segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Possibilidades
Astrologia, tarô, búzios, os oráculos em geral me fascinam. Vejo-os como sinalizadores das possibilidades de meu karma. E o que de fato me fascina são as possibilidades. São como um caleidoscópio, sempre cambiantes.A prática budista está me ensinando a observar as possibilidades com desapego. Uma das coisas mais importantes que aprendi nos últimos tempos foi ver que possibilidades não passam de... possibilidades. Podem acontecer ou não.
Esse aprendizado vale ouro em todas as situações que envolvem outras pessoas. As possibilidades de uma associação podem ser completamente auspiciosas, e mesmo assim podem não se concretizar jamais. A incapacidade de aceitar essa verdade me causou enorme perda de tempo e sofrimento no passado. Eu ficava tentando dar vida a possibilidades auspiciosas, investia toda minha energia, esquecendo o elementar: existem coisas que não dependem só de mim. E os demais envolvidos podem ter outras idéias. Podem até considerar as possibilidades igualmente auspiciosas, mas optar por alguma outra coisa.
Essa percepção tornou-se nítida no início desse ano. Foi uma experiência libertadora: encerrei uma associação que não iria adiante, que se mantinha estagnada apesar do potencial basicamente positivo. E iniciei uma nova fase. Agora estou mais ágil, mais rápida, mais flexível. Mais pragmática. Ficou assim: a minha parte eu faço. Faço e falo, expresso claramente o que vejo, o que sinto, o que quero, como avalio as possibilidades. Se a conexão não se estabelece, eu simplesmente desapego e sigo em frente, fluindo pelas experiências e pela miríade de possibilidades que se abrem a cada instante. Isso me permite estar sempre presente por inteiro naquilo onde estou. Não é um processo instantâneo, e tampouco indolor em certas ocasiões. Mas é um exercício de lucidez e liberdade. E, como tudo, é uma questão de prática, de treinamento e disciplina.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Have I made myself clear?
No, I have not.Tem gente me tirando pra falcatrua, pra mulher que fica se fazendo ou, pior ainda, pra uma pessoa de pouca firmeza. Só pode ser isso.
Deixo claríssimo que não sou adepta de "ficar", nem com amigos, muito menos com estranhos, e que sexo casual não me interessa. Mesmo assim, aparecem uns achando que vou beijar tipo depois de meia hora de conversa, ou que, tendo saído num dia como amigos, vamos começar a "namorar" no dia seguinte. Outros vêm com uns papos furadíssimos sobre querer me conhecer, o que significa fazer as perguntas mais inconvenientes e descabidas.
O mais sensacional é que essa gente se ofende quando leva um chega-pra-lá. Aí acham que sou grossa e mal-educada, ou metida a gostosa. Hahaha, sou mesmo! Fazer o quê? Falando na boa não levam a sério, não entendem ou simplesmente não se mancam, ficam tentando forçar uma coisa que não vai acontecer.
É a era da falta de noção.
O que me irrita nisso tudo é a falta de respeito básico. Se digo que não estou afim, é isso aí. Não admito ser invadida no direito essencial de escolher o que e quem me agrada.
Simple as that.
domingo, 13 de abril de 2008
Capivara corredora
Gente mal-humorada passa trabalho.Acordei às 6h pra participar da meia-maratona. Ainda estava escuro. E em seguida começou a chover. E não parou mais. Filó e MM vieram me buscar. Quando chegamos no Gasômetro, chovia que deus mandava. Pensei seriamente em não largar, porque não ando com vontade de esfalfar o corpo de luxo - e muito menos cair... Mas enfim, já estava lá e tal... Aqueci mal e porcamente e... showtime.
Até que estava numa boa, conformada com a situação, quando, uns dois quilômetros depois, desabou um pé d'água daqueles, com um vento contra de foder. Tenho horror de correr no vento, e fiquei totalmente de má vontade. Pensei em parar. Resolvi ir até o km 5 pelo menos. Quando o vento amainou, fiquei na boa.
E então, no km 7, tivemos que atravessar um trecho de uns 100m de água barrenta na altura dos tornozelos. Maravilha. Não dava pra ver o chão, e eu com os joelhos com feridas abertas, e aquela água suja respingando neles. Bem, bem, foi barbada perto do que nos aguardava no km 10: uns 50m de água suja, certamente chuva misturada a esgoto, na metade da panturrilha. Dava para sentir o mau cheiro. Dessa vez os joelhos afundaram naquele caldo, para minha total consternação.
Fiz toda a primeira metade como uma capivara, ruminando o mau humor. Claro que o rendimento baixou, porque eu não estava afim da indiada. Mas fiz a volta e abandonei de vez as idéias de parar e decidi fazer o melhor que desse. Mais água suja nos joelhos, mas eu já estava preparada.
Voltei na boa, terminei a prova inteira. Não sei se conseguiria fazer um tempo melhor, mas certamente teria me sentido melhor se não largasse de mau humor e má vontade. Mais do que o corpo, preciso treinar minha cabeça pra maratona. Sem chance correr 42km com espírito de porco pouco esportivo.
A meia-maratona deste domingo foi minha primeira corrida na categoria feminino 45-49 anos.
Comecei bem. Fiquei em primeiro lugar. Mas isso não será rotina. Bah, vou ter que me puxar. Ou não. Porque quero mesmo é me divertir correndo. Bem, bem, mas eu me divirto forçando meus limites, arregaçando, ir numa corrida pra fazer corpo mole ou dar de mulherzinha certamente não me distrai, e estimula o humor de capivara, afff... Sei lá, tenho que pensar mais sobre isso, encontrar o caminho do meio.
Essa foto foi feita por André Nery, que estava trabalhando na meia-maratona. Vi ele embaixo de um guarda-sol, com água batendo por tudo que era lado, e concluí que eu prefiro correr na chuva do que ficar parada.
Ele e o pessoal da organização e do apoio estavam lá trabalhando, enquanto a folgada aqui foi porque quis, teoricamente pra se divertir testando seus limites. Aí fica de mau humor. Que cara de pau.
Mas hoje voltei a meu bom humor habitual, e já estou achando tudo muito engraçado.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Flutuações
Humor instável hoje.
De manhã estava sombria, meio deprimida com o perrengue. Bateu o desânimo, uma leve tristeza. E ainda tive que ir ao supermercado, o que jamais contribui para minha alegria e bem-estar.
O almoço foi bem bom, aí fiquei mais disposta.
Mas depois do almoço comecei a ficar inquieta e mal-humorada. Foi como estar enjaulada.
O banho foi uma droga. Tirar os curativos é o horror. O que dói mesmo é o puxão nos pelinhos. Os infelizes não são arrancados com o micropore, estão todos ali, sendo puxados diariamente... Pensei em passar uma lâmina, mas nem tenho em casa. E não teria coragem. Não suporto olhar as feridas, menos ainda tocar nelas ou nos arredores. Me dá uma vertigem. Depois tive que suportar a água escorrendo pelas lacerações; hoje isso provocou uma ardência dolorosa.
Agora estou mais estabilizada de novo. MM e Filó vieram fazer novo curativo, e constataram que estou muito melhor do que ontem. Que bela notícia! Estava com medo de infecção.
Vou dormir mais tranqüila hoje.
Meus amigos foram um auxílio precioso nesse dia tão conturbado. Seus e-mails, telefonemas e conversas no msn me confortaram e ampararam. Fui cercada por uma rede de proteção carinhosa que me ajudou a manter distância do buraco da depressão e do mau humor.
De manhã estava sombria, meio deprimida com o perrengue. Bateu o desânimo, uma leve tristeza. E ainda tive que ir ao supermercado, o que jamais contribui para minha alegria e bem-estar.
O almoço foi bem bom, aí fiquei mais disposta.
Mas depois do almoço comecei a ficar inquieta e mal-humorada. Foi como estar enjaulada.
O banho foi uma droga. Tirar os curativos é o horror. O que dói mesmo é o puxão nos pelinhos. Os infelizes não são arrancados com o micropore, estão todos ali, sendo puxados diariamente... Pensei em passar uma lâmina, mas nem tenho em casa. E não teria coragem. Não suporto olhar as feridas, menos ainda tocar nelas ou nos arredores. Me dá uma vertigem. Depois tive que suportar a água escorrendo pelas lacerações; hoje isso provocou uma ardência dolorosa.
Agora estou mais estabilizada de novo. MM e Filó vieram fazer novo curativo, e constataram que estou muito melhor do que ontem. Que bela notícia! Estava com medo de infecção.
Vou dormir mais tranqüila hoje.
Meus amigos foram um auxílio precioso nesse dia tão conturbado. Seus e-mails, telefonemas e conversas no msn me confortaram e ampararam. Fui cercada por uma rede de proteção carinhosa que me ajudou a manter distância do buraco da depressão e do mau humor.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Day after
Longa noite essa última... Difícil me acomodar na cama, não sabia de que jeito colocar os joelhos. E depois esfriou, aí fui pegar um cobertor. E depois choveu, aí entrou água no meu quarto. E no meio disso tudo pensando, pensando...
Meu timing ontem foi um fracasso. Tudo truncado.
Mas ao menos os joelhos hoje estão bem melhores. E o resto é uma questão de tempo e de timing.
Meu timing ontem foi um fracasso. Tudo truncado.
Mas ao menos os joelhos hoje estão bem melhores. E o resto é uma questão de tempo e de timing.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Caí de novo!!!
Inacreditável.
Fui correr à tardinha hoje. Estava fechando os 16km no Parcão, faltando menos de 300m, e caí. Tombo cinco estrelas, fui deslizando pelo chão. E me ferrei. Perdi um pedaço do joelho direito. Abriu um buraco fundo.
Mesmo assim, como sempre, levantei e terminei a corrida. Mas já sabia que dessa vez tinha sido bruto.
Resolvi lavar antes de chegar em casa, até porque estava com muito sangue escorrendo. Hahaha, ficou ainda pior a situação, uma total lambança. O sangue se espalhou por tudo, manchou as meias... Bah...
Como não conseguia mais caminhar porque não agüentava flexionar os joelhos, liguei a cobrar de um orelhão pro ex-marido, que viria aqui em casa mais tarde pra visitar nossa filha, e ele foi me buscar.
No banho concluí que a coisa estava sinistra. Aí liguei pro MM, meu amigo. Ele é dentista, corredor, me conhece e eu confio nele. Não estava afim de me meter num pronto-socorro, resolvi pedir a opinião dele. MM e Filó são amigos de fé. Ponta-firme. Chegaram logo. E é claro que eu estava certa: me lasquei toda dessa vez. MM limpou o buraco e fez um curativo. E avisou que vai levar uns 15 dias pro joelho direito cicatrizar. E que vai ficar uma marca feia. Putz... Se as outras eu já achava horríveis...
Enfim, é uma questão de tempo. Vamos ver o que acontece.
No resto, desde ontem estou encantada. E é também uma questão de ver o que vai acontecer.
Fui correr à tardinha hoje. Estava fechando os 16km no Parcão, faltando menos de 300m, e caí. Tombo cinco estrelas, fui deslizando pelo chão. E me ferrei. Perdi um pedaço do joelho direito. Abriu um buraco fundo.
Mesmo assim, como sempre, levantei e terminei a corrida. Mas já sabia que dessa vez tinha sido bruto.
Resolvi lavar antes de chegar em casa, até porque estava com muito sangue escorrendo. Hahaha, ficou ainda pior a situação, uma total lambança. O sangue se espalhou por tudo, manchou as meias... Bah...
Como não conseguia mais caminhar porque não agüentava flexionar os joelhos, liguei a cobrar de um orelhão pro ex-marido, que viria aqui em casa mais tarde pra visitar nossa filha, e ele foi me buscar.
No banho concluí que a coisa estava sinistra. Aí liguei pro MM, meu amigo. Ele é dentista, corredor, me conhece e eu confio nele. Não estava afim de me meter num pronto-socorro, resolvi pedir a opinião dele. MM e Filó são amigos de fé. Ponta-firme. Chegaram logo. E é claro que eu estava certa: me lasquei toda dessa vez. MM limpou o buraco e fez um curativo. E avisou que vai levar uns 15 dias pro joelho direito cicatrizar. E que vai ficar uma marca feia. Putz... Se as outras eu já achava horríveis...
Enfim, é uma questão de tempo. Vamos ver o que acontece.
No resto, desde ontem estou encantada. E é também uma questão de ver o que vai acontecer.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Refresco de gelatina
Tomei refresco de gelatina pela primeira vez na vida nesse ano, na casa de uma amiga. Fui almoçar lá, e ela fez o refresco como alternativa a um gasosão tradicional. Tornou-se minha nova mania gastronômica, hahaha.
Só não bebo quantidades ainda maiores porque as gelatinas são puro corante. Misturo um pacotinho que deve ser usado em 500ml de água em 2 litros, e a poção mesmo assim é um vermelhão absoluto - só gosto dos sabores morango e quetais... Nos dias quentes mando ver uma garrafa inteira da bebida, que fica meio gelatinosa depois de um tempo. Que gosto...
Só não bebo quantidades ainda maiores porque as gelatinas são puro corante. Misturo um pacotinho que deve ser usado em 500ml de água em 2 litros, e a poção mesmo assim é um vermelhão absoluto - só gosto dos sabores morango e quetais... Nos dias quentes mando ver uma garrafa inteira da bebida, que fica meio gelatinosa depois de um tempo. Que gosto...
domingo, 30 de março de 2008
27km
Corri hoje. Em 2h14min. Sozinha. Numa boa.
Estreeei meu novo brinquedo, um Garmin. Adorei. Bem mais eficiente que meu Polar, que mesmo calibrado dá muita quebra na distância, pra mais e pra menos.
Me ocupei observando a velocidade em que corria, e pude comprovar nitidamente a influência do fluxo mental no desempenho. Era começar a pensar em outros assuntos - especialmente temas desestimulantes, que o rendimento caía. Hehehe, tenho que fazer a lista de assuntos a serem evitados durante os treinos. Na verdade, tenho que manter a corrida como uma prática de meditação unidirecionada, fixar a atenção mental no corpo em movimento. Já que não tenho sentado pra prática formal de meditação, pelo menos isso.
É impressionante o quanto 27km rendem. Saí da porta de casa, fui até o zero do Gasômetro e de lá até a marca dos 8km, na frente do Veleiros do Sul. E voltei até o Parcão... É muuuuito chão.
No ano passado, um amigo maratonista me disse pra dividir a prova em três etapas de 14km. Foi o que fiz. E pra mim funcionou muito bem. A primeira parte é isso aí, o começo, vai na boa. Na intermediária, a grande atração é chegar aos 21km. Quando cheguei, pensei: "Beleza, agora só falta fazer outra meia-maratona e tá encerrado." Mais 7km, fecha 28km, e vem o terço final. Só mais 14km.
Cansaço mesmo só senti aos 37km. Mas aí faltavam apenas 5km. Vi homens caminhando, e deu uma certa vontade de fazer o mesmo. Mas lembrei que aqueles caras tinham largado meia hora depois que eu e tinham me ultrapassado, ou seja, tinham ralado muito mais. E pararam por lesão, não por cansaço. E lá fui eu correndo até a linha de chegada. No ritmo possível pra mim, que é em torno de 5min/km.
Domingo que vem devo fazer 29km. Vou passar os dois terços de maratona.
Estreeei meu novo brinquedo, um Garmin. Adorei. Bem mais eficiente que meu Polar, que mesmo calibrado dá muita quebra na distância, pra mais e pra menos.
Me ocupei observando a velocidade em que corria, e pude comprovar nitidamente a influência do fluxo mental no desempenho. Era começar a pensar em outros assuntos - especialmente temas desestimulantes, que o rendimento caía. Hehehe, tenho que fazer a lista de assuntos a serem evitados durante os treinos. Na verdade, tenho que manter a corrida como uma prática de meditação unidirecionada, fixar a atenção mental no corpo em movimento. Já que não tenho sentado pra prática formal de meditação, pelo menos isso.
É impressionante o quanto 27km rendem. Saí da porta de casa, fui até o zero do Gasômetro e de lá até a marca dos 8km, na frente do Veleiros do Sul. E voltei até o Parcão... É muuuuito chão.
No ano passado, um amigo maratonista me disse pra dividir a prova em três etapas de 14km. Foi o que fiz. E pra mim funcionou muito bem. A primeira parte é isso aí, o começo, vai na boa. Na intermediária, a grande atração é chegar aos 21km. Quando cheguei, pensei: "Beleza, agora só falta fazer outra meia-maratona e tá encerrado." Mais 7km, fecha 28km, e vem o terço final. Só mais 14km.
Cansaço mesmo só senti aos 37km. Mas aí faltavam apenas 5km. Vi homens caminhando, e deu uma certa vontade de fazer o mesmo. Mas lembrei que aqueles caras tinham largado meia hora depois que eu e tinham me ultrapassado, ou seja, tinham ralado muito mais. E pararam por lesão, não por cansaço. E lá fui eu correndo até a linha de chegada. No ritmo possível pra mim, que é em torno de 5min/km.
Domingo que vem devo fazer 29km. Vou passar os dois terços de maratona.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Tudo muito chique
Charles - Beanfield
Nova - Amon Tobin
Otonal - Audio Lotion
You - The Dining Rooms
In the Bath - Lemon Jelly
Amor - Yonderboi
Spiritual Spy - M-Seven
Electro - Nacho Sotomayor
Niko-Jaga - The Sushi Club
Breakfast with Abductees - Sven Van Hees
Gostaria de saber quantas pessoas no mundo conhecem essas músicas e seus criadores.
Adoro electronica, é basicamente o que ouço. Pra trabalhar, pra correr, pra dançar, pra fazer amor. Pra tudo. Meu mp3 é o que me mantém (mais ou menos) na boa enquanto dirijo ou faço compras no supermercado, duas atividades nas quais estou longe de ser a pessoa sábia e compassiva que me esforço para ser.
As músicas que mais curto atualmente são na linha lounge, chill-out, downtempo, vá saber como chamar... Eu não dou a mínima pro gênero, o que me captura é a melodia e a textura, o clima.
Gosto de músicas chiques, sofisticadas. Como essas que listei. Algumas são bastante diferentes entre si, mas todas elas evocam as mesmas sensações em mim: languidez, conforto, suavidade, sensualidade, a apreciação da beleza em todas as suas formas.
Nova - Amon Tobin
Otonal - Audio Lotion
You - The Dining Rooms
In the Bath - Lemon Jelly
Amor - Yonderboi
Spiritual Spy - M-Seven
Electro - Nacho Sotomayor
Niko-Jaga - The Sushi Club
Breakfast with Abductees - Sven Van Hees
Gostaria de saber quantas pessoas no mundo conhecem essas músicas e seus criadores.
Adoro electronica, é basicamente o que ouço. Pra trabalhar, pra correr, pra dançar, pra fazer amor. Pra tudo. Meu mp3 é o que me mantém (mais ou menos) na boa enquanto dirijo ou faço compras no supermercado, duas atividades nas quais estou longe de ser a pessoa sábia e compassiva que me esforço para ser.
As músicas que mais curto atualmente são na linha lounge, chill-out, downtempo, vá saber como chamar... Eu não dou a mínima pro gênero, o que me captura é a melodia e a textura, o clima.
Gosto de músicas chiques, sofisticadas. Como essas que listei. Algumas são bastante diferentes entre si, mas todas elas evocam as mesmas sensações em mim: languidez, conforto, suavidade, sensualidade, a apreciação da beleza em todas as suas formas.
terça-feira, 25 de março de 2008
25
Faltam exatos dois meses para a maratona de Porto Alegre.
Desde domingo estou achando a idéia de fazer a prova menos remota.
Hoje treinei bem de novo, e comecei a sentir um certo assanhamento, a coceira do desafio. Viva!
Desde domingo estou achando a idéia de fazer a prova menos remota.
Hoje treinei bem de novo, e comecei a sentir um certo assanhamento, a coceira do desafio. Viva!
segunda-feira, 24 de março de 2008
Que nem farrista
Todo mundo sabe como é chegar em casa ao amanhecer e cair duro sem escovar os dentes ou tirar a roupa porque acabou o gás. Ou só perceber o tamanho do porre quando deita na cama e tem a impressão de que está num barco em águas revoltas. Minha mãe diz que é bem coisa de farrista: está ótimo enquanto está na gandaia, mas é chegar em casa pra passar mal ou sentir todo cansaço que não se manifestou durante a fuzarca. Também tem aquela coisa de estar jururu em casa, mas botar o pé na rua e ficar faceiro ligeirinho. Normal.
Como minha vida divide-se basicamente entre trabalho e treino, meu espírito de farrista foi transferido pros treinos. Só passo mal antes e depois. Pode ser doença, bolha, lesão. Enquanto estou malhando não sinto nada. Mas depois... a casa cai. O corpo de luxo vira um barraco.
No início de maio passado, caí feito feito uma jaca madura a três semanas da maratona. Estava saindo pra correr, não tinha andado 50 metros. Fiz como todo mundo que paga esse mico: levantei de um pulo e segui adiante. Notei que o joelho e a mão esquerdos estavam meio ardidos, mas fui embora. Quando parei... afff. Tinha um rombo em cada um. O joelho inchou da pancada, tive que tomar antiinflamatório. Passei uma semana meio manca - mas treinando. Era calçar o tênis e a dor sumia. Depois voltava, é claro. Fiz longões de 30km com a ferida do joelho grudando na calça, uma delícia na hora de tirar a roupa.
Em dezembro, outro tombo. Dessa vez abri os dois joelhos enquanto trotava a caminho do Cete. Como é que eu caio desse jeito não sei, é um mistério. Não me senti tropeçar nem pisar em falso, quando vi estava no chão. Trotei adiante, sentindo uma coisinha meio estranha, nem olhei, mas parecia ter algo escorrendo. Quando cheguei no Cete, meu treinador surtou: "Lu, mas o que foi isso?" Aí vi que os joelhos estavam mesmo escorrendo - sangrando. Limpamos, e fui treinar normalmente. Voltei pra casa de carona, isso porque o treinador mandou. Ainda bem que obedeci, porque trotar mais meia hora ia ser um suplício. Quando desci do carro na porta de casa, já estava toda dura de dor. Isso foi numa terça. Na quarta e na quinta ainda treinei, mas na sexta resolvi dar início às férias de fim de ano porque as feridas não cicatrizavam e doíam horrores, eu não conseguia dormir direito porque pulava quando elas tocavam nos lençóis.
Com bolha é a mesma coisa. Tive duas megabolhas no ano passado, uma em cada dedão do pé. Minha podóloga ficou horrorizada. Um dia ficou furiosa e me espinafrou: "Mas não dá pra tu correr menos, hein?" Hahaha, não dá!!! Especialmente porque as bolhas não doem quase nada de meia e tênis, até 20km dá pra agüentar na boa. Claro que quando ficava descalça só pisava com o calcanhar...
Fico feliz por nunca ter problemas sérios que me impeçam de treinar. É evidente que suporto esses desconfortos, às vezes bastante intensos, simplesmente porque o prazer de correr se impõe, é maior. Não poder desfrutar dele, e ainda por cima sentindo dor, estando machucada, seria uma infelicidade.
Como minha vida divide-se basicamente entre trabalho e treino, meu espírito de farrista foi transferido pros treinos. Só passo mal antes e depois. Pode ser doença, bolha, lesão. Enquanto estou malhando não sinto nada. Mas depois... a casa cai. O corpo de luxo vira um barraco.
No início de maio passado, caí feito feito uma jaca madura a três semanas da maratona. Estava saindo pra correr, não tinha andado 50 metros. Fiz como todo mundo que paga esse mico: levantei de um pulo e segui adiante. Notei que o joelho e a mão esquerdos estavam meio ardidos, mas fui embora. Quando parei... afff. Tinha um rombo em cada um. O joelho inchou da pancada, tive que tomar antiinflamatório. Passei uma semana meio manca - mas treinando. Era calçar o tênis e a dor sumia. Depois voltava, é claro. Fiz longões de 30km com a ferida do joelho grudando na calça, uma delícia na hora de tirar a roupa.
Em dezembro, outro tombo. Dessa vez abri os dois joelhos enquanto trotava a caminho do Cete. Como é que eu caio desse jeito não sei, é um mistério. Não me senti tropeçar nem pisar em falso, quando vi estava no chão. Trotei adiante, sentindo uma coisinha meio estranha, nem olhei, mas parecia ter algo escorrendo. Quando cheguei no Cete, meu treinador surtou: "Lu, mas o que foi isso?" Aí vi que os joelhos estavam mesmo escorrendo - sangrando. Limpamos, e fui treinar normalmente. Voltei pra casa de carona, isso porque o treinador mandou. Ainda bem que obedeci, porque trotar mais meia hora ia ser um suplício. Quando desci do carro na porta de casa, já estava toda dura de dor. Isso foi numa terça. Na quarta e na quinta ainda treinei, mas na sexta resolvi dar início às férias de fim de ano porque as feridas não cicatrizavam e doíam horrores, eu não conseguia dormir direito porque pulava quando elas tocavam nos lençóis.
Com bolha é a mesma coisa. Tive duas megabolhas no ano passado, uma em cada dedão do pé. Minha podóloga ficou horrorizada. Um dia ficou furiosa e me espinafrou: "Mas não dá pra tu correr menos, hein?" Hahaha, não dá!!! Especialmente porque as bolhas não doem quase nada de meia e tênis, até 20km dá pra agüentar na boa. Claro que quando ficava descalça só pisava com o calcanhar...
Fico feliz por nunca ter problemas sérios que me impeçam de treinar. É evidente que suporto esses desconfortos, às vezes bastante intensos, simplesmente porque o prazer de correr se impõe, é maior. Não poder desfrutar dele, e ainda por cima sentindo dor, estando machucada, seria uma infelicidade.
domingo, 23 de março de 2008
Quem corre por gosto não cansa

Comecei a treinar pra maratona de Porto Alegre. Será no dia 25 de maio, mas ainda não é certo que eu vá correr. Vai depender de ter tempo pra treinar e de me sentir bem. Só vou encarar o tranco se estiver confiante de que possa fazer melhor do que em minha estréia no ano passado. Corri em 3:33:38, e terminei inteira, me sentindo ótima. Nada de "muro" depois dos 30km, nada de dor. E nada de medo durante a prova.Só tive medo antes da largada, fiquei apavorada. Tudo em que pensava era: "Mas que porra de idéia foi essa? O que estou fazendo aqui? Como pude me meter num perrengue desses? E agora não posso ir embora, meus amigos estão todos aqui. E também não treinei tanto pra amarelar no último minuto. Ah, mas nem fodendo! Agora já é." E lá fui eu.
Corri de touca de lã, luva, calça, top e camiseta de manga longa – todo mundo disse que eu tinha que correr com menos roupa, mas tenho certeza de que não. Quem sabe do meu corpo sou eu. E sei que sinto frio, e quando sinto frio passo mal, fico dura. E na véspera da corrida eu havia adoecido, à noite estava com 39 graus de febre, suando de encharcar o pijama e a cama. Não acreditei no momento em que meu corpo adoeceu, mas minha mente decidiu: a doença só ia vir com tudo depois do meio-dia, quando eu certamente já teria encerrado a prova. No fim só fiquei mal mesmo a partir de segunda-feira, e aí foram 15 dias com tosse e sem voz, uma puta faringite. Mas sem febre. Not so bad...
Bem, saí a correr, e o Celso, meu amigão, foi comigo. Fez apoio de bike. Pedalou a prova inteirinha pra me acompanhar. Não ficou do meu lado o tempo todo, mas estava sempre perto. Eu sabia que ele cuidaria de mim se desse xabu. E a presença dele também era um incentivo pra não afrouxar, pra não fazer corpo mole. Não dar uma de mulherzinha ou de pilha fraca. Nada de vexame, hehehe.
Ontem encontrei o Celso, e ele já disse que pedala de novo pra mim se eu quiser. Queridão!!!
Mas o que parece ter acontecido comigo este ano foi uma crise de amarelão crônico. No segundo semestre do ano passado, meu rendimento despencou. Estava exausta e trabalhando como doida. Melhorei em novembro, mas a corrida começou a ter um fator de sofrimento que não havia antes. E isso começou a me perturbar.
Quando voltei a fazer treino de pista nesse ano, me apavorava nos dias dos tiros mais longos. Saía da cama sem vontade, já chegava na pista exausta e não conseguia fazer tudo. E detestava os treinos. Também não conseguia fazer os longões de domingo. E se fazia era um tormento. Correr deixou de ser um prazer – só era bom quando encerrava o treino. E larguei a musculação, um aburdo, porque adoro malhar ferro, mas não tinha força.
Há duas semanas, conversei com meu treinador, e consegui dar início à reversão desse quadro. Como ele disse, a corrida para mim é um meio, não um fim. É lazer, não pode virar motivo de stress – pra isso já tenho trabalho, casa, todos meus compromissos. Correr não é obrigação, é diversão. Aí comecei a desencanar. E voltei pra musculação, o que só melhora tudo.
Não sou competitiva, não dou bola pro desempenho dos outros. Não me comparo com ninguém - só comigo mesma. Tenho um nível de exigência muito alto comigo mesma. Em tudo: no desenvolvimento pessoal, no trabalho, no tricô, na corrida. Tenho que fazer sempre o melhor possível. Como na corrida não estava conseguindo render o que poderia render (e o que meus amigos acham que eu posso render), comecei a sofrer. E a ter medo. Medo de treinar mal, medo de sofrer no treino e nas competições, medo de fracassar. Virou um tormento geral.
Depois de mudar a paisagem mental, estou redescobrindo o prazer de correr. Domingo passado fiz 24km. Não foi uma maravilha, mas foi ok, senti um pouco de desânimo na hora de voltar, mas sem cair naquelas de: "Oh, meu deus... ainda falta a metade... ai, ai, ai. Que horror, que droga, não quero fazer." E encontrei muitos amigos no trajeto, o que foi bem bom.
Na terça fiz 10x400m. Não consegui fazer no tempo planejado, mas fiz na boa.
Na quinta passada, tinha que fazer 6x1000m. Cheguei na pista em pânico. Mas me dispus a fazer o que desse, como desse. Fiz tudo. Os três primeiros foram mais lentos que os três últimos, porque comecei mais leve, evitando o sofrimento. E depois fui melhor ao natural, fluiu, não houve sofrimento. Terminei inteira. E feliz comigo mesma.
Hoje fiz 25km. Sozinha. E numa boa. Consegui manter o ritmo. E curti a corrida. O tempo nublado ajudou. E fiz tudo no Gasômetro e Zona Sul, um trajeto que acho lindo e com o qual estou acostumada.
A bateria do mp3 acabou no km 11. Fiquei tranqüila, não senti falta do pancadão nos ouvidos, um prodígio.
Fiz 21km indo e voltando; ou seja, ainda tive que ir e voltar de novo mais 2km. E com um vento da porra na virada, o que há duas semanas me levaria a parar na mesma hora.
Fechei os 25km em 2h02min. Inteira. E de bom humor. E mais confiante. Estou corrigindo o rumo, acertando o passo e o foco.
O que quero agora é reestabilizar a paisagem mental da corrida como um desafio prazeroso. Algo que faço para me sentir bem, não para passar mal.
Das profundezas
Do meu blog aqui acho que ela não gosta muito, disse que é tudo só profundidade, hahaha, que metade não dá pra entender, a outra metade é complicada, e ainda por cima é tudo cifrado, não dou nomes aos bois, não dou os detalhes explícitos de nada. Minha idéia não é fazer um relato das minhas atividades, mas das minhas percepções. De como minha mente vê as experiências. E minha mente vai fundo mesmo.
Minha taróloga e astróloga, que é também uma de minhas melhores amigas e uma das pessoas que melhor me conhece e que acompanhou meu processo de recriação pessoal, me chama de caldeirão. Marcia diz que eu não me economizo, que comigo nada nunca é superficial. Quando me separei, ela disse que eu deveria viver um tempo como borboleta, mas logo desistiu da sugestão, viu que não ia rolar.
Minha natureza é profunda, intensa, séria. Eu sempre aprendo sobre mim com qualquer coisa que me aconteça, inclusive as coisas aparentemente insignificantes. Tudo para mim tem importância. E me interesso de verdade pelas pessoas. Gosto de ouvi-las, de conhecê-las.
A profundidade não faz de mim uma pessoa retraída ou tímida. Sou muito aberta, muito franca, muito receptiva e muito esfuziante. E adoro falar bobagem e safadezas. Sou basicamente alegre e comunicativa. Falo sobre mim na boa. E mostro meu corpo também na boa. O que pode ser mal-interpretado. Volta e meia aparece gente achando que o fato de ter fotos minhas de biquíni no orkut significa que eu vá me exibir pelada na webcam, ou descrever minhas calcinhas e minhas preferências na cama no msn, ou fazer sexo virtual com estranhos, ou ainda que esteja interessada em sexo casual. Ah, dá licença... Realmente, posso fazer tudo isso, sim. Mas só com gente conhecida – e de quem eu goste, com quem tenha intimidade. Com quem me sinta à vontade.
quinta-feira, 13 de março de 2008
É fogo mesmo!
Minha mente e meu corpo elegeram um mesmo objeto e experiência como fontes de inspiração. É o tema mais instigante desse verão que está chegando ao fim.Ainda não sei bem como se dá esse processo, quer dizer, até sei. Brota na mente e gera uma reação dos cinco sentidos. E a reação dos sentidos estimula a mente. Uma coisa totalmente baseada na imaginação e na fantasia adquire solidez.
E hoje objeto e experiência levaram meu agregado de corpo e mente de roldão. Minhas intenções de experienciar o objeto de forma diferente derreteram, arderam, dissolveram-se na vertigem. Minha mente cedeu às idéias de outra mente. Na verdade, cedeu às suas próprias idéias baseadas nas experiências sensoriais.
O que não sei é como isso veio a acontecer lá no começo. O karma e a astrologia com certeza explicam a manifestação de tamanha improbabilidade. Basicamente trata-se do (re)encontro de duas mentes que operam de modo muito semelhante e se distraem individual e mutuamente com as idéias que elaboram. Criam paisagens semelhantes.
O que mais me alegra em tudo isso é a dissolução da realidade convencional. Na verdade, está mais para implosão.
E pra resumir a coisa toda é muito simples:
OS DISPOSTOS SE ATRAEM.
segunda-feira, 3 de março de 2008
É fogo!
Se eu tivesse que escolher um único autor pra trilha sonora do meu impulso sexual, seria Prince.
Surtei quando vi Purple Rain, nunca tinha visto um homem como ele, sexy de matar, de salto alto, mais maquiado que eu, abdominais impecáveis, cada milímetro do 1,58m de altura totalmente certinho, dançando e se movendo de forma totalmente lasciva. E que entende de mulher – pelo menos de mulher que nem eu.
E eis que agora à noite, rememorando um episódio desse verão, lembrei de Hot Thing, apropriadíssima pro roteiro.
Hot thing!
Hot thing, barely 21
Hot thing, looking 4 big fun
Hot thing, what's your fantasy?
Do U wanna play with me?
Hot thing, baby U dance so good
Hot thing, baby I knew U would
Hot thing, tell me what U see
Hot thing, When U smile, when U smile, when U smile
Are your smiles, are your smiles 4 me?
Hot thing, maybe U should give your folks a call
Hot thing, tell them you're going 2 the Crystal Ball
Hot thing, tell them you're coming home late,
if you're coming home at all
Hot thing, tell them U found a brand new baby doll
Hot thing, I can't wait 2 get U home
Hot thing, where we could be alone
Hot thing, I could read U poetry,
and then we could make a story of our own
Hot thing
Surtei quando vi Purple Rain, nunca tinha visto um homem como ele, sexy de matar, de salto alto, mais maquiado que eu, abdominais impecáveis, cada milímetro do 1,58m de altura totalmente certinho, dançando e se movendo de forma totalmente lasciva. E que entende de mulher – pelo menos de mulher que nem eu.
E eis que agora à noite, rememorando um episódio desse verão, lembrei de Hot Thing, apropriadíssima pro roteiro.
Hot thing!Hot thing, barely 21
Hot thing, looking 4 big fun
Hot thing, what's your fantasy?
Do U wanna play with me?
Hot thing, baby U dance so good
Hot thing, baby I knew U would
Hot thing, tell me what U see
Hot thing, When U smile, when U smile, when U smile
Are your smiles, are your smiles 4 me?
Hot thing, maybe U should give your folks a call
Hot thing, tell them you're going 2 the Crystal Ball
Hot thing, tell them you're coming home late,
if you're coming home at all
Hot thing, tell them U found a brand new baby doll
Hot thing, I can't wait 2 get U home
Hot thing, where we could be alone
Hot thing, I could read U poetry,
and then we could make a story of our own
Hot thing
Querideza
Na era degenerada da falcatrua geral, em que nada parece ter o menor valor – especialmente acordos e promessas –, é uma completa alegria encontrar uma pessoa de palavra.Hoje tive a confirmação de que a confiança que deposito em alguém muitíssimo querido ao meu coração é bem fundamentada.
Fizemos um acordo, coisa bem simples, mas que dependia inteiramente dele.
E hoje meu querido amigo honrou o nosso compromisso, e nosso peculiar vínculo kármico, que pulveriza nossas várias distâncias.
E mais uma vez essa pessoa gentil e sincera me fez muito feliz, como tem feito desde que nos conhecemos, no início do tórrido e animado verão 2008.
sábado, 1 de março de 2008
Síndrome de abstinência
Difícil abandonar um hábito, um vício.
Há uma total clareza de que não é benéfico, de que causa todo tipo de emoção e pensamento perturbadores. Mesmo assim... a mente mantém-se apegada.
The clinging.
And the craving.
Está tudo numa boa até vir a onda de abstinência. Aí a mente agita-se em turbilhão. A vontade de ir atrás, de obter qualquer mínima dose. Muito simplesmente, o desejo de se intoxicar, de emaranhar-se nos véus de maya.
Para isso os antídotos têm sido a disciplina e a paciência, o esforço constante. O exercício de autocontrole, de foco. Não ceder ao impulso kármico, resistir à força do hábito.
Detox radical. Rehab linha dura. Nada de substituir uma droga por outra.
Há uma total clareza de que não é benéfico, de que causa todo tipo de emoção e pensamento perturbadores. Mesmo assim... a mente mantém-se apegada.
The clinging.
And the craving.
Está tudo numa boa até vir a onda de abstinência. Aí a mente agita-se em turbilhão. A vontade de ir atrás, de obter qualquer mínima dose. Muito simplesmente, o desejo de se intoxicar, de emaranhar-se nos véus de maya.
Para isso os antídotos têm sido a disciplina e a paciência, o esforço constante. O exercício de autocontrole, de foco. Não ceder ao impulso kármico, resistir à força do hábito.
Detox radical. Rehab linha dura. Nada de substituir uma droga por outra.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
No Dharma – e na oitava galáxia
O Cebb foi fundado e é dirigido por meu professor, Lama Padma Samten, minha conexão direta com o Dharma, fonte de inspiração e devoção, aquele a quem mais respeito, amo, admiro, reverencio e agradeço, cuja compaixão e sabedoria eu não poderia descrever em palavras. Meu professor perfeito.
O Cebb hospedou a exposição de relíquias do Buda Shakyamuni e outros grandes mestres organizada por Lama Zopa Rinpoche, diretor espiritual do Projeto Maitreya (www.maitreyaproject.org/).
Para um praticante budista, ver essas relíquias é extraordinário. E para mim a experiência foi extraordinária por vários motivos.
O primeiro deles foi a manifestação clara de minha firme conexão com o Dharma. No momento em que estou concluindo a tradução de um livro de Lama Zopa Rinpoche, recebi a bênção de assistir a exposição de relíquias organizada por ele. E conheci Lama Tenzin Namdrol, aluna de Lama Zopa, que teve a bondade de me falar do mestre e do trabalho dela como tradutora. Eu tenho mesmo muito mérito acumulado para ser tão afortunada.
Depois, quando tinha uns 3, 4 anos, e ia ao Cebb comigo, que já havia tomado refúgio, Lízia chegava lá e pulava para o colo do Lama Samten enquanto ele proferia ensinamentos. Não havia como tirar Lízia do colo do lama, e lá ficava ela, feliz da vida, brincando e puxando a barba do lama, tentando mexer na mesa dele, até cair no sono, e aí dormia feliz.
Agora, aos 11 anos, Lízia teve uma verdadeira experiência espiritual. Emocionou-se profundamente diante das relíquias. Chegou a ficar trêmula e corada após ser abençoada com uma relíquia. E disse: "Hoje poderia me acontecer qualquer coisa, por pior que fosse, que eu nem me importaria." Dei para ela o mala que eu tinha comigo, e Lízia começou a rezar o mani. Nooooooossssa... Que as sementes do Dharma possam brotar e florescer nela a partir de agora.
Como florescem em mim, que vivi três dias de imensa alegria. Circumambulei as relíquias, prostrei-me, recitei mantras, fiz preces, pedidos e dedicação, rendi homenagens aos Budas e bodhisattvas dos três tempos e das dez direções, fiz meu melhor em ações de corpo, fala e mente.
O contato com as relíquias me deixou radiante. Estou na plena fruição de meu núcleo de felicidade. Minha vida flui, sinto-me totalmente animada, otimista, alegre, confiante. Tudo está bem exatamente como está.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Ema! Ema! Ema! Cada um com seu problema!
Mas o fato é que nossos problemas sempre respingam nos outros - isso quando não jogamos the whole pack pra cima de alguém, na maior, com o foda-se no volume máximo.
Pior ainda é o hábito de achar que são os outros que nos causam problemas, e não nós mesmos. Sempre se tem um vilão pra tudo, um bode expiatório. Às vezes até admitimos que pisamos na bola, mas isso porque fulano fez tal coisa antes, ou porque aconteceu algo que nos levou a meter os pés pelas mãos. Estamos sempre tirando o nosso da reta, tirando o corpo fora. Nunca somos responsáveis pelas nossas mancadas.
Affff, quanta ignorância e cegueira!
A coisa toda fica mais simples quando se percebe o elementar: não importa o que acontece "do lado de fora", a única coisa que interessa é como reagimos. Não podemos mudar nada a não ser nós mesmos e a maneira como agimos e reagimos.
No samsara é tudo uma questão de tempo, de prática e de disciplina. Assim, tenho tentado manter com disciplina a prática de encarar meus problemas como meus, sem repassar pra ninguém. Procuro aceitar as limitações alheias, e cuidar mais dos meus defeitos do que avaliar os dos outros. Tento ser tolerante com as falhas – minhas e dos outros. E não levar as coisas para o lado pessoal, numas de me sentir vítima de abusos. Vale ouro lembrar sempre que onde um não quer dois não fazem. Se tem alguém ou alguma coisa me chateando, é porque estou permitindo. Então eu que trate de mudar o meu posicionamento, em vez de querer que as mudanças aconteçam "fora".
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