sábado, 16 de dezembro de 2017

Sempre azul


Não deu pra ser campeão do mundo, mas foi um ano lindo como gremista. É um esporte corrupto, acho a maioria dos times e muitos jogadores e dirigentes desprezíveis, acho absurdo o volume de dinheiro que esse setor movimenta enquanto o resto dos esportes morre à míngua; por tudo isso mantenho uma certa distância.
Mas... mas eu realmente gosto do Grêmio. Gosto muito. Tipo um parente que não vejo seguidamente, mas por quem tenho um enorme afeto; a cada encontro, a cada contato, sinto uma enorme felicidade. Quando vou ao estádio, nossa! Fico quieta, discreta, mas por dentro tenho uma selvagem, por ela ficaria pulando e berrando sem parar. (Eis aqui uma situação em que tenho enorme freio social, talvez por achar meio ridículo ir à loucura por um time.)
Não gosto de futebol, acho o jogo meio besta (bem besta na verdade, lento). Eu gosto de futebol americano. E gosto do Grêmio. Só do Grêmio. De modo geral, odeio todos os outros times, alguns ferozmente. Abomino a seleção brasileira, jamais consegui torcer. Lembro que não torcia nem quando criança, não via a menor graça, não entendia aquela comoção. Zero identificação. Gosto da Argentina e da Alemanha há anos.
Com tanto ódio no coração pelos times em geral, por incrível que pareça o rival local não me desperta grande emoção. Sou basicamente indiferente. Sério. Nem lembro que esse time daqui existe, de modo geral ignoro suas derrotas e suas conquistas. Não sei como pode ser isso. Será que é porque tenho muitos colorados de quem gosto muito? Só vejo essa explicação. Para mim é inaceitável brigar com alguém por causa de um time de futebol. Mesmo assim, fiquei muito feliz com o rebaixamento e com a patética subida em segundo lugar. Mas só porque a agressividade de alguns torcedores rivais me irrita muito. Esses merecem derrotas e fracassos, são uns insuportáveis. Por esses sinto um imenso desprezo. Tamanho desprezo que me recuso a bater boca. Ignoro olimpicamente.
Também não suporto os gremistas agressivos. Não suporto nenhum torcedor que pareça odiar mais o adversário do que amar o seu time. Eu curto torcer, não secar. Imagina ficar um segundo vendo jogo de outro time pra secar. Mas nem em mil anos.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Despertar na madrugada

Alguns dias (e noites) são marcados pelo sono, pela vontade (e capacidade) de dormir horas e horas. Outros, pela mente desperta, alerta e perfeitamente repousada com poucas horas de sono. Como hoje.
Ao contrário dos últimos dias, não deitei tão cedo ontem e não estava exausta. Dormi bem e acordei cedíssimo. Como o sono não voltou, aproveitei para fazer reiki e meditar (um combo dos melhores, não tenho tempo para fazer uma coisa depois a outra, junto tudo, e a prática está sendo revelando eficiente e prazerosa).
Levantei às 5h30, queria correr, mas estava noite e muito úmido. Quando clareou e o tempo abriu, já estava tarde. Bom horário pra traduzir. Mente limpa, fresca.

Tenho buscado trazer a atenção para o corpo e a mente ao longo do dia. Ver os pensamentos, as emoções e as sensações físicas. Estar presente no presente como observadora. Para isso estou usando um aplicativo desenvolvido pela Plum Village (https://plumvillage.org/mindfulness-practice/mindfulness-software/), o MindBell. Usava o MindBell há meses no PC, mas tornou-se incompatível com a nova versão do Firefox, o Firefox Quantum. (Até meu navegador agora é Quantum, no momento mais quântico de minha existência, em que mais do que nunca estou unindo os ensinamentos budistas sobre a mente e a realidade à visão da física quântica.) Descobri o MindBell para Android; então o sino toca no telefone (para espanto inicial das colegas na editora, que agora já sabem que meu alerta para a atenção plena toca de meia em meia hora e se acostumaram com o som). Simplesmente parar por 10 segundos, respirar e tomar contato com a mente e o corpo.
Além do MindBell, estou usando o Headspace: Guided Meditation & Mindfulness, um app para cultivar as habilidades de meditação. Comecei pelo básico do básico, um programa de 10 dias, com meditações de meros 3 minutos, só para começar a observar os pensamentos, tentando manter a atenção na respiração. Impressionante o que acontece em 3 minutos.
No todo, o site do Plum Village, organização criada pelo magnífico mestre budista vietnamita Thich Nhat Hahn, é precioso. Uma fonte de informações e ensinamentos sobre atenção plena.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Hábito quebrado, pele curada

Enquanto trabalhava (arduamente) na retradução e preparação de um livro a ser lançado com o título de Quebrando o hábito de ser você mesmo (Breaking the Habit of Being Yourself, de Joe Dispenza), quebrei um hábito e criei uma nova realidade. Parei de morder os dedos graças a um protocolo de TCC (terapia cognitiva comportamental) desenvolvido por psiquiatras e aplicado em um grupo do qual fiz parte durante oito semanas, nos meses de outubro e novembro.
Sucesso total.
Não é apenas não morder os dedos. É não ter mais vontade de mexer nos dedos, de puxar as peles. Hoje fui tirar uma pele saliente apenas porque estava incomodando. Ao puxar, fiz um pequeno machucado. Fiquei de cara. Meus dedos não têm mais nenhum machucado, e não quero que tenham. Isso simplesmente não é mais aceitável.
Aproveitei uma ida ao centro e fiz as unhas. Fiz as unhas como qualquer pessoa faz. Cheguei no salão e me informei se havia alguma manicure disponível. Pronto. Antes, dadas as condições terríveis dos meus dedos, eu tinha que ir sempre numa mesma profissional que conseguisse limpar os estragos e que não se perturbasse com os sangramentos que ocorriam praticamente em todas as sessões. Agora qualquer boa manicure pode trabalhar nos meus dedos e produzir um ótimo resultado. Como a Daiane, do Mix Hair (https://www.mixhair.com.br/). Esse salão eu descobri no sábado, quando estava atrás de um profissional para fazer relaxamento no cabelo com tioglicolato de amônia. Encontrei lá, fui quando o salão já ia fechar e acabei (muito bem) atendida pelo Alex Silvarkei, que já havia me conquistado via telefone.
Então a semana começa com cabelo e unhas arrumados e mais um livro encaminhado. Quebrando o hábito de ser você mesmo está no estágio final da produção (revisão ortográfica e design gráfico). Ficou anos na lista de obras a serem lançadas pela CDG/Citadel; era pra eu ter traduzido há mais de dois anos. Eu queria muito ter feito essa tradução, não deu por causa dos prazos. Acabei retraduzindo. E, como já imaginava desde que botei os olhos no livro pela primeira vez, aprendi muita coisa. Estou firme na prática dos ensinamentos do autor. Conectando com o campo quântico, colapsando novas probabilidades. Deixando de reagir automaticamente com base no passado para criar uma nova realidade. "Mude!" é a voz que estou habituando minha mente e meu corpo a ouvir quando engrenam nas reações habituais disparadas pelas conexões neurais que estou desmantelando.


domingo, 12 de novembro de 2017

Singeleza dominical

Fui comer amendoim torrado e lembrei da minha mãe.
Tenho lembrado dela de vez em quando. Não apenas lembrado, mas sentido saudade. Só agora... dois anos e meio depois do fim do suplício (mais dela, muito mais dela do que meu, mas que pra mim foi ainda assim excruciante - e cada vez mais percebo o quanto).
Lembro do nada, por coisas como amendoins torrados.
Nos churrascos na casa do meu tio, mesmo quando ela já estava na clínica, mas ainda dava pra sair pra esses passeios em ambiente controlado e compassivo, sempre tinha amendoim torrado, meu tio adora. Aí a mãe ficava lá sentadinha, quietinha, comendo amendoins sem parar. Ela nem lembrava que já tinha comido, nem lembrava que estava comendo, então tínhamos que dar uma controlada.
No amendoim e nas sobremesas principalmente.
Hoje lembro da carinha dela naqueles churrascos... e toda a dor, toda a tristeza se derrama em lágrimas. E toda a saudade.


Praticar, praticar, praticar

Quando comecei minha jornada no reiki, os conhecimentos ainda eram "ocultos", aquele papo de manter em segredo, só para os iniciados, blablablá. Com o mundo do jeito que está, com as pessoas precisando de toda e qualquer ajuda do jeito que precisam, felizmente é cada vez maior o número de praticantes de todos os tipos de técnicas que não aceita essa premissa e libera todo o conhecimento de que dispõe para quem quiser.
Acredito que as energias superiores e sutis ligadas à luz (ligadas ao que nós aspiramos como luz, como positivo etc) sabem muito bem cuidar de si, vão atuar onde e como for necessário. Não precisam ser protegidas, nem direcionadas minuciosamente. Basta invocar com a motivação correta e a certeza de que vai acontecer, e o universo cuida dos detalhes. Acho impossível pegar energias "boas" e usar "errado".
Não existe energia boa e energia ruim. Existe energia. E o que cada um faz com a energia que canaliza. Visão quântica da realidade.

Agora treinando de novo a escrita dos símbolos. O começo foi trágico, uns garranchinhos. Mas hoje já melhorou bastante. E a internet tem dezenas de fontes de consulta.





sábado, 11 de novembro de 2017

Mãos de cura da Dakini Espertinha


Inacreditavelmente precioso. E agora me fazendo perceber
uma conexão entre Reiki e budismo nesta minha vida.
O universo me surpreende, me ampara e me orienta das mais incríveis maneiras.
O Reiki voltou à minha vida ontem à noite, numa conversa com uma amiga que tem o nível I e o utiliza em atendimentos.
Eu tenho o nível III, sou mestra de Reiki. Isso desde final dos anos 1990, início dos 2000. Mas parei de praticar há muitos, muitos anos.
Na conversa de ontem, fui mostrar um livro pra ela. Este aí de cima, um tesouro, de uma mulher incrível, que disponibilizou todos os "segredos", inclusive os símbolos.

Os preciosos símbolos. Sem este livro, teria passado trabalho.
O (nem tão) pequeno acervo. Literatura. Cultura.
Conhecimento, a base da sabedoria.
Aí (re)descobri vários outros livros sobre Reiki na minha biblioteca.
Optei por reativar a prática amparada pelo manual de Diane Stein. Agora há pouco comecei a lê-lo, e vieram o insight e a elucidação de um ciclo importantíssimo em minha vida.
Quando comprei este livro e li pela primeira vez, não era budista. Ao reler agora, fiquei pasma ao ver que ela abre o livro falando extensamente sobre a conexão entre Reiki e budismo. E cita muita coisa sobre budismo tibetano! Budismo tibetano, que se tornou minha prática espiritual principal e minha diretriz filosófica e ética nesta vida.
O mais mágico de tudo foi que as sementes do Dharma floresceram em minha mente nesta vida sentada numa poltrona na sala de minha mestra de Reiki I e II! Num final de tarde fui lá para um atendimento. Ela se atrasou muito, aí falou: "Olha este livro, tenho certeza de que você vai gostar". Era O livro tibetano do viver e do morrer, de Sogyal Rinpoche, obra-prima.
(Aqui um amplo parêntese: fiquei fascinada por Sogyal Rinpoche, tinha o sonho de estudar com ele. Mas, quando ele esteve em Porto Alegre, não pude fazer o retiro, na verdade não fiquei muito interessada. Fui na palestra aberta, e na época tive uma sensação então inconfessável: desconforto, uma certa decepção. Ele não me pareceu tão grandioso, tinha alguma coisa que não me atraía, pelo contrário. Neste ano, Rinpoche foi acusado de abusos, inclusive abuso sexual, por vários alunos. Aí entendi tudo. Mas mantenho minha gratidão e reverência a Rinpoche como autor de um livro excepcional. E a mente iluminada dele com certeza foi a que estimulou meu despertar nesta vida. Samsara, samsara.)
Minha vida mudou fundamentalmente naquele entardecer/noite. E hoje percebo que foi graças ao Reiki, um sistema de tratamento e cura física/mental/espiritual milenar, que (re)comecei minha jornada pelo Caminho do Meio. Reiki como cura no mais amplo sentido possível.
Dakini Espertinha. Cada vez mais.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Só perrengue, e eu tô como?

Em uma semana:
- queimei um dedo (bem de leve);
- quebrei um dente (dentista e gasto);
- a luminária da cozinha queimou (eletricista e gasto);
- caí correndo (pouco machucado);
- uma garrafa de vidro com um fermentado explodiu na minha cozinha (caco e líquido pra todo lado, maior mão de obra limpar);
- Lelonid teve uma crise renal (veterinário, medicação e gasto, além de xixis pela casa).
E eu estou como?
Numa boa. Tudo resolvido rapidamente. E o trabalho seguindo sem interrupções. Foco e tranquilidade para administrar os percalços sem me estressar.
Palmas para mim. E vivas para a resperidona, que atua magnificamente na contenção dos meus arroubos borderline.
Essa sequência de reveses é o tipo de coisa que me deixaria totalmente desestabilizada há pouco tempo. Dessa vez tirei de letra.
Para quem não é como eu, para os "normais" (!), pode parecer insignificante. Para mim foi uma vitória grandiosa. Não só resolvi tudo com rapidez, como não fiquei remoendo, muito menos paralisada. A vida seguiu normalmente - a tradução manteve o ritmo.
Graças à resperidona, mantenho a estabilidade do humor e o foco no trabalho.
Sempre fui extremamente refratária ao uso de medicação. Não mais. Porque ficou claro que a lamotrigina e a resperidona melhoram em muito minha qualidade de vida. Sonho em poder suspender o uso de ambas. Mas sem pressa. Primeiro o bem-estar e a funcionalidade.
E não, eu não teria (ainda) essa estabilidade sem estar medicada.

Guerreirinho




O amor desse gato me comove às lágrimas. Bem como a vontade dele de viver, provavelmente (também) por mim e para mim.
Nova crise de cristais na bexiga ontem, xixi com sangue, ele sente dor. Voamos pro veterinário de manhã cedo, antes de eu ir pra editora. Medicado. Antibiótico e buscopam.
Volto pra casa, Lelonid Gatiliev estava melhor. E aí grudou em mim totalmente, como se grato pelo cuidado, feliz por estarmos juntos, nem sei. Só sei que amo cada segundo de nossa vida compartilhada.
As fotos são de ontem, mas neste momento Lelonid está aqui no meu colo de novo, cochilando feliz, depois de me recepcionar efusivamente. É o gato cantante, diz Libra. É mesmo.
Meus gatos contribuem para eu ser uma pessoa melhor. Prática de amor, sabedoria, compaixão, paciência, generosidade, equanimidade, alegria. Tudo de bom e do melhor.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Tudo tão azul






Fazia um tempinho que eu não ia na Arena.
Final de tarde espetacular, Lua delicada, noite de classificação pra final.
Perder é ruim, mas não me incomodo de perder quando dá pra perder. Ontem era o dia.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Tessituras



Imagens que compõem minhas memórias visuais e afetivas.
Céu de primavera de uma segunda-feira perfeita.
Esses céus de sonho me fazem sonhar. Sonhos de um passado que não existiu.
Quimeras.

Famíla feliz

A gente realmente se divertiu e riu muito
Terceiro encontro de final de semana desde que Laura e Marcelo voltaram de Portugal. O primeiro com registro fotográfico.
Conversa boa, dessa vez sem nenhuma menção à política ou diversidade de gênero. Comida boa. Muita comida boa. E cervejada.
Por mais domingos assim. Por mais encontros como esse. Por uma vida cada vez mais em família e familiar.
Mais um pedacinho do tecido de minhas memórias afetivas.

domingo, 29 de outubro de 2017

Caminhos

Sou budista. E batuqueira.
Reencontrei a Nação aos 19, 20 anos de idade, muito antes do budismo. Amor pra toda vida. Essa vida e muitas outras com certeza.
Filha de Oxum Pandá. Sempre disseram que meu ajuntó era com Xangô Aganju, mas não mais agora. E realmente me sinto mais identificada com Oxalá Bocum.
Praia.
Cabeça grande.
Sempre, sempre, as rezas de minha mãe e do Babá foram as que mais me emocionaram e empolgaram, embora eu entre na roda na abertura e fique até o fim.
Depois de três décadas indo e vindo, encontrei uma solução pacífica para viver meu amor pela Nação e por Oxum. Vou nas festas, giro na roda, canto, danço, ofereço flores e ebós - mas não faço obrigações. Para mim a obrigação é inviável. Não consigo aceitar o sacrifício. Não está em mim. E tenho a mais absoluta certeza de que meus orixás não precisam disso e não querem. Ou ao menos aceitam minha decisão - e me aceitam como sou.
Não como carne vermelha desde os 18 anos. E como pouco peixe e frango. Sou mais ou menos vegetariana basicamente pela compaixão, por ahimsa. Mas me faz revirar os olhos o discurso que critica o sacrifício na religião como "oh, que horror!" da parte de carnistas. Me poupem. Horror é a matança nos abatedouros, a crueldade com que os animais são criados e mortos unicamente pra consumo. Também me choca que a esmagadora maioria dos budistas (porque eu sou budista - também) coma carne e ache que isso não é problema desde que não matem os animais pessoalmente. Eu acho muito, muuuuuito mais digno e aceitável comer a carne do animal que se abateu pessoalmente.
Não gosto dos sacrifícios. Não faço. Não faria. Mas para mim mais grave é a indústria da carne. Em todos os sentidos. A começar pelo espiritual. Porque acredito na intenção, na motivação subjacente a cada ato. Além disso, o número de animais abatidos para consumo é milhões de vezes maior que os sacrificados em rituais religiosos. Eu preferiria que nada disso ocorresse. Minhas aspirações budistas são nesse sentido.
Por que tenho uma conexão tão intensa com uma religião que faz sacrifícios não sei exatamente. Mas tenho duas ideias.
Talvez porque a Nação seja bem menos misógina que todas as outras religiões - inclusive o budismo. Mulheres e homens são iguais, mães de santo dispõem do mesmo poder que pais de santo.
A Nação também é bem menos homofóbica e transfóbica. A identidade de gênero, a orientação sexual ou o que seja não impedem o acesso à religião e a evolução espiritual. Os orixás não estão preocupados com a vida sexual das pessoas nesse sentido.
Nada é mais importante para mim hoje do que a igualdade de gêneros. É básico em termos de tolerância, de respeito à diversidade.
O resumo de momento é o seguinte: o budismo é meu caminho porque acredito na vacuidade e na liberação, mas a misoginia me afasta. A Nação faz parte do meu caminho pelo respeito à diversidade e o culto às forças do universo, mas o sacrifício me afasta. Sigo num caminho do meio entre ambos. Buscando as minhas verdades. Pensando pela minha mente. Testando o que me serve e o que não me serve.

Yèyè wò



Oxum
Saudação:
Tamboreiro - A júbà Òsun Ìpòndá níbejì, Òsum doko adémù, Iyaloòde, Òsun tàladé lodò, yèyé nire, yèyé pò, yèyé kári, yèyé erijé, yèyé ibu odò. Yèyé wò! (Respeitamos a Oxum criadora de riquezas que tem gêmeos, Oxum do campo que se banha com a coroa, mãe dos arredores, Oxum que exibe a coroa no rio, mãe que tem bênção, mãe da riqueza, mãe do espelho, mãe que é líder, mãe do profundo rio. Cuide mamãe!)
Responder - Yèyé wò! (Cuide mamãe!)

T - Tàlà dê omi ou tàlà yèyé màràjó (Chega do limite das águas, você chega do nascimento das águas, mãe viajante)
R - Òsun tàlà dê (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - Omi tàlà dê omi tàlà dê rì lànà (Água que chega do nascimento, a água do nascimento chega, alaga e abre o caminho [ao que vai nascer])
R - Òsun tàlà dê (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - Òsum tàlà dê omi ou tàlà meu yèyé ou! (Oxum chega de onde nascem as águas, você chega do nascimento das águas, oh! Minha mãe)
R - Òsun tàlà dê (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - Ìyá’ dò jí yèyé meu bàbà dê ou ru kí lànà (Mãe do rio acordada, minha mãe do ouro, chega oferecendo saudações e abrindo os caminhos)
R - Òsun tàlà dê (Oxum chega de onde nascem as águas)
T - Eléwà ti oba (Mulher bela do rei)
R - Òsum àlà ré wá (Em visões durante o sonho virá Oxum)
T - Yé bámi Òsum bi olomi, yé bámi Òsum bi olomi, yèyé pòndá e’ lú nfá ga rè lá yé bámi Òsun bi olomi (Por favor, me encontre Oxum proprietária das águas, mãe que está criando em abundância, senhora que está limpando o povo, tirando com orgulho o cansaço e o sonho, por favor me encontre Oxum)
R - Yé bámi Òsum bi olomi, yé bámi Òsum bi olomi, yèyé pòndá e’ lú nfá ga rè lá yé bámi Òsun bi olomi (Por favor, me encontre Oxum proprietária das águas, mãe que está criando em abundância, senhora que está limpando o povo, tirando com orgulho o cansaço e o sonho, por favor me encontre Oxum)
T - Ou yèyé Òsun p rere mã (Mãe Oxum chama as coisas boas sempre)
R - Ou yèyé Òsun p rere mã (Mãe Oxum chama as coisas boas sempre)
T - Ou yèyé ou eléwà ti Òsun eléwà ti Òsun’ Pòndá (Oh! Mãe você é mulher formosa do rio Oxum, mulher formosa de Oxum que cria em abundância)
R - Ou yèyé ou eléwà ti Òsun eléwà ti Òsun’ Pòndá (Oh! Mãe você é mulher formosa do rio Oxum, mulher formosa de Oxum que cria em abundância)
T - Omo d’Òsun ou! (Oh! Filha que recebe a Oxum)
R - Eléwà ti oba (Mulher bela do rei)
T - Aláse kún ou! (Oh! Nos encha de riquezas)
R - Eléwà ti oba (Mulher bela do rei)
T - Ogun p ní’ léwà (À batalha chama, tem beleza)
R - Omi ní wá rá wàrawàra omi ní wá rá (A água tem que procurar fazer curvas precipitadamente)
T - Òsun ìpòndá pàra wè’ lé wò (Oxum que ruidosamente está criando abundância, nos visita banhando a casa)
R - Òsun ìpòndá pàra wè’ lé wò (Oxum que ruidosamente está criando abundância, nos visita banhando a casa)
T - Olomi l’Òsun (Proprietária das águas do rio Oxum)
R - Ato’níre olomi l’Òsum ato’níre (Sacerdotisa do culto ancestral, proprietária de bênçãos, proprietária das águas do rio Oxum)
T - A mã’ dúpè’ lè oogun fà’ yin (Continuamente agradecemos a terra e sua medicina)
R - Òsun p rere, Òsun p rere (Oxum chama as coisas boas, chama as coisas boas)
T - Aiyo yé eu! (Não aparece, por favor aparece!)
R - Welewele wè’lé Òsun wolé wè (Rapidamente limpe a casa Oxum, entre na casa e limpe-a)
T - Éèdì bá mbo’ lé yò nú meu p ou! (Surpreenda o feitiço vindo para casa com alegria, oh! Me limpe disso!)
R - Éèdì bá mbo’ lé yò nú p wa ou! (Surpreenda o feitiço vindo para casa com alegria, oh! Nos limpe disso)
T - Àgbere àgbè ké abe lè Òsun (O adultério em casa pode cortar com a navalha Oxum)
R - Àgbere àgbè ké abe lè Òsun (O adultério em casa pode cortar com a navalha Oxum)
T - Ou yèyé ou ké meu ní ná ou yé rò, ké meu ní ná yé rò (Oh! Mãe fale primeiro, você entende meus pensamentos)
R - Ou yèyé ou ké meu ní ná ou yé rò, ké meu ní ná yé rò (Oh! Mãe fale primeiro, você entende meus pensamentos)
T - Òsun meu p ou! (Oh! Oxum me chama!)
R - Oujá d’oko erúnmalè ou! (Oiá chega ao campo, espírito de luz!)
T - Omo kári rè wò (Aumenta a vigilância ao redor do filho)
R - Kári rè kári rè mã kári rè mã (Aumenta ao redor e te reflita sempre)
T - Asíri mímó’dù dê (Chega o mistério sagrado da cabaça)
R - E wá siré Oya (Senhora venha divertir-se com Oiá)
T - Elegbé ti òsán (Companheira de jornada)
R - Yèyé m’orò (Mãe que entende as almas)
T - Asso t’omi yèyé meu pòn awò (Vestida de água minha mãe desenha as cores)
R - Èrùn elè wá a jó Òsun èrùn l (Se a seca vier com força nós dançamos para Oxum)
T - Yèyé k’omo k’omo siré lò (Mãe recolha o filho, recolha o filho, divirta-se e use-o)
R - Bàbà yín orò òrìsà ou yèyé ou bàbà yín ourò (O ouro é sua riqueza Orixá, oh mãe, o ouro é sua riqueza)
T - Póndá o sim meu (Criadora de riquezas se manifeste em mim)
R - Omi ní lábà bájà yí (Água se manifeste, luta e transforme)
T - Póndá o sim meu bè hù (Criadora de riqueza se manifeste em mim, rogo que germine)
R - Omi ní nà là sànbo omi ní nà (Água se manifeste, aparece, inunda, água se manifeste)
T - Kéké Òsun omi só rorò (Rapidamente Oxum, água que protege com ferocidade)
R - Kèké kéké Òsun omi só rorò kéké (Inunda rapidamente Oxum, água que protege com ferocidade, rapidamente)
T - Òsum má g tì omi má ní’ lú (Oxum não corte o impulso da água, mas não alague o povo)
R - Tàlà dê yèyé e lù Òsum má g tì (Mãe chega do começo das águas, golpeia Oxum, mas não corte o impulso)
T - Epere ké hùmò hùmò epere sé’ rúnmalè ou (Melhor cortar as idéias, os pensamentos, é melhor agir espírito de luz)
R - Epere ké hùmò hùmò epere sé’ rúnmalè ou (Melhor cortar as idéias, os pensamentos, é melhor agir espírito de luz)
T - A mã wá Òsum yèyé ipè rè mã l’òrun (Continuamente vamos ao chamado mãe Oxum e nos somamos ao céu)
R - A mã wá Òsum yèyé ipè rè mã l’òrun (Continuamente vamos ao chamado mãe Oxum e nos somamos ao céu)
T - Ipè rè mã l’òrun, a dê lúwe yèyé ou! (Nos somamos ao chamado sempre usando o céu, chegamos nadando, oh mãe!)
R - A mã wá Òsum yèyé ipè rè mã l’òrun (Continuamente vamos ao chamado mãe Oxum e nos somamos ao céu)
T - Òsmeu là ou yèyé Òsum là ma’dù kèké Òsum là ma’ dù kèké ou Òsun là meu ou yèyé (Oxum me abra à maternidade, Oxum sempre abra o útero o ovulando, Oxum me abra à maternidade)
R - Òsmeu là ou yèyé Òsum là ma’dù kèké Òsum là ma’ dù kèké ou Òsun là meu ou yèyé (Oxum me abra à maternidade, Oxum sempre abra o útero o ovulando, Oxum me abra à maternidade)
T - Èdé mú ká, èdé mú ká (Socorre os que estão ao seu lado, socorre os que estão ao seu lado)
R - Èdé mú ká yè ayé (Socorre os que estão ao seu lado driblando a terra)
T - Èlò ire olodò ga njó ire ká wè’ lé (Instrumento de boa sorte, proprietária do rio, está dançando orgulhosa, benze e banha a casa)
R - Èlò ire olodò ga njó ire ká wè’ lé (Instrumento de boa sorte, proprietária do rio, está dançando orgulhosa, benze e banha a casa)
T - Pòndá meu rere pòndá minha ‘ré bàbà yí s’orò (A abundância está me trazendo coisas boas, a abundância está me trazendo boa sorte, o ouro transforma e faz a riqueza)
R - Pòndá meu rere pòndá minha ‘ré bàbà yí s’orò (A abundância está me trazendo coisas boas, a abundância está me trazendo boa sorte, o ouro transforma e faz a riqueza)
T - Ìyá mã b’okun p rere ìyá mã b’okun p rere (Mãe que sempre chama as coisas boas como o mar)
R - Estragojó ayé ìyá mã b’okun p rere (Mãe dançando no mundo como o mar sempre chama as coisas boas)
T - Pòndá ire mo dìde pòndá ire mo júbà pòndá ire mo dìde òrìsà d’oko (Está trazendo abundância de bênçãos e está me erguendo, abundância de bênçãos está trazendo, eu lhe reverencio, abundância de bênçãos está trazendo e está me erguendo Orixá que vem do campo)
R - Pòndá ire mo dìde pòndá ire mo júbà pòndá ire mo dìde òrìsà d’oko (Está trazendo abundância de bênçãos e está me erguendo, abundância de bênçãos está trazendo, eu lhe reverencio, abundância de bênçãos está trazendo e está me erguendo Orixá que vem do campo)
T - Èlò ire mo júbà (Instrumento de bênção, eu lhe reverencio)
R - Òrìsà d’oko (Orixá que vem do campo)
T - Ire adé owó ire adé wá omi nem nà bá, adé owó ire adé wá (A bênção coroa de ouro, nos benza coroa, venha água, ocupa, te manifesta, usa a coroa de ouro bendita, coroa venha)
R - Ire adé owó ire adé wá omi nem nà bá, adé owó ire adé wá (A bênção coroa de ouro, nos benza coroa, venha água, ocupa, te manifesta, usa a coroa de ouro bendita, coroa venha)
T - Meu àké sei’ lédè wó wó ou yèyé afi òrò afá ki lò fá mã ki b’ohun (Minha espada pode cortar e derrubar a fim de que você, mãe da riqueza, visite a ponte e limpe sempre, visitando e cobrindo as coisas)
R - Meu àké sei’ lédè wó wó ou yèyé afi òrò afá ki lò fá mã ki b’ohun (Minha espada pode cortar e derrubar a fim de que você, mãe da riqueza, visite a ponte e limpe sempre, visitando e cobrindo as coisas)
T - Adé wòran adé wòran adé wòran yè ou sei’ lé bàbà ikò fi odara a bá ikò yèyé (Nós vemos a coroa, vemos a coroa, o mensageiro nos traz o bem, nós encontramos o mensageiro da mãe)
R - Adé wòran adé wòran adé wòran yè ou sei’ lé bàbà ikò fi odara a bá ikò yèyé (Nós vemos a coroa, vemos a coroa, o mensageiro nos traz o bem, nós encontramos o mensageiro da mãe)
T - A bá ikò a bá ikò yèyé ao ba láàrin t’ounà bò ao ba ikò yèyé (Encontramos o mensageiro da mãe, encontramo-lo no meio do caminho de volta, nós reverenciamos o mensageiro da mãe)
R - A bá ikò a bá ikò yèyé ao ba láàrin t’ounà bò ao ba ikò yèyé (Encontramos o mensageiro da mãe, encontramo-lo no meio do caminho de volta, nós reverenciamos o mensageiro da mãe)
T - A bá láàrin t’ounà bò (Encontramos no meio do caminho de volta)
R - Ao ba ikò yèyé (Reverenciamos o mensageiro da mãe)
T - A mò rorò okun orò éèdì Òssun l’oba (Reconhecemos a ferocidade, o poder do espírito, o encantamento da Oxum no rei)
R - A mò rorò okun orò éèdì Òsun l’oba (Reconhecemos a ferocidade, o poder do espírito, o encantamento da Oxum no rei)
T - Meu Bàbà s’orò (Meu ouro faz a riqueza)
R - A wò’rò a wò’rò (Vestimo-nos com riqueza)
T- Bá rà bá ru ekùn faiya bá rà bá ru èlè ou (Venha e ofereça, venha e ofereça encantos ao leão, venha e ofereça, venha e ofereça a espada)
R - Bá rà bá ru ekùn faiya bá rà bá ru èlè ou (Venha e ofereça, venha e ofereça encantos ao leão, venha e ofereça, venha e ofereça a espada)
T - Bá rà ohun bá rá ode emim r’emim d’oko (Venha e ofereça algo, encontra em segredo o caçador que vive em mim e vem do campo)
R - Bá rà ohun bá rá ode emim r’emim d’oko (Venha e oferece algo, encontra em segredo o caçador que vive em mim e vem do campo)
T - E ire e ire pòndá ou! (Oh! Você benze em abundância criando)
R - Yé! èlò má ilo (Por favor! Instrumento de benção não vá)
T - Èlò iru (Instrumento de rabo de cavalo)
R - G nge nge (Corta, está cortando [os males])
T - Omi d’oko ou’ yánlà mã ti kí bérè (Água do campo, grande mãe, sempre é saudada com respeito especial)
R - Omi d’oko ou’ yánlà mã ti kí bérè (Água do campo, grande mãe, sempre é saudada com respeito especial)
T - Ki bàbà mã ki tò loní (Saudamos o ouro, sempre lhe visitamos e lhe seguimos)
R - Ou yèyé ebora ebora (Você é mãe poderosa)
T - Èlò ìrò dê (Chega instrumento de solução)
R - A d’oko bàbà yí s’òrò èro (Nós chegamos ao campo em peregrinação, o ouro é resistente e faz a riqueza)
T - Ou Yemoja ou Yemoja mã bokun bàbà yí s’òrò (Iemanjá sempre nutre o oceano, o ouro é resistente e faz a riqueza)
R - Ou Yemoja ou Yemoja mã bokun bàbà yí s’òrò (Iemanjá sempre nutre o oceano, o ouro é resistente e faz a riqueza)
T - Dê mù (Chega e te inunde)
R - Bàbà yí s’òrò (O ouro é resistente e faz a riqueza)
T - Pòndá (Cria em abundância)
R - Bàbà yí s’òrò (O ouro é resistente e faz a riqueza)
T - D’oko (Chega à plantação)
R - Bàbà yí s’òrò (O ouro é resistente e faz a riqueza)
T - ‘Mo kéré omo délé (O filho pequeno vem à casa)
R - Ara’ mo kéré’ mo délé (Família, o filho pequeno vem à casa)
T - Yèyé kári ou, yèyé kári ou (Mãe que vemos nos arredores)
R - Altar dê Òsum kári ou kári ou (Família da Oxum vem nos arredores)
T - Yèyé’ bè sàn lè wò bomore yèyé’ bè sàn lè wò bomorre (Mãe roga a melhora da saúde, pode cuidar e nutrir o filho com bênção)
R - Òsun dê olónà yèyé bè sàn lè wò bomorre (Oxum venha proprietária do caminho, mãe que roga pela saúde do filho, nutre-o e benze-o)
T - Òsum dê mù ou (Oh! Oxum te manifesta)
R - E wá siré Oya (Vem te divertir com Oiá)
T - Òsum pòndá ki rawó (Oxum está criando riquezas e avisa esfregando as mãos)
R - E wá siré Oya (Vem te divertir com Oiá)
T - Orò kún má Ì o (Espírito venha e não vá ainda)
R - Wá asso Òsun ! (Procura sua roupa Oxum)
T - Orò kún má rì’lé (Espírito chega, mas não afogue a casa)
R - Wá asso Òsun ! (Procura sua roupa Oxum)
T - Òkêré rebo (Na distância oferece a oferenda)
R - Òkêré rebo! (Na distância oferece a oferenda)
T - Ou fé níse (Você quer e tem que fazer)
R - Ou fé níse ebo (Você quer e tem que fazer oferenda)
T - Yèyé bá ki ré ma yèyé d’oko lodò (Mãe usa, avisa e benze sempre, mãe que vem do campo chega ao rio)
R - Yèyé yèyé yèyé d’oko lodò (Mãe, mãe chega do campo ao rio)
T - Iyãfin ou dê s’àpáta afin á mã ode sim mã (Mãe do palácio, você chega e faz do pedestal uma coluna, vem de fora e fica o tempo todo)
R - Iyãfin ou dê s’àpáta afin á mã ode sim mã, iyãfin ou dê (Mãe do palácio, você chega e faz do pedestal uma coluna, vem de fora e fica o tempo todo mãe do palácio, chega)
T - Pòndá sun meu wá (A que está criando riquezas me abraça e se manifesta)
R - L’àlà rèé wá l’arùn wè (Cruzando as fronteiras, vem curando a enfermidade)
T - Jagun á jà’ rùn dê, jagun á jà’ rùn dê, jagun á jà’ rùn dê ou! (Guerreira vem lutar contra a enfermidade, oh! Chega)
R - Jagun á jà’ rùn dê, jagun á jà’ rùn dê, jagun á jà’ rùn dê ou! (Guerreira, vem lutar contra a enfermidade, oh! Chega)
T - D’àle d’àle tàp’ègún (Em tempo de doença, te revele contra as coisas ruins)
R - D’àle d’àle (Em tempo de doença)

Ofertas recusadas

Não me deem opiniões nem conselhos, me deem dinheiro.
Opiniões e conselhos aceito de quem peço, de quem confio, de quem me interessa.
Dinheiro só se for presente mesmo. Ou pagamento por algo previamente definido.
No mais, é a analogia budista dos presentes recusados. Que fiquem com quem quis dar.


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

É muito pó



Muito pó e muito baixo astral.
Lavouras regadas a sangue negro de escravos do país que mais teve escravos e mais tempo levou para libertá-los.

domingo, 22 de outubro de 2017

Fragmentos de uma tarde

Me sinto bem ctg.
Eu também. Muito mais do que com a maioria da humanidade conhecida. Posso ser eu de um jeito que gosto de ser, mas que raramente sou por causa do julgamento alheio.

Eu acho que temos mais uma relação amorosa do que de bdsm.
Também acho. Acho isso desde a noite lá na metade de 2014 em que me deu carona pra uma corrida noturna. Não fui correr, estava inclusive com os coturnos recém-comprados, muito mistress sem querer querendo, rá. (O que comentamos agora, mais de três anos depois. Como não ficar fascinada com uma memória dessas? Como não ficar fascinada com um capricórnio que nem eu? Que não fica se fazendo com conversa tola. No mérito estético nem vou entrar.) Enfim, só fui na tal corrida porque se não fosse ia dar enredo de um lado. E pior ainda: iria me enredar de outro.

Relação amorosa sim. Mas no estilo capricorniano, haha. Não é amor romântico. Não é namoro. Nunca seria. É amizade. Cumplicidade. Parceiros. Camaradas.
A melhor relação possível com um homem. Falar o que quer. Fazer o que quer. Sem lero-lero. Tudo muito sem frescura.
Segue o baile.

Kefir de água

Tornei-me uma kefira, haha.
Começou com uma conversa casual, uma amiga usa kefir de leite. Fiquei a fim de experimentar de novo. (Quando conheci o kefir era adolescente, minha mãe cultivou por um tempo.)
O grande barato é que fui pesquisar e descobri que existe o kefir de água. E foi com esse que eu fui. Não estou vegana, mas reduzi drástica e naturalmente o consumo de produtos de origem animal. E leite não consigo mais. Não desce, não posso nem pensar. Queijo (e até requeijão, muito de leve) ainda aprecio, mas iogurte está quase repulsivo. Kefir de leite não iria rolar.
Consegui uma doação num grupo de kefir local. (E até nisso acontecem bizarrices, ou o deplorável jeitinho brasileiro: a maioria das pessoas simplesmente doa mudas de kefir de água ou de leite; algumas pedem um pote de vidro porque não têm para doações futuras. É a tradição. Mas sempre tem quem queira levar alguma vantagem, né? E aí inventaram a "doação colaborativa", pedindo leite ou açúcar. Tá louco...)
Agora é água de kefir todo dia de manhã, com chá verde, às vezes acrescido de limão ou gengibre. O cheiro é estranho, cheiro de fermentado. O gosto idem. Mas é tudo questão de costume. Foi o que eu e minha irmã conversamos ontem. Doei uma mudinha pra ela na semana em que recebi a minha. Laura está no mesmo ritmo da água de kefir pra quebrar o jejum e agora já aprecia o sabor.
Hoje fiz um suco verde com a água de kefir. Suco basicão: 3 folhas de couve, 1/2 limão siciliano e água de kefir. Estava temerosa. E o resultado ficou sensacional! Muito melhor que todos os sucos verdes que já fiz. Descobri a receita pro desjejum a partir de agora. Suco verde de kefir seguido do tradicional leite de arroz. :)
Como meu kefir se reproduz velozmente e não tenho pra quem doar, estou aplicando na cosmética. Faço banho de creme pro cabelo com o kefir triturado com óleo de abacate e gel de babosa. Eu tenho uma pequena babosa aqui no terraço. E agora ganhei uma muda de aloé vera, a babosa mais suculenta. Essa vai levar um bom tempo antes de eu poder pegar folhas. É minúscula.

Kefir de água com açúcar mascavo.
Coo a cada dois dias. O kefir é aquela faixa
mais clara no fundo do pote hermético.


Na falha

Treino de musculação maxiotimizado.
Curtíssimo. A e B.
Poucos exercícios e pouquíssimas repetições. Treinar na falha.
Estou amando.
De momento, só tenho disponibilidade para treinos curtos. Disponibilidade de tempo, de energia e de vontade. Treinos longos me cansam antes mesmo de eu começar.
De momento, longos apenas no trabalho de tradução. Gostaria também de manter o ritmo de horário reduzido, mas não é possível. :)

 

Seguindo a saga

História contada como ela é. Vibrante. Altos e baixos. Idas e vindas. Erros e certos. Ninguém é anjo, tampouco demônio. Gente sendo gente.
Ontem postei o episódio sobre D. João VI e Carlota Joaquina, a família real portuguesa no Brasil.
Hoje compartilho os programetes sobre D. Pedro I, sobre a primeira-amante e sobre a imperatriz (que já postei e que curti especialmente). Para completar, Chalaça, o primeiro-amigo do imperador, companheiro das mil tretas.







sábado, 21 de outubro de 2017

Família real surreal



Não vai cair no Enem. E quase ninguém vai saber.
Família muito louca. Como várias.

Skin picking - Semana 3

Foi a semana de aprender duas técnicas de manejo da ansiedade. Ambas já conhecidas.
- Respirar pela barriga, sem mover o peito. Inflar a barriga por 3 segundos e expirar.
- Relaxamento muscular progressivo, primeiro contraindo toda a muscultura, dos pés a cabeça, por 5 segundos, e então soltando por 10 segundos.

A questão é que não estou precisando usar técnica alguma, pois não tenho roído os dedos. E não tenho tido vontade, o que é realmente inédito.
Evidentemente isso não significa que eu esteja "curada" do hábito de morder os dedos. O que estou aprendendo são técnicas que deverei usar o resto da vida - sempre que necessário.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

50

Da alegria de comemorar, de compartilhar momentos.
Mais de 25 anos de amizade inabalável.
Libriano do meu coração.




Por mais momentos como esse

Final de tarde no cachorródromo do Parcão.
Conversa com a irmã e chimas, enquanto Brunety curtia um colo duplo e Valentina interagia com a galera.
Horário de verão é tudo.
Verão é tudo.
Boa companhia é tudo.
A tranquilidade familiar contribuiu para minha reorganização interna.
O uso da resperidona foi suspenso. Manifestei efeito colateral de maneira extremamente perturbadora. Sigo apenas com a lamotrigina. Como o resultado está aquém do necessário para a redução da impulsividade (e das oscilações), na semana que vem devo dar início à transição para outro medicamento semelhante à resperidona, mas sem efeitos colaterais tão importantes.



Skin picking - Semana 2

A segunda semana da TCC concentrou-se na reversão do hábito.
Para isso recorre-se ao impedimento físico e movimentos musculares semelhantes. Ambas as técnicas são exequíveis socialmente.
Todas as manobras devem ser realizadas por 2 minutos sempre, pois esse é o tempo do pico, da crista do impulso.

As técnicas:
1 - Apertar unhas nas palmas das mãos por 2 minutos.
2 - Segurar um objeto firmemente por 2 minutos.
3 - Sentar em cima das mãos ou colocá-las entre as coxas por 2 minutos.
4 - Mexer nos anéis ou no relógio por 2 minutos.
5 - Prender os dedos com elásticos por 2 minutos.
6 - Usar luvas por 2 minutos.
7 - Usar hidratante: passar nos dedos (no meu caso) por 2 minutos.
8 - Comer semente de girassol, mordendo como mordo os dedos por 2 minutos.
9 - Distração: sair de onde estou e fazer outra coisa por 2 minutos.
10 - Ocupar as mãos por 2 minutos (segurar um livro enquanto lê, ou o telefone, por exemplo).
11 - Técnica de resgate: quando nada mais funciona, passar os dedos rapidamente sobre o local onde quero mexer por 2 minutos.

- Aplicar uma das técnicas em situações de gatilho, antes de mexer nos dedos. No meu caso, as situações de gatilho, que desencadeiam o hábito, ocorrem no trânsito, enquanto dirijo, e no trabalho, enquanto estou editando ou lendo.
- Testar as técnicas e ver quais funcionam melhor.
- Fazer uma lista dos inconvenientes do hábito.
- Prosseguir nas atividades da primeira semana.

Skin picking - Semana 1

As tarefas iniciais da TCC, de reconhecimento do hábito, tiveram um efeito fulminante sobre meu hábito de morder os dedos.
São elas:

1 - Ter um caderno para anotar quando mexo nos dedos. O registro deve ser detalhado: dia, hora, pensamento ou sensação no momento, impulso (o que eu fiz), resultado (machucados).
2 - Guardar as peles num recipiente, que deve ser levado para a sessão seguinte. Creio que esse foi o principal motivo prático para minha vontade de roer os dedos praticamente cessar.

A observação inicial e o registro revelam situações e emoções que desencadeiam o skin picking. No meu caso, vi que tenho a tendência de mexer nos dedos quando estou tentando organizar tarefas, quando fico tensa ou entediada.

Skin picking

Escoriação neurótica. Transtorno catalogado a partir de 2013.
Eu mordo os dedos. Sempre machuquei os dedos. Quando bem pequena, roía as unhas. Tenho lembranças disso a partir dos quatro anos de idade. Por volta dos 12, quando as unhas ficaram duras, comecei a morder os dedos. Nunca consegui parar.
Há duas semanas, comecei uma terapia cognitiva comportamental (TCC) para skin picking. Terapia em grupo, trabalho de mestrado em psiquiatria.
Até o momento, os resultados estão sendo fascinantes. Desde o primeiro encontro praticamente não mexi mais nos dedos. Nove deles estão sem machucados, um apenas tem uma coisinha minúscula. Um recorde pessoal.
TCC é um conjunto de técnicas para combater o hábito. A cada encontro semanal, aprendemos novas técnicas. Para mim foi bom conhecer outras pessoas com hábitos semelhantes ao meu.
Amanhã será o terceiro encontro.
Os dedos estão ótimos, e as unhas estavam lindas, com um esmalte roxo fabuloso até hoje à tarde. Tive que retirar por causa da alergia. Dessa vez o surto foi deflagrado por um Essie. Ao que parece a alergia piorou; manifestou-se muito agressivamente com um esmalte que é meu e que eu já havia usado várias vezes sem problema. Tomei antialérgico e corticoide, porque a irritação na região na boca e no olho direito está intolerável. Muita coceira, coisa que não costumava sentir.
Agora é usar apenas esmaltes hipoalergênicos e os da Granado, meus favoritos.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Border life

Muito, muito mais estável.
A resperidona deve ter contribuído, mas creio que o principal foi ter um diagnóstico. A constatação de que a disfuncionalidade não é uma simples veneta ou falta de empenho para mudar.
Quando me pego em reações exageradas, lembro do transtorno de personalidade borderline. E penso: "Ok, tenho essa característica. Mas vou maneirar. Eu tenho isso, mas sou maior que isso, sou mais que isso". Consigo ter mais paciência e boa vontade comigo mesma. Não sou assim porque quero, não é uma escolha e não é voluntário. A escolha voluntária que fiz é me tratar para administrar as oscilações.
Resperidona me dá sono, reajustamos a dose pra mera 1mg.
O equilíbrio é frágil. Preciso tomar certos cuidados. Dormir direito, comer direito, beber pouco, evitar estresse e fadiga mental e/ou física excessiva. Essas alterações afetam todo mundo, é claro, mas no meu caso podem levar a uma exacerbação de sentimentos e sensações perturbadores e negativos. Se fico cansada demais, começo a achar tudo dramaticamente terrível - na vida prática e emocional.
Procuro me resguardar, ficar longe de situações e pessoas que possam me desestabilizar. Nem sempre é possível. Nem tudo depende de mim. Algumas situações simplesmente escapam do que desejo e tento realizar. As atitudes dos outros não são controladas por mim, às vezes não há como me livrar de gente desrespeitosa e/ou invasiva. Exposta ao que me desestabiliza, vêm as ondas de frustração e fúria, às vezes de dor e tristeza (especialmente quando não consigo não sentir e/ou pensar o que não quero sentir e/ou pensar). Como toda onda, essas passam.
Talvez eu jamais consiga não produzir essas intensas ondulações mentais/emocionais. (Sim, elas são uma produção de minha mente, de uma parte de minha mente, elas não vêm "de fora", vêm "de dentro", de profundezas insondáveis. Do samskara quem sabe?) Mas posso aperfeiçoar minha resiliência, minhas habilidades. Não me deixar afundar nem me afogar no mar revolto da mente borderline.
A ideia é sempre a mesma: surfar. A arte de pairar acima da onda. Resistir imóvel e fixa à passagem do turbilhão não é opção. Dar as costas e tentar fugir também não. A única atitude lúcida é fazer como os surfistas: olhar de frente, avaliar o tamanho e a corrente, remar na direção da montanha líquida, escalar a parede e se posicionar o melhor possível pra ir junto e ter controle de si em cima de uma massa e energia avassaladoras.
Como no surfe, tem as quedas, o caldo. Quando a manobra dá errada, não há como não sentir o impacto da onda e não ser arrastada por ela durante um certo tempo e distância. Às vezes os acidentes podem ser bem sérios.
Como no surfe, quando a manobra dá certo, quando é perfeita... uau!!! Aí sim. Que sensação de liberdade, de autodomínio, de unicidade com o ambiente.
Essa é uma parte da alegoria.
A outra parte tem a ver com as profundezas insondáveis onde minha mente borderline produz as ondas. A meta ambiciosa obviamente é mar calmo, sem ondas gigantes.
Uma coisa de cada vez. Ou não. Tudo ao mesmo tempo, porque as coisas acontecem ao mesmo tempo, mas com sabedoria para não tentar atropelar etapas ou fugir delas. Antes de desfrutar de um mar calmo, ainda terei muita onda pra surfar. E pode ser maravilhoso. Surfar bem é uma maravilha.


sábado, 7 de outubro de 2017

A meus pés e por toda parte

Desde 2012 me dando alegria. E sorte.
Mas vem de muito antes. Do Orkut e de uma academia. No Orkut éramos amigos, disse ele, mas não lembro. Na academia nunca vi - o que não sei como foi possível, porque é o tipo que atrai meu olhar e minha atenção em qualquer lugar, a qualquer tempo. Atraiu no instante em que reapareceu no Facebook, onde me (re)descobriu por uma foto dos meus pés!
Capricórnio. Mais capricórnio que eu. Reservado. Inicialmente muito tímido. Com o tempo, cada vez mais solto e expansivo. Passados esses anos, somos parceiros e cúmplices de fantasias não ortodoxas.
É do meu carma. Carma bom. Cético e nada religioso, curte a ideia de ser do meu carma.
Me traz leveza. Beleza. Risos.
Desejo.


Me traz tanta sorte que hoje, ao sair decidida a dar jeito nos pés com unhas roxas, reencontrei minha antiga manicure num salão em que tinha ido apenas duas vezes. Manicure e amiga. Boa parte da tarde com ela, colocando a conversa em dia e embelezando pés e mãos.
Fazer as unhas é um momento de grande prazer. Para o sucesso da experiência, preciso estar acompanhada de uma pessoa competente e amiga. Agora estou de novo.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Só as cachorras

Valentina


Brunety

Elas são o maior barato.
Brunety já me conhecia. E, ao me reencontrar, deu sorrisinhos. Derrete o coração.
Valentina é portuguesa, outra fofa.
Enchem a casa. Enchem o coração. E me enchem de vontade de adotar um cachorro. Pensando.

sábado, 30 de setembro de 2017

Dia Internacional do Tradutor

Com quantos tradutores você foi para a cama?
Quantos tradutores já levei pra cama? Nem ideia.
Quantos leitores me levaram? Milhares. Muitos milhares.

Tradução é aquilo que transforma tudo para que nada mude.
Em tudo que traduzo e edito me esforço ao máximo para preservar o original. Ser fiel ao autor, a seu estilo, às palavras que ele escolheu. Trabalho subjetivo. Tento imaginar como seria se ele escrevesse em português. E crio um estilo, um fio condutor para que o texto seja homogêneo do começo ao fim.
O início de cada tradução é difícil, parece que não vai fluir. De repente... pá! Surge uma voz interna, a seleção de palavras vai ficando mais fluida.
Alquimia.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ahhhhhhhh



A vastidão.
Que coisa sensacional sair pro treino e ver essa paisagem, esse céu crepuscular, com raios filtrados pelas nuvens. Não foi hoje, foi ontem, mas ontem teve tanta, mas tanta coisa antes e depois do treino que nem lembrei de passar por aqui.
Vida prática às vezes não tem nada de prática, aff.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Dado não é trocado

Quaisquer ações motivadas pela ignorância (confusão e delusão), pela ganância ou fixação, raiva ou aversão terão resultados negativos. Não importa quantas justificativas nos demos. Nossas justificativas não são o ponto. O ponto é a motivação subjacente. Ações motivadas por entendimento claro, amor ou generosidade terão resultados positivos.
- Jetsunma Tenzin Palmo

Ah, a filosofia e a ética budistas! Não adianta bancar a boazinha. Se a motivação é obter algo em troca da "generosidade", não é generosidade genuína. Dar esperando receber não é dar. É negociar. E essas negociações muitas vezes dão muito errado.

Praticar o amor, a compaixão e a generosidade com os animais é um excelente treinamento para mim. Lelonid é um mestre compassivo (ainda que às vezes exija paciência). Desdobro-me em atenções para com ele e Ludox. Para que sejam felizes e se sintam genuinamente amados. O que eu espero? Unicamente que eles sejam felizes.


Triste história

Uma mulher importantíssima para a história do Brasil. Culta, com uma incrível visão política. E tão, mas tão infeliz no casamento. Para completar, ignorada pela memória nacional.
Mais um grande momento do "Não vai cair no Enem".




sábado, 23 de setembro de 2017

Haja ainda mais paciência

Telefone, sms, Gmail, Facebook, Instagram e WhatsApp bloqueados. Assunto esquecido.
Aí... assédio pelo LinkedIn.
Pelo LinkedIn!!! Uma rede profissional.
Ultrajante.
Parecia que nada poderia ser mais baixo do que o envio de mensagens via Blogger, uma escrotice absurda, colocar email alheio na lista de envio de postagens de assédio.
Uma vergonha atrás da outra.
Uma invasão atrás da outra.
Desrespeito sistemático. Abuso sem fim.
Haja paciência para não reagir. Para tentar ignorar. Para esperar que um dia cesse.
A cada invasão, a existência do fantasma faminto vem à mente, com a sensação nauseante de ser (per)seguida nas redes sociais.
Vergonha alheia não mais define.
Repulsa.
Náusea.
Raiva.
Cansaço.
Haja paciência. Para seguir a rotina e de algum modo tentar cultivar a prática da compaixão.

Que o fantasma faminto encontre a felicidade e as causas da felicidade.
Que o fantasma faminto seja libertado do sofrimento
e das causas do sofrimento.

Haja mais paciência


Hoje foram 25km. (Teve 1km antes do longão, parei pra ajustar os tênis.) As unhas pouco incomodaram. MAS... agora estou com o dedinho do pé esquerdo machucado, sei lá o que houve, imagino que tenha sido um sapato que deu uma leve apertada nele nesta semana. Bem, já que estou escrevendo a respeito, fui examinar. A unha está roxa (mais uma!) e tem uma microbolinha perto dela. É essa bolinha que dói por encostar no dedo ao lado. Ninguém merece. Meus pés viraram alfenins. Aliás, quando fui tomar banho, vi que estava com os dois pés avermelhados nas laterais internas na região do calcanhar e da almofada dos dedões. Pelo menos isso não doeu.
Corri com o Wave Creation. Que é ótimo. Os tênis novos estão ajudando a não agravar a situação crítica dos meus dedos. E cortei as unhas o mais rente possível para reduzir a zona de contato delas. Acho que isso ajuda também. O negócio é ter coragem de cortar as unhas no estado em que estão. Aquele medo de senti-las frouxas. Felizmente ainda não, porque unhas frouxas me afrouxam as pernas. Terror horror da sensação, hahaha.
Além da paciência com os problemas nos pés, precisei de paciência pra fechar os 25km. Muito, muito tempo correndo. Dá um certo tédio. Chega nos 10k, faltam 15km. Quando cheguei nos 12,5km fiquei animada: metade. E 12km é moleza. Mas depois já ficou chato de novo. Com 15km tinha mais 10km pela frente, é chão, é tempo. Fecha 18km e ainda faltam 7km! (Aí fico me distraindo com a ideia: tá, 7km é um trote, um aquecimento.) Nos 20km eu estava mais de saco cheio do que cansada hoje. Mas aí foi aguentar o tranco e fechar. E estar mais de saco cheio do que cansada não significa que eu estivesse pouco cansada. Estava bem cansada, e a velocidade caiu nos kms finais. Eu saí pra treinar cansada. As pernas estavam menos doloridas, mas ainda não 100%. Terminei a corrida com coxas travadas. Chegando em casa, pancadão no iPod, dancinha da vitória. Sem chão, porque não havia como flexionar as pernas.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Haja paciência

"Somos como pedaços de madeira. Tentar aparar nossas arestas ásperas com veludo e seda não vai funcionar. Precisamos de uma lixa. As pessoas que nos incomodam são a lixa. Elas vão nos aplainar. Se considerarmos aquelas que são extremamente irritantes como nossas maiores ajudantes no caminho, podemos aprender muito. Elas deixam de ser problema e em vez disso tornam-se desafios."

Quando eu digo que sou muito afortunada, que tenho muito mérito, não é exagero. Às vezes creio que inclusive falho em manter essa percepção. Porém, quando ela se manifesta, como há pouco, é uma bênção.
Acabo de traduzir o trecho acima. Faz parte de um comentário sobre a Paciência, uma das Seis Paramitas, as qualidades fundamentais para a iluminação, pilares da ética budista.
Enquanto traduzia, um desconhecido veio aqui no blog e se deu ao trabalho de postar comentários agressivos, provavelmente porque se sentiu agredido pelo que escrevi sobre o patético evento da autocensura do Santander Cultural, subserviente a conservadores incultos e de índole ditatorial. Conservadorismo e índole ditatorial evidentemente não se restringem à direita, muitíssimo pelo contrário, como qualquer um que leia um mínimo de história sabe bem. E o episódio da exposição Queermuseu mostrou isso, com conservadores de direita e de esquerda unidos nos ataques a uma mostra que nem ao menos foram ver.
Paciência não é meu forte nas Seis Paramitas. (Nenhuma das Paramitas é meu forte - ainda.) E eu realmente não tenho paciência com gente agressiva e ignorante/intolerante. Agora, se eu perco a paciência, obviamente me rebaixo ao nível do que abomino e que me impacienta.
Que bênção já ter essa percepção. Que bênção maior ainda estar traduzindo um trecho especificamente sobre a paciência quando ela se fez necessária. Em vez de ceder aos meus baixos instintos, tentei me manter pacífica. Pacífica me mantive.
And let´s give credit where credit is due: minha prática da paciência e minha prática budista em geral estão evoluindo sim. Nada de progresso espantoso. Mas progresso sim.
Não é a primeira vez que percebo a nuvem negra da irritação se avolumar e avançar ligeira pelo céu de minha mente e, ao perceber, dissipá-la ou ao menos soprá-la embora. Isso tornou-se a prática habitual. No caso da Queermuseu. No trânsito. No trabalho. No treino. Nos relacionamentos.
Não é fácil. Não é automático. Não é perfeito. Mas já é um belo começo.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Tá feia a coisa


Amanhã, duas prioridades: levar as camisetas da equipe pra customizar (deixar num estilo perigoso cavado) e comprar protetores pros dedos dos pés.
Meu treinador fez camisetas totalmente recatadas. Não é pra mim. Tesoura nelas!
Vou tentar amenizar o estrago e a dor nas unhas com ponteiras de silicone. Tô cagando pra feiura. Mas a dor tá foda. Ontem felizmente não senti muito. Mas não dá pra dizer que estava tranquilo, houve momentos em que senti meio manca - lembro de um momento específico na reta do espelho d'água da Redenção, perto do final do treino.
Hoje doeu bem mais. Foram 14km, destes 8km na pista, em 7x 1.000m x 200m. Depois da série lá fui eu sentar e tirar um pouco o tênis pra dar uma aliviada. Estou sentindo os dedos sensíveis até agora. Nem tenho coragem de mexer nessas unhas. Não sei o que dói mais. Acho que é o dedo do meio.
Já vi uns modelos nas farmácias, mostrei pro treinador, ele sugeriu um deles. Vamos ver se ajuda. Preciso conservar essas unhas até as novas estarem razoavelmente crescidas.
Hoje não foram só os dedos que doeram. As coxas estão doloridas do longão. Tá aquela  dureza pra descer escada. E eu aqui subo e desço direto. Ai, ai, ai.
Mesmo assim, tô linda, livre, leve e solta. O que me falta em velocidade, começa a me sobrar em prazer, alegria, força e determinação.