terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Pegar leve pra pegar pesado

A segunda-feira devagar-quase-de-ré foi especial. Percebi o impacto da atividade cervejeira na rotina. E reajustei a rota. Coisa mínima, mas essencial.
Back to basics.
Treino e happy-hour não combinam.
Ontem estava tão quebrada que fui deitar às 22h. E hoje levantei às 8h na marra.
Agora, que noite bem boa. Dormi como um anjo. Tive um sonho cheio de significados. E acordei bem desperta para o que interessa.


Minha luz

Chegou! Finalmente!
Chegou e saiu. Rá!
Rica filha. Sol da minha vida, luz dos meus olhos.
Fez a fotinho a jato, maior pressa pra ir num show com amigos.
Que coisa boa vê-la feliz, tão cheia de vida.


Raios de luz


Cheguei em casa da editora ontem à tardinha caindo aos pedaços. Exausta e desanimada. Aí dei de cara com o envelope que o sr. Darci tinha colocado por baixo da porta social. (Que eu não uso, só entro e saio pela cozinha, nem lembro que aquela porta faz parte da casa, nem pras visitas eu lembro de abri-la.)
A coisa certa na hora certa. O marcador de livros da Ju Farias, jornalista e escritora sensível, maravilhosa, um doce, (mais uma) pessoa do bem que surgiu neste ano em meu cami8nho. (Opa! Digitei o "8" por engano, apaguei, aí percebi que ficava muito apropriado e tinha tudo a ver com esse fato e com tudo que tem acontecido. E com tudo que acontece sempre na real. Cami8nho, yes!)
Ju escreve para vários portais e está ficando grandona com seus textos delicados e amorosos. Vai lançar o primeiro livro no ano que vem (https://www.facebook.com/Com-licen%C3%A7a-posso-entrar-1112903132096659/?fref=ts), está fazendo a divulgação de pré-venda bem no jeito dela, meigo e irresistível. O marcador personalizado faz parte das ações.
Receber esse presente e ler o que ela escreveu para mim foi uma bênção e um bálsamo.
Iluminou o meu final de dia.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Sábado escorpiano

Foi o dia delas. E na ordem pelo dia de nascimento, hehe.
Almocei com Carla aqui em casa. Minha lasanha de abobrinha sensacional. Café e doçura no Charlie Brownie. E um ursinho fofinho.
Tarde com Dani no Faraco. Carona pra ela levar a gatinha Winnie, que está com rinotraqueíte, assim como o gato Derick, internado desde sexta. Faraco e toda a equipe da Clínica Veterinária Auxiliadora são os melhores. Derick chegou lá com a vela na mão. Já melhorou. Ronronou pra Dani. Amor incondicional. Winnie poderá ser tratada em casa.
À noite, trabalho, pizza e vinho com Luzimar. Finalizando as atividades de 2016 e projetando 2017. Conversa estimulante. Balanço e planos.
Três amigas muito próximas do mesmo signo.
Relacionamentos de muita troca.



sábado, 3 de dezembro de 2016

Sabadão proativo

Impressora instalada e funcionando. Presente de aniversário da Carla (mais um). Inaugurei imprimindo os textos do curso de análise do discurso que preciso estudar. Pra ser uma estreia auspiciosa, hehehe. Um dos projetos para 2017. E pra vida.
Depois imprimi e escaneei a documentação necessária pra entrar com processo contra a NET pelo furto do roteador. Não é uma questão de dinheiro. É uma questão de princípios.
Por falar nisso, o roteador novo é um espetáculo com suas seis anteninhas. Meus problemas acabaram!
Depois do café (na cafeteira que Carla doou porque comprou outra), migrei pra cerveja. E agora é encarar napoleon hell, the curse. O livro mais trabalhoso de minha carreira. Fui contratada para uma revisão. É uma retradução.
Lembro exatamente do dia em que esse trabalho apareceu. Não dos detalhes comezinhos, mas de fragmentos. Fevereiro, estávamos chegando em Capão. Sexta-feira de tarde, sol, lindo. Lembro da luminosidade. Paramos numa loja na entrada da praia, enquanto olhávamos sei lá o que, acertei o trabalho. Não tinha a menor ideia do que me aguardava. Enfim. O que me interessa é que desde então estou fazendo um trabalho meticuloso. Não fui paga pra isso. Mas, como o roteador, não é uma questão de dinheiro. É uma questão de princípios.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Vem, meu bem!

Venham, meus amores!
Dezembro.
Flamboyants floridos.
Meu mês favorito, minha flor favorita, da minha árvore amada.
Como budista, meu voto é atingir a iluminação debaixo de um flamboyant, em um corpo trans, pan, ultrassexual. Buda no sentido mais pleno e absoluto.
Enquanto sigo a passos ultramicroscópicos no caminho para a iluminação, observo os flamboyants nos meus trajetos pela cidade. Indo para a editora, passo por alguns flamboyants que já estão lindos. Terei que me programar pra sair cedo e fazer paradas para observá-los e fotografá-los.
Faz anos que os flamboyants de Porto Alegre não florescem a pleno. E ao que parece 2016 também não terá grandes floradas. Ciclos.
Hoje foi dia de fazer fotinhos dos flamboyants do Parcão.
Também foi dia de voltar a treinar. Apelei pro dia 1º do mês favorito. Funcionou. Agora tem que funcionar pelos próximos 30 dias.








terça-feira, 29 de novembro de 2016

Como se não houvesse amanhã

Nunca se sabe o que virá primeiro, se o dia de amanhã ou a próxima vida.
Hoje foi dia de refletir sobre a impermanência, a natureza tão efêmera dos fenômenos.
Vida breve.
Voltando pra casa, pensei que, se eu morresse hoje, morreria em paz.
Sem um único desafeto. Sem ninguém a quem eu queira mal. Sem estar brigada com ninguém.
Sem pendências emocionais, sem contas a acertar.
Sem rancor. Sem mágoa.
Com todas as minhas imperfeições e erros, ainda assim eu morreria em paz.


Tristeza de todos

Ontem assisti pedaços do jogo que deixou o Inter mais perto da série B. E acompanhei perifericamente as notícias do embarque da Chapecoense, já me preparando pra torcer por eles.
Futebol costuma ser alegria de uns, tristeza de outros.
O Grêmio finalmente estava prestes a dar uma alegria pra torcida. E o Inter também estava nos alegrando com a derrocada, naquele espírito de porco esportivo.
Acordei com a notícia desoladora do acidente de avião que dizimou a Chapecoense.
Acabou-se a alegria.
A tristeza agora é de todos.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Belezuras

Aqui de boa, vi o Vitória ganhar do Coritiba, o novo roteador funcionando maravilhosamente - instalado por mim, gênia da informática #sqn. Maior barbada, quase que se instala sozinho.
Jantar combinado com amigas pra amanhã aqui em casa, planejando ida pra praia com elas.
Ainda tem mais trabalho hoje. Treino não teve, o braço está inchado, claro que Jean Etienne disse que era melhor não. A tatuagem é um escândalo de linda.
Lindo foi também o entardecer aqui do meu janelão. Ô beleza!
E lindas vão ficar também as minhas queridas pulseiras velhas, que detonei de tanto usar e agora serão remontadas pela Dani Kruchin no estilo das novas. Clássicos de verão de Lúcia Brito.
Registros de uma segunda-feira pacífica.




domingo, 27 de novembro de 2016

Boyfriend

A calça.
As calças.
Tenho duas. Ganhei ambas. Uma usada. Outra nova. Tô amando.
Sou bem magra, acho que fica lindo, frouxa, larguinha. Visual confortável e estiloso.
Minhas colegas na editora racham de rir quando eu falo dos meus trajes sapatônicos. E do meu famoso relógio de sapatão.
Além do relógio e das calças, agora tô curtindo pulseiras de couro, outro item da indumentária sapatona. Uso com o relógio, no pulso esquerdo. Porque no pulso direito... pulseirismo furioso perua. Na verdade as pulseiras de momento já estão cobrindo quase a metade do antebraço. E o pescoço também, lotado de colares.
Vem, verão! Temporada dos adereços.



Bons fluidos dominicais



Acordar assim é bom, bom, bom, bom, bom.
Depois de uma certa hora, Lelonid vem, cheira meu rosto, me cutuca com os bigodes, ronrona, conversa baixinho. E, se nada acontece, deita e dorme também, hahaha.
Hoje teve pouca preguiça. Já estamos trabalhando.


sábado, 26 de novembro de 2016

Autossuficiência


Quase encerrando o dia por aqui. Pretendia trabalhar até mais tarde, mas já fiz isso ontem. Então vou dormir cedinho hoje. Acordar cedo amanhã (tomara!) e finalizar um dos livros em preparação. Leitura árida. Exigente. Entediante às vezes. Cansativa sempre.
Esta imagem ("Você é o suficiente") estava armazenada há tempos na minha pasta de downloads. Hoje enfim me senti pronta pra postá-la. Foi a sensação do dia. Especialmente ao voltar pra casa com minha nova flor, feliz e animada com o trabalho que me esperava. Sabendo que este final de semana é de ficar por aqui, focada em dois livros bastante trabalhosos.
A sensação de me bastar adquiriu novo matiz e sabor nesta semana.

12, 13, 16?

Mais uma. Lindíssima, dissemos quase em uníssono eu e Laura, minha irmã, pra quem contei e mostrei em primeira mão. (E eu disse lindíssima porque é uma palavra que ela usa.)
Ideia da Carla, que ia fazer também, mas desistiu - pelo menos por enquanto. Celebração de ano novo. O dela, que já começou, e o meu, a começar em breve. Quem escolheu o desenho foi ela. Das coisas mágicas da vida cheia de méritos de Lúcia Brito. Mandei um link com imagens de mandalas de flores pra Carla. Eu estava pensando em algo totalmente diferente, bem mandala mesmo, uma flor em círculo. Em preto e sombreado. Foi ela que viu essa ideia, com cor. Encaminhei pro Jean Etienne, que fez um desenho a partir da referência. Hoje mesmo. Rapidinho, no balcão do estúdio.
Eu sabia que queria colocar perto do Ho'oponopono. Mas, como sempre, foi ele quem definiu o tamanho, o posicionamento, o colorido, tudo. O resultado? Perfeito. Minha nova flor emoldura o Ho'oponopono. Não parecem duas tatuagens. Então, não dá pra dizer que sejam 13. Continuam 12, hehe.
Se fosse pra contar isoladamente, na verdade seriam 16.
O Love são duas, de dois tatuadores diferentes. O mantra OM em sânscrito e as letras L-V-E, adicionadas anos depois. (As letras vieram neste ano. O OM nem lembro quando foi, tampouco sei quem foi o tatuador.)
O Mani do antebraço esquerdo veio muito antes dos Olhos do Buda que o complementam. (Ah! Os Olhos do Buda foram o primeiro trabalho do Jean Etienne no meu corpo.)
Lux e a estrelinha também não foram tatuadas de uma vez só. (Foi no mesmo estúdio, mas Lux é do Hugo, a estrelinha é do Jean, que também retocou o L.) Nem sequer havia a ideia. Fiz Lux, minha primeira tatuagem compartilhada com Carla. (E minha primeira tatuagem do segundo semestre de 2016.) A estrelinha veio depois, em um intervalo mínimo neste ano de muita arte e cor. Que ainda não terminou. :)





Que te vayas bien

Minha timeline do Facebook está inundada de posts a respeito da morte de Fidel Castro. Na maioria, refletem a tendência cada vez mais nítida - e alarmante - da polarização de opinião. Tendência mundial de fanatismo. Extremismo. 8 ou 80. Preto ou branco. Intolerância.
Polarização agressiva. Opinião que não só não vê meio-termo, como não aceita opiniões diferentes.
Qual a dificuldade em ver os pontos positivos e negativos da revolução cubana? Os muitos acertos e os muitos erros de Fidel?
Caminho do Meio, minha gente.
Caminho do Meio em tudo.
Começando em casa.
No trabalho.
Nas relações sociais.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Felicidade profissional


Saindo logo mais pra pré-estreia do documentário Arminda Lopes - A estética além da dor, produzido pela Stricher Filmes. Hoje nem sei se conseguirei assistir, acho que não. Vou pra trabalhar. Já estive pela manhã no shopping, pra receber fornecedores e ajudar na montagem do espaço para o coquetel após a sessão. À noite, vou ficar operando como "HD externo", que é o meu "cargo".
Amanhã faz dois meses que conheci a diretora Luzimar Stricher. E começamos uma amizade e um relacionamento profissional marcado pela sintonia, respeito e admiração mútua. Estou imensamente feliz por ter participado da etapa de pré-lançamento de Arminda Lopes - A estética além da dor, um trabalho lindo e sensível.
A atividade na Editora Citadel me reinseriu num ambiente formal de trabalho, minhas tardes lá são simplesmente adoráveis. Eu adoro editar, preparar texto, traduzir, pensar o livro. Adoro. E, como estava conversando ontem com minhas colegas, que bênção trabalhar num local iluminado por luz natural, com um janelão com vista para o céu e para árvores enormes e lindas, onde o ar condicionado só é ligado em temperaturas mais extremas.
A atividade free-lance na Stricher Filmes está me reinserindo no ambiente cultural e jornalístico.
E trabalhar com Luzimar é um tônico pra autoconfiança e pra autoestima. É inestimável ouvir elogios e agradecimentos, ser reconhecida e apresentada pra todo mundo como o "HD externo". Que tranquilidade trabalhar com uma pessoa segura de si, que não teme o talento dos outros, que tem brilho próprio e trata de se cercar de gente luminosa. Que ouve, que é receptiva.
Minhas duas novas atividades profissionais trouxeram consigo pessoas muito, muito bacanas. Saí do isolamento da tradução. Abertura em todos os sentidos.


domingo, 20 de novembro de 2016

Gatos felinos

Como não amar essas criaturas?
Como não ser cativada pela meiguice, pelo amor que manifestam? Pela companhia que fazem?
Lelonid totalmente grude. Quando não está no colo, agora está nessa caixinha enquanto trabalho na sala.
Ludox sobe e desce, anda muito pelo telhado. E de momento está fascinado pela caveira. Todo dia dá uns tapinhas nela. Ontem à noite resolveu brincar pra valer, jogou no chão e ficou curtindo até eu cortar o barato.
Domingo preguiçoso, um calorzinho mormacento, passarinhos cantando. E eu firme no trabalho. Vontade de sair, de preguiçar com os gatos. Mas vontade ainda maior de avançar nas páginas que faltam. O insight de ontem me deixou bem menos resistente aos livros em mãos.




Desejo, logo existo

Lacan parece estar entrando em minha vida por todos os lados.
Começou pela AD. Com a frase "Desejo, logo existo".
Uma amiga psicanalista segue a linha lacaniana. Me emprestou um livro sobre Lacan. E há pouco, quando dei um google atrás da frase que me instigou, topei com o livro Lacan e o budismo, de Felicíssimo Cardoso Neto. Já comprei, já baixei.
A AD tem mil conceitos que correlaciono ao budismo naturalmente. E suponho que Lacan também. A psicologia budista é inacreditavelmente profunda e abrangente. A visão budista é semelhante à da física quântica. Agora vou ver as semelhanças no discurso de Lacan.


E o meu desejo?
Meu desejo esteve inteiramente voltado para o trabalho, para os estudos, para a vida prática. Agora minha energia está voltando a fluir também para o ímpeto sexual.
Meu desejo sexual hoje é difuso. Indistinto. Vago. Nebuloso. Múltiplo.
O que eu desejo? 
Enlace. Braços e pernas justapostos, sobrepostos. Mãos, dedos, bocas, línguas experimentando, esquadrinhando.
Fusão. Calor. Cadência.
Ativação de todos os sentidos: visão, audição, tato, paladar, olfato e mente.
Presença presente no presente.


Falta de assunto

Vontade de escrever, mas faltam ideias.
O que não falta é trabalho. E também coisas aos montes pra fazer além do trabalho.
Esse acúmulo de tarefas pode ser um dos motivos pra falta de inspiração pra escrever aqui. Mas tenho escrito horrores. As edições de texto são retraduções na verdade. Na sexta-feira, reli um material que havia reescrito há cerca de um mês, está bem bom. Orgulho da minha expertise.
Empolgada também com as atividades na Stricher Filmes. Nessa terça, lançamento do documentário Arminda Lopes - A estética além da dor. Trabalho lindo, sensível. Orgulhosa de estar contribuindo.
E hoje mais um dia de me dedicar totalmente ao trabalho. Sem lamentar pela falta de tempo pra treinar, correr, fazer outras coisas. O momento é de liquidar pendências. Zerar tudo antes do final do meu ano.
Pra chegar no verão, no meu ano novo renovada. Já sou muito diferente da que era. E agora é hora de fazer as coisas de modo diferente. Novos hábitos. Acima de tudo, nova visão de mim mesma, do meu talento, da minha capacidade, do meu trabalho.



sábado, 19 de novembro de 2016

Amor em pacotinhos

Meu cunhado veio visitar a filha. Passaram aqui em casa e deixaram os singelos presentinhos que minha irmã mandou de Lisboa. Junto com um bilhete lindo.
Das coisas que não são (apenas) coisas.
Daquilo que importa, interessa, tem valor.


Sai de mim



Minha caveirinha, sabonete perfumado, está aqui, do lado do notebook. Fechando comigo contra a urucubaca. Presente mimoso da Jackie Selbach, após Dharana ter contado dos perrengues aqui em casa. Encomendei um spray de arruda, limpei tudo e ainda por cima ficou um aroma delicioso.
A arruda limpou até minha mente de uma energia embaciante.
Trabalhando em dois livros de Napoleon Hill com uma nova perspectiva.
Sai de mim a urucubaca. Sai de mim a estagnação. Sai de mim a resistência.
Saem de mim, para tomar forma no mundo "real", novas maneiras de ver, pensar e agir.