terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mimo & marketing

Algumas pessoas sabem ser gentis. E fazer um marketing que comigo funciona.
Estamos na editora ontem, e de repente Dharana diz: "Ah, minha mãe mandou  um presentinho pra vocês". E entrega um saquinho de algodão estampado fofinho, com um aromatizador de ambiente e um sabonete de base vegana pra mim, Carla e Hevania.
A mãe da Dharana tem marca Terra Nativa (https://www.facebook.com/AtelierTerraNativa/?fref=ts) e desenvolve produtos artesanais. Entre esses os sabonetes e aromatizadores (e os saquinhos da embalagem). Eu não sabia, nem ficaria sabendo se ela não tivesse mandado o mimo.
O presente gerou assunto, Dharana comentou dos sabonetes de sal grosso/arruda e de mel que a mãe faz no final do ano pra limpeza. Nesse meio-tempo, já fui pro Facebook ver a página da Terra Nativa, curti, fiquei amiga da Jackie Selbach e há pouco acabo de fazer minhas primeiras encomendas.


11 horas depois

Segunda-feira pegadíssima.
Outro dia "emocionante" na editora. Cheguei antes das 10h, saí às 21h. Missão comprida e cumprida. Celebrada com um hambúrguer espetacular em companhia idem.
Surgiu um resfriado que ainda está por aqui. Nariz de rena.
Manhã lerda. Tentando juntar forças pra ir treinar, corpo moído.
Em setembro, corri 4km até agora. E zero vontade por enquanto. Estou aguardando a virada mágica do mês. Será que rola?



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Eu hein

Preguiça monumental. Saí da cama na marra no domingo que já virou segunda-feira.
E agora é tomar banho e voar pra editora. De novo em horário extraordinário pra fechar mais um livro rapidamente. De novo em ritmo emocionante, hehe.


O final de semana foi marcado pela presença do novo.
E por oportunidades de olhar para o velho com novos olhos.
Você fica junto por quase três anos, faz planos de casar, anuncia publicamente, muda de ideia. Aí encontra a ex-futura mulher e não cumprimenta? Eu hein.
O primeiro encontro aconteceu unicamente porque foi atrás.
Enquanto a que é definida pra todo mundo como a "mais sem sal da face da Terra" faz check-in por toda parte e curte tudo que é post nas redes sociais, a sem noção fica sabendo que estou no Venezianos e vai lá na sexta de noite. Eu hein.
Faz o papelão de não me cumprimentar na festa, aí, no domingo de tarde manda sms: "Eu gostaria de ler o livro que tu finalizou". Hã??? 900 páginas. Não creio. Mas é só procurar nas livrarias. Eu hein.
De noite vou na pizzaria que frequento há mais de dez anos, desde o tempo em que era casada, do lado da minha casa. Dou de cara com a dupla sem sal e sem noção, que cai fora sem jantar.
Vai atrás na sexta à noite pra me olhar, manda sms domingo de tarde e de noite não cumprimenta e sai correndo? Eu hein.
Deus tá vendo. Ele, eu e as pessoas próximas a mim.
Todo mundo também já viu que quem tem vocação pra São Jorge não é a dakini aqui. Que não gosta desse tipo de comentário (que ouviu inúmeras vezes por causa de ataques de ciúme póstumo) e que não está curtindo nada esse tipo de atitude mal resolvida e dissimulada.

"E você ia mesmo casar com essa pessoa?", foi a pergunta no jantar maravilhoso.
Ia.
"Bem, por algum motivo era disso que você precisava por um tempo", foi o comentário.
Sorte minha ter tratado de me tratar. E ter contribuído com meus 50% pra esse caso não ir adiante. E agora estar noutra fase, noutra vida. Conhecendo outro tipo de pessoa e de relacionamento.
Com esse post, coloco não uma pá de cal, mas despejo a betoneira em cima de um episódio encerrado.
Como conversamos enquanto curtíamos o ambiente, a pizza e o vinho, esse imbroglio residual não causa raiva. Só incomoda. E dá pena. Uma tristeza ver uma pessoa querida tão atrapalhada.
Convivi por quase três anos, evidentemente houve coisas boas, que são as que pretendo lembrar. As ruins foram aprendizado. E era isso.
F I M


sábado, 24 de setembro de 2016

Flores e mais flores

Flores em mim que floresço. Flores por tudo.
Hoje rosas cor-de-rosa. Rosas muito parecidas com as rosas em minha perna.
E a tatuagem da segunda flor de flamboyant não rolou. De início fiquei frustradíssima. Passei a semana sonhando com ela.
Contei pra Carla do cancelamento da sessão, e ela disse que tem a ver com o meu momento. Ontem minha vida deu uma nova guinada. Quando eu for tatuar a segunda flor, o novo momento estará mais claro - e a flor terá mais a ver com ele do que com os últimos meses. Faz todo o sentido.
De qualquer modo, sigo obcecada pela tattoo.






Um nome, duas grandezas



Depois da vertigem no início da noite de ontem, aplacada com rivotril, rolê no Venezianos.
Cerveja, risadas, música, dança.
Eu sendo eu. Na minha. Faceira.
E de repente uma nova onda no meu mar emocional. Totalmente inesperada. Ela surgiu do nada e me levou adiante no caminho de luz que estou seguindo.
O universo me mostrou o velho e o novo ao mesmo tempo.
Não escolhi entre uma coisa e outra.
Eu vi que o velho não tem mais nada a ver. A Lúcia que eu era não existe mais. A Lúcia que sou agora não tem mais os antigos interesses. E, acima de tudo, não tem mais os antigos padrões de ação e reação. Game over.
Lux não está pra jogo. Lux está para amar, para luzir, para o mar.
Lux é luxo.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Não estou conseguindo lidar


Cheguei do trabalho e tive que tomar um rivotril. A caminho de casa, engatei num balanço dos acontecimentos. E saí da casinha e do terreno. É tudo tão do caralho que mal consigo aguentar.
É uma cascata.
O trabalho é espetacular. Hoje chegou o livro em que estreei na editora, e meu ex-marido talentoso, generoso e maravilhoso disse que vai olhar e ajudar na divulgação, interessado pelo assunto e por saber o quanto ralei. E ele sabe o quanto eu sou foda na preparação final de livros. Já fiz vários dele, pra alegria geral de todos os envolvidos. Porque eu faço acontecer - e acontecer bem pacas. Aliás, é graças ao Eduardo que não apenas me tornei tradutora como preparadora de livros. E ser reconhecida por ele significa.
Pra completar, recebo WhatsApp do meu publisher elogiando meu trabalho e dedicação e dizendo que está gostando muito de me ter na editora. E eu totalmente feliz e realizada lá, com umas colegas que são o maior barato.
Outro publisher me procurou pra saber como eu andava - e a quantas estava a tradução de um livro budista que ele já pagou. Contei dos acontecimentos recentes, e combinamos um prazo, e ele, como sempre, foi totalmente compreensivo e solidário.
Voltei a treinar essa semana. E estava pensando que tinha que trocar o treino. Chego na academia hoje e encontro um professor que, além do maior queridão, é competente. Já acertamos a consultoria mensal de musculação. Agora falta o treino de corrida, que certamente vai ser resolvido em breve.
Tô pesando 55kg, quero ficar por aí, só músculo. O novo cabelo está maravilhoso, fica (des)arrumado de qualquer jeito. Nessa época do ano adoro passar creme no corpo, a pele fica hidratada e ainda mais macia do que o habitual. Carinho comigo mesma.
Na semana passada tive um estranhamento com uma amiga. A coisa estava ficando tensa, e eu pensando em como aparar as arestas antes que uma amizade de alma acabasse abalada. Tudo se ajeitou. A amizade prossegue, mas em novo formato pra evitar distorções.
Fui jantar com outra amiga querida, colocamos os assuntos em dia. E vamos tentar manter mais contato agora que minha vida está mais organizada - e a dela também.
Lelo tirou os pontos e de momento está ótimo. Pingando xixi, minha cama fica um caos, mas foda-se. Ele está feliz, brincalhão, gordinho, com pelo lindo. É só o que importa.
Sr. Darci, o melhor zelador do mundo, conseguiu uma pessoa para limpar meu apartamento. E outra pra limpar a piscina.
Hoje vou sair com amigas do meu novo círculo.
E amanhã... uau! Meu ex-cunhado chega pra passar uns dias aqui. Irmão, parceiro. Um casal queridíssimo de amigos vem de Gramado e vai me "visitar" no estúdio de tatuagem, onde passarei a tarde fazendo mais uma flor de flamboyant da tattoo da minha vida. Eu estou positivamente louca por causa dessa tattoo. E já tive ideia pra uma outra, talvez fechar uma manga com pontilhismo em torno da tatuagem do Ho'oponopono.
Todo dia acontece uma série de coisas boas, grandes e pequenas.
Me alinhei com a energia da abundância, da felicidade, da alegria. O universo me dá tudo que peço. Olhar pra isso me deixou zonza hoje. Depois do rivotril e de pôr algumas das percepções por escrito, sigo voando como um G-6, mas já ambientada com a altitude e a velocidade.

Filhotão


Chegou hoje na editora o resultado da saga insana de duas semanas.
Minha estreia foi com emoção, como ficamos brincando por aqui.
Que seja o primeiro de muitos. E que os próximos sejam menos "emocionantes", hehehe.
Dá um contentamento, prazer e orgulho ver o livro pronto, materializado em papel e tinta.
E isso é só um pequeno registro mesmo, porque estou aqui focada no próximo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Coragem e muito mais


Não sei se odiar é fácil. Pra mim não. Causa tanto mal e desgaste. Ódio e acessos de fúria me causaram enormes perdas e desgraças no passado remoto. Ódio nunca mais senti, os acessos de fúria são raríssimos. A raiva... a raiva ainda se manifesta - especialmente no trânsito.
Bem, amar com certeza requer coragem. Cada vez mais, nesses tempos de superficialidade, futilidade, banalização, consumismo, imediatismo, superestimulo - e confusão.
As pessoas amam num dia, no outro não mais. Ou pensam que amam, depois pensam que não amam. Ou amam e odeiam. Ou não sabem se amam, se não amam, se odeiam, se não odeiam, se amam e odeiam.
Amando ou não, falta coragem para viver o amor. E, mais ainda, falta dedicação, disciplina, empenho, prática, foco - e paciência. Amor, como tudo nesse vasto samsara, requer cultivo. Como tudo, está sujeito à impermanência. E a impermanência vem com tudo se falta dedicação, disciplina, empenho, prática, foco - e paciência.
Parece aquele lance de querer ser magro e comer aos montes, querer ter um corpo bonito e saudável e se encher de porcaria e levar uma vida sedentária.
Eu estou me dedicando ao cultivo do amor como me dedico às demais atividades que me interessam. E está indo bem - como em todo o resto.
Hoje fiquei especialmente feliz porque, ao tomar conhecimento de uma situação que me deixaria furiosa há pouco tempo pela chinelagem e palhaçada infantil, causou apenas perplexidade e mal-estar. Que logo se dissipou. E voltei ao estado pacífico e amoroso (com uma dose grande de saudade nos últimos dias). Esse amor nem sempre é pacífico, em muitos momentos há ansiedade, especialmente quando o garrote do apego aperta. Mas é um amor que sobrevive forte, viçoso - e que, de momento, não está exigindo maiores cuidados para se manter saudável. As ervas daninhas da raiva não crescem no meu jardim florido. Quando surgem, retiro.

Primaveras na primavera

Dia lindo pra celebrar a nova estação.
E como tem árvores floridas pelos meus caminhos.
Aí a paradinha pra fazer fotos é obrigatória. :)




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mulher florida


Desabrochei.
Floresci.
Rosas e flores de flamboyant.
No final de inverno, já com cara de primavera.
Florescendo junto com as árvores que eu tanto amo observar a cada estação.
Adoraria florir junto àqueles que porventura feri.
Cobrir de flores.

Sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.











O cordão sem dona

Há cerca de 15 anos, desenvolvi com Dani Kruchin, minha ourives e superamiga, uma trama de corrente que se tornou a joia da minha família. Foi para dar de presente de aniversário pro meu marido na época. Eu amo joias feitas à mão livre, com o mínimo de processo industrial. Encomendei uma corrente com elos feitos à mão, irregulares. E Dani desenvolveu os "rocamboles", as espirais também feitas à mão.
Gostei tanto do resultado que fiz um cordão igual para mim.
Eu e Dani desenvolvemos ainda um outro projeto para mim, de espirais duplas. É o meu segundo cordão, mas o resultado não foi tão bom.
Nos 15 anos da Lízia, dei um cordão igual ao meu e do Eduardo para ela.
Em 2013, encomendei mais um cordão do mesmo modelo, dessa vez em prata porque não tinha grana pra comprar ouro, que estava uma fortuna. O metal não era tão nobre, mas a intenção era. Era uma declaração de amor e de comprometimento: você faz parte da minha vida - e da minha família. We belong. Achei a ideia totalmente espetacular porque, além disso, a espiral é a logomarca da pessoa. Uma espiral que ela desenhou.
Para minha consternação, o presente de Natal tão planejado não agradou. Acabou voltando para mim. Usei bastante. Mas não é meu.
Pensei em devolvê-lo pra quem eu sempre considerei a dona. No dia em que ia levá-lo, as minhas coisas que estavam na casa dela foram largadas sem aviso com o zelador do meu prédio dentro de uma sacola plástica transparente, transbordando. Calcinhas, camisolas, chinelos, até desodorante, tudo exposto. Pra não falar da minha vida. (Rir é melhor do que chorar. Então rendeu muitas risadas o comentário: "Lúcia, o porteiro agora deve olhar pra você e pensar: será que hoje ela está usando a calcinha preta? Ou a camisola de oncinha?")
Há algumas semanas, achei que tivesse encontrado para quem dar a corrente. Pedi pra Dani Kruchin limpar o cordão. Quando ela veio entregá-lo, junto com meu novo pingente, a surpresa: o cordão estava sem fecho! Tinha caído, e Dani não viu! Inacreditável. Ela quase morreu de vergonha. E eu achei muito estranho. Dani trouxe o cordão na manhã seguinte, sexta-feira passada. Fui almoçar com amigos. E aí esqueci o pacote com o cordão na casa deles. Surreal.
Peguei o cordão de volta no domingo.
E hoje enfim ficou inequivocamente claro que ele vai ficar comigo por enquanto. Até encontrar sua dona.
Contei a história pra Dani, que disse: "Os minerais são seres vivos, eles dão jeito de se comunicar". Esse cordão foi deveras eloquente.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Friendly zone

Mais um motivo para eu gostar ainda mais do meu novo local de trabalho. Ontem fiquei sabendo que uma das minhas colegas é casada há dois anos com outra mulher. Ela foi casada com um homem antes e tem um filho de 13 anos que mora com elas. (E que se dá melhor com a madrasta, disse ela.)
Aí me senti à vontade pra comentar que nos últimos três anos tive uma namorada. Essa naturalidade pra falar de relacionamento homossexual no ambiente de trabalho não é a realidade de muita gente. Mas é a minha. A nossa ali.
Só melhora.

5 meses amanhã



So what is the answer to the question of you
What do I look for, what shall I do?
Which way do I turn when I'm feeling lost?
If I sell my soul, now what will it cost?
Must I become naked? No image at all?
Shall I remain upright? Or get down and crawl? 
All of the questions in my life will be answered
When I decide which road to choose
What is the answer to the question of you?

You

Ouvi há pouco no MixCloud. E fui procurar um vídeo.
Prince sendo Prince. At this best.
O piano, a guitarra, a voz, a dança.
A coreografia clássica de "Electric Man", OMG. Como alguém tão tímido podia ser tão incrivelmente audacioso no palco eu não entendo. Vai além, muito além da mera insinuação sexual.

When I plug in your socket, baby
I will charge you like nobody can

That's a fact. No kidding.
Mas hoje não estou tão no mood pra safadeza principesca. Estou derretida pelas indagações de "The Question of U", que é de Graffiti Bridge, mas tem tanto a ver com Parade, com "Under the Cherry Moon", que ele inclusive toca na intro dessa performance. (Bem, fui pesquisar agora e "The Question of U" é mesmo uma sobra de Parade, só podia.)
Amo o piano que parece um cravo. E a orquestração. E a guitarra...
Amanhã completam-se cinco meses da morte. E eu sigo ouvindo as centenas de uploads do MixCloud. Agora bem menos, porque isso só enquanto estou traduzindo. Em casa.

Dois meses

Feriado local com cara de domingo. E eu com preguiça de domingo. Dormi até 7h30, uma raridade. E só levantei perto das 10h, um fenômeno. Meditei, cochilei e a melhor coisa: recebi um telefonema da Lízia, que hoje completa dois meses morando em São Paulo. Conversamos mais de meia hora, nosso contato mais longo nesse período. Lízia detesta falar no telefone, mas hoje estava disposta.
Conversa de relato de acontecimentos e também de troca de ideias e experiências. Desde muito nova Lízia faz comentários sagazes e lúcidos. Hoje não foi diferente, exceto que ela agora é adulta.
Para completar, a partir de hoje sou seguida pela filha no Instagram. É muita emoção pra um coração de mãe.

Lutando (sem qualquer convicção) contra a preguiça, com Lelo no colo, de bobeira no Facebook, fiz um teste de cores/personalidade. O resultado não poderia ser outro:

Otimista
Você tende a sempre ver o lado positivo da vida, não importa qual seja o obstáculo no seu caminho! Você é um raio de luz constante para todos em sua vida!
Lux. Shining bright.

Dois meses de intensas transformações. E tem mais coisa a caminho. Mudança.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Garrote

O aperto.
A aflição.
Pressão.
Apreensão.

Ainda ela



Minha nova tatuagem é totalmente especial. As flores usadas por Jean Etienne na arte foram colhidas por mim, do meu flamboyant favorito, um dos mais majestosos de Porto Alegre, no Parcão, que muito já postei aqui e nas minhas redes todas.
Peguei as flores no dia 27 de dezembro de 2014. Foram essas as fotos que serviram de base.
A flor de baixo já foi tatuada. A de cima foi trabalhada, Jean desenhou a pétala central aberta.
Não senti muita dor durante a sessão. Tampouco depois. Hoje já está mais sequinha, começando a formar casquinha. Dê-lhe bepantol. E as roupas todas meladas.

Passei por meu amado flamboyant hoje de manhã, na primeira corrida em um mês. A última havia sido no dia 21 de agosto. No dia 23 fiz a tatuagem das rosas, aí não pude correr porque a perna inchava bastante ao longo do dia. Na semana seguinte, comecei a trabalhar na editora, e aí foi o rush.
Agora a vida voltou à normalidade. Com horário pra tudo.
E começo a pensar em que assessoria de corrida treinar daqui pra frente. Mas sem pressa. Hoje fiz 4km. Não tinha muito tempo. E menos ainda vontade.

domingo, 18 de setembro de 2016

Domingueira

Eu poderia estar de ressaca, poderia ter saído, bebido, cheirado, detonado geral. Mas não. Fui dormir cedíssimo porque ainda estou me recuperando da semana de trabalho insano. As amigas estavam na maior pilha. Eu só queria meu pijama e minha cama.
Acordei cedo, inteira, com o pijama todo grudado e manchado da tinta vermelha da tattoo. E fui fazer o que havia combinado ontem: cuidar da Sofia enquanto Fran e Jairo corriam. Coisa boa estar com criança. Eu gosto, e elas gostam de mim. Fui rainha coroada, fui Malévola, tomei "chá ruim" feito de massinha de modelar, fui aprisionada, enfeitiçada e depois atendida por uma cabeleireira. Não haveria noite que valesse uma manhã tão astral, tão lúdica, tão leve.
Academia de novo. Muito bom. Mas amanhã provavelmente não conseguirei me mexer. Acho que mais de um mês sem ir. Durante o treino, parece que estive malhando o tempo todo, tudo normal. Dois dias depois... hahahaha. A treva.
Agora só falta voltar a correr. E comer direito. Estive numa dieta de bolachas. A maioria integrais, hahaha, grande coisa. Cozinhar só pra mim dá uma preguiça e uma má vontade totais. Mas tenho quê.





Projeto verão



Verão que estou ótima. Ou, como disse uma vez um amigo e grande admirador, "toda boa". A apreciação era mútua. Esse me dizia as mais incríveis e tinha um corpo incrível, mais de 90kg de músculo, um escândalo na piscina. A aparição dele foi o que eu precisava pra me convencer de vez que meu casamento tinha acabado e estava na hora de separar. Foi pra já. Isso lá em 2006.
Lembrei do Peixão ontem durante a sessão de tatuagem. Quatro horas deitada quieta - falei quase nada porque Jean estava totalmente concentrado no trampo - é tempo pra pensar na vida. Já tinha lembrado do bofe magia mais cedo, quando postei as fotos com a calça linda que ganhei da Maria Rita, minha manicure e confidente (uma das primeiras mulheres do meu círculo de empoderamento), por causa do "projeto verão".
O que me ocorreu é que a pá de cal nos meus relacionamentos agonizantes sempre vem na forma de uma aparição como a dele. Um homem bonito, rola a atração, o flerte, uma aventura rápida. Nunca é um "desconhecido". E é sempre mais bonito do que a pessoa com quem estou/estava. E é sempre alguém com quem eu jamais teria um envolvimento maior, não são pra namorar. São caras com quem eu tenho uma relação de amizade, de camaradagem, que se mantém inalterada depois do lance.
O segundo bofe magia apareceu da forma mais inacreditavelmente bizarra. Amigo do Orkut (eu nem lembrava), me encontrou no Fetlife e reconheceu uma foto dos meus pés! Foi pesquisar no Facebook e me achou. Sherlock podólatra (que aprecia todo o conjunto da obra aqui). Começamos a conversar em 2012, nos tornamos amigos. Conversamos sobre coisas que não falamos com outras pessoas. Já disse que temos uma ligação de karma, só pode ser. Meu personal Arcanjo vai e volta. Sempre que aparece, estou em fase solo, ou me encaminhando para tal. Infalível.
O terceiro conheci em 2013. Quando ficamos, por iniciativa minha, bastante tempo depois, foi um divisor de águas. Tive a mais cristalina certeza de que eu havia mudado. O relacionamento em que eu estava emaranhada, a doença/morte de minha mãe, o caos geral da minha vida proporcionaram/forçaram minhas transformações pessoais, graças à terapia. A Lúcia que eu era deixou de existir. E a que eu sou tratou de buscar uma companhia que a reconhecesse, valorizasse e apreciasse. E como fui apreciada e bem tratada! E como tenho sido desde então. Não só na vida pessoal, mas mais ainda na profissional.
Meu crescimento emocional alavancou meu crescimento profissional. Deixando de agir/sentir como criança, conquistando maturidade e independência emocional, consegui deslanchar na vida profissional/material, dando os primeiros passos rumo à independência.
Sou muito grata a esses homens que surgiram em momentos decisivos e facilitaram minha transição para novos estágios. Os olhos deles foram espelhos pelos quais me vi por novos ângulos. Vi muito mais que o corpo - meu e deles.
O "projeto verão" - verão que estou ótima, evidentemente não é (apenas) sobre meu corpo.

sábado, 17 de setembro de 2016

Lua cheia, vida plena



Que dia!
Sol. Calorzinho gostoso.
Visita às árvores de primavera da Coronel Bordini. Fotos. Perfume.
Na ida pra academia. Finalmente um treino! Bem bom. Mas depois, durante o almoço, parecia que tinha feito um esforço gigantesco. Exausta. Reflexo ainda da noite sem dormir.
E finalmente a minha mais desejada tatuagem!!!
O planejado era fazer as duas flores. Mas começamos às 16h. Jean Etienne levou quatro horas na primeira flor. A outra ficou pra semana que vem. E haverá uma terceira sessão pra fazer o fundo.
Como é bom ser a fodona do bairro peixoto. Esse local é o mais doloroso pra tatuar - mais ainda em gente tão magra quanto eu. Mas a bonita aqui mal sentiu. Só canso de ficar na mesma posição. E acho um saco não poder olhar o trabalho do Jean. No mais, tudo suave.
Vou passar mais uma semana contando as horas pra próxima sessão.

E ao sair do estúdio, a Lua. Mais linda ainda do que ontem.
É muita bênção.
Transbordando de alegria e felicidade.
E de gratidão. Especialmente por Carla, que esteve presente em todas as tatuagens desde agosto, que me pilhou a fazer os flamboyants agora e me deu de presente de aniversário. A amiga que está junto nestes e em outros momentos incríveis que tenho vivido. E que, de muitas maneiras, ajudou a fazer vários deles acontecer.
Fazia muito, muito tempo que eu não era tão bem tratada, tão valorizada e estimada quanto tenho sido agora. Por todo um novo círculo de amigos que estou cultivando. E que não recebia um presente tão incrível como minha tatuagem mais sonhada (Jean lembrou que eu falava disso desde que nos conhecemos, em 2013 - e eu já pensava antes). E como o diamante que se tornou pingente.
Não que minha vida antes fosse ruim. Era escassa. Agora é farta.

Tem que saber pedir.
Tem que saber receber.
Tem que saber agradecer.



Sexta-feira, Lua cheia


E eu radiante como a Lua.
Andando pela rua, extasiada com o sol, vi motoristas reduzirem a velocidade pra me observar.
Fui almoçar com Fran e Jairo no centro, tive o estalo de ligar pro Paul e descolei horário pra cortar o cabelo. Agora sim, sem mais nada do que restava de cabelo com tintura.
Falei pro Paul do quanto as pessoas elogiam meu cabelo desde que cortei com ele a primeira vez. Ele comentou que meu cabelo é muito bonito por si, que a cor é linda - e que na real o corte até pode ter ajudado, mas que o que as pessoas estão vendo é o que vem de dentro.
O que eu estava emitindo nessa sexta-feira magnífica? Satisfação. Autocontentamento. Muito feliz por ter conseguido desempenhar tão bem no trabalho. Alegria e felicidade por estar de folga, por poder andar ao sol, encontrar pessoas queridas, ter um dia despreocupado.
E gratidão. Gratidão por trabalhar no que gosto, num ambiente agradável, com gente bacana. Gratidão por todas as outras coisas que agradeço todos os dias. O Dharma, a vida humana preciosa, a saúde.
E à noite, quebrada, caindo de sono, pra fechar todas, a Lua cheia. Linda, linda, linda.
Como sou abençoada por valorizar essas coisas. Por olhar, ver e me maravilhar.
E ma ho!, diz sempre o lama Samten.