sábado, 29 de outubro de 2011

Karma magic

Good things happen when you expect them to happen. And even when you don't.
"Whenever I have knocked, a door has opened. Wherever I have wandered, a path has appeared. I have been helped, supported, encouraged and nurtured."
Estava eu aqui no notebook nesta tarde de sábado feiosa - agora começando a ficar chuvosa -, de bobeira no Facebook, e eis que um facefriend surge do nada perguntando se eu era tradutora profissional. Em poucos minutos surgiu uma maravilhosa oportunidade de trabalho. E muito mais que isso: a oportunidade de participar de um projeto lindo.
Eu sou uma pessoa com muitos méritos acumulados. :)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dieta 1

Acordei hoje muito orgulhosa de mim: na festa de ontem, resisti muito na boa à tentação de atacar a maravilhosa torta de chocolate, que servi para todos os convidados. Não foi um sacrifício - se fosse eu não faria. Foi uma decisão tranquila baseada na minha prioridade: ter uma dieta mais saudável e compatível com a carga de exercícios que pratico.
Na semana passada, na sexta passada, aliás, consultei com a nutricionista Simone da Luz Silveira para tratar da reorganização da minha dieta. Ela constatou que o problema não era tanto o que eu como, mas o que eu não comia e a forma totalmente irregular como eu comia. Minha ingesta de proteínas era insignificante. Isso, somado ao fato de eu passar até seis horas sem comer ao longo do dia, fazia com que eu queimasse massa magra em vez de massa gorda. Simone disse que devo meu corpo musculoso basicamente à genética favorável.
Na segunda-feira, comecei a dieta proposta por ela. Simone me disse que seria bem difícil, mas até agora estou levando numa ótima. Houve uma redução nos carbo-hidratos e um tremendo aumento nas proteínas, basicamente via whey, porque não existe a possibilidade de eu comer peixe e frango regularmente.
Outra modificação radical foi a introdução de uma refeição imediatamente após o treino. Eu nunca fazia isso, pois jamais tenho fome. Mas já estou me adaptando.
Não fico mais horas e horas sem comer. E também estou me acostumando com isso.
Ontem não jantei antes de ir pra festa porque não deu tempo, no bar não havia nada para comer. Cheguei em casa à meia-noite e fui jantar em vez de pular a refeição.
Hoje de manhã vacilei. Só tomei café com leite, pois achei que fosse correr logo. Não fui e não comi nada. Resultado: nesse momento espero ansiosamente o almoço ficar pronto, estou com fome e senti desconforto pela falta de comida (basicamente um frio danado).
Nem sempre adquirir bons hábitos é uma dificuldade. :) Motivação é tudo.

Old friends

Fui ontem à festa de 50 anos do Paulo Ressadori, que conheço há uns 25. Eu não lembrava mais de quando nos conhecemos. Ele lembrava: foi no Taj Mahal, com minha amiga e colega jornalista Letícia, companhia inseparável numa época festiva de minha vida. Trabalhávamos na Band FM de dia e vivíamos a vida louca à noite.
Fui à festa com outro amigo dos anos 1980, Reinaldo. Que conheci na rádio, ele trabalhava na vizinha Ipanema FM. Reinaldo foi outro companheiro de noitadas, mas basicamente shows.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ciclos e mudanças

Menstruei há pouco. Fui ao clube bem cedo, a ideia era fazer musculação e correr na esteira pra evitar a chuva. Fiz a musculação na garra, mas me senti mal demais, zonza, zonza. Abortei a corrida, não tinha condições. Já estava pensando em marcar hora com a homeopata pra ver se havia alguma coisa errada. Nada. Era apenas o mal-estar que sinto sempre nas horas que antecedem a descida do fluxo. Ontem à noitinha eu já estava um caco. Achei que pudesse ser isso, a minha peculiar tpm, mas fiquei em dúvida porque meu ciclo anda registrando umas pequenas variações de dias.
Enfim, hoje começo uma nova fase ascendente em termos de energia geral.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Objeto de desejo

Adoro esse anel. O livro, 500 Wedding Rings, tem coisas magníficas.

Hahaha, depois do comentário de meu grande amigo Jaume, acho bom registrar o que pra mim - e só pra mim, é claro - é óbvio desde que vi esse anel e esse livro: nunca olhei para essas joias como alianças de casamento, nunca pensei em usá-las com outra pessoa. Vou fazer esse anel para mim como uma peça de uso pessoal diário. Não seria uma boa ideia associá-la a algo tão impermanente quanto um casamento.

O que é de quem

‎"Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?" - perguntou o Samurai.
"A quem tentou entregá-lo" - respondeu um dos discípulos.
"O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos" - disse o mestre.
"Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo."
A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir.

Mais uma inspiração via FB.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Via FB

‎O universo provê e nos dá tudo de que precisamos. Tudo tem seu tempo, e a sabedoria consiste em saber o que pegar e o que largar - e o momento de fazê-lo.

"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras, e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas infelizmente deixaram de ser. Nó aperta, laço enfeita."

"Às vezes é necessário excluir pessoas, apagar lembranças, jogar fora o que machuca, abandonar o que nos faz mal, libertar-se de coisas que nos prendem. Espere sempre o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier. Ouse, arrisque, não desista jamais e saiba valorizar as pessoas que realmente lhe amam. Quanto ao resto, bom... é só o resto."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sabedoria Facebook

O destino determina quem entra em sua vida, mas você decide quem fica nela.
A verdade dói só uma vez, a mentira cada vez que você lembra.
Há três coisas na vida que nunca mais voltam: as palavras, o tempo e as atitudes.
Por isso, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade a quem lhe trata como uma opção.

Agora sim eu entendi o que é amar o próximo.
Você me ama?
Resposta: Não.
Então... Próximo!!!

Quem não presta assistência perde a preferência e abre a concorrência.

A luz chega antes do som. Por isso algumas pessoas parecem brilhantes até falarem.


Engraçadinhas:

Quando você levanta de manhã e todas as suas juntas fazem "crec", você não está velho. Está crocante.

Quando aparecerem os cabelos brancos, não arranque: em breve podem fazer falta.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Turning point


Ontem dancei em público pela terceira vez em minha carreira tardia de aprendiz de bellydancer. E pela primeira vez me senti bem dançando em público. Não tive medo, nem vergonha, nem aquela sensação aterrorizante de que esqueci tudo e de que vou errar ou ficar paralisada. Ainda não fiquei totalmente solta, mas mesmo assim foi maravilhoso, foi incrivelmente diferente. Comecei a me sentir à vontade.
Havíamos começado a coreografia em meados de abril, e em todo esse tempo eu não consegui gostar da ideia de me apresentar. No último mês não estava gostando nem de ensaiar porque ficava pensando que teria o dia do show. Ontem eu estava no maior stress.
Fiquei tão, mas tão ansiosa, que senti a pressão baixar a níveis preocupantes. Cheguei zonza na casa da Jô, minha maquiadora. Aí, além de nervosa com a apresentação, já estava ficando com medo de desmaiar. Já pensou que mico?
E então, enquanto ela me maquiava e conversávamos - inclusive sobre meu horror de me exibir em público -, a ansiedade arrefeceu. Saí da casa dela mais bonita, mais bellydancer, hehehe, e menos tensa.
O turning point aconteceu no instante em que começou a tocar a música e eu, Stela, Cintia e Ludmila entramos em cena. Fiquei numa boa e fui fazer o que havia treinado para fazer. E me senti bem fazendo. Estava entre amigas, e nós estávamos entrosadas. E nossa apresentação foi realmente muito boa.
Lembrei muito de uma largada de maratona em que senti tanto, mas tanto medo, que estava quase que batendo os dentes e com dor de barriga. Aí, quando soou a sirene, passou tudo, e lá fui eu fazer o que havia treinado para fazer.
Eu amo a dança, mas pra mim é muuuuuuito difícil dançar. Sou extremamente dura e tenho uma dificuldade imensa para aprender os movimentos. Quando comecei, em 2009, achei que jamais fosse conseguir soltar o quadril o mínimo que fosse. Mas minha limitação não é tão grande quanto minha perseverança, força de vontade, disciplina e paciência. E tive a bênção de encontrar uma professora maravilhosa, tão dedicada e resoluta quanto eu. Não sei se eu teria persistido sem Stela Turelli, que não apenas dança maravilhosamente, como sabe ensinar.
Stela desmembra os movimentos nos mais mínimos detalhes e os ensina de várias formas diferentes. E com o tempo eu vou assimilando. Para mim é tudo muito desafiador, mas mesmo assim nossas aulas são animadas, alegres e divertidas. São um ponto alto da minha rotina.
Assim como na corrida, estou aprendendo a valorizar meu desempenho na dança. A ideia não é ser uma atleta de elite, nem uma bellydancer profissional, mas me divertir com essas atividades, ter prazer e fazê-las o melhor que eu puder. Como diz minha profe, musa e amiga: "Curtir o babado".

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Momentos da maratona



O mal-estar físico que me acometeu na semana pós-maratona e a incerteza que ele provocou esvaziaram o meu ânimo para comemorar o feito. Enfim, passada a turbulência, vou dar início à preparação para um novo desafio.
Retomei os treinos no dia 11 e engrenei mesmo a partir de sábado passado. Na semana que vem começarei a temporada do segundo semestre. :) Right on time.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

What a difference a day makes

Dia 22. Meu aniversário em dezembro.
Neste ano, a maratona em maio.
E ontem a largada para uma nova etapa de vida.

O 22 de junho começou com a grande boa notícia pós-maratona. Fiz um tilt-test com resultado positivo para "síncope vasovagal do tipo misto". Significa que estou sujeita a quedas muito acentuadas de pressão arterial e frequência cardíaca, o que pode me levar a desmaios, como ocorreu no fim de maio. Não tem cura, nem tratamento. Mas também não é grave. :)))

À tarde, fiz uma megalimpeza nas roupas de minha filha. Separamos muitas dezenas de peças, que já repassei para quem poderá aproveitá-las. Foi uma enorme liberação de espaço físico e energético. Na véspera havia feito o mesmo com os sapatos dela.

No final da tarde, recebi duas orientações preciosas.
1 - Estou no momento de fechar um ciclo e começar outro. Para isso, basta sair da zona de (des)conforto atual. Não terei sequer que correr riscos, porque estou amparada por forças do bem. Terei lucidez para fazer movimentos benéficos em todos os aspectos de minha vida.
2 - Mereço coisa melhor. E terei. Basta desapegar do velho e me abrir para receber o novo. Tudo virá para melhor.

O dia de hoje foi preenchido com essas certezas. E me senti inundada de paz e luz. Sabedoria e compaixão.
O corpo reage em sintonia. Foi um dia de muitos suspiros. A cada expiração prolongada, a sensação de afrouxamento da couraça do diafragma. Relaxamento. Aumento do espaço interno, com uma inalação maior de ar a cada inspiração.

Para encerrar o feriado de hoje, um telefonema para concretizar uma mudança importante em termos práticos. Demorou, mas agora já é.


PS em 24 de junho: O universo sempre provê tudo de que precisamos. Depois das orientações recebidas na quarta, eis que nessa sexta deparo com esse texto no Facebook:

El autoestima es el medidor que permite conocer cuanto nos amamos y valoramos a nosotros mismos. Existen personas que dicen poseer una buena autoestima pero que están en trabajos que no les gustan, en relaciones poco satisfactorias, junto a amistades poco favorables, con adicciones o vicios destructivos, llenas de miedo e inseguridades en sus vidas.
Cuando de verdad hay una buena autoestima la persona sabe que siempre puede elegir lo mejor y que merece en todo momento y situación lo mejor, aprende a soltar aquello que ya no le es más útil en su vida, reconoce cuando debe hacer cambios, toma decisiones que le beneficie a si mismo y a los que le rodean, sabe cuando debe evitar el contacto con aquellos que considera influencia negativa y sobretodo se trata a sí mismo con amor y compasión, tomando en cuenta sus propias necesidades.

Amarse a si mismo significa que se reconoce el propio valor y que por ende se puede salir del drama sea cual sea para vivir en armonía y paz. Reconoce que mientras te sientas bien contigo mismo y satisfecho con tu vida te será más fácil poder transmitir ese bienestar a los que te rodean y contribuir con la construcción de relaciones basadas en el amor y podrás también ayudar a otros de una manera positiva. Ámate a ti primero y el amor fluirá en tu vida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Gentalha, gentalha, gentalha

A má educação de alguns motoristas de Porto Alegre é cada vez maior. Na maratona, a turma dos sem-modos deu show nos cruzamentos interrompidos, buzinando histericamente. Na esquina da Vicente da Fontoura com Ipiranga, a gentalha estava fora de si.
Esse comportamento hostil à interrupção do trânsito em virtude da maratona mostra a pequenez dessa parcela de porto-alegrenses mal-educados, grosseiros e atrasados (que eu, no espírito Coca-Cola, acredito que seja minoria). Nova York, Chicago, Berlim, Londres e Paris - para citar apenas as sedes das top-maratonas - podem parar o trânsito para ver a maratona passar. O povo vai pras ruas - a pé - pra curtir a festa, aplaude e grita palavras de incentivo pros corredores.
O mais triste é que Porto Alegre tem tudo para fazer uma maratona atraente e charmosa: clima bom, percurso plano e trajeto bonito. Argentinos e uruguaios já estão descobrindo isso e vindo pra cá em número crescente. O pessoal do Nordeste do país também.
Eu espero ainda estar correndo quando a Maratona Internacional de Porto Alegre tornar-se realmente internacional e um evento exclusivamente de maratona, sem provas paralelas.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bem isso

Estou bastante dolorida desde ontem. Só não fiquei pior porque Ariadne cuidou maravilhosamente de mim depois da prova: fez varredura com gelo, me alongou e ainda me brindou com uma massagem fabulosa. Foi a salvação da lavoura. O corpo de luxo estava meio lesado. Ainda na corrida senti uns beliscões na coxa esquerda que indicavam uma certa disposição pra cãibra. E depois tive pequenos repuxamentos nos pés. A coisa não degringolou porque Ariadne acalmou a musculatura estressada.
Mas a coisa mais maravilhosa é que não senti dor nenhuma na coluna!!! Tou meio manca, mas a hérnia tá em sossego!
Mais um motivo pra celebrar essa maratona.

3:25:42

Minha quarta maratona. A melhor de todas. Até agora. :)
Superei amplamente a minha expectativa mais otimista, de fechar em 3h30.
E mais uma vez percebi que o que preciso mesmo é treinar a cabeça. Foi a maratona em que larguei menos nervosa, e isso foi bom. Eu me propus a fazer a prova apenas pra completar, sem me estressar com ritmo e tempo.
Eu tinha o objetivo de concluir entre 3h30 e 3h40. Mas não conseguia imaginar pra qual dessas pontas eu penderia. E é aí que começam os problemas da cabeça.
Para mim, o treinamento para essa maratona foi totalmente errático, instável e fraco. Eu achei que falhei muitos treinos e que oscilei demais nos que fiz. Meu volume semanal máximo foi de 90km, o que achei uma pobreza. Os tiros em pista então foram o mais completo fracasso na minha mente. Foram os treinos que eu menos fiz. Primeiro, porque comecei fazendo apenas uma vez por semana; segundo, porque foram os que eu mais falhei. Achei que fiz um treinamento apenas pra completar, mas não pra melhorar tempo. Evidentemente, eu estava totalmente errada.
Tenho certeza de que só consegui fazer o tempo de ontem por ter decidido não olhar pro relógio. Não olhei nenhuma única vez, a não ser pra ligar e desligar o cronômetro. Assim, eu não fazia a menor ideia do ritmo em que estava correndo. Simplesmente corri naquilo que meu corpo conseguia. A média geral foi de 4'51" por quilômetro. Minha volta mais fraca foi a 5'08", e isso no km 38, depois acelerei de novo (e não notei, achei que estava cada vez mais lerda). E aqui tem outro problema: eu achei que estava numa média de 4'50" nas voltas mais fortes, quando na realidade estava na faixa de 4'40". E, quando o ritmo caiu nos quilômetros finais e eu me aproximei dos 5', achei que já estivesse a 5'30" pra cima, eu me sentia trotando - e trotando devagar.
A coisa é que, se eu tivesse olhado pro relógio durante a corrida, teria começado com as seguintes ideias: "Huh, 4'40", isso é muito rápido, vou cansar, não vai dar pra segurar", e ficaria mais nervosa e insegura do que já estava. E é lógico que, se você acha que não vai conseguir, evidentemente não consegue. Mais adiante, cansada, em vez de correr a 5', iria mesmo despencar pra 5'30" ou mais, não porque o corpo não aguentasse mais, e sim porque a cabeça pensava isso.
Ontem comprovei inequivocamente o efeito pernicioso do relógio para a minha cabeça fraca. Comecei a reparar nisso nos treinos de rodagem. Se fico olhando pro relógio, fico me atormentando com pensamentos de "está forte", "está fraco", "apertei", "afrouxei" e simplesmente não consigo me concentrar na única coisa que interessa: correr. Em vez de observar o desempenho do corpo, fico observando os números do relógio. Aí em geral não acho que estejam bons, que eu esteja dentro. E, quando acho que está bom, começo a me estressar no esforço de manter aquilo de modo constante, sem oscilação. O que não é possível, é claro.
Na corrida da Adidas eu já havia ignorado o relógio e também consegui fazer um tempo bom, mas na ocasião não percebi o quanto o relógio no fim das contas me atrapalha. Naquela prova eu vi minha cabeça me sabotando em outro aspecto: me fazendo ceder ao cansaço, me dizendo que não dava pra aguentar mais. Essas ideias foram interceptadas pela presença de João Gabardo. Ele encostou em mim nos 2km finais e disse que ia me dar um gás. Eu disse que não conseguia fazer mais, ele não deu bola e me fez forçar o ritmo. Ainda me ajudou a ultrapassar uma corredora nos metros finais. Sozinha eu teria afrouxado e nem pensaria em passar pela outra.
O que me atrapalhou pra valer ontem e me atrapalha sempre é essa falta de autoconfiança geral, essa predisposição pra não dar tudo, pra não ir até o limite. E não é por covardia ou por querer me economizar. É muito pior: é por achar que meu limite fica abaixo de onde ele realmente está. Eu me subestimo. Acho que não sou boa o bastante, ou que não estou bem o bastante, ou que não treinei o bastante. E aí sim fico com medo: fico com medo de estar extrapolando, de estar querendo dar um passo maior que as pernas, de forçar tanto que terei um piripaque.
Em certos momentos das competições e treinos, essa insegurança tem efeito devastador. Eu entro em sofrimento não físico, mas mental. Meu treinador me chama de Cucamonga por causa disso.
Cucamonga atingiu o máximo da agitação ontem entre os quilômetros 17 e 19. Cheguei no pico do desânimo, tudo que eu queria era parar, o sofrimento parecia insuportável, tendo em vista que faltava mais da metade da prova. Uma parte de mim manteve a lucidez de ver que essa ideia era cretina, que eu estava apenas nervosa e insegura, mas que não havia motivo para pânico. O corpo estava bem, era só a cabeça surtando.
Minha cabeça surtou em boa parte dos 42,195km. Não sei exatamente o quanto. Sei apenas que surtou demais.
Minha corrida teria sido melhor e muito mais leve, feliz, alegre e divertida se eu tivesse sustentado a autoconfiança que senti plenamente por volta dos quilômetros 23 a 25. Foi o melhor momento da prova. Fiquei radiante, alegre e feliz por estar ali e tive a mais nítida certeza de que não só iria terminar a prova, como terminaria bem. Como de fato aconteceu.
Nunca me senti tão feliz ao cruzar uma linha de chegada! Mal pude acreditar quando avistei o relógio e percebi que fecharia bem abaixo de 3h30.
O mais notável de toda essa lambança é que só a mente Cucamonga não percebia o quanto eu estava correndo bem ontem. Passei por vários amigos corredores e treinadores em momentos variados, e todos me disseram que eu estava bem; quer dizer, todos viram que eu estava correndo bem e sem sinais de esforço excessivo ou sofrimento. Um deles me viu já perto da chegada, quando Cucamonga estava em total desespero, achando que dali a pouco eu estaria engatinhando; ele passou de bike e disse que nem ficou comigo porque eu estava com uma fisionomia ótima.
É exatamente isso que me dá certeza de que posso acabar com as autossabotagens: por mais atenção que eu dê a Cucamonga, essa parte de mim jamais assume o controle total das operações. Eu nunca abandono uma corrida ou treino, nunca afrouxo o ritmo a não ser que esteja realmente acabada. Eu (ainda) não consigo partir pra uma arrancada final, mas também passo longe de fazer corpo mole. E o melhor de tudo é que sempre sorrio muito naturalmente quando passo por outras pessoas e quando me aproximo da chegada. Porque nesses momentos eu tomo contato com a felicidade que sinto ao correr. A questão é essa: a felicidade e alegria estão sempre presentes. Mesmo quando me enredo em ideias de Cucamonga.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Galaxy, Lua Cheia do Buda... - 2 dias

A ideia era ter escrito diariamente até a maratona. Não rolou. Fiz tantas outras coisas nessa última semana...
Na sexta passada, troquei de celular, de Nokia pra Samsung. Até agora só tinha usado Nokia e Motorola. O Galaxy S foi um upgrade e tanto. A plataforma Android é tããão melhor que a Symbian... Olhei um Nokia N8, achei tão ultrapassado... Fiquei muito feliz com o Galaxy. Muito mais rápido que meu antigo E63, muito mais fácil de manejar, é outra vida. E touch screen é tudo de bom!
Pensei em migrar pro iPhone, mas resolvi esperar a chegada do 5. Paguei pelo Galaxy 1/4 do que o iPhone 4 me custaria. Fala sério...
Além do novo brinquedo, ocupei-me com o trabalho, com os últimos treinos e fiz o checkup de praxe no cardiologista. Fui lá bufar na esteira, naquele protocolo de Bruce que é um porre pra mim por causa da inclinação. Fiz 20min numa boa. Cheguei a 173bpm, podia ir a 174. Fiz 2min a mais que no ano passado, quando estava me arrastando em função da hérnia e com 3kg a mais.
Na terça-feira fui trotar de noite e curti intensamente a Lua Cheia do Buda. Wesak. E ela estava esplendorosa! E eu vibrei por fazer parte da tradição que remonta ao Buda numa cadeia ininterrupta de praticantes. A joia da Sangha unida ao Buda pelo Dharma.
Também sigo firme na dança do ventre, começando os ensaios de uma nova coreografia pra apresentar em julho. Afff, isso sim me dá um nervosão. Mas adooooro. É um mundo cada vez mais importante para mim.
E adoro ver minha filha cada vez mais independente, maior, mais linda, avançando pelas turbulências da adolescência. Na quarta de noite assistimos um filme juntas. Red, um filme muito divertido, achei maravilhoso, mas pode ser por causa do clima entre eu e ela.
Não tenho do que reclamar da vida. Pelo contrário. Só posso me alegrar com meu bom karma e seguir acumulando méritos. Para o benefício de todos os seres. Porque é isso que traz essa chuva de bênçãos pra minha horta, é claro. :)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Matei o treino e fui trabalhar - 10 dias

Hoje não deu.
Estava vestida, pronta na porta. E desisti.
Por quê?
Porque simplesmente não estava afim. O tempo horrível, nublado, úmido, frio. Detesto.
Antes de me vestir pra correr estava trabalhando a mil, focada. Meu coração e mente simplesmente não estavam no treino. Voltei pra minha tradução de um livro de S.S. o Dalai Lama.
Aliás, hoje, pela primeira vez em meses, abri meu altar budista. Coloquei água nas tigelas e acendi uma vela de sete dias. E fiz as prostrações e as preces de refúgio nas Três Joias e de geração de bodhicitta.
Amanhã seria folga, vou fazer o treino de hoje e pronto. Sem culpa.
Aliás, parar de sentir culpa por fazer o que quero em vez de fazer o que querem de mim é a grande meta pessoal deste ano. E um tema sobre o qual estou refletindo muito desde sexta passada. Cheguei a começar um texto aqui, mas não postei porque teria que desenvolver mais, e a ideia ainda não estava bem formatada.

terça-feira, 10 de maio de 2011

1444

É esse meu número de peito pra Maratona de Porto Alegre.
A lista foi publicada hoje pelo Corpa.
Gostei. Adoro o número 4.
Que me traga sorte! :)

Não dá pra falar - 12 dias

Foi dizer que a menstruação estava tranquila... afff.
Hoje ralei horrores no treino. Estava pesada e lenta, fiz muito mais esforço pra render muito menos. Mas fiz. :)
O tempo também não está ajudando. Dia perfeito pra ficar embaixo das cobertas...
Mas acordei cedo e fui pro laboratório fazer uma bateria de exames, o check-up anual. Antes da maratona ainda quero ir ao cardiologista pra revisão, protocolo de Bruce na esteira.
Mas não vou tratar de nada disso agora. Vou traduzir, vencendo a preguiça.
Além de ter me esfalfado num treino que seria apenas moderado, estou toda dolorida. As pernas, as costas, o corpo todo. Hahaha, um caco!
Mas amanhã é outro dia, e com certeza estarei ok.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

12km - 13 dias

Rodei 12km hoje. Numa boa, bem solta depois do tranquinho de ontem, quando senti o repuxo de dois dias pesados.
Gostaria de correr a maratona como corri hoje, sem fazer força. :)
Edu mandou a planilha final, bem mais leve até a competição.
Fechei a semana passada com 90km.
Minha confiança segue em alta. Hoje menstruei, o que amplia ainda mais minha convicção de que estou bem treinada. Afinal, consegui fazer os tiros de sexta e o fundo de sábado nos dias críticos, quando em geral o meu desempenho desaba. E no dia da prova estarei na melhor fase do meu ciclo.
Dessa vez a tpm foi tranquila. Não inchei (estou pesando 57kg, uma marca até então impossível de manter nesse período). Não tive o desejo de me atrolhar de doces, nem comi mais que de costume. Não fiquei exausta. E não tive chiliques, hohoho. No sábado fiquei meio deprimida, mas estava cansada do longão também, e não foi nada muito intenso. E ontem, com toda a muvuca aqui em casa, eu estava exultante, no maior alto-astral!
Creio que pra mim o treino pesado ajuda muito na função menstrual. Nos períodos em que estou com tudo em cima em termos de condicionamento a menstruação é muito mais na boa. Sou uma amazona legítima, hehehe.
E hoje vi isso no FB de uma amiga, e é claro que postei no meu:

"Uma mulher de verdade sempre tem sua casa limpa e arrumada e o cesto de roupas vazio. Está sempre bem arrumada e perfumada, é fina, não fala palavrão e se comporta corretamente em todo momento, lugar ou circunstância. Sobra paciência para atender sua família e sempre tem um sorriso nos lábios e uma frase amável a todos... Coloque isto em seu mural se você também suspeita de que você é, na verdade, homem!"

Hahaha, nós os homens somos beeeem diferentes!