terça-feira, 17 de outubro de 2017

50

Da alegria de comemorar, de compartilhar momentos.
Mais de 25 anos de amizade inabalável.
Libriano do meu coração.




Por mais momentos como esse

Final de tarde no cachorródromo do Parcão.
Conversa com a irmã e chimas, enquanto Brunety curtia um colo duplo e Valentina interagia com a galera.
Horário de verão é tudo.
Verão é tudo.
Boa companhia é tudo.
A tranquilidade familiar contribuiu para minha reorganização interna.
O uso da resperidona foi suspenso. Manifestei efeito colateral de maneira extremamente perturbadora. Sigo apenas com a lamotrigina. Como o resultado está aquém do necessário para a redução da impulsividade (e das oscilações), na semana que vem devo dar início à transição para outro medicamento semelhante à resperidona, mas sem efeitos colaterais tão importantes.



Skin picking - Semana 2

A segunda semana da TCC concentrou-se na reversão do hábito.
Para isso recorre-se ao impedimento físico e movimentos musculares semelhantes. Ambas as técnicas são exequíveis socialmente.
Todas as manobras devem ser realizadas por 2 minutos sempre, pois esse é o tempo do pico, da crista do impulso.

As técnicas:
1 - Apertar unhas nas palmas das mãos por 2 minutos.
2 - Segurar um objeto firmemente por 2 minutos.
3 - Sentar em cima das mãos ou colocá-las entre as coxas por 2 minutos.
4 - Mexer nos anéis ou no relógio por 2 minutos.
5 - Prender os dedos com elásticos por 2 minutos.
6 - Usar luvas por 2 minutos.
7 - Usar hidratante: passar nos dedos (no meu caso) por 2 minutos.
8 - Comer semente de girassol, mordendo como mordo os dedos por 2 minutos.
9 - Distração: sair de onde estou e fazer outra coisa por 2 minutos.
10 - Ocupar as mãos por 2 minutos (segurar um livro enquanto lê, ou o telefone, por exemplo).
11 - Técnica de resgate: quando nada mais funciona, passar os dedos rapidamente sobre o local onde quero mexer por 2 minutos.

- Aplicar uma das técnicas em situações de gatilho, antes de mexer nos dedos. No meu caso, as situações de gatilho, que desencadeiam o hábito, ocorrem no trânsito, enquanto dirijo, e no trabalho, enquanto estou editando ou lendo.
- Testar as técnicas e ver quais funcionam melhor.
- Fazer uma lista dos inconvenientes do hábito.
- Prosseguir nas atividades da primeira semana.

Skin picking - Semana 1

As tarefas iniciais da TCC, de reconhecimento do hábito, tiveram um efeito fulminante sobre meu hábito de morder os dedos.
São elas:

1 - Ter um caderno para anotar quando mexo nos dedos. O registro deve ser detalhado: dia, hora, pensamento ou sensação no momento, impulso (o que eu fiz), resultado (machucados).
2 - Guardar as peles num recipiente, que deve ser levado para a sessão seguinte. Creio que esse foi o principal motivo prático para minha vontade de roer os dedos praticamente cessar.

A observação inicial e o registro revelam situações e emoções que desencadeiam o skin picking. No meu caso, vi que tenho a tendência de mexer nos dedos quando estou tentando organizar tarefas, quando fico tensa ou entediada.

Skin picking

Escoriação neurótica. Transtorno catalogado a partir de 2013.
Eu mordo os dedos. Sempre machuquei os dedos. Quando bem pequena, roía as unhas. Tenho lembranças disso a partir dos quatro anos de idade. Por volta dos 12, quando as unhas ficaram duras, comecei a morder os dedos. Nunca consegui parar.
Há duas semanas, comecei uma terapia cognitiva comportamental (TCC) para skin picking. Terapia em grupo, trabalho de mestrado em psiquiatria.
Até o momento, os resultados estão sendo fascinantes. Desde o primeiro encontro praticamente não mexi mais nos dedos. Nove deles estão sem machucados, um apenas tem uma coisinha minúscula. Um recorde pessoal.
TCC é um conjunto de técnicas para combater o hábito. A cada encontro semanal, aprendemos novas técnicas. Para mim foi bom conhecer outras pessoas com hábitos semelhantes ao meu.
Amanhã será o terceiro encontro.
Os dedos estão ótimos, e as unhas estavam lindas, com um esmalte roxo fabuloso até hoje à tarde. Tive que retirar por causa da alergia. Dessa vez o surto foi deflagrado por um Essie. Ao que parece a alergia piorou; manifestou-se muito agressivamente com um esmalte que é meu e que eu já havia usado várias vezes sem problema. Tomei antialérgico e corticoide, porque a irritação na região na boca e no olho direito está intolerável. Muita coceira, coisa que não costumava sentir.
Agora é usar apenas esmaltes hipoalergênicos e os da Granado, meus favoritos.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Border life

Muito, muito mais estável.
A resperidona deve ter contribuído, mas creio que o principal foi ter um diagnóstico. A constatação de que a disfuncionalidade não é uma simples veneta ou falta de empenho para mudar.
Quando me pego em reações exageradas, lembro do transtorno de personalidade borderline. E penso: "Ok, tenho essa característica. Mas vou maneirar. Eu tenho isso, mas sou maior que isso, sou mais que isso". Consigo ter mais paciência e boa vontade comigo mesma. Não sou assim porque quero, não é uma escolha e não é voluntário. A escolha voluntária que fiz é me tratar para administrar as oscilações.
Resperidona me dá sono, reajustamos a dose pra mera 1mg.
O equilíbrio é frágil. Preciso tomar certos cuidados. Dormir direito, comer direito, beber pouco, evitar estresse e fadiga mental e/ou física excessiva. Essas alterações afetam todo mundo, é claro, mas no meu caso podem levar a uma exacerbação de sentimentos e sensações perturbadores e negativos. Se fico cansada demais, começo a achar tudo dramaticamente terrível - na vida prática e emocional.
Procuro me resguardar, ficar longe de situações e pessoas que possam me desestabilizar. Nem sempre é possível. Nem tudo depende de mim. Algumas situações simplesmente escapam do que desejo e tento realizar. As atitudes dos outros não são controladas por mim, às vezes não há como me livrar de gente desrespeitosa e/ou invasiva. Exposta ao que me desestabiliza, vêm as ondas de frustração e fúria, às vezes de dor e tristeza (especialmente quando não consigo não sentir e/ou pensar o que não quero sentir e/ou pensar). Como toda onda, essas passam.
Talvez eu jamais consiga não produzir essas intensas ondulações mentais/emocionais. (Sim, elas são uma produção de minha mente, de uma parte de minha mente, elas não vêm "de fora", vêm "de dentro", de profundezas insondáveis. Do samskara quem sabe?) Mas posso aperfeiçoar minha resiliência, minhas habilidades. Não me deixar afundar nem me afogar no mar revolto da mente borderline.
A ideia é sempre a mesma: surfar. A arte de pairar acima da onda. Resistir imóvel e fixa à passagem do turbilhão não é opção. Dar as costas e tentar fugir também não. A única atitude lúcida é fazer como os surfistas: olhar de frente, avaliar o tamanho e a corrente, remar na direção da montanha líquida, escalar a parede e se posicionar o melhor possível pra ir junto e ter controle de si em cima de uma massa e energia avassaladoras.
Como no surfe, tem as quedas, o caldo. Quando a manobra dá errada, não há como não sentir o impacto da onda e não ser arrastada por ela durante um certo tempo e distância. Às vezes os acidentes podem ser bem sérios.
Como no surfe, quando a manobra dá certo, quando é perfeita... uau!!! Aí sim. Que sensação de liberdade, de autodomínio, de unicidade com o ambiente.
Essa é uma parte da alegoria.
A outra parte tem a ver com as profundezas insondáveis onde minha mente borderline produz as ondas. A meta ambiciosa obviamente é mar calmo, sem ondas gigantes.
Uma coisa de cada vez. Ou não. Tudo ao mesmo tempo, porque as coisas acontecem ao mesmo tempo, mas com sabedoria para não tentar atropelar etapas ou fugir delas. Antes de desfrutar de um mar calmo, ainda terei muita onda pra surfar. E pode ser maravilhoso. Surfar bem é uma maravilha.


sábado, 7 de outubro de 2017

A meus pés e por toda parte

Desde 2012 me dando alegria. E sorte.
Mas vem de muito antes. Do Orkut e de uma academia. No Orkut éramos amigos, disse ele, mas não lembro. Na academia nunca vi - o que não sei como foi possível, porque é o tipo que atrai meu olhar e minha atenção em qualquer lugar, a qualquer tempo. Atraiu no instante em que reapareceu no Facebook, onde me (re)descobriu por uma foto dos meus pés!
Capricórnio. Mais capricórnio que eu. Reservado. Inicialmente muito tímido. Com o tempo, cada vez mais solto e expansivo. Passados esses anos, somos parceiros e cúmplices de fantasias não ortodoxas.
É do meu carma. Carma bom. Cético e nada religioso, curte a ideia de ser do meu carma.
Me traz leveza. Beleza. Risos.
Desejo.


Me traz tanta sorte que hoje, ao sair decidida a dar jeito nos pés com unhas roxas, reencontrei minha antiga manicure num salão em que tinha ido apenas duas vezes. Manicure e amiga. Boa parte da tarde com ela, colocando a conversa em dia e embelezando pés e mãos.
Fazer as unhas é um momento de grande prazer. Para o sucesso da experiência, preciso estar acompanhada de uma pessoa competente e amiga. Agora estou de novo.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Só as cachorras

Valentina


Brunety

Elas são o maior barato.
Brunety já me conhecia. E, ao me reencontrar, deu sorrisinhos. Derrete o coração.
Valentina é portuguesa, outra fofa.
Enchem a casa. Enchem o coração. E me enchem de vontade de adotar um cachorro. Pensando.

sábado, 30 de setembro de 2017

Dia Internacional do Tradutor

Com quantos tradutores você foi para a cama?
Quantos tradutores já levei pra cama? Nem ideia.
Quantos leitores me levaram? Milhares. Muitos milhares.

Tradução é aquilo que transforma tudo para que nada mude.
Em tudo que traduzo e edito me esforço ao máximo para preservar o original. Ser fiel ao autor, a seu estilo, às palavras que ele escolheu. Trabalho subjetivo. Tento imaginar como seria se ele escrevesse em português. E crio um estilo, um fio condutor para que o texto seja homogêneo do começo ao fim.
O início de cada tradução é difícil, parece que não vai fluir. De repente... pá! Surge uma voz interna, a seleção de palavras vai ficando mais fluida.
Alquimia.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ahhhhhhhh



A vastidão.
Que coisa sensacional sair pro treino e ver essa paisagem, esse céu crepuscular, com raios filtrados pelas nuvens. Não foi hoje, foi ontem, mas ontem teve tanta, mas tanta coisa antes e depois do treino que nem lembrei de passar por aqui.
Vida prática às vezes não tem nada de prática, aff.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Dado não é trocado

Quaisquer ações motivadas pela ignorância (confusão e delusão), pela ganância ou fixação, raiva ou aversão terão resultados negativos. Não importa quantas justificativas nos demos. Nossas justificativas não são o ponto. O ponto é a motivação subjacente. Ações motivadas por entendimento claro, amor ou generosidade terão resultados positivos.
- Jetsunma Tenzin Palmo

Ah, a filosofia e a ética budistas! Não adianta bancar a boazinha. Se a motivação é obter algo em troca da "generosidade", não é generosidade genuína. Dar esperando receber não é dar. É negociar. E essas negociações muitas vezes dão muito errado.

Praticar o amor, a compaixão e a generosidade com os animais é um excelente treinamento para mim. Lelonid é um mestre compassivo (ainda que às vezes exija paciência). Desdobro-me em atenções para com ele e Ludox. Para que sejam felizes e se sintam genuinamente amados. O que eu espero? Unicamente que eles sejam felizes.


Triste história

Uma mulher importantíssima para a história do Brasil. Culta, com uma incrível visão política. E tão, mas tão infeliz no casamento. Para completar, ignorada pela memória nacional.
Mais um grande momento do "Não vai cair no Enem".




sábado, 23 de setembro de 2017

Haja ainda mais paciência

Telefone, sms, Gmail, Facebook, Instagram e WhatsApp bloqueados. Assunto esquecido.
Aí... assédio pelo LinkedIn.
Pelo LinkedIn!!! Uma rede profissional.
Ultrajante.
Parecia que nada poderia ser mais baixo do que o envio de mensagens via Blogger, uma escrotice absurda, colocar email alheio na lista de envio de postagens de assédio.
Uma vergonha atrás da outra.
Uma invasão atrás da outra.
Desrespeito sistemático. Abuso sem fim.
Haja paciência para não reagir. Para tentar ignorar. Para esperar que um dia cesse.
A cada invasão, a existência do fantasma faminto vem à mente, com a sensação nauseante de ser (per)seguida nas redes sociais.
Vergonha alheia não mais define.
Repulsa.
Náusea.
Raiva.
Cansaço.
Haja paciência. Para seguir a rotina e de algum modo tentar cultivar a prática da compaixão.

Que o fantasma faminto encontre a felicidade e as causas da felicidade.
Que o fantasma faminto seja libertado do sofrimento
e das causas do sofrimento.

Haja mais paciência


Hoje foram 25km. (Teve 1km antes do longão, parei pra ajustar os tênis.) As unhas pouco incomodaram. MAS... agora estou com o dedinho do pé esquerdo machucado, sei lá o que houve, imagino que tenha sido um sapato que deu uma leve apertada nele nesta semana. Bem, já que estou escrevendo a respeito, fui examinar. A unha está roxa (mais uma!) e tem uma microbolinha perto dela. É essa bolinha que dói por encostar no dedo ao lado. Ninguém merece. Meus pés viraram alfenins. Aliás, quando fui tomar banho, vi que estava com os dois pés avermelhados nas laterais internas na região do calcanhar e da almofada dos dedões. Pelo menos isso não doeu.
Corri com o Wave Creation. Que é ótimo. Os tênis novos estão ajudando a não agravar a situação crítica dos meus dedos. E cortei as unhas o mais rente possível para reduzir a zona de contato delas. Acho que isso ajuda também. O negócio é ter coragem de cortar as unhas no estado em que estão. Aquele medo de senti-las frouxas. Felizmente ainda não, porque unhas frouxas me afrouxam as pernas. Terror horror da sensação, hahaha.
Além da paciência com os problemas nos pés, precisei de paciência pra fechar os 25km. Muito, muito tempo correndo. Dá um certo tédio. Chega nos 10k, faltam 15km. Quando cheguei nos 12,5km fiquei animada: metade. E 12km é moleza. Mas depois já ficou chato de novo. Com 15km tinha mais 10km pela frente, é chão, é tempo. Fecha 18km e ainda faltam 7km! (Aí fico me distraindo com a ideia: tá, 7km é um trote, um aquecimento.) Nos 20km eu estava mais de saco cheio do que cansada hoje. Mas aí foi aguentar o tranco e fechar. E estar mais de saco cheio do que cansada não significa que eu estivesse pouco cansada. Estava bem cansada, e a velocidade caiu nos kms finais. Eu saí pra treinar cansada. As pernas estavam menos doloridas, mas ainda não 100%. Terminei a corrida com coxas travadas. Chegando em casa, pancadão no iPod, dancinha da vitória. Sem chão, porque não havia como flexionar as pernas.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Haja paciência

"Somos como pedaços de madeira. Tentar aparar nossas arestas ásperas com veludo e seda não vai funcionar. Precisamos de uma lixa. As pessoas que nos incomodam são a lixa. Elas vão nos aplainar. Se considerarmos aquelas que são extremamente irritantes como nossas maiores ajudantes no caminho, podemos aprender muito. Elas deixam de ser problema e em vez disso tornam-se desafios."

Quando eu digo que sou muito afortunada, que tenho muito mérito, não é exagero. Às vezes creio que inclusive falho em manter essa percepção. Porém, quando ela se manifesta, como há pouco, é uma bênção.
Acabo de traduzir o trecho acima. Faz parte de um comentário sobre a Paciência, uma das Seis Paramitas, as qualidades fundamentais para a iluminação, pilares da ética budista.
Enquanto traduzia, um desconhecido veio aqui no blog e se deu ao trabalho de postar comentários agressivos, provavelmente porque se sentiu agredido pelo que escrevi sobre o patético evento da autocensura do Santander Cultural, subserviente a conservadores incultos e de índole ditatorial. Conservadorismo e índole ditatorial evidentemente não se restringem à direita, muitíssimo pelo contrário, como qualquer um que leia um mínimo de história sabe bem. E o episódio da exposição Queermuseu mostrou isso, com conservadores de direita e de esquerda unidos nos ataques a uma mostra que nem ao menos foram ver.
Paciência não é meu forte nas Seis Paramitas. (Nenhuma das Paramitas é meu forte - ainda.) E eu realmente não tenho paciência com gente agressiva e ignorante/intolerante. Agora, se eu perco a paciência, obviamente me rebaixo ao nível do que abomino e que me impacienta.
Que bênção já ter essa percepção. Que bênção maior ainda estar traduzindo um trecho especificamente sobre a paciência quando ela se fez necessária. Em vez de ceder aos meus baixos instintos, tentei me manter pacífica. Pacífica me mantive.
And let´s give credit where credit is due: minha prática da paciência e minha prática budista em geral estão evoluindo sim. Nada de progresso espantoso. Mas progresso sim.
Não é a primeira vez que percebo a nuvem negra da irritação se avolumar e avançar ligeira pelo céu de minha mente e, ao perceber, dissipá-la ou ao menos soprá-la embora. Isso tornou-se a prática habitual. No caso da Queermuseu. No trânsito. No trabalho. No treino. Nos relacionamentos.
Não é fácil. Não é automático. Não é perfeito. Mas já é um belo começo.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Tá feia a coisa


Amanhã, duas prioridades: levar as camisetas da equipe pra customizar (deixar num estilo perigoso cavado) e comprar protetores pros dedos dos pés.
Meu treinador fez camisetas totalmente recatadas. Não é pra mim. Tesoura nelas!
Vou tentar amenizar o estrago e a dor nas unhas com ponteiras de silicone. Tô cagando pra feiura. Mas a dor tá foda. Ontem felizmente não senti muito. Mas não dá pra dizer que estava tranquilo, houve momentos em que senti meio manca - lembro de um momento específico na reta do espelho d'água da Redenção, perto do final do treino.
Hoje doeu bem mais. Foram 14km, destes 8km na pista, em 7x 1.000m x 200m. Depois da série lá fui eu sentar e tirar um pouco o tênis pra dar uma aliviada. Estou sentindo os dedos sensíveis até agora. Nem tenho coragem de mexer nessas unhas. Não sei o que dói mais. Acho que é o dedo do meio.
Já vi uns modelos nas farmácias, mostrei pro treinador, ele sugeriu um deles. Vamos ver se ajuda. Preciso conservar essas unhas até as novas estarem razoavelmente crescidas.
Hoje não foram só os dedos que doeram. As coxas estão doloridas do longão. Tá aquela  dureza pra descer escada. E eu aqui subo e desço direto. Ai, ai, ai.
Mesmo assim, tô linda, livre, leve e solta. O que me falta em velocidade, começa a me sobrar em prazer, alegria, força e determinação.




domingo, 17 de setembro de 2017

Metade já é

24km hoje. Finalmente treino depois da semana de chuva insuportável. Depois de penar com um resfriado no inverno, tô ressabiada com frio e chuva. Já detesto, pior ainda ficar doente.
Treino bem bom, com direito a 2km de trotinho depois de fechar os 24km. O estipulado era 23km, mas não gosto de número ímpar - e quis fazer a metade da meta. Muito massa conseguir fazer 1km a mais depois de uns treinos em que fechava a planilha naquelas de nem um passo a mais - sem falar das vezes em que não consegui cumprir.
Abandonei o hábito de voltar correndo da Redenção pro Parcão, perco muita velocidade naqueles 2-3km. Então termino na Redenção e volto caminhando. Ou às vezes num trotinho, como hoje. No total, 26km.
As ruas estavam muito movimentadas, não consegui chegar ao Gasômetro, lotado com a função farroupilha. Felizmente acaba nessa semana. E nessa semana vou dar uma puxada furiosa nos treinos. Não tem aquela de deixar pra trás. Não posso me dar a esse luxo.
Chegando em casa, a recepção da vitória. É muito amor. Recíproco.







Nothing to outrun this one

Quanto mais ouço, mais quero ouvir. A atenção flutua entre a letra, a melodia, a batida, as milhares de nuances da produção.
A ambientação me traz a sensação de água, piscina térmica indoor. Água tépida, o azul ondulante à meia-luz.
O som tiquetaqueante me parece um metrônomo. A passagem fluida do tempo.
E eu flutuando nesse cenário, imersa em mim, na música, alheia ao tempo e espaço externos.
E agora essa versão de uma hora. Já vai pro iPod.
Hoje vou correr muito tempo. E boa parte dele com Kendrick Lamar, pra sempre na trilha sonora de minha vida - e das minhas corridas.



[Streaming Intro: Kendrick Lamar]
Damn, love or lust
Damn, all of us

[Physical Intro: Kid Capri]
We still lettin' it spin, y’all
Here we go!

[Chorus: Zacari & Kendrick Lamar]
Give me a run for my money
There is nobody, no one to outrun me
(Another world premiere!)
So give me a run for my money
Sippin' bubbly, feelin' lovely, livin’ lovely
Just love me
I wanna be with you, ayy, I wanna be with
Just love me, just love me, just love me
I wanna be with you, ayy, I wanna be with
Love me
I wanna be with you
Love me, just love me

[Refrain: Kendrick Lamar & Zacari]
If I didn't ride blade on curb, would you still love me?
If I minimized my net worth, would you still love me?
Keep it a hundred, I'd rather you trust me than to love me
Keep it a whole one hund': don't got you, I got nothin'

[Verse 1: Kendrick Lamar]
Ayy, I got somethin'
Hol' up, we gon’ function, no assumptions
Feelin’ like Tyson with it
Knock it out twice, I'm with it
Only for the night, I’m kiddin'
Only for life, you're a homie for life
You're a homie for life, let’s get it
Hit that shoulder lean
I know what comin' over mean
Backstroke oversea
I know what you need
Already on ten, our money come in
All feeling go out, this feeling don't drought
This party won't end

[Refrain: Kendrick Lamar & Zacari]
If I didn't ride blade on curb, would you still love me?
If I minimized my net worth, would you still love me?
Keep it a hundred, I'd rather you trust me than to love me
Keep it a whole one hund': don't got you, I got nothin'

[Chorus: Zacari & Kendrick Lamar]
Give me a run for my money
There is nobody, no one to outrun me
So give me a run for my money
Sippin' bubbly, feelin' lovely, livin' lovely
Just love me
I wanna be with you, ayy, I wanna be with
Just love me, just love me, just love me
I wanna be with you, ayy, I wanna be with
Love me
I wanna be with you
Love me, just love me

[Verse 2: Kendrick Lamar]
I'm on the way
We ain't got no time to waste
Poppin' your gum on the way
Am I in the way?
I don't wan' pressure you none
I want your blessing today
Oh, by the way, open the door by the way
Told you that I'm on the way
I'm on the way, I know connection is vague
Pick up the phone for me, babe
Damn it, we jammin'
Bad attitude from yo' nanny
Curves and your hips from yo' mammy
Remember Gardena, I took the studio camera
I know Top will be mad at me
I had to do it, I want your body, your music
I bought the big one to prove it
Look what you made
Told you that I'm on the way
I'm like an exit away, yep

[Refrain: Kendrick Lamar & Zacari]
If I didn't ride blade on curb, would you still love me?
If I minimized my net worth, would you still love me?
Keep it a hundred, I'd rather you trust me than to love me
Keep it a whole one hund': don't got you, I got nothin'

[Chorus: Zacari & Kendrick Lamar]
Give me a run for my money
There is nobody, no one to outrun me
So give me a run for my money
Sippin' bubbly, feelin' lovely, livin' lovely
Just love me
I wanna be with you, ayy, I wanna be with
Just love me, just love me, just love me
I wanna be with you, ayy, I wanna be with
Love me
I wanna be with you
Love me, just love me

Cafezão com o familião


Sábado com a família estendida do trabalho. Café colonial, porque a gente nunca se economiza na comida, na bebida. Na parceria. Na alegria e conforto de estar junto. É exatamente como reunião de família. Cada um do seu jeito, com as suas manias. Todos unidos pelo afeto.

sábado, 16 de setembro de 2017

Just lo-oo-ve me



Das melhores de 2017. Viciada nela.
Kendrick Lamar.
Fazia um tempo que não me atirava no rap. Aí apareceu Kendrick Lamar numa seleção aleatória do Spotify (app do qual não consigo gostar, fico no YouTube) há uns meses. O álbum Damn é soberbo. "LOVE.", com o vocal suave de Zacari (que inicialmente pensei que fosse mulher), é escandalosamente sexy, meiga, hipnotizante. E que declaração de amor! Confirmada no iPod, eu correndo e cantando: "Just lo-oo-ve me, I wanna be with you, ay, I wanna be with you".
Hoje foi dia de repassar a carreira de Kendrick Lamar e conhecer Isaiah Rashad, Lil Uzi Vert, Migos, Future, Gucci Mane. Umas pitadas de Nicki Minaj, Drake, Lil Wayne, Dr. Dre.
É tanta, mas tanta música que eu precisaria trabalhar no ramo pra poder ouvir pelo menos uma fração.
Música negra sempre. De samba a funk. De rap a pop. Até no pouco de rock que aprecio.
Com exceção de música clássica e música árabe, tudo o mais que ouço é basicamente de raiz negra.