritmo estava ótimo. E fui pensando nisso e noutras impropriedades all the way.
Um dos principais motivos para não ter parado foi simplesmente porque não haveria como justificar isso - para os outros! O que eu ia dizer pro Edu? - Que eu tinha cansado? Que tinha perdido a vontade? - E pra Lízia, que eu sabia que iria me esperar na linha de chegada? E pra todos meus amigos e conhecidos? Enfim, um motivo importante pra não desistir foi vergonha.
Ainda bem que minha mente conseguiu ao menos nutrir essa paisagem de preocupação social. Porque na hora não me ocorreu, mas muito pior seria depois eu tentar justificar a mim mesma por que desisti. O que eu ia dizer pra mim? Que cansei? Certo. E alguma vez pensei em correr 42,195km sem cansar??? Que perdi a vontade? Certo. E por que perdi a vontade? Porque ficou difícil, cansativo e monótono. Ok. E então? Vou desistir das coisas sempre que se tornarem difíceis, cansativas e monótonas? Terei problemas não só pra correr e treinar, mas para trabalhar, educar a filha, cuidar da mãe, cuidar dos gatos, dos bonsai...
Na corrida posso ver nitidamente a natureza do samsara, onde todas as experiências sempre trazem em si mesmas as sementes de sofrimento. No samsara nada é sempre bom ou ruim, a natureza de tudo é a dualidade. Meu samsara na maratona teve ondas bem definidas de impermanência: começou bom, depois ficou mais ou menos, ruim, bem ruim, e então começou a melhorar de novo e ficou bem bom na última curva antes da chegada, quando vi Lízia e muitos amigos, conhecidos e estranhos me recebendo com grande alegria e me empurrando na reta final.
Em cada treino acontece a mesma coisa, sempre tem momentos bons e ruins. A questão é apenas como olhar para isso. Se me apegar ao ruim, vou sofrer mais e desistir. Se conseguir me apegar ao bom, vou passar pelo ruim com mais leveza.
Mas meu objetivo é não me apegar a nenhum dos dois. Apenas fluir por ambos, observando as flutuações. Chegar ao centro de estabilidade, onde não há movimento. Ainda não sei como é essa experiência. Assim, de momento estou feliz por ter ido até o final. Estou feliz por mim e feliz porque meus amigos ficaram felizes por mim. :)

domingo, 24 de maio de 2009

Durante

3:34:01
Tempo líquido de 3:33:51



Dois momentos da chegada. Barbaruca!!! Consegui!

Eu e minha amiga e colega de maratona Lisiane ao raiar do dia.

sábado, 23 de maio de 2009

Antes

Que medo!!!
Amanhã é o dia da maratona. Estou bem apreensiva, não tenho ideia de como vou me portar na corrida.
Edu me ligou há pouco pra mais uma vez me tranquilizar. Não treinei o bastante pra fazer uma grande corrida, então não devo me cobrar. Ele acha que posso ficar entre 3h30min e 3h35min. Se ficar, ótimo. Se não der, ótimo também, completar a prova já será um grande resultado.
No ano passado também fui pra maratona mal preparada. E estava desanimada, sem vontade de correr. Nem tinha certeza de que poderia completar a prova. A corrida havia se tornado um sacrifício.
Dessa vez sei que posso fazer, mas tenho muito medo. Do que eu tenho medo? De passar mal. Agora eu quero correr, quero me puxar, mas tenho medo de fazer isso, tenho medo de sofrer em vez de sentir prazer. É isso que tem me bloqueado, além da falta de treino. A falta de treino de certa forma é consequência de meu bloqueio mental.
Tenho vontade de correr, mas me sinto cansada e tenho medo do esforço.
Passada a maratona, tenho que descobrir como corrigir minha paisagem mental na corrida.

Repeti o ritual do ano passado, de separar a roupa na véspera e fazer uma fotinho. :)
Uma forma de me descontrair e me preparar.

Hoje falei com meu amigo Leandro depois de muito tempo. Ele voltou pra casa na quarta-feira, após 101 dias de hospital. Já combinamos uma visita pra semana que vem. Enfim vai sair o nosso chimarrão!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Mais uma pro repertório

ADOOOOORO Yello. Oh Yeah.
E essa conheci hoje. E é de 1989, benzadeus...
Uma versão muito sofisticada de me-engana-que-eu-gosto. Você finge que é verdade, que eu finjo que acredito.



Her name was Julie
When she took me on a ride in her old Chevrolet
Straight into a dusty sundown
I knew she was gonna make up one of her stories
And then she couldn't believe that I told her
How much I love her lies and how much I love her games

Riding on the highway
You're going much too far
You're lying so much better
When you drive a car
You're lying 'til the sundown
So look into my face
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying

I love your games
I love your lies
I love your games
Look in my eyes
Don't believe I'm worried
When you're playing all these games
I love your lies just hold me tight
I got no one to blame
You're lying, I'm buying
I'm buying every word
I love your lies
I love your games

Take me to the ballroom
We're dancing through the night
I'm in your arms, I love your lies
They make me feel so light
You're lying to your shadow
So look into my face
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying

Julie stopped her car
The sun had gone and left one of these dark red skies
She looked in my eyes and with a smile in her face she said
"Of Course I'm Lying.
But I think I love you."

Take me on the highway
You're going much too far
You're lying even better
When you drive a car
You're lying 'til the sundown
So look into my face
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying (I love it)
You're lying

I love your games
I love your lies
I love your games
Look in my eyes
Take me in your arms and hold me tight just for tonight
I need no drugs I love your lies
You hide me from the night
You're lying, I'm buying
I'm buying every word
I love your lies
I love your games

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Gatânlios gatáquilos




Adoro esses meus gatos. Nos últimos dias andei curtindo tirar fotos deles. :)
São queridos e leais, uns fofos.
Ficam muito diferentes nas fotos, sérios, hehehe.