quarta-feira, 31 de maio de 2017

História fajuta

Festejos do país gaúcho me dão nos nervos. Que gastura.
Mais uma história mal-contada e repleta de safadezas. E com um episódio dos mais vergonhosos da história nacional.


Debaixo do tapete

Levantamos o tapete finalmente. Agora estamos olhando pra tudo que tem ali e pensando no que fazer e o que usar para limpar. Vassoura? Aspirador de pó? Pano? Uma britadeira talvez.
Vontade de dar as costas e ir embora. Sair voando no tapete mágico.
O esforço pra não deixar o tapete sair do lugar e o esforço pra enfim levantar o tapete cansaram horrores. Agora, esgotada, olhar pro tanto de sujeira a ser removida chega dar um desânimo. Mas o ar que entra pelas janelas já está levantando a poeira. E já estamos arregaçando as mangas pra empreitada. Quando estiver concluída, aí sim, voar no tapete mágico.


Cavalices



Transitoriedade. Impermanência.
Nada jamais se repete.
Não há nada igual.
Vida humana preciosa. E tão fugaz.

sábado, 27 de maio de 2017

Música que entra pelos olhos

Hoje, somente hoje, agora há pouco, me toquei de uma coisa: minhas duas maiores influências musicais entraram em minha vida não só pelos ouvidos, mas muito pelos olhos. Por filmes. The Song Remains the Same, do Led Zeppelin, e Purple Rain, de Prince.
Ao ver o primeiro, no começo da adolescência, me apaixonei por Robert Plant, pela voz inacreditável, pela tórrida sensualidade leonina. Anos depois, adulta, Prince, multitalentoso, a sensualidade volátil geminiana.
Não foi só a música. Foi o conjunto da obra. A música e seus veículos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Blooming

My lilies and me.
Gorgeous.
Who cares about rainy days when there is an inner sun shinning bright?
A grande arte de ignorar o que é inadequado e negativo e olhar apenas pelo ângulo positivo.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Superfaturamento e fraude

Em 1549, empreiteiros já estavam aqui firmes e fortes na roubalheira.
Acompanhados de governantes notoriamente corruptos.
Eu acho - só acho - que bom seríamos voltar às casas de Cadeia e Câmara unificadas. Mas poderíamos unificar geral, transformando as atuais câmaras em cadeias.




terça-feira, 23 de maio de 2017

Lírios e delírios, tudo nosso



Ser de Capricórnio e Libra na mó brisa.
Quatro meses de reencontro, de sintonia espiritual, emocional e mental.
Lírios e delírios. Na pele, à flor da pele, na mente, no coração.
Para comemorar, lírios perfumados.
É tudo nosso.


Feito, sendo feito, por fazer


E estou fazendo. E ainda tem muito o que fazer.
Uma nova paisagem interna. Uma nova realidade externa.
A validação externa auxilia na pacificação interna.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Forcejo


Hoje foi bruto. Mas foi.
E agora estou moída dos 16km e da musculação de ontem. :)
Treinar à noite talvez esteja interferindo no meu sono. Na real, ando notívaga. A tradução tem fluído à noite - tarde da noite. Na real, a tradução tem fluído. É sentar e acontece.
Com a corrida é o mesmo: é sair e acontece.
Musculação idem.
E nos três casos um só desafio: vencer a inércia. Que é cada vez menor.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Boicote neles!

Lista de utilidade pública. As marcas da JBS.


Proteína animal:
Anglo
Bordon
Excelsior
Frangosul
Friboi
Swift
Lebon
Target
Maturatta Friboi
Angus Friboi
Reserva Friboi
Do Chef Friboi
Seara

Laticínios:
Amélia
Carmelita
Danúbio
Doriana
Faixa Azul
Franciscano
Leco
Mesa
Serrabella
Vigor
Itambé
Limpeza (Flora):
Lavarte
Minuano
Assim
Mat Inset
No Inset
Fluss
Brisa
Lavarte
Boa Noite

Cosméticos (Flora):
OX
OX Men
Neutrox
Francis
Hydratta
Albany
Protege
Karina
Phytoderm

Outros:
Funpet (ração para animais)

E ainda da J&F Participações, do Joesley Safadão:
Alpargatas (Havaianas, Timberland, Mizuno, Osklen, Sete Léguas, Dupé)
Banco Original
Canal Rural
Rádio Rural (emissora de rádio que transmite música nativista gaúcha em Porto Alegre

Pouco dinheiro dei para essa máquina de corrupção. E nunca mais darei um centavo.
Lamento mesmo apenas pelas Havaianas. E as outras marcas vou memorizar.
Que quebrem todas.
Que sejam compradas por outros menos canalhas (pelo menos), já que honestos parecem inexistir.
Sonhar não custa: que todos os executivos envolvidos nessa imundície sejam presos e nunca mais tenham emprego em que possam exercer sua escrotidão. Porque não são só os políticos do executivo e legislativo e a corja do judiciário
Por algum lugar tem que começar uma faxina.
 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Foi golpe


Pobre Brasil. Nossa história é uma sequência interminável de escrotices.
E golpes.
Assim continuará sendo enquanto faltar o básico: educação.
Como Eduardo sempre repete, citando Edmund Burke: povo que não conhece sua história, está condenado a repeti-la.

IDAHOBIT

17 de maio é o Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Neste dia, em 1990, a homossexualidade foi excluída do CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) da Organização Mundial de Saúde.
Há pouquíssimo tempo.
 
HOMOSSEXUALIDADE NÃO TEM CURA PORQUE NÃO É DOENÇA.
Preconceito e homofobia sim têm cura. Educação. Respeito. Empatia.





terça-feira, 16 de maio de 2017

Garmin Connect, Strava, Polar

Uma coisa leva a outra.
Meu treinador falou do Strava, fiz uma conta. Aí fui atrás e descobri que dava pra importar os treinos anteriores do Garmin Connect pro Strava. Fiz isso. Mas faltaram alguns, espero que o provedor do serviço ajeite.
Aí entrei na conta do Polar Personal Trainer hoje à tardinha. Usei um Polar de 2006 a 2012. Mas só comecei a fazer upload em 2008. Descobri que dava pra importar esses velhos arquivos pro Strava e pro Garmin Connect. Tá feito! Mas só os tempos, porque o Polar que eu tinha não era com GPS.
E do final de 2012 até maio de 2013 fica um hiato. Usei um Timex, que não tinha site pra upload.
Mas a maior parte da minha atividade corredora está agora armazenada no Garmin Connect. E no Strava.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

2 anos

Aniversário duplo da mãe. Nasceu e morreu em 15 de maio. Hoje completaria 80 anos.
Final de semana de reminiscências.
Segunda-feira também.
Recordações e novas percepções.
Perdão. Perdoei. E pedi perdão - de novo.
Autoperdão.
Gratidão.

A tranquilidade da consciência tranquila. :)
Nada como o perdão. Afrouxar. Soltar.

sábado, 13 de maio de 2017

Não me representa

Sempre detestei dia das mães.
Quando criança, ouvia o discurso (e o silêncio eloquente) e via a realidade de minha mãe por ser mãe e pai, sacrificando-se e tendo uma vida horrorosa (que ela parecia impor a si mesma, incapaz de se permitir ser feliz, incapaz de ver que poderia fazer tudo diferente, que só dependia dela), trabalhando feito louca para sustentar duas filhas e morando com os pais. Nunca vou saber por que minha mãe quis ter filhos. E por que (como disse minha irmã mais nova um dia) ainda foi ter duas filhas num casamento péssimo (e efêmero, pelo menos). Na verdade, nem sei por que minha mãe casou com meu pai. Imagino que casar e ter filhos pra ela não fosse opcional. Era uma questão social.
Para minha mãe, a maternidade pareceu significar unicamente trabalho, sacrifício, obrigações. Comemorar o quê?
Como filha adulta, era um tormento ter que pensar em presente e no célebre almoço com a mãe com quem sempre tive enormes dificuldades e que nunca consegui agradar (a não ser quando pari a neta com quem ela enfim conseguiu experimentar amor, dar e receber amor). E ainda tinha o aniversário dela em seguida. Maio era foda.
Minha mãe não era uma mãe amorosa. Eu não era uma filha amorosa. Essa data só servia para avivar meu profundo desconforto (e sofrimento) com nosso complicado relacionamento. O desconforto cessou quando me tornei mãe da minha mãe, cuidando e tentando proporcionar felicidade, alegria ou pelo menos o conforto possível. Secando gelo.
Perversa e ao mesmo tempo redentoramente, nos últimos anos de minha mãe conseguimos fazer festinhas bacanas, que ela curtiu. São as memórias que me consolam, os churrascos na casa do ex-namorado e do meu tio, algumas idas a restaurante, ela feliz (ou algo assim). Quando ela sorria e conversava eu ficava radiante. Radiante como as mães ficam ao ver os filhos felizes.
Em 2015, o derradeiro dia das mães da filha Lúcia. Eu sabia que ela estava morrendo - e mal podia esperar para que morresse logo, porque eu sabia/sentia que ainda restava algo de consciência nela que sofria, e não havia mais nada que eu pudesse fazer, que ninguém pudesse fazer, e o corpo dela definhava cada vez mais rápido, e eu me horrorizava com a ideia de que ela ainda por cima sentisse alguma dor física. Achei que ela talvez morresse no dia das mães. Não. Passou.
Morreu em seguida. No amanhecer do dia do aniversário. 15 de maio.
Talvez eu nunca tenha amado minha mãe como filha, não tenho clareza sobre isso, talvez nunca tenha. Mas talvez tenha amado como mãe. Ou algo assim.
Love bizarre.
O que eu sei com certeza é que, para o bem e para o mal, minha mãe foi uma poderosa influência. E sou grata de todo o coração (mente/coração) por tudo. A ela dedico todos os meus méritos.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mais fácil


Treino na Beira-Rio. Repeti os 18km. 6km pra ir, 7.000m em 12 tiros de 400m x 200m, 5km para voltar (hoje não errei o caminho de volta, como na quinta passada - usei de toda a minha sagacidade geográfica, haha).
Friozinho. Deveria ter ido de luvas.
Saí por volta das 18h, peguei um trânsito fodido (de carros e pedestres), o que me aborrece pacas. Que porre ter que ficar desviando de gente nas calçadas, especialmente de espaçosos.
Cheguei na Beira-Rio e senti um vento forte. Jeferson disse que tinha começado há pouco. No meu estágio de lerdeza, vento trava e cansa bastante. Ainda não me acostumei a dar tiros em linha reta, estão saindo bem irregulares, mas hoje já foi mais fácil.
O momento glorioso foi proporcionado pela Lua. Estava lá, indo e vindo nos tiros, e vislumbrei o clarão por trás de um prédio. Logo depois surge ela, enorme, amarelada.
Voltei pra casa extasiada. Olhando pra ela, ela olhando por mim.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Não vai cair no Enem



Lançado hoje no YouTube o canal Buenas Ideias! Com Eduardo Bueno.
Começou maravilhosamente com "O descobrimento do Brasil - Não vai cair no Enem".
Não sei quantas vezes ouvi Eduardo contar trechos da saga portuguesa. E sempre é empolgante, vívido. Eduardo tem um talento raro para escrever e narrar. História é fascinante. E é lamentável que a forma como o ensino escolar transforma a história numa chatice. Felizmente está mudando. Historiadores e jornalistas estão devolvendo à história o que ela tem de mais inato: ritmo de aventura.

Vesak

Data especial para budistas. Lua cheia de maio. Aniversário do Buda.
E pude admirá-la linda, linda, linda, essa Lua tão especial.
Caminhando pelo Parcão, voltando de uma sessão de terapia daquelas. Olhando a sombra, aquilo que é sentido e manifestado sem controle, que vai de encontro ao aspecto luminoso.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Amada minha

Ela.
Sempre ela.
Me iluminando e enfeitiçando.
Seduzida fui por ela.
Tão longe, tão perto.

 
Ontem corri ao luar baço. Olhando pra Lua sempre que possível. Na Redenção e pelas ruas. Mágico.
A Lua entre as palmeiras da Redenção e da Osvaldo Aranha me extasia. Como é bom treinar de noite e  apreciar esse cenário.
De início estranhei horrores treinar à noite. Agora acostumei. Pra academia inclusive vou tarde, tipo 20h, 21h. Menos movimento. Mais rendimento antes.
A temperatura tem ajudado muito. Tenho que engrenar bem no treino noturno antes da chegada do frio. Depois será aquele monte de roupa pra suar e seguir gelada. :(
Hoje fui pra academia tarde. Pra esperar por ela.



Presença

Chega de mansinho.
Geralmente do meio para o fim da tarde.
Muitas vezes ao pôr do sol. Sua presença faz lembrar de vários pores do sol no posto de observação tradicional, a prainha na frente do museu Iberê Camargo. Hoje lembrei de um pôr do sol específico, com chimarrão. Lembrei do colar que eu estava usando, de regata. Das fotos que fiz.
Hoje veio aquela vontade de ir lá pra prainha. Mas não ia rolar pôr do sol. Ainda bem, porque está rolando muita tradução. Não vou mais seguido pra prainha por causa do trânsito. Mas vontade tenho quase todos os dias. É eu estar aqui na minha mesa, e o céu começar a alaranjar, e já me transporto.