segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Nomes & nicks

Quando eu tinha 8 anos e estava na segunda série no Daltro Filho, tive uma colega chamada Lísia. Eu nunca tinha ouvido esse nome, fiquei maravilhada e disse a mim mesma: "Quando eu tiver uma filha, vai se chamar Lísia." Eu sempre soube que teria uma filha, era uma certeza tão cristalina que jamais pensei em nome para um menino. No início da gravidez, por um breve momento achei que pudesse ser um menino, e fiquei desconcertada. Não que eu me importasse com o sexo do bebê ou quisesse ter uma menina, foi apenas a perplexidade pelo que seria totalmente inesperado. A ecografia logo confirmou minha certeza elementar.
Minha Lízia é com "z" porque, antes de registrar, consultei uma numeróloga, e segui sua orientação para o nome mais auspicioso. No início da gravidez fui morar na Mata Bacelar, e não levou muito tempo para eu descobrir que no prédio ao lado do meu morava a Lísia original, minha ex-colega, que eu não via há uns 20 anos!!! Fiquei muito feliz de poder dizer pra ela que minha filha tinha seu nome, e acho que ela curtiu muito, até porque gostava da pequena Lízia.
Lízia já teve vários apelidos. Um dos primeiros foi Guya-Guya de Pitibiriba, bem maior que o nome dela, um sucinto Lízia Bueno. Não sei de onde surgiu, acho que foi idéia do pai dela, e nós a chamamos assim por um tempão, com direito inclusive a um jingle que o pai cantava enquanto saltitava com ela pela casa. O bebê Guya adorava o canto e a dança.
Em casa Lízia já foi Jar-Jar, Jar-Jar Lilibar, Jar-Jar Lilibinks e Lilibins. Uma época ela se autodenominou Tarlen-Tarlen. Ela também se auto-identificava como Jar-Jar Maligno e Jar-Jar Benigno, dependendo do humor. Hoje para mim ela é basicamente Lilibel pão-de-mel. No começo protestou, porque não gosta de pão-de-mel, mas agora já me manda sms assinado com "Lilibel pão de mel".
Eu nunca tive apelido até o ano passado, quando algumas pessoas começaram a me chamar de Lu.
O mais prolífico em apelidos para mim é meu treinador, que jamais me chama de Lúcia. Para ele eu sou Lu, Luzinha, Bonita e Espertinha (que foi a origem do codinome Dakini Espertinha, criado por meu amigo dhármico "I and I"). Um amigo me chama de Sim-Sim, porque eu sempre falo "sim, sim". E minha filha me chama basicamente de Mâmi e Mamilhel (para rimar com Lilibel).
Eu gosto de usar termos afetuosos. Cada vez mais chamo minhas amigas pelo vocativo "querida". E quando digo "querida", I mean it. Chamo de querida aquelas a quem realmente quero bem. As queridas de meu coração.