terça-feira, 15 de agosto de 2017

O novo amor

Mizuno Iron.
Um dos modelos selecionados por meu treinador como opção para eu substituir meus tênis usados. (A propósito, como não achar excelente um treinador que, além da planilha caprichada, se dá ao trabalho de pesquisar tênis e mandar uma dezena de prints com fotos e preços?)
Comprei no sábado. Experimentei e decidi na hora. Confortável, leve. Adoro o jeito como os Mizunos envolvem o pé e especialmente o calcanhar. Mizuno e Adidas pra mim são os melhores.
Domingo resolvi dar um trotada quando a chuva enfim parou. Sabia que não devia, mas calcei os tênis novos. Botei o pé na calçada e senti a pisada escorregadia. "Tudo bem, chão molhado."
Não ficou nada bem quando fui descer a ladeira para chegar no parque. Estava deslizando muito. Não deu outra: caí de bunda no chão. Não me machuquei. Levantei e segui. Oito quilômetros prestando a máxima atenção na pisada, sentindo umas derrapadinhas de leve.
Ontem, com as calçadas secas, resolvi usar o Mizuno Iron de novo. Tudo ótimo. Bem estável. Fiz 14km. Asfalto, areão e pista de carvão. Volume excessivo para adaptação, mas não tenho feito quilometragens menores.
Muito feliz e satisfeita com o Iron, que para completar é muito bonito. :)

O vilão

Há cerca de dois meses minha unha começou a doer do nada um dia. Doía muito, eu não fazia ideia do motivo. Ela estava intacta. E doeu bastante por uns três dias. Levou umas duas semanas pra começar a arroxear. Aí soube que era por causa do aumento do volume nos treinos de corrida. Ok, fazer o quê? Vai aumentar muito mais.
Há umas duas semanas descobri o vilão. Fiz um treino mais longo com esse Nike, e durante a corrida as duas unhas ao lado da roxa começaram a doer. De noite doeram tanto que dormi mal, o lençol e a manta tocavam nelas, e eu sentia dor. Soube que essas também ficariam roxas. Estão no processo.
Parei de usar esse Nike. Vou experimentar em treinos curtos mais adiante.
E as unhas? Provavelmente vão cair daqui a uns meses. Desse jeito meu pé estará um desastre no verão. O lance é pintar as unhas de preto, marrom, vermelho-escuro.
Ah, também apareceu a bolha de sangue no dedão. Não sei se foi do Nike ou do simples atrito da meia.


domingo, 13 de agosto de 2017

Under the moonlight


Na segunda-feira, com a casa em estado de calamidade, comecei a surtar. Não corria há uma semana, envolvida com as arrumações e aspectos técnicos altamente estressantes das mudanças.
Minha irmã insistiu: vai correr.
Fui.
17km depois, os perrengues perderam praticamente todo o poder perturbador. A confusão seguiu igual, mas eu não.
Na terça fiz o longão de 18km dando voltas no Parcão. Muito bom, especialmente pro treinamento mental.
E na quarta-feira, treino à noite na Redenção. Com ela!
E depois o finalzinho do jogo do tricolor ali mesmo. :)



Mais 2



Na semana do auê doméstico total, chegaram em Porto Alegre meus dois novos filhinhos.
A especialista em Napoleon Hill traduziu - e preparou - mais um.
E o outro, preparado e revisado por mim, é filosofia e neurociência prêt-à-porter. Leitura suave, leve e ligeira.
De momento, preparando mais um Napoleon Hill. Haja foco e força.
As traduções de momento estão paradas. Desde quinta-feira, nem escrivaninha tenho. Mas está tudo cada vez melhor.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Tô na zona

A maior zona.
(Re)Organização da casa.
Quarto da filha desativado. Retirada de móveis que nunca quis e que mantive por 17 anos, por pura inércia. Que terrível hábito era esse meu de me acomodar em situações incômodas. Afff.
Vendendo, doando, desapegando. Liberando espaço e muita, muita energia.
O velho saindo. O novo entrando.
Bem, o novo ainda não entrou porque preciso liberar todo o velho primeiro. Mas agora falta pouco.
Minha casa cada vez mais com a minha cara.
Bem na sua cara.






Mystic Misty


Está tudo meio assim por aqui. Embaçado.
Mas a corrida de 17km de hoje, depois de uma semana sem treinar, às voltas com a desordem, aliviou o stress e dissipou um pouco da névoa. Que hoje já estava virando uma nuvem negra de minha criação.
Xô uruca!
Que bom que a minha perturbação eu posso dominar e dissipar.
A perturbação e a nuvem negra alheias são neutralizadas não só pela minha luz, mas por presenças luminosas, solares e mimosas que me acompanham e revitalizam.

domingo, 6 de agosto de 2017

Desapego e caos

Está tudo saindo do lugar. Muita, muita coisa saindo de vez. O que fica será reencaixado de nova maneira.
Desapego é um processo. No meu caso, está ganhando velocidade. Quanto mais eu desapego, mais tenho para desapegar.
De momento, está tudo cada vez mais bagunçado. O que sai abre espaço, mas também deixa um rastro de coisas desestruturadas, a reorganizar, reconfigurar.
Processo atordoante. Processo libertador.
Leveza. Menos é mais.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sabores

Final de tarde, voltando pra casa.
Vemos a lanchonete e lá vamos nós. Milkshake, batata frita. Sabor de vida em família. De infância. Como essas coisas raramente fizeram/fazem parte de nossa vida, adquirem um sabor especial.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Primeira data

Minha contagem regressiva já tem data para começar: 1º de agosto. Mês novo, vida nova.
As mudanças vão se apresentando em velocidade cada vez maior. No processo, olho com expectativa para o que vem e com doçura nostálgica para os antigos caminhos, tantas vezes percorridos. Coisas rotineiras que fizeram parte de minha vida por anos e anos.
Ruas. Trajetos. Árvores. Parques. Até prédios.
Hoje apreciei de novo essa vista que tantas e tantas vezes me encantou:

 

sábado, 22 de julho de 2017

Sobre desrespeito e indiferença

Durante muitos, muitos anos, fiz as unhas todas as semanas religiosamente.
Nas três últimas semanas não fiz. E não senti falta. Nem vontade de fazer.
Mais uma mudança. Mais uma novidade em termos de atitude e posicionamento.
Ao longo dessa mais de uma década de manicure semanal, frequentei o mesmo salão nos últimos quatro anos. Era a cliente mais antiga. E tinha um horário semanal fixo. Se o horário é fixo, supõe-se que não seja necessário confirmar. Não estava sendo o caso. Toda semana antes de ir embora eu conferia se o horário estava agendado para a semana seguinte - porque às vezes não estava.
Há três semanas, cheguei lá e a manicure estava atendendo outra pessoa. E eu havia confirmado o horário fixo (só que não, né?) na segunda-feira daquela semana.
Fui embora pra não voltar mais.
Pior do que a falha, a desorganização e a ineficiência foram o desrespeito e a indiferença. Claro que eu poderia ter relevado mais essa pisada na bola do estabelecimento. Afinal, é só manicure, poderia remarcar, blá, blá, blá.
Mas não.
Não porque respeito é bom e todo mundo gosta. Conserva os dentes e os relacionamentos. Todos os relacionamentos - familiares, amorosos, sociais, profissionais, comerciais.
Desrespeito e indiferença são duas coisas que bani da minha vida - no atacado e no varejo -, junto com alguns hábitos insalubres.
Afinal,



Da felicidade

Filha passando as férias aqui. Foi embora no dia 20 de julho do ano passado. E neste estava de volta.
Lízia ter saído de casa - e, mais que isso, ter mudado de cidade - foi uma enorme mudança na minha vida - e maior ainda na dela, claro. Uma mudança que se revelou maravilhosa - pra nós duas. Amadurecimento.
Lízia hoje mora na cidade que queria, estuda o que quer. Está imensamente feliz. E essa é a maior felicidade para uma mãe.
Agora outra enorme mudança está a caminho. A contagem regressiva começa em breve. Como toda mudança, essa traz certa ansiedade e até um pouco de medo. Mas o processo está sendo tão incrivelmente mágico e suave que o sentimento dominante é empolgação. E expectativa.


domingo, 16 de julho de 2017

Dakini rebolativa - a aspiração

A maior frustração dessa minha vida atual é não conseguir dançar. Dançar no sentido de rebolar. Bater a bunda no chão, sarrar, mandar um quadradinho. Funk. Samba. Hula-hula.
E, acima de tudo, dança do ventre. A arte do controle do quadril. Do assoalho pélvico e de toda musculatura abdominal. A arte do isolamento dos músculos para fazer o ventre subir, descer, ondular, tremer, vibrar. Na dança do ventre, a bunda balança como efeito da articulação do quadril e do abdômen. E tem toda a técnica para tronco, seios, braços, mãos.
E o que tem aos montes neste mundo é imbecil achando que rebolado é vulgar. Ah, mas que nojo que me dá dessa gente. Eu por mim viveria rebolando a bunda por aí. Chão, chão, chão.
Acho lindo. Acho sexy. Acho divertido. Uma celebração do corpo feminino.

Fiz cinco anos de dança do ventre. Parei por concluir que não conseguiria evoluir muito mais.
Neste ano já vendi a espada e alguns lenços de dança. Hoje fiz fotos dos trajes e coloquei à venda.
Nossa, que dor. Amo dança do ventre. E a música árabe, que de momento estou ouvindo. E adoro essas roupas, que combinam perfeitamente com a minha pessoa esfuziante.
Que na próxima vida eu venha com um quadril solto. Uma dakini rebolativa. Dançarina celestial.





Magia na cozinha

Wok é vida, wok é tudo. Melhor artefato para cozinhar. Não dá pra chamar de panela, é outra coisa. Tipo uma caçarola de alta tecnologia japonesa.
Com minha wok, presente do meu tio, redefini ontem à noite minha apreciação por repolho cozido. Sempre odiei, porque quando criança faziam uma coisa horrorosa com o repolho, acho que até açúcar colocavam. Eu abominava - a começar pelo cheiro.
Mas comprei um repolho há três semanas na feira. Ontem resolvi que ia fazer algo com ele - até porque era a única coisa que tinha em casa.
Wok. Óleo de girassol. Repolho. Shoyu. Tofu. Para completar, o arroz integral cozido que já estava virando relíquia dentro da geladeira.
Voilà!
Arroz frito vegano. Ficou tão, mas tão bom que não sobrou nada.
Achei que fosse acordar inchada hoje, como sempre acontece quando como em restaurante chinês, por causa da quantidade de óleo, shoyu e sal. Nada disso. Zero inchaço. E fiz arroz frito mesmo. Não é frito de verdade, lógico, mas é frito no sentido da quantidade de óleo que usei. E shoyu foi de monte também. Só não adiciono sal.
#govegan


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Dia do Rock

Nem gosto muito. Sério.
Mas Iggy Pop... ah, esse sim.
Exemplo de genética superior, como Keith Richards. Senão isso, a comprovação de que drogas pesadas não são tão pesadas para alguns abençoados (?). Whatever.
Misericórdia, o que era de espetacular esse homem. Raw power.
Wild child. A real wild one. Botando fogo na música, na caretice - e na mulherada.
Já gostava, mas me apaixonei voraz, incendiária e furiosamente por Iggy Pop em minha primeira tradução, Please Kill Me, Mate-me por favor (L&PM). Alguns dos pontos altos do livro são as peripécias de Iggy Pop. Protopunk. Força da natureza.
Recentemente, numa das sessões de tatuagem com Jean Etienne, estávamos falando de música. E aí ele disse: "Você já leu Mate-me por favor? Eu li quando era guri e fez a minha cabeça." Eu achei que ele soubesse que eu era tradutora. Ele não sabia! Puro acaso. Foi um daqueles momentos de orgulho profissional. Porque meu tatuador pirou com o livro que ele leu em português, traduzido por mim. Quantos milhares de pessoas já se divertiram, instruíram, emocionaram lendo as palavras que eu escolhi e organizei?
Sobre palavras, essas linhas são algumas das minhas favoritas do rock, da música, da vida. Sobre sexo e desejo:

(I'm) So messed up I want you here
In my room I want you here
Now we're gonna be face-to-face
And I'll lay right down in my favorite place


Que eu traduzo assim:

(Tô) Tão doidão, eu quero você aqui
No meu quarto, eu quero você aqui
Agora vamos ficar cara a cara
E eu vou deitar no meu lugar favorito

A versão original, de 1969:


Dez anos depois, em 1979:


Em 2016:


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Quando dizer não não funciona


Barragem de 16 notificações via e-mail entre sexta-feira e hoje. Forçação de barra inacreditável. Um absurdo. Para completar o surrealismo, flores e presentes enviados para o meu prédio. Dou as flores indesejadas, distribuo os presentes indesejados. E tento ignorar a invasão dos meus espaços, esperando que um dia cesse. Porque dizer NÃO - não quero, não me interessa, não invada meu espaço - não funciona.
Não imaginava passar por nada tão irritante. Desde os meus 22 anos, nenhum homem com quem eu tenha me relacionado - ou tenha tentado se relacionar comigo - jamais tentou impor sua presença dessa maneira depois de eu ter aprendido a dizer não de forma convincente.
Lamentavelmente, sempre tem a primeira vez pra tudo. Inclusive pra assédio de quem não e quem nunca.
O não que aqui vem muito a calhar é o "não há o que não haja".

domingo, 9 de julho de 2017

Com elas


Estrada à noite na Lua cheia. Em Capricórnio. Indo e vindo.
Filha da minha mãe. Dançando faceira, os braços repletos de pulseiras tilintantes.

sábado, 8 de julho de 2017

Abusos

Relacionamentos de todos os tipos podem assumir características abusivas. Namoro, casamento, amizade, relação profissional. Todos.
Quem nunca passou por alguma situação de abuso?
Os casos mais ostensivos são os mais fáceis (!!!) de denunciar. Não, fácil não é. Nunca é. A exposição, a possível impunidade do abusador e, para completar, a culpabilização da vítima. "O que você fez/faz pra isso acontecer?"
Os casos mais sutis evidentemente não são piores em termos de efeito. Mas são ainda mais difíceis de abordar em termos de denúncia. Porque a chance do abusador sofrer uma sanção é ainda mais remota, e a exposição torna a vítima vulnerável não só à culpabilização, como à (grande) possibilidade ser considerada "exagerada", acusada de fazer drama, de mimimi.
Então fazer o quê? Tentar evitar todas as formas de assédio possíveis. E (tentar) ignorar quando não há o que mais fazer nesses casos mais sutis. Por mais que irritem e perturbem.

terça-feira, 4 de julho de 2017

O que se salva (?)


Finalmente voltando à vida normal. Na quinta-feira o que já estava ruim piorou e ficou péssimo. Tétrico. Durante a noite, o resfriado transformou-se em infecção intestinal. E às 5h saí de casa em busca de atendimento.
Choque de Brasil, desse Brasil em franca derrocada. Os hospitais não atendem mais na emergência, exceto em casos com risco de morte. Nem pelo plano de saúde. Tentei o Clínicas. Me mandaram embora. Duas mulheres que estavam lá na porta, provavelmente aguardando crianças em atendimento, me sugeriram a UPA da Zona Norte. Eu nem sabia que isso existia. Fui. Fui de Cabify. E quem não tem carro, nem muita grana, vai como? A pé? Espera ônibus? Criancinhas? Idosos?
Cheguei na UPA às 5h30. Não havia ninguém. Só eu. Insone, acabada de tanta diarreia e enxaqueca. Imaginei que seria atendida em minutos.
Não no Brasil da apatia, da indiferença, da preguiça, da procrastinação. Da incompetência. Da ineficiência.
Demoraram tanto, mas tanto pra fazer o meu cadastro que peguei a troca de plantão. Às 7h. Ou seja, 1h30 pra botar meia dúzia de dados no sistema e me encaminhar. Fui atendida por volta de 7h30. Saí daquele local deprimente quase às 9h. Totalmente zonza. Deveria fazer 1 litro de soro. Fiz a medicação endovenosa e pedi pra tirarem o soro. E fui embora. Estava exausta, enfraquecida, precisava deitar, não aguentaria ficar mais de uma hora sentada fazendo soro.
Na área de enfermagem havia outras pessoas, que com certeza estavam lá desde antes de eu chegar. Ou seja, passaram a madrugada naquele lugar precário. Sem sequer macas para os pacientes poderem deitar. Uma mãe com um bebê de colo se acomodava como podia na cadeira desconfortável.
Quando saí, o saguão já estava cheio. Gente de todas as idades. Quanto tempo mofariam ali? Quatro horas, me disse um motorista da Cabify. Oito horas, me disse outro motorista.
Minha insatisfação com o Brasil está se transformando em ódio. Uma elite corrupta e seus lacaios igualmente corruptos saqueando esse país com tamanha violência que não sobra dinheiro para nada.
O atendimento nessas espeluncas que deveriam ser postos de saúde é uma afronta à dignidade. O local em si é revoltante. Pode estar limpo, mas é tudo velho, decadente. Do sistema de computador à cadeira pra fazer soro. Tudo obsoleto. Isso do que tem ali, né? Porque falta tudo. Falta medicamento. Falta mão de obra.

Saí daquela UPA rezando pra chegar em casa e poder me deitar. Rezando pra nunca mais ter a infelicidade de acabar num lugar daqueles. E rezando pelas pessoas que estavam lá. E por todas as pessoas que têm a infelicidade de precisar ir lá.
Por fim, mas não por último, saí desejando todo o dano possível e imaginável para essa horda de políticos, governantes, juízes, funcionários públicos, empresários e gentalha corrupta em geral. Para eles e para os deles. Afinal, não é o que a sua total falta de caráter acarreta para milhões de pessoas? Que morram eles, que matam milhões de fome, de falta de educação, de perspectiva. Ladrões do futuro de milhões de jovens e crianças. Ladrões do futuro de gerações ainda por vir. Morte é pouco pra essa gente. Mas já seria um começo. Afinal, segundo os homens de bem, bandido bom é bandido morto. No caso desses criminosos, já estou quase concordando. Até porque para a cadeia não vão. Quando vão, logo saem. E dê-lhe roubalheira e fraude.

No meio da desolação, uma coisa boa. O médico que me atendeu. O médico que me atendeu, me atendeu de verdade. Sem pressa. Com cuidado. Com atenção. Me ouviu e me examinou. E prescreveu o tratamento adequado (confirmado depois pelo meu médico). Graças a ele, saí medicada e melhorei um pouco. Segui o tratamento prescrito e fui me recuperando.
Quem dera que pelo menos os médicos fossem todos assim. Mas já se sabe que não. Porque o que tem aos montes é médico que recebe salário e não comparece nos postos. Ou que vai e atende de qualquer jeito. Quando não tenta extorquir.
Assim como o médico que me atendeu, com certeza existem milhões de outras pessoas do bem trabalhando bem. Que nós possamos nos livrar dos maus. Amém.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Sob - e sobre - o céu que me comove


De bobeira em casa. Tentando achar vontade de correr. Coisa que não faço desde domingo. Segunda me estressei com trabalho, perdi o embalo. Desestressei no aniversário de uma amiga querida, mas a noite teve um grande período em claro. Desde terça me sentindo cansada e sem saco. Ontem comecei a entender por quê. E hoje ficou claro.
A tosse do demônio está voltando. Ontem foi pouco, mas hoje desde de manhã está a treva. Na editora, eu tossia, Dharana espirrava. Com tanta tosse a garganta já está dolorida. E o nariz ficando meio úmido de novo. Encheção de saco.
Aí vi esse céu.
The Sheltering Sky. Paul Bowles. O céu que me abriga. O céu que me comove. O que céu que me cobre. Uma das coisas que mais gosto de olhar. De dia, de noite, a toda hora. Com sol, sem sol, com nuvem, sem nuvem, com lua, sem lua, com estrelas, sem estrelas. Azul, cinza, rosado, avermelhado, alaranjado, claro, escuro, luminoso, embaçado. Gorgeous. Precious. Em todas as suas variações.
O céu do entardecer que me comove às lágrimas. Melancolia que transborda. Contemplação. Nessa hora do dia, o desejo é sempre o mesmo: ir observar o pôr do sol na natureza.

Vergonha alheia

Vergonha alheia daquela que eu fui. E não sou mais, graças a mim, essa que sou hoje.
Mas a vergonha é do tipo que eu sinto depois de um porre porreta, acordando naquela ressaca retumbante e pensando: "Credo, que loucura", mas rindo da situação, de mim. Fazer o quê? Chorar? Me recriminar? Eu não. Não é pra tanto. Sem-noção, ok. Mas melhor sem-noção do que sem-vergonha e mau caráter. Aí sim não dá.
No Pride Day, orgulho dessa que sou hoje. Que só existe por causa da sem-noção do passado. As baita burradas fizeram brotar sementes de sabedoria. A mente indisciplinada é como uma criancinha. Vai crescendo e adquirindo conhecimento e habilidades.
Engatinha. Fica de pé. Caminha desajeitadamente. Tropeça. Cai. Levanta. Vai aos trambolhões. Até caminhar a passos firmes. E daí correr. E saltar.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

#Pride


É orgulho LGBT.
Todo-abrangente.
Pelo direito de cada um ser quem é, como quiser ser.
Ninguém a menos. Ninguém é menos.
Se não gosta, senta e chora.
Ou melhor, cai fora. Leva teu preconceito e tua ignorância pra longe de mim. Vade retro com teu deus rancoroso e tua religião impiedosa.

Meta-se dentro de um armário e de lá não saia.
Me poupe. Se poupe. Nos poupe.
Obrigada. De nada.


Blur

Borrão.
Perdendo a nitidez.
Desmanchando-se a falsa solidez.
Dissipando-se.
Manifestando a qualidade do que na verdade (absoluta) sempre foi: um mero fenômeno transitório. Impermanente como tudo no vasto samsara.
Mente em conforto e sossego. Presente no presente.
Budismo é vida.
E terapia é sim uma ferramenta e tanto pra domar a mente com suavidade e gentileza.

Friendzone

Estamos nessa há anos. Vários. Nem sei quantos. Uns cinco, creio.
Amizade que desliza suave sobre gelo fino. Às vezes mais próximos, às vezes distantes por meses.
O que nos mantêm na friendzone? O desejo de manter o relacionamento.
É bom, mas às vezes é bizarro. Somos superparceiros, nos sentimos totalmente à vontade juntos - só que é lógico que rola uma atração forte. Desde o início.
Em nosso penúltimo encontro, o gelo quase se espatifou. E aí ficamos quase três anos bem longe. Tempo voa. E nesse tempo fiquei naquelas de basicamente passar o tempo perdendo tempo.
Em todo esse tempo, meu motivo para não sair da friendzone foi unicamente a convicção de que existem erros que não se deve repetir. Eu especificamente não quero repetir o erro de me envolver numa situação com potencial para causar sofrimento não apenas para mim, mas para terceiros.
Do jeito que está, é leve. E razoavelmente inocente.
Seguimos.

Outubro de 2014.
Salto alto martelando no gelo fino.
Foi por pouco, pra não arriscar muito.

domingo, 25 de junho de 2017

Coquetel


20km depois, 1,5 litro de suco verde.

- 4 folhas de couve
- 3 limões-bergamota
- 1 maçã
- água
Eu não coo. Uma bela dose de vitamina B, turbinando a absorção com a vitamina C.
Amo suco verde. Tenho preguiça de fazer. Mas é daquelas coisas que poderia tomar todo dia, especialmente depois do treino.

Hoje o treino foi puxado. Acho que ainda não estou pronta pra uma distância tão grande sem parar.
Ou é a cabeça.
Ou simplesmente o cansaço de ter ido dormir às 5h30 de sexta para sábado e ter acordado às 9h30.
Ou ainda o resfriado residual. Que nem é mais resfriado, mas irritação nas vias aéreas superiores, com tosse esporádica e secreção. Na corrida é um nojo, nariz escorre sem parar.
Ou a soma de tudo isso.
Mas fui lá e fiz. O dia lindo ajudou. Fui pra Beira-Rio. O que não ajudou foi aquela muvuca, sobre a qual prefiro não comentar. Afff. Treino pro corpo e pra mente. Paciência, tolerância, compaixão. Mas minha mente fica muito Dick Vigarista, tenho que confessar.

Ainda na manhã dominal

Antes de sair pra correr, um lanche. Pelo horário, almoço.
Tapioca com coado de amendoim. Nossa, que coisa bem boa!
Fazia tempo que eu não comia tapioca. Antes só fazia com queijo. Agora procurando alternativas veganas. Foi a primeira. Sucesso.
Mais duas jarras de leite de arroz produzidas pra semana.
Ontem teve feira. Agora é achar tempo pra ir ao Mercado Público comprar aveia pra fazer leite também. Mas comprei tanto, tanto arroz, que o leite de aveia pode esperar, apesar de meu desejo de experimentá-lo. Aveia é um dos meus cereais favoritos. Imagino que vá me apaixonar pelo leite.
De momento, minha atividade culinária está muito simples. Como ninha vida no todo. Acompanho a página dos Ogros Veganos no Facebook, pessoal faz cada prato... nossa. Vejo, acho lindo. Mas não sinto vontade de comer. Muito menos de fazer, haha. Realmente, estou no modo vida simples.


Tapiocas com coado de amendoim temperado.
Ficou tão, mas tão bom que acabei comendo duas.

Agora sim!

Leite de amendoim com café ficou me-do-nho. Tipo repulsivo mesmo. (E eu bebi mesmo assim; primeiro pra não desperdiçar; em segundo pra tentar me convencer de que não era tão horroroso.)
Mas hoje liquidei o resto do leite de amendoim com achocolatado e café solúvel. Aí ficou bem bom. Mesmo assim, definitivamente leite de amendoim não é pra mim. Só que tenho mais um saco de amendoim aqui, terei que ver o que fazer dele. Pensei em experimentar a receita de leite que leva ao fogo pra ferver antes de triturar.
Uso esse achocolatado faz tempo. Propaganda capciosa, só pra variar. No rótulo, adoçado com stevia. Nas letras miúdas, sacarina também. Affff. Bom demais pra ser verdade nesse buraco de país. Enfim, pra usar só de vez em quando até acabar esse pote recém-comprado e migrar de vez pro cacau. Cujo problema é misturar, leva horas pra desmanchar todas as bolinhas. Creio que a próxima aquisição pro lar será um mixer pequeno, que dê pra usar dentro de uma xícara. Vai quebrar um baita galho. Lá vou eu gastar uma grana na Polishop. E o pior de tudo é que aquela loja tem mil coisas que me sempre me agradam. Hehe.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Capitanias, coronelismo, atraso



De todos os assuntos que as aulas de história do Brasil na escola transformavam no mais insuportável porre, as capitanias hereditárias figuram em destaque. E que história do caralho.
Presente grego do rei português. Que o mesmo rei pegou de volta 16 anos depois.
Embrião do coronelismo que persiste no país há 500 anos.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Veganices

Café com leite de arroz. Amei!

Vagem no shoyu e quínoa, que eu amo.

A quínoa enriqueceu minha espetacular sopa de legumes.

Leite de amendoim não gostei.
Mas na batida de banana e aveia ficou ótimo.
Inventei de tomar com café. Que desgraça!

Coado do amendoim, temperado com adobo e muito azeite,
e refogadinho com quínoa. Delícia!

Tudo ia muito bem. Aí hoje, parada no sinal,
o carinha me oferece tudo isso por R$ 10.
Lá se foi. Mas é vegano, hehehe.
Depois de mandar meia paçoca no carro mesmo,
pelo menos corri 20km. Espírito de porco junino.

domingo, 18 de junho de 2017

Convalescença

Semaninha sem treino. Não teve como.
Começou na segunda-feira. Com uma dor de garganta mediana. Na terça vieram tosse, espirros e secreção nasal. E aí instalou-se de vez o resfriado. Não foi gripe, zero febre, mas optei por ficar de repouso pra tentar curar e não acabar com tosse alérgica, mal a que fico suscetível no frio. E que, depois de instaurado, leva mais de mês pra curar e exige antialérgico.
Tive pouca vontade de treinar. O corpo realmente estava pedindo repouso. Passei o feriado de quinta-feira basicamente de molho. De cama. Que feriado que veio a calhar esse. Porque teria sido um dia de sofrimento se tivesse que trabalhar. Eu mal me aguentava sentada.
Enfim, teve o lado positivo. Descansei. Parei com a correria diária. Não fazer nada é importante.
Para celebrar o final de semana sem trabalho, contratei a Netflix, que não tinha pra evitar o que já está acontecendo: maratona na frente da tela.
Sábado lindo de sol. Veio a vontade de correr, de treinar, de sair. Mas a vontade de seguir no repouso foi maior. Escutando o corpo. E respeitando a mensagem.
Descansar faz parte do treinamento. E da vida.


Gato sendo gato

Enquanto tratava do meu café com leite vegano e encarava a pia de louça e o fogão (aquele affffff dominical), cozinhando uma quínoa pro almoço, deixei a roupa recolhida do varal em cima da mesa. Não deu outra. Chego e dou de cara com Lelonid dormindo como se fosse madrugada. Hahaha.
Mas Lelonid é flex. Dorme em cima de roupa limpa e roupa suja sem distinção. Sendo roupa, tá deitando. A grande oportunidade é sempre enquanto tomo banho. Deita em cima das roupas de treino suadas que deixo no chão do banheiro pra levar direto pra máquina. Ou em cima da roupa limpa que separo pra colocar.
Como gato não muda depois que estabelece um hábito, meu único cuidado é não vacilar com roupas que puxam fios. Essas eu deixo sempre na vertical.


#Govegan

Mais que nunca, o veganismo torna-se uma possibilidade plenamente exequível por aqui. Gostei do café com leite de arroz. Puro. Como tomava com leite de vaca. E já tô na vibe de experimentar com canela. E com achocolatado, claro, porque há anos eu curtia café com leite e achocolatado. E tenho que incluir a baunilha, que dá um gostinho que todos os veganos recomendam. Mas o fato é que eu gosto dos leites ao natural. Claro que é muito diferente de leite de vaca. Mas acontece que eu nunca gostei de leite de vaca. Só tomava misturado com outras coisas. Puro nem pensar. Isso talvez explique em parte por que os leites vegetais ao natural me agradam.
Café com leite é o meu desjejum favorito. Já havia abolido, porque há um tempo o leite de vaca simplesmente não me atraía mais. Agora volta a ser opção.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Meus fechamentos

O pôr de sol de hoje foi espetacular, pelo que vejo das fotos dos amigos. Não assisti porque estava com Jean Etienne, retocando a manga. Está pronta. Por enquanto. Talvez suba mais um pouco pelo ombro.
Essa sessão foi desmarcada duas vezes no último mês. Sábio universo, porque aí foi hoje.
Fechando a semana em que entreguei uma tradução totalmente no prazo. Pela primeira vez.
Começando o final de semana. O primeiro final de semana em que não tenho trabalho algum por fazer. Final de semana de folga.
Em inglês existe uma expressão que adoro: live up to one's promise. Viver de acordo com o prometido, honrar a promessa. It took me a long time, it costed me a lot. But I've lived up to my promise.
E curiosamente, quando ia para o estúdio, um flash no trânsito, em meio aos carros, me fez lembrar das promessas honradas.
Questão de caráter. Honestidade. Sinceridade. Convicção. Certeza. Que tem, tem.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Adaptação

Acordei a fim de café com leite. Pensando melhor, chocolate quente. Feito. Com leite de arroz, chocolate em pó e açúcar mascavo. Como o leite de arroz estava espesso, ficou cremoso. O que sobrou pensei em transformar num creme, mas talvez deixe assim mesmo, para tomar amanhã ou depois.
Claro que é diferente de um chocolate quente com leite. Mas gostei. Muito. Tô gostando muito de estar mais uma vez me abrindo para novos sabores numa alimentação (mais) saudável. Novas possibilidades. Experimentações.
Que eu nunca me acomode. Que eu sempre busque novidades saudáveis. Na vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Gente bárbara

A história é narrada pelos vencedores. E fabulada, mistificada.
Os bandeirantes paulistas são um exemplo perfeito. E o bom é que nesse caso (como em vários outros) existem fontes preservadas que dão uma visão mais realista.
Gente bárbara, que vive do que rouba. Caçadores de índios. Pra mim, escória.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Na transição

Segue a saga culinária.
Ontem fiz leite de arroz. Segui uma receita. Cozinhar 2 xícaras de arroz. Beleza.
Nunca vi um arroz integral crescer tanto!
Leite de arroz aos montes. Nem posso congelar porque não tem espaço no freezer.
Leite de arroz é maneiro. Curti muito mais que o de gergelim, que realmente não pretendo repetir.
Minha filha me passou mais uma reprimenda. "Eu te falei que era pra usar 1 xícara de arroz cozido!!" Claro que eu não lembrava, cabeça lotada de informações culinárias e receitas. Enfim, agora é beber bastante leite de arroz, supersaudável. Estou tomando misturado com o creme de ameixas secas. E fico pensando no que será que colocam naqueles leites de arroz norte-americanos, que são simplesmente deliciosos. O meu é bem singelo, gostinho suave de arroz. Vou experimentar com café e com achocolatado. E preciso de essência de baunilha, que é o ingrediente mágico dos leites vegetais pelo que Lízia falou e li.
Bem, esses míseros três dias de dieta caprichada me mostraram o quanto eu estava relaxada, o quanto meu organismo estava acostumado com lixo. Estou estranhando não comer laticínios, nem refinados. Fica uma sensação de falta. Não de fome. Claro. O que estou comendo agora não embucha.
O almoço de hoje foi a sobra do arroz que não transformei em leite (empadadíssimo e sem sal, mas gostei - sério), couve refogada com muito óleo e uma cebola. E três ovos fritos na caçarola da couve, sem óleo. (Uma ideia genial, aliás, porque a caçarola de aço agora está com o fundo que é puro ovo grudado. Haja sapólio e esfregão.) Resolvi fazer os ovos porque Lízia falou que só gosta de couve com ovo, por isso não tem comido couve. Eu tinha 10 ovos na geladeira, claro que vou consumir.
A culinária, como a corrida, voltou a ser empolgante e divertida. :) :) 

Leite de arroz em quantidade Lúcia Brito

Sobrou porque nem teria onde guardar mais leite

Pratinho meigo. Muito simples e muito delicioso

domingo, 11 de junho de 2017

Eu na vida

Inspirada por minha filha maravilhosa, que está se aprimorando na cozinha e seguindo a linha vegana, e decidida a consumir o mínimo de produtos animais - e comer direito -, ontem fui ao Mercado Público e à Feira Modelo (sábado à tarde, na rua Irmão José Otão) e me abasteci. Tive mais uma manifestação da minha natureza excessiva, de extremos. Comprei comida para meses, um absurdo, sem noção. Me empolguei com as maravilhas e os preços.
Eu deveria ter passado a tarde e a noite traduzindo, mas passei cozinhando.
Molho de tomate.
Sopa de legumes.
Granola.
Ameixas secas cozidas.
O resultado é que usei todos vidros da casa. Potes plásticos quase não sobraram também.
Hoje de manhã fiz leite de gergelim, usei as ameixas para dar sabor. (Não gostei muito, mas ok para consumir com a granola. Esta sim ficou dos deuses.) Usei o coado de gergelim para fazer duas pastas salgadas, um com adobo e outra com zahtar, ambas com azeite. Perfeito para usar no pão. (E pão farei aos montes, com farinha de trigo integral, farinha de arroz integral, farinha de soja, linhaça, polvilho doce.)
Tenho uma profusão de frutas secas, nozes e avelãs na despensa. E arroz e amendoim pra fazer leite. (Também tenho que comer arroz, tenho que comer comida.)
Lentilha pra fazer hambúrguer e quem sabe aprender a fazer um dahl que preste.
Ao ver a quantidade de tudo - especialmente de granola -, fiquei chocada e meio chateada. Não precisava ter gasto tanto de uma vez só. Mas já foi. E tudo será muito bem aproveitado. Inclusive a lição: comprar menos, bem menos, da próxima vez que for ao Mercado Público. A orgia foi na banca Sauer, um paraíso.




Toma!


No Facebook e na vida.
Respeito é bom, todo mundo gosta - e merece.
Ninguém a menos.
Ninguém é menos.
Pelo direito básico de todos serem quem são.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Calorzim

Hoje por aqui foi assim.
E tô pensando na coragem pra amanhã de manhã.
Inverno não é comigo.

Prestenção

Atenção plena é simplesmente estar ciente do que está acontecendo no momento sem desejar que fosse diferente; curtir o que é agradável sem se agarrar quando muda (o que vai acontecer); ficar no que é desagradável sem temer que vá ser assim pra sempre (porque não vai).
- James Baraz, via One Mind Dharma

Simples. Só que a mente samsárica gosta mesmo é de confusão.
Chafurda no passado. Especula sobre o futuro.
No presente? Nunca está.
Mas está sempre rotulando tudo.
Gosto. Não gosto. Quero. Não quero.
Isso é assim, aquilo é assado.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cagada histórica



Essa foi uma cagada literal - fartamente documentada.

Intactos

Quem me conhece, sabe o que essa foto dos meus dedos significa para mim. O quanto era difícil eu não (me) morder e (me) machucar horrivelmente.
Pois bem, a vontade passou. E não, não era, nunca fui e nunca seria apenas uma questão de ter vontade de parar e força de vontade para parar. Morder os dedos era um sintoma. A questão era, sempre foi e sempre seria chegar à causa. E quem me conhece sabe a força da minha vontade e determinação. Eu tinha muita vontade de parar e força de vontade para parar. E a mesma vontade e a mesma força de vontade para descobrir as causas.
Descobri.
Demorou.
Já foi.