segunda-feira, 16 de abril de 2012

Beleza

Essas flores foram fotografadas por meu facefriend Marcelo Volcato. Fiquei encantada. Um show de cores na minha segunda-feira cinzenta e opaca.
Hoje, além da dor, tenho que enfrentar o baixo astral e uma perigosa tendência ao coitadismo. Afff.
Nunca havia ficado doente dessa forma, nem por tanto tempo. Nunca havia sofrido tamanha limitação. Meu corpo funcionava maravilhosamente. A incapacitação provocou um abalo moral.
Oh, sim, eu penso nas pessoas que têm problemas sérios de saúde, em especial doenças degenerativas de nervos e músculos e, nessa linha, no fim das contas as minhas provações e privações são insignificantes. Mas para mim são enormemente perturbadoras. E fim.

Luz no fim do túnel

A dor segue em lento recuo. Mas a minha tolerância está recuando mais depressa agora. Estou no limite. Todo dia de manhã, quando começa a luta pra sair da cama, penso que talvez fosse melhor operar de uma vez.
Na manhã de hoje, a caminho da fisioterapia, conversei com o neurologista. Na sexta-feira ele havia ajustado a dose diária de gabapentina, hoje fez novo ajuste e deixou mais um marcado para a quinta-feira, quando chegarei à dose-alvo. Tomarei essa dose por duas semanas, e aí saberemos se o tratamento realmente vai funcionar ou se a dor é intratável, restando apenas a cirurgia. A minha melhora indica reação ao tratamento, e meu médico disse que "há luz no fim do túnel".
Eu só espero que o túnel não seja longo demais.

Hoje me senti melhor ao longo da caminhada até a fisioterapia. Ainda arrasto a perna esquerda, mas me pareceu que estou mancando menos, estou conseguindo me manter mais reta. Na volta, o porteiro do meu prédio comentou: "Está mais firme, né?" Ele também notou a melhora. :)

sábado, 14 de abril de 2012

Raios de luz

Ontem encontrei duas pessoas extremamente desagradáveis. Uma por necessidade, outra por acaso. Depois desses encontros, quando voltava a pé para casa com minha filha - porque andar a pé é melhor do que de carro, não suporto a dor que sinto ao sentar em bancos de carros, e dirigir nem se fala -, passamos pela frente da clínica do "Doutor Sorriso".
O porteiro da clínica, que ontem descobri que se chama Luís Carlos, é meu amigo de "oi" há anos. Eu sempre passo pela frente da clínica correndo, e um dia começamos a nos cumprimentar. Eu gosto dele, ele gosta de mim. Encontrá-lo quando estou começando a corrida ou quando estou voltando dela é sempre um momento feliz, ele é como eu, sorri de verdade, com os olhos e o coração, um sorriso grande, generoso, luminoso, acolhedor.
Claro que ele percebeu que eu não passo correndo por lá faz tempo, e perguntou se eu não estava treinando. Eu disse que não, contei que estou muito mal da coluna. Eu e Lízia seguíamos andando enquanto rolava esse pequeno diálogo. Aí ele me chamou. Voltei, e ele pediu meu nome, disse que iria rezar por mim. Ele contou que é membro da Igreja Universal há dez anos e falou que ele e a esposa rezarão por mim todas as noites, e que irá levar meu nome para a caixinha de orações da igreja. Momentos como esse, pessoas como ele fazem meu coração transbordar de felicidade e gratidão. E me dão força, renovam o meu ânimo. O universo se manifesta e me mostra que não estou sozinha.
À noite, enquanto me preparava para a cirurgia fluídica pelo Templo Espírita Tupyara, recebi um sms de minha amiga Marcia Lima, corredora e religiosa como eu, que tem as mesmas hérnias que eu, L5-S1 e L4-L5, e que já fez essa cirurgia e me recomendou que fizesse. Ela está em Floripa, ia correr a Volta à Ilha hoje. Mas manteve a conexão comigo e participou da corrente.
Outras três pessoas queridas também estavam conectadas à corrente: Carla, babá da minha mãe (que também já fez uma cirurgia pelo Tupyara), minha irmã de coração Luciana (que vou encontrar hoje à tarde pra conversar sobre a Casa Dom Inácio de Loyola e o médium João de Deus, que vou encontrar no final de semana que vem) e meu fisioterapeuta, que iria pra SP com a esposa, mas, ao se despedir de mim na sessão de ontem, disse que rezaria e mandaria energias. Não sei se meu cunhado, que tem rezado por mim (assim como meu amigo Jaume), e minha irmã lembraram.
Assim, o aparente escore de 2x2 na verdade foi uma vitória esmagadora da luz. As duas coisas boas neutralizaram as duas desagradáveis e me preencheram de felicidade, alegria, força e determinação. Na hora da cirurgia eu estava fisicamente sozinha, mas no plano espiritual estava cercada de boas companhias.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Haja paciência, determinação e força

Quando tudo parecia encaminhar-se para eu ficar boa, uma nova crise. No domingo retrasado, 1º de abril, simplesmente acordei pior que nunca. Não conseguia sair da cama. Eu nunca havia sentido tanta dor da hérnia. Trata-se da famosa ciática in full force. As pessoas falam da dor de parto. A dor que senti ao parir Lízia não é sequer digna de nota perto da ciática.
Há 11 dias minha vida é basicamente infernal em termos físicos.
Sair da cama de manhã é o pior momento do dia. Tenho que virar de bruços e me arrastar para a beirada. Ponho uma perna pra fora, toco o chão, depois a outra. E aí vem o suplício maior, que é erguer o tronco. Fico um tempo arrastando a perna esquerda até conseguir andar mancando.
Ir ao banheiro e vestir as calcinhas ocupam o segundo lugar na longa lista de movimentos dolorosos. Calçar os sapatos não está classificado porque eu nunca mais consegui tocar meus pés de manhã. Então só uso sapatos de enfiar. Tênis está fora de cogitação, amarrar cadarços é impossível. Hoje preciso que Lízia tire o esmalte das unhas dos pés. Não posso ir na manicure por enquanto. Vou acabar com unhas compridas nos pés, affff.
Ontem à noite assisti um filme no sofá da sala. Eu estava cansada, resolvi deitar no sofá (e ficar sentada nele estava péssimo). Senti que não estava bom ali, mas eu queria ver o filme e não havia outro local para sentar. O resultado fez-se sentir já no meio da noite: acordei com dor e não havia posição, fiquei horas tentando me acomodar. Hoje de manhã levei mais de 15 minutos pra conseguir vestir as calcinhas e a calça (agora só uso calças folgas de malha, jeans justos e as calças de treino são inviáveis). Tentei calçar as sandálias. Depois de cinco minutos desisti e fui pra fisioterapia de chinelo de dedo.
Estava atrasada, tive que pegar um táxi. O trajeto levou menos de cinco minutos. Do mais puro sofrimento. Ao entrar no táxi, o motorista falou: "Ah, está com problema de coluna." E eu: "Sim, indo pra fisioterapia." Mal sentei, o pé esquerdo e parte da perna começaram a formigar. O terceiro colocado na lista da dor é justamente andar de carro/dirigir. Não consigo entrar em carros e ficar sentada neles é insuportável. Lotações e ônibus também não aguento. Tenho andado a pé sempre que possível. Caminhar é melhor, embora não seja agradável. E preciso tomar enorme cuidado porque a perna esquerda quase arrasta pelo chão, e volta e meia dou umas tropeçadas - que obviamente provocam um flash de dor ciático acima, até as raízes na lombar.
Eu nunca havia experimentado tamanha limitação física. Não posso carregar pesos, tenho que fazer peripécias para juntar coisas que caem no chão (e como deixo cair coisas!), escovar os dentes é uma empreitada, lavar o rosto é outra. Nunca mais pude me espreguiçar de manhã, o pior é que esse é um hábito arraigado, o movimento surge espontaneamente todas as manhãs. E eu sempre tento espreguiçar o mínimo que seja, mas na mesma hora vem a dor.
Sentar para trabalhar é desesperador e desanimador. Tenho que levantar a todo momento. Tenho dificuldade para me concentrar no texto porque a dor me distrai. Ponho almofada, tiro almofada, ponho uma mantinha, tiro a mantinha, subo e desço a cadeira.
Meus dias têm sido um teste de paciência, determinação e força. A dor provoca cansaço e prostração física e mental, estou com o semblante abatido e em alguns momentos me sinto muito desanimada, desmotivada. Mas, mesmo quando a dor me causa náusea e vertigem, quando tenho vontade de berrar, quando grito, gemo e suo, quando parece que vou ter um colapso, persistem em mim a disposição inabalável de aguentar o tranco e a certeza absoluta de que isso vai passar.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dor


A terceira crise da hérnia de disco teve início oficialmente em 19 de fevereiro. Foi quando eu percebi que a dor que sentia desde o final de setembro era mesmo um pinçamento da raiz do ciático no lado esquerdo. Não corro desde aquele dia. E fiquei 15 dias sem treino algum até voltar à musculação no dia 5 de março.

Tenho dor todos os dias, praticamente o tempo todo. Dói mais, dói menos, mas dói. Uma dor difusa, a chamada dor nervosa. A maior parte das vezes é no glúteo esquerdo, uma dor muito interna, que irradia pela perna, pela lateral externa, até o joelho. No verão tive surtos de dor no pé esquerdo, uma dor aguda, como se o pé estivesse torcido. Dói no meio da noite, acordo e não consigo me ajeitar na cama, cada movimento machuca.
Dói muito de manhã. Sair da cama é especialmente doloroso, bem como sentar na privada. O pior é colocar calcinha e meias. No fim de semana, tive que pedir pra colocarem a calcinha pelo pé esquerdo.
A pior posição é sentada. Houve dias em que mal consegui trabalhar porque não conseguia ficar sentada. E no momento em que levanto essa dor mais forte intensifica-se, e é como se um espeto cravado em algum ponto indefinível no lado esquerdo das minhas costas e glúteo penetrasse mais fundo.
A dor resiste à medicação. Tomei tramal, codaten, cizax e fiz duas injeções de diprospan. Agora estou usando lyrica, torcendo para que atue na inflamação do ciático e amplie os efeitos da fisioterapia.
A fisioterapia e a musculação são as melhores horas desses meus dias. É quando menos sinto dor. Os exercícios e alongamentos aliviam a dor, em alguns momentos ela some e sinto apenas uma pressão na cinta lombar. Esse efeito analgésico prolonga-se por algumas horas na maioria das vezes. É uma bênção.
Meu pior dia foi domingo passado. Foi o dia em que não fiz nenhum exercício, resolvi dar uma folga. Não foi uma boa ideia. Na segunda-feira levantei péssima, mas a sessão de fisioterapia foi maravilhosa.
Vai levar tempo até eu ficar assintomática outra vez. Cometi um erro terrível ao ignorar os avisos de meu corpo de que a hérnia estava pinçando o ciático. E pior ainda foi relaxar totalmente na musculação e no reforço lombar. Não posso de forma alguma priorizar a corrida em detrimento da musculação. Não posso optar sempre pela corrida quando só tenho tempo para um treino. Tenho que manter a musculação no mínimo três vezes por semana. E o reforço da musculatura abdominal, pélvica e lombar tem que ser feito diariamente. Cinco minutos bastam em dias muito apertados. Em 15 minutos eu faço uma sessão bem boa. Isso é pro resto da vida. Para evitar crises como essa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Satori

Existem coisas que mudam nossas vidas e que aos olhos de outros podem parecer totalmente triviais, irrelevantes, indiferentes ou mesmo desprezíveis. Essas coisas têm o poder de gerar instantes de perfeição.
Hoje tive a felicidade de viver mais um desses momentos.
Vi no Facebook que monja Coen pratica corrida! Li um texto dela sobre seus primeiros 5km, acompanhado da foto acima. Para mim, que sempre sinto uma ponta de culpa por me dedicar tanto à corrida e aos esportes em vez de sentar e meditar, foi uma liberação.
Mais emocionante ainda foi descobrir depois um texto de monja Coen sobre maratona, traçando um paralelo entre o esforço dessa prova e o esforço da prática meditativa.
Antes desse texto, eu li um outro no site de monja Coen - http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-diversos/176-aquele-que-corre - sobre a corrida como meditação. Foi a primeira vez que vi outra pessoa, no caso o monge Yo Ho Ryo Kei (Napoleão Xavier Gontijo Coelho), falando sobre o que eu, na minha modestíssima prática budista, tento fazer na corrida.
Poucas vezes em minha vida senti tanta felicidade quanto ao ler esses textos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo

2012 começa para mim com uma clareza inédita. Consegui estabelecer minhas prioridades numa das últimas noites de 2011. São elas: trabalho, treino, filha e mãe. A ordem básica é mais ou menos essa; se eu não cuidar de mim, não vou poder cuidar delas.
Agora é manter o foco no básico e me organizar, porque aí dá tempo pra tudo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Divo Divino

Amo, amo, amo.
E hoje eu tou bandida e não consigo não pensar: com tanto ladrão de oxigênio, por que ele?E esse vídeo é de matar.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A xícara e o oceano

Depois de observar o ressentimento alheio, hoje estou observando o meu.
No caso, é apego ao aspecto negativo de um fenômeno. Tenho vontade de falar com uma pessoa unicamente para poder dizer-lhe umas verdades - as minhas, é claro, hahaha!
Olhar pra isso tem, entretanto, um aspecto positivo. Estou vendo meu eu mesquinho e autocentrado em atividade - e uma outra parte de mim acha graça disso. O eu autocentrado não gosta de nada disso; não gosta de não poder se manifestar em uma conversa inútil e gosta menos ainda de que achem graça dele. Mas ele é menor. Isso é fato.
Assim, a experiência que à primeira vista surge como desagradável, logo adquire um aspecto divertido. E torna-se leve, simples, fácil de lidar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Silêncio de ouro

Hoje de manhã, enquanto montava a lasanha do almoço, fiquei mais uma vez muito satisfeita comigo. Em meio ao turbilhão dos últimos dias, não tive acessos de raiva ou perda de controle. O que realmente me deixou feliz foi ver que não tive que me controlar pra segurar a língua nem mesmo quando sofri um ataque verbal do mais baixo nível. Não tive que pensar "não vou dizer isso e aquilo", eu simplesmente não tive a menor vontade de retrucar. Ocorreram-me algumas coisas extremamente maldosas para dizer, mas não veio um impulso de raiva que me levasse a manifestá-las. Olhei meus pensamentos, e me pareceram totalmente tolos, um exercício mental inútil que não seria de benefício para ninguém. A pessoa que me agrediu apenas sentiria ainda mais raiva de mim, e eu cometeria uma ação não virtuosa.
Tudo isso numa fração de segundos.

Agora, passada a tormenta, vejo outros desdobramentos positivos de manter a boca fechada. Lembrei do vaso emborcado das alegorias budistas - o ouvinte que não aprende simplesmente porque está fechado, não é receptivo, rejeita o ensinamento. Na vidinha ordinária também tem vaso emborcado quando rejeitamos o que nos dizem sem concedermos sequer o benefício da dúvida. Fui agredida por um vaso emborcado; não há nada que eu possa dizer para a pessoa, ela rejeita categoricamente tudo que eu penso, sinto e faço. Em resumo, rejeita tudo que eu sou. Quanto mais eu falar, pior vai ficar. Nesses casos a sabedoria consiste em fazer o que eu fiz: ficar calada.

Bem simples

Deitei cedo e acordei cedo.
Fiz um chimas e vou trabalhar um pouco antes de descer pra montar a lasanha do almoço e sair pra uma corrida leve. O treino é bastante leve nessa e nas próximas três semanas - maravilha. O ciclo passado foi pesado demais.
Tou aqui sentada à mesa de trabalho observando a manhã maravilhosa. Como eu gosto desse tempo e dessa época! E em breve o verão, que eu adoro.
Meus gatinhos também estão curtindo, sentados ao sol no parapeito.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Depleção

A virada do mês foi estrondosa.
A segunda-feira começou com problemas pessoais, de saúde e de relações de trabalho já pela manhã. Me incomodei tanto, mas tanto, que à tarde, depois de um remédio pra enxaqueca, comi um pouco de chocolate - na falta de algo pra me alegrar.
Pra encerrar o dia e o mês, mais um desacerto em nível pessoal à noite.
Mas nada jamais abala minha convicção de que as mudanças são para o bem e para melhor. O primeiro dia de novembro chega ao final com a crise na relação trabalhista solucionada a contento para todas as partes. O problema de saúde passou. E a crise pessoal me fez olhar para mim mesma e minhas expectativas com humildade e serenidade.
Estou meio desanimada, a turbulência me fez gastar muita energia e algumas coisas me entristeceram. Estou meio murcha. Mas em paz. A tensão dissipou-se, estou relaxando.
Os ventos da primavera levaram embora situações e pessoas que não acrescentavam mais nada e trouxeram novas possibilidades promissoras. Amanhã terei um dia com minha família minúscula, com as duas pessoas que merecem e precisam de minha atenção e cuidado.

sábado, 29 de outubro de 2011

Karma magic

Good things happen when you expect them to happen. And even when you don't.
"Whenever I have knocked, a door has opened. Wherever I have wandered, a path has appeared. I have been helped, supported, encouraged and nurtured."
Estava eu aqui no notebook nesta tarde de sábado feiosa - agora começando a ficar chuvosa -, de bobeira no Facebook, e eis que um facefriend surge do nada perguntando se eu era tradutora profissional. Em poucos minutos surgiu uma maravilhosa oportunidade de trabalho. E muito mais que isso: a oportunidade de participar de um projeto lindo.
Eu sou uma pessoa com muitos méritos acumulados. :)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dieta 1

Acordei hoje muito orgulhosa de mim: na festa de ontem, resisti muito na boa à tentação de atacar a maravilhosa torta de chocolate, que servi para todos os convidados. Não foi um sacrifício - se fosse eu não faria. Foi uma decisão tranquila baseada na minha prioridade: ter uma dieta mais saudável e compatível com a carga de exercícios que pratico.
Na semana passada, na sexta passada, aliás, consultei com a nutricionista Simone da Luz Silveira para tratar da reorganização da minha dieta. Ela constatou que o problema não era tanto o que eu como, mas o que eu não comia e a forma totalmente irregular como eu comia. Minha ingesta de proteínas era insignificante. Isso, somado ao fato de eu passar até seis horas sem comer ao longo do dia, fazia com que eu queimasse massa magra em vez de massa gorda. Simone disse que devo meu corpo musculoso basicamente à genética favorável.
Na segunda-feira, comecei a dieta proposta por ela. Simone me disse que seria bem difícil, mas até agora estou levando numa ótima. Houve uma redução nos carbo-hidratos e um tremendo aumento nas proteínas, basicamente via whey, porque não existe a possibilidade de eu comer peixe e frango regularmente.
Outra modificação radical foi a introdução de uma refeição imediatamente após o treino. Eu nunca fazia isso, pois jamais tenho fome. Mas já estou me adaptando.
Não fico mais horas e horas sem comer. E também estou me acostumando com isso.
Ontem não jantei antes de ir pra festa porque não deu tempo, no bar não havia nada para comer. Cheguei em casa à meia-noite e fui jantar em vez de pular a refeição.
Hoje de manhã vacilei. Só tomei café com leite, pois achei que fosse correr logo. Não fui e não comi nada. Resultado: nesse momento espero ansiosamente o almoço ficar pronto, estou com fome e senti desconforto pela falta de comida (basicamente um frio danado).
Nem sempre adquirir bons hábitos é uma dificuldade. :) Motivação é tudo.

Old friends

Fui ontem à festa de 50 anos do Paulo Ressadori, que conheço há uns 25. Eu não lembrava mais de quando nos conhecemos. Ele lembrava: foi no Taj Mahal, com minha amiga e colega jornalista Letícia, companhia inseparável numa época festiva de minha vida. Trabalhávamos na Band FM de dia e vivíamos a vida louca à noite.
Fui à festa com outro amigo dos anos 1980, Reinaldo. Que conheci na rádio, ele trabalhava na vizinha Ipanema FM. Reinaldo foi outro companheiro de noitadas, mas basicamente shows.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ciclos e mudanças

Menstruei há pouco. Fui ao clube bem cedo, a ideia era fazer musculação e correr na esteira pra evitar a chuva. Fiz a musculação na garra, mas me senti mal demais, zonza, zonza. Abortei a corrida, não tinha condições. Já estava pensando em marcar hora com a homeopata pra ver se havia alguma coisa errada. Nada. Era apenas o mal-estar que sinto sempre nas horas que antecedem a descida do fluxo. Ontem à noitinha eu já estava um caco. Achei que pudesse ser isso, a minha peculiar tpm, mas fiquei em dúvida porque meu ciclo anda registrando umas pequenas variações de dias.
Enfim, hoje começo uma nova fase ascendente em termos de energia geral.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Objeto de desejo

Adoro esse anel. O livro, 500 Wedding Rings, tem coisas magníficas.

Hahaha, depois do comentário de meu grande amigo Jaume, acho bom registrar o que pra mim - e só pra mim, é claro - é óbvio desde que vi esse anel e esse livro: nunca olhei para essas joias como alianças de casamento, nunca pensei em usá-las com outra pessoa. Vou fazer esse anel para mim como uma peça de uso pessoal diário. Não seria uma boa ideia associá-la a algo tão impermanente quanto um casamento.

O que é de quem

‎"Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?" - perguntou o Samurai.
"A quem tentou entregá-lo" - respondeu um dos discípulos.
"O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos" - disse o mestre.
"Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo."
A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir.

Mais uma inspiração via FB.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Via FB

‎O universo provê e nos dá tudo de que precisamos. Tudo tem seu tempo, e a sabedoria consiste em saber o que pegar e o que largar - e o momento de fazê-lo.

"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras, e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas infelizmente deixaram de ser. Nó aperta, laço enfeita."

"Às vezes é necessário excluir pessoas, apagar lembranças, jogar fora o que machuca, abandonar o que nos faz mal, libertar-se de coisas que nos prendem. Espere sempre o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier. Ouse, arrisque, não desista jamais e saiba valorizar as pessoas que realmente lhe amam. Quanto ao resto, bom... é só o resto."