sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Adeus, Bibi

Cheguei da clínica veterinária há pouco. Fui me despedir de Bibi, a gata de minha mãe, de 19 anos de idade, e autorizar a eutanásia. Assisti ao procedimento rezando o mantra de Tara Vermelha. Que Bibi possa ter um renascimento veloz e auspicioso. Ela sem dúvida merece.
Por quase 19 anos, Bibi foi objeto de amor e cuidado de minha mãe. Deixou de ser há pouco tempo, com o agravamento do quadro de Alzheimer. Levei Bibi para o veterinário na sexta-feira passada, com desidratação aguda provocada por insuficiência renal crônica (e irreversível). Os exames detectaram também anemia e infecção severas. Em uma semana não houve melhora. Ela poderia continuar viva para morrer aos pouquinhos. Não fazia sentido. A eutanásia foi um ato de misericórdia, mas mesmo assim estou arrasada.
Já estava arrasada desde sexta passada. Levei Bibi pro veterinário, minha mãe foi junto. Depois que voltou pra casa, minha mãe não perguntou pela gata NENHUMA vez. Na quarta-feira, levei-a pra visitar Bibi, mais pela gatinha, que realmente ficou muito feliz ao ver sua dona, que amava profundamente e de quem tinha muito ciúme. Ao ver Bibi, minha mãe disse: "Parece a Bibi". Mas não reconheceu a gata. Por um lado isso é uma bênção, pois ela não vai sentir falta. Mas por outro mostra a velocidade com que a doença está apagando as memórias de minha mãe. E aproxima-se o dia em que ela não saberá mais quem somos eu e os outros membros de nossa minúscula família. E que eu terei que interná-la também.
O fato de saber que a eutanásia era a melhor solução não diminui minha tristeza e dor. Desolação geral.
Lembro sempre do dia em que Bibi chegou na casa da praia. Minha irmã e cunhado encontraram Bibi na rua, era um dia muito quente de sol forte, ela era minúscula e parecia muito fragilizada pela fome e sede, tivemos medo de que não resistisse. Mas Bibi mostrou-se uma vitoriosa, e no final da tarde já corria pela sala da casa aos pulinhos, indo e voltando da cozinha, onde enchia a pancinha de leite.
O nome Bibi deriva de "Biafra", que foi como meu tio disse que a gata esquálida deveria se chamar. Minha mãe queria chamá-la de Lila, mas o nome não emplacou, e ficou Bibi.
Eu tenho a mais absoluta certeza de que Bibi resistiu firme por 19 anos aguardando o momento em que pudesse partir sem partir o coração de sua dona. Se ela tivesse morrido antes, minha mãe teria uma crise nervosa. E, na condição de saúde dela, uma crise nervosa pode assumir proporções desastrosas. Qualquer mínima alteração na rotina aumenta a confusão e desordem mental. A leal e querida Bibi partiu hoje, dia 23 de novembro de 2012, por volta das 19h, em paz e sem dor, sabendo que sua dona também ficará em paz e sem dor no mundo cada vez mais exclusivo em que habita.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Arco-íris

A segunda-feira foi caótica. Me atrasei, tomei um banho de chuva (que até foi bom, o ruim foi que o controle do alarme do carro molhou e pifou, e eu levei um tempão pra conseguir resolver o perrengue, me atrasei toda e ainda tive que ficar com a roupa encharcada)e passei a tarde envolta num astral tão cinzento quanto o dia. Mas à noite fiz aula de dança, e o astral já desanuviou. Depois do banho antes de dormir então...
A terça-feira começou auspiciosa. Na saída de casa para levar Lízia à escola, chego na esquina e deparo com um arco-íris lindo e perfeito.
Fui treinar. Em meio à sessão de tiros no Cete, olho pro céu e lá estava outro arco-íris. Awesome. Ainda durante o treino tomei novo banho de chuva. E à tarde, focada em mais um trabalho que chega à reta final, observei minhas oscilações internas e a oscilação do tempo, entre sol e pancadões de chuva.
À noite, o show maravilhoso de Lady Gaga na companhia da filha. E um céu com estrelas. E o reecontro casual com minha afilhada, que se tornou uma menina linda e com quem pretendo estreitar laços a partir de agora.
Hoje, véspera de feriado, me sinto firmando a energia interna, assim como o tempo ali fora, ainda nublado, mas já com vislumbres de azul. E, neste exato instante, um esboço de sol.
Viva a impermanência! Viva a lucidez que observa os fenômenos e os vê como eles são.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pequenas rotinas, experiências incríveis

Dramático e piegas demais, mas comovente anyway.
Gostei da ideia central.
Relacionamento tem que ser isso, prestar atenção nas pequenas coisas triviais e dar valor a elas. Porque os dias são feitos disso. De miudezas. De coisas comuns. De rotinas.
Conviver com outras pessoas pode ser um tédio - e é para a maioria depois de um tempo, porque ficam esperando grandes sensações o tempo todo, e se frustram com a falta de novidades (ao mesmo tempo que não fazem nada de novo, né?, ficam esperando que os outros façam, que os outros sejam sempre surpreendentes, vibrantes, adivinhos das suas vontades, que estejam a fim das mesmas coisas) - ou pode ser uma incrível experiência de ser grato pelas milhares de pequenas coisas boas que acontecem o tempo todo e que nem se percebe por estar esperando eventos bombásticos ou estar sempre querendo uma coisa diferente daquela que se apresenta no momento.
Tenho a felicidade de apreciar as rotinas do convívio. Sou uma pessoa de hábitos, mas não no sentido de ser metódica no piloto automático. Eu gosto de cultivar pequenos hábitos, que para mim são como rituais; coisinhas que se repetem cotidianamente me enchem de alegria, são pontos luminosos. Coisas insignificantes como um telefonema na mesma hora todos os dias, ir junto ao supermercado (atividade que eu, aliás, detesto fazer sozinha), preparar um almoço ou jantar simplezinho em casa, levantar mais tarde no final de semana e sair pra correr, fazer musculação, nadar, pegar sol, tomar chimarrão no final de tarde no pátio de casa. Ver um filme esparramado no sofá.
Cada vez mais gosto da vida mais simples. Muito compromisso, muita agitação, muita novidade me cansam. A saturação sensorial me esgota e desestabiliza. E na real não tem nada ver comigo.

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem falar uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou: "Você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais, e sim à Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás no que disse, pois amava Jane profundamente. Finalmente, ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada à mesa, escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos, e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu, então, percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane, em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então, quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo: "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho: "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio." Eu balancei a cabeça, mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção nessa mulher. Ela certamente havia envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar nesse estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Essa mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada à Jane, mas ficava cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. “Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício”, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse: "Todos os meus vestidos estão grandes para mim." Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso. Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto nesse momento e disse: "Pai, está na hora de você carregar a mamãe." Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já havia ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo."
Eu não consegui dirigir para o trabalho. Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia. Subi as escadas e bati na porta do quarto. Jane abriu a porta e eu disse a ela: "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar."
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa: "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa, no dia do nosso casamento, para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe."
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando havia vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio, e prolongou a nossa vida juntos, proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa; faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir.

domingo, 4 de novembro de 2012

Chega de mais ou menos

"A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos."
Chico Xavier


Li isso hoje de manhã, logo ao acordar. No momento em que encerro um ciclo mais ou menos na vida emocional e material. Um ciclo de sete anos. Voltei a amar mais, sonhar mais, ser mais amiga, ter mais fé, acreditar mais e produzir mais.
O feriadão foi de desapegos e luto. De mais tristeza também. Mas acima de tudo de mais conhecimento e liberação.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Seis meses

Meu Dia dos Mortos foi um dia de pensar na vida. Em especial na vida nos últimos seis meses. Hoje completei seis meses de cirurgia. Plenamente recuperada.
“Se um homem pode dizer se foi bem-sucedido na vida por ter grandes amigos, então fui muito bem-sucedido”. Lembrei da frase na lápide de Johnny Ramone ao recordar de alguns momentos antes e logo depois da cirurgia. Naquela hora tão sofrida, contei com o carinho e o amparo não só dos poucos e bons que me acompanharam de perto, mas também de muita gente querida que rezou por mim, telefonou, mandou mensagens via celular, Facebook e e-mail. Pensei muito nesse pessoal hoje, com o coração transbordando de amor e gratidão.
Também pensei com amor e carinho na pessoa que não estava comigo na cirurgia e não está agora. Há um aspecto muito triste em amar e não poder manifestar o amor livremente. Todavia, muito melhor amar do que não amar, ou ser indiferente, ou insensível, ou até cruel. Muito melhor querer bem do que guardar ressentimento ou rancor, ou nutrir desprezo. Qualidades positivas e negativas expandem-se de um objeto específico para outros. Muito melhor expandir amor do que qualquer outra coisa.

domingo, 28 de outubro de 2012

Coisa de fã

Karma é karma. E como é inacreditavelmente mágico quando você consegue antecipar o seu.
Hoje confirmei de uma vez por todas e para sempre minha ligação karmática com Robert Plant, que mudou minha vida como só os grandes mestres fazem. Graças a ele, à voz e à presença em The Song Remains the Same, meus horizontes foram subitamente arregaçados numa tarde de sol em que me meti no Cine Astor. Quando saí de lá, eu era outra. I'd started rambling towards the one I was supposed to be. Since then (and I could say, "Since I've Been Loving You"), I've been rambling on.
Pois hoje, estava eu em casa de bobeira, quando tive o insight: "Vou ver o Robert Plant hoje". Out of the blue. Aí fui curtir o domingão e tal. Almoço maravilhoso com a família, tomei um monte de cerveja, voltei pra casa estufada e meio bêbada e me atirei na cama.
Lízia chegou às 18h, e convidei pra irmos na Padre Chagas, eu estava a fim de um café. Mas, quando pensei no café, não pensei no Robert Plant.
Fomos. Entramos em duas lojas da Olavo Barreto Viana pra Lízia experimentar umas roupas. E quando estávamos bem perto da esquina com a Padre Chagas, na frente do Sheraton, eu disse pra Lízia: "Robert Plant já está entre nós". E ela: "Claro que não. O show é amanhã". Eu disse: "Está sim". Nisso ela viu as vans na frente do hotel e disse: "É mesmo, tem aquelas vans ali". Enquanto rolava nossa conversa, vi um pessoal atravessando a rua e na hora pensei: "É a entourage do Plant". E falei isso pra Lízia.
Aí pegamos a calçada com eles, e dois caras estavam falando em inglês, e era óbvio que eram mesmo da entourage. Como nós, eles sentiram o cheiro terrível de bosta de cavalo na esquina da Dinarte Ribeiro, e acabou rolando um contato visual, rimos, eles também, e comentamos do fedor.
Nisso eu olho à frente e lá estava ele, de cabelo preso, passeando numa boa, sendo mais ou menos reconhecido. Que grande barato! Falei pros caras que eu era uma mulher de muita sorte por estar vendo meu ídolo. Eles sorriram.
Ultrapassamos Robert Plant, Lízia passou rente a ele, abriu um sorrisão, que ele retribuiu com um sorriso simpático. Claro que ele curtiu ser reconhecido por uma menina, e lógico que percebeu que a mãe da lindinha era a fã sênior, hehehe. Muito emocionante ver o cara ali, na vida civil. Porque aquela pessoa afinal de contas faz parte de minha vida desde meus 14 anos de idade. E tem uma importância imensa, objeto de minha admiração, respeito e afeto.
Quando vim pra cá escrever esse post, fui ouvir "Ramble On" e contei pra Lízia que, quando ouvi Plant cantar essa música em 1994, no Hollywood Rock em São Paulo, eu surtei e pensei: "Tá, agora já posso morrer". Aí ela disse: "Tu já viu se tem essa apresentação no Youtube?". Não, eu nunca havia pensado nisso! O show de SP não tem, mas aí está o show do Rio na mesma turnê.
Depois de ver o homem casualmente ao anoitecer desse domingo, amanhã verei o artista do qual sou megafã pela terceira vez no palco. Em 1996, no comecinho da gravidez, vi Plant com Jimmy Page, também no Hollywood Rock em São Paulo.

Akdeb Alek - I Lie to You

اكدب عليك اكدب عليك اكدب عليك اكدب عليك
I lie to you , I lie to you , I lie to you
اكدب عليك لو قلت بحبك لسه اكدب عليك
I'm lieing to you if I say that I love , I'm still lieing
واكدب عليك لو قلت نسيتك همسه اكدب عليك
& I'm lieing to you if I say that forgot you whisper I , I'm lieing to you
امـــال انا ايه قلي انت انا ايه
So I'm what ? You tell me what I am 
اختارلي بر وانا ارسي عليه
Choose a land for me & I'll dock on it
انت حبيبي يعني لسه حبيبي
You're my beloved , I mean you still are my beloved
ولا حبيبي عشان كنت حبيبي
Or my beloved because you were my beloved
قول يا حبيبي قول
Say my beloved say
يا حبيبي
O my beloved

عارف كان اجمل شيء في حياتي
Do you know the most beautiful thing in my life
ايه يا حياتي
what was it , O my life 
كان اجمل شيء ان انت كل حياتي
The most beautiful thing that you were all my life
توعدني واطير قبل المواعيد
You promise me , & I fly before all dates
للفرحه اعيد قبل العيد
For the happiness , I celebrate the feast (day) before its time
والقاك يا حبييبي سابقني هناك
and I find you , O my beloved , already there
والحب ف ايد والدنيا ف ايد
& The love in a hand , and the world in the other
والشمع يشوفني معاك يا حيبي
& The candles see me with you , O my beloved
من غير ما نقيده لوحده يقيد
Without restricting it , it restrict itself
كان شيء جوانا علينا جديد
There was something new inside us
دالوقت خلاص ما اصبحش جديد
Now , it's not new anymore

حبيبي صحيح بنتواعد ونتقابل ونتكلم ... بطوله
O my beloved , right that we date & see each other & we talk
كلام يمكن مالوش معنى ما هوش من القلب
(we have) a conversation , maybe that has no meaning , not coming from the heart
لكن برضه بنقوله
But , despite this , we talk
ونرجع تاني نتقابل ونتكلم ولا عارفين بنفرح
& Again we see each other & we talk , without even knowing how to cheer up
او بنتألم
Or even how to suffer
وفوق خد الليالي دموع بتسأل ايه جرى لينا
And on the nights'cheek tears that ask what happened to us
شموعنا ما عادتش شموع ونيجي فأيدها تطفينا
Our candles are not candles anymore , when we come , they (candles) with their hands extinguish us
وده كله ومالناش الا بعضينا
All that , & we don't have anybody except each other
دي جنة بنار بتجمعنا ليالينا
This is a heaven with hell that gather our nights

عيني عيني يا عين قول لحبيبي يا عين
O my eyes , tell my beloved
لهفتنا راحت فين جنتنا راحت فين
Where does our passion go ? where does our heaven go ?
كل الحجات الحلوة نجيبها تاني منين
From where would we bring again the sweet things
حتى السلام بالأيد بأه شيء علينا جديد
Even the "hi" with hands became something new for us
غير اللي كان في داخل القلب قبل الأيد
Except what was inside the heart before the hand
الحب بريء واحنا ظلمنا
The love is innocent & we wronged it
دوبنا شبابه قبل صباه
We made its youth melt before its childhood
يدينا الحب نصيب سنتين
The love gave us a portion of 2 years
نشربه في دقيقه مش في تنين
We drink it in a minute not in two
وانقال يرتاح مثلنا ساعتين
Even if it takes a rest like us ,for 2 hours
نحلف يمينين ولا غمضة عين
We swear twice , and not an eye blink
شوف كنا بأيه وصبحنا بأيه
Look in what we were , and in what we become

اختارلي بر وانا ارسي عليه
Choose a land for me & I'll dock on it
انت حبيبي يعني لسه حبيبي
You're my beloved , I mean you still are my beloved
ولا حبيبي عشان كنت حبيبي
Or my beloved because you were my beloved
قول يا حبيبي قول
Say my beloved say
يا حبيبي
O my beloved


akdeb 3aleek - x4
x2
akdeb 3aleek law 2olt ba7ebak lessa,
akdeb 3aleek
wakdeb 3aleek law 2olt neseetak khamsa,
akdeb 3aleek
omal ana eeh
2oly enta ana eeh
e7'tarly bar wana arsy 3aleeh
x4
enta 7abeeby , ya3ny lessa 7abeeby
wala 7abeeby , 3ashan enta 7abeeby
2ol ya 7abeeby
2ool ya 7abeeby 2ool - x2
2ool 2ool 2ool
ya 7abeeby
3aref kan agmal shee2 fi 7ayaty
eeh ya 7ayaty
kan agmal shee2 en enta kol 7ayaty
tew3edny wateer
abl el mawa3eed
men el far7a a3ayed abl el 3eed
wal2ak ya 7abeeby sabe2ny henak
wel 7ob fi eed wel donia fi eed
wel sham3 yeshofny ma3ak ya 7abeeby
men 3'eer man2eedo le wa7do ye2eed
shof kona fe eeh
we saba7na fe eeh
x4
enta 7abeeby
we7'tarly bar wana arsa 3aleeh
enta 7abeeby , ya3ny lessa 7abeeby
wala 7abeeby , 3ashan enta 7abeeby
2ol ya 7abeeby
2ool ya 7abeeby 2ool - x2
2ool 2ool 2ool
ya 7abeeby

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Vou ou não vou? Vou!

Ai, não tinha como não ir. Sou fã desde os 14 anos de idade.
Tive o prazer de ver Robert Plant no Hollywood Rock, em São Paulo, em 1994 e 1996, neste último com Jimmy Page. As duas apresentações foram soberbas.
Em 1994, quando ele cantou Ramble On, eu pensei: "Agora já posso morrer". Morri. É uma de minhas músicas mais queridas do Led Zeppelin.
Em 1996, com Jimmy Page, morri com a performance de Kashmir, com um combo egípcio e a Orquestra de Câmara de São Paulo, lindo, lindo, lindo.
Estava me bobeando dessa vez, porque o show é no Gigantinho, estou cheia de trabalho, tem a aula de dança... Mas hoje caiu a ficha de que seria simplesmente uma burrada master. Fui tratar de comprar o ingresso.
Agora, que coisa mais cansativa esse povo que ainda quer a volta do Led Zeppelin. Deu, né? 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meus filhinhos queridos

É engraçado.
ADORO traduzir, faz tempo que não me vejo como jornalista. Sou tradutora e editora. Trabalho mais com tradução do que edição. Tenho muito mais livros traduzidos do que editados.
Mas os livros que edito são os queridos. São meus filhinhos. Tenho um carinho especial por eles.
Hoje recebi o PDF de meu filhinho mais novo, que nascerá em novembro. Estou aqui rindo sozinha, mãe coruja que sou, encantada com o rebento.
Esse filhinho é a minha cara. Fiz a preparação de texto das memórias de uma dominadora profissional. Fui contratada para ghost-writing, mas a autora mesmo produziu. E que trabalho a Domme fez! Ficou muito bom. Tive apenas que retocar coisinhas.
Nos encontramos duas vezes aqui em casa, nos apresentamos, falamos de nossas vidas, tomamos chimarrão (só no segundo encontro, no primeiro não teve jeito, entupiu - coisa que nunca me acontece), fiz o almoço e desenvolvemos um projeto do que o livro deveria ser. E ele ficou exatamente como imaginamos.
Trocamos e-mails, tagarelamos pelo Skype, ela foi mandando os arquivos. Li, ajeitei, fiz pequenos complementos, dividi e organizei os capítulos.
Espero que os leitores gostem tanto quanto eu.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A paz da certeza

Depois de dormir a tarde inteira, ontem à noite deitei cedo. Uma noite de sono pacífico e reparador.
Daqui a dois meses, aniversário. 49 anos. Encerrando um ciclo de sete anos e começando outro. Esse finalzinho veio repleto de novidades - todas boas. Ou melhor, todas para o bem, para o melhor. Não dá pra dizer que seja bom encarar uma sucessão de estragos e confusões, transformações em todos os principais aspectos da vida, tudo ao mesmo tempo. Foi um sufoco. Senti medo em alguns momentos, parecia que a casa iria cair, que eu não conseguiria dar conta.
Passado o rush, é muito bom ver que, no fim das contas, tudo está melhor, tudo deu certo. Coisas velhas deram lugar a coisas novas. E as coisas antigas que permaneceram e vão seguir adiante no novo ciclo estão reposicionadas. Eu olho para elas de outro jeito. E me vejo de outro jeito também.
Desde ontem, percebo meu novo olhar em meu rosto. A ansiedade, a insatisfação, o medo, a angústia e a incerteza deram lugar à tranquilidade, contentamento, confiança, estabilidade e certeza. Nos últimos meses eu me achava muito feia, não gostava do que via no espelho. Ontem isso mudou.



domingo, 21 de outubro de 2012

O dia da preguiça total

Depois de um setembro e outubro de muito trabalho e alguns problemas (notebook pifado, máquina de lavar estourada, máquina de pão queimada e troca do encanamento da pia da cozinha), hoje finalmente descansei. Cochilei das 15h30 às 18h30, esparramada na minha cama, com dois gatos e meus suportes para pernas e tronco (estou me acostumando a dormir com eles, e acho que até já estou gostando). Não dormi profundamente, mas o corpo e a mente relaxaram, repousaram. Me permiti não fazer nada.
Antes de levantar fiz essas fotos, adorei a minha cara de pessoa descansada.
Agora aproveito o finalzinho de domingo pra encaminhar um trabalho. Depois tratarei de outro ainda.
Pra começar a semana dedicando-me basicamente a uma tradução muito atrasada.




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tab Wana Mali

As aulas de dança do ventre só me fazem bem.
Além do desafio que a dança é para mim, tem a música. Sempre gostei de música árabe, mas desde que comecei as aulas, em 2009, passei a conhecer todo um outro universo sonoro pelo qual, quanto mais investigo, mais me apaixono.
Abdel Halim Hafez. Um Kaltoum. Warda. Fadl Shaker. Simplesmente amo o modo como se canta em árabe.
Esse ano minhas duas paixões principais em termos de música foram Akdeb Alik e, desde hoje, Tab Wana Mali. Ambas ouvi nas aulas de Brysa Mahaila, e fui atrás de versões variadas no You Tube. E, curiosamente, ambas foram gravadas por Fadl Shaker e Warda. É muita felicidade.
Essa de Fadl Shaker não é tão espetacular, mas ele é tudo. :)

Tem tantas, tantas versões de Warda, que morreu neste ano. E ela é tão completamente espetacular que nem sei como escolher. Uma dela é essa, de 2009.


domingo, 14 de outubro de 2012

Encantamento

Acordei cedo.
Cedíssimo.
Gato Lelo está doido - deve ser a primavera -, há cerca de duas semanas ele faz um auê todos os dias a partir das 5h. Corre e mia loucamente pela casa, especialmente pelo meu quarto, e tem aliciado a companhia de Ludox pra fuzarca antes do amanhecer. Afff. Fico dormitando depois desse gritirio, mas acabo acordando cedo.
Hoje foi maravilhoso sair da cama às 7h30. Vi o sol, o céu azul e senti o que sempre sinto em manhãs como essa: uma enorme alegria pelo simples fato de o dia estar lindo. Não me canso de apreciar a beleza dos dias, das estações, das plantas. Das fases da lua, das estrelas, das cores do céu ao longo do dia, das nuvens, do mar (mesmo do mar gaúcho), do Guaíba. Vivo em permanente encantamento com a natureza. E tenho especial predileção pelo sol, pelo calor, pelo verão.
Ludox curtindo o sol no telhado.
Uma torradinha básica.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Not Seventeen

A chuva, a saudade. E essa música linda, que tenho em alguma coletânea de chill-out perdida entre os CDs que simplesmente não uso mais e fui catar agora no YouTube e em sites de letras pra ouvir de novo.

You're not seventeen
To be missing him like
You do
Knowing him like
You do

He said how can I
Still be missing you
I'll be missing you
'Till you're missing me

How can I feel

I'm not innocent
And I know that I could

I'm not seventeen
And I know that you're not
To blame
And if I could
Reason
I'd settle this thing
Still be missing you
I'll be missing you
'Till you're missing me

How can I feel
'Till you're touching me alone
Still be missing you
'Till you talk to me alone
I'll be missing you
'Till you talk to me eternal
'Till you're missing me
Come to me yourself
How can I feel
Still be missing you
This is how
I'll be missing you
'Till you're missing me
How can I feel...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

New beginning

Another day over
And all ask is to share the next with you

Começando uma nova semana. Ouvindo essa música linda e tão a ver com o momento.
Café del Mar. Tenho todos, e é o que ouço desde a semana passada. Antes desses, ouvi toda a coleção do Buddha-Bar. Easy listening music. Just perfect to work with.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Arrancada

As coisas ficam empacadas, a pessoa não sai do lugar, ou melhor, anda em círculos, vaivém, pra frente e pra trás, pra um lado e pro outro, pra cima e pra baixo, gasta horrores de energia pra no fim continuar exatamente onde está. Mudando pra continuar igual.
Mas um dia, do nada, tudo se encaixa de uma nova maneira, e a pessoa se vê transportada para um novo estágio de vida quase que instantânea e magicamente. Do nada o cacete, né? Aquela gastança de energia, aquele vaivém aparentemente inútil, toda aquela trabalheira de Sísifo finalmente dão resultado. A pedra não vai rolar morro de novo. Bem, pode até rolar, mas pra outro lado. Não existe permanência no samsara, não tem essa de chegar com a pedra lá em cima e ficar o resto da vida por cima, só apreciando a paisagem. Logo, logo vai aparecer outra empreitada. Mas aquele trabalho específico já foi, já era, acabou. C'est fini.
Nas últimas semanas, o Sísifo aqui libertou-se de seu trabalho dos últimos anos. Novas oportunidades de trabalho, apaziguamento na vida familiar e um insight pessoal levaram a um novo momento, uma nova realidade. Sísifo está escorando a pedra pra evitar um súbito deslizamento pela mesma trilha outra vez.
As coisas se reorganizaram todas de uma vez só. Coincidindo com a chegada dos 49 anos, o fechamento de um ciclo de 7. O novo ciclo que se aproxima com certeza trará outros desafios. Porém, traz também a consolidação de metas pelas quais batalhei incansavelmente nos últimos sete anos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cinco meses

Arrá! Já vou registrar a data festiva agora, antes de deitar. Porque depois será mais um dia de rush.
Cheia de trabalho. Um melhor que o outro, felizmente.
E com três coreografias de dança pra ensaiar.
E voltando à atividade física de forma mais consistente.
Nesta segunda-feira que mal chegou ao fim comecei um novo treino de musculação. Bem mais pegado. Me livrei do agachamento fisioterápico, encostada na parede, com um feijão nas costas, e fui pro terra com barra livre. Sensacional.
No domingo encerrei uma planilha de corrida que ainda teve caminhadas (boa parte das quais não fiz, porque o trabalho já tinha apertado, e eu não tive tempo, nem saco, pra largar do batente e ir caminhar, que isso é uma chatice que não dá pra querer). O treinador mandou sms à tarde perguntando se eu estava pronta pra voltar pra pista. Simmmmmm!!!!, respondi. A planilha nova ainda não chegou, mas nesta terça ou quinta já terei pista. Sei que vou começar com uma vez por semana.
Então é isso: cinco meses de cirurgia, uma recuperação maravilhosa, cuidadosa e bem orientada.

sábado, 29 de setembro de 2012

Would You... ?



I’ve noticed you around
I find you very atracttive
Would you...
Go to bed with me?

Hahahaha! Tou aqui ouvindo Touch and Go, e tem essa pérola.
E foi exatamente isso que eu tive vontade de falar. Point blank. Mas não dá pra ser tão explícita. Ainda. Pelo menos rolou um clima de So Hot.

Just a little, just a little bit closer
I like that
I like it
And it's just keeping hotter, all the way up
Gimme some more
Sooo hot

E a meta para breve: Let’s go straight... to number one.

domingo, 2 de setembro de 2012

Quatro meses

Hoje.
E na magnífica manhã de clima primaveril saí pra um treino de trote com caminhada. Depois musculação.
Quatro meses depois da discectomnia, já estou trotando por 40 minutos ininterruptos. Esse foi o treino de ontem. É o meu longão de momento, hehehe. Não é muito pra quem corria 40 quilômetros, mas é um avanço espantoso pra quem recomeçou trotando 30 segundos em julho.
O treino de hoje também foi de 40 minutos de trote, mas intervalado, em dez séries de 4x1, de trote com caminhada. Esse tipo de treino é mais cansativo para mim, fartleks são dureza.
Hoje fechei a planilha do período. Amanhã receberei outra. Não sei como será, mas sei o que espero pro futuro imediato: livrar-me das caminhadas antes, durante e especialmente após os trotes. E me livrar de uma vez por todas dos treinos de bike horizontal e de transport, a mais completa chatice, hehehe. Contudo, quem decide o que e o quanto eu posso fazer é meu treinador. Tenho seguido as orientações dele praticamente à risca. And so far, so good.
Que venha a próxima planilha. E o próximo mês. E os dias que me afastam do trauma da cirurgia, que consolidam minha recuperação e me reaproximam de uma vida ativa e saudável.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A place to be

Sou do mar e da praia. Do calor e do verão.
Quando, em momentos como agora, no meio do trabalho, minha mente foge do presente e devaneia sobre um lugar onde eu realmente gostaria de estar, a ideia é sempre a mesma: em uma praia paradisíaca.
Não por acaso um estilo de música que ouço direto é chamado de Ibiza Lounge. Durante o trabalho costumo ouvir lounge, downtempo, chill-out e todo tipo de electronica mais suave. E as músicas que mais me agradam são as que me minha mente associa a imagens de praias sofisticadas. É todo um clima.
De momento, estou ouvindo um CD chamado Café Goa. E agora vou voltar pro trabalho. Pro presente.