sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Amor antigo


Mizuno Wave Creation. Um dos meus favoritos. Esse é o terceiro. Não ia comprar, mas calcei e... tchan! Já era. Adoro o contraforte dos tênis da Mizuno. Agarra bem o calcanhar, é alto. Me dá conforto e estabilidade.
Também experimentei o Adidas Boost novo. Quase desmaiei. Com a maravilha que ele é, parece uma meia. E com o preço. Fora do meu orçamento. Ainda mais que outro amor antigo morreu e a substituição vai custar uma grana.
Meu Garmin 910XT foi-se. Caiu o botão On/Off. No Brasil não dá pra mandar consertar. O preço é extorsivo. E o serviço nem ao menos é confiável. Só pro orçamento querem achacar R$ 150. Agora vou começar a investigação pra ver se ainda é possível entregar o modelo estragado e pagar uma diferença pra pegar um novo nos Estados Unidos. Ou então consertar lá.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O novo amor

Mizuno Iron.
Um dos modelos selecionados por meu treinador como opção para eu substituir meus tênis usados. (A propósito, como não achar excelente um treinador que, além da planilha caprichada, se dá ao trabalho de pesquisar tênis e mandar uma dezena de prints com fotos e preços?)
Comprei no sábado. Experimentei e decidi na hora. Confortável, leve. Adoro o jeito como os Mizunos envolvem o pé e especialmente o calcanhar. Mizuno e Adidas pra mim são os melhores.
Domingo resolvi dar um trotada quando a chuva enfim parou. Sabia que não devia, mas calcei os tênis novos. Botei o pé na calçada e senti a pisada escorregadia. "Tudo bem, chão molhado."
Não ficou nada bem quando fui descer a ladeira para chegar no parque. Estava deslizando muito. Não deu outra: caí de bunda no chão. Não me machuquei. Levantei e segui. Oito quilômetros prestando a máxima atenção na pisada, sentindo umas derrapadinhas de leve.
Ontem, com as calçadas secas, resolvi usar o Mizuno Iron de novo. Tudo ótimo. Bem estável. Fiz 14km. Asfalto, areão e pista de carvão. Volume excessivo para adaptação, mas não tenho feito quilometragens menores.
Muito feliz e satisfeita com o Iron, que para completar é muito bonito. :)

O vilão

Há cerca de dois meses minha unha começou a doer do nada um dia. Doía muito, eu não fazia ideia do motivo. Ela estava intacta. E doeu bastante por uns três dias. Levou umas duas semanas pra começar a arroxear. Aí soube que era por causa do aumento do volume nos treinos de corrida. Ok, fazer o quê? Vai aumentar muito mais.
Há umas duas semanas descobri o vilão. Fiz um treino mais longo com esse Nike, e durante a corrida as duas unhas ao lado da roxa começaram a doer. De noite doeram tanto que dormi mal, o lençol e a manta tocavam nelas, e eu sentia dor. Soube que essas também ficariam roxas. Estão no processo.
Parei de usar esse Nike. Vou experimentar em treinos curtos mais adiante.
E as unhas? Provavelmente vão cair daqui a uns meses. Desse jeito meu pé estará um desastre no verão. O lance é pintar as unhas de preto, marrom, vermelho-escuro.
Ah, também apareceu a bolha de sangue no dedão. Não sei se foi do Nike ou do simples atrito da meia.


domingo, 13 de agosto de 2017

Under the moonlight


Na segunda-feira, com a casa em estado de calamidade, comecei a surtar. Não corria há uma semana, envolvida com as arrumações e aspectos técnicos altamente estressantes das mudanças.
Minha irmã insistiu: vai correr.
Fui.
17km depois, os perrengues perderam praticamente todo o poder perturbador. A confusão seguiu igual, mas eu não.
Na terça fiz o longão de 18km dando voltas no Parcão. Muito bom, especialmente pro treinamento mental.
E na quarta-feira, treino à noite na Redenção. Com ela!
E depois o finalzinho do jogo do tricolor ali mesmo. :)



Mais 2



Na semana do auê doméstico total, chegaram em Porto Alegre meus dois novos filhinhos.
A especialista em Napoleon Hill traduziu - e preparou - mais um.
E o outro, preparado e revisado por mim, é filosofia e neurociência prêt-à-porter. Leitura suave, leve e ligeira.
De momento, preparando mais um Napoleon Hill. Haja foco e força.
As traduções de momento estão paradas. Desde quinta-feira, nem escrivaninha tenho. Mas está tudo cada vez melhor.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Tô na zona

A maior zona.
(Re)Organização da casa.
Quarto da filha desativado. Retirada de móveis que nunca quis e que mantive por 17 anos, por pura inércia. Que terrível hábito era esse meu de me acomodar em situações incômodas. Afff.
Vendendo, doando, desapegando. Liberando espaço e muita, muita energia.
O velho saindo. O novo entrando.
Bem, o novo ainda não entrou porque preciso liberar todo o velho primeiro. Mas agora falta pouco.
Minha casa cada vez mais com a minha cara.
Bem na sua cara.






Mystic Misty


Está tudo meio assim por aqui. Embaçado.
Mas a corrida de 17km de hoje, depois de uma semana sem treinar, às voltas com a desordem, aliviou o stress e dissipou um pouco da névoa. Que hoje já estava virando uma nuvem negra de minha criação.
Xô uruca!
Que bom que a minha perturbação eu posso dominar e dissipar.
A perturbação e a nuvem negra alheias são neutralizadas não só pela minha luz, mas por presenças luminosas, solares e mimosas que me acompanham e revitalizam.

domingo, 6 de agosto de 2017

Desapego e caos

Está tudo saindo do lugar. Muita, muita coisa saindo de vez. O que fica será reencaixado de nova maneira.
Desapego é um processo. No meu caso, está ganhando velocidade. Quanto mais eu desapego, mais tenho para desapegar.
De momento, está tudo cada vez mais bagunçado. O que sai abre espaço, mas também deixa um rastro de coisas desestruturadas, a reorganizar, reconfigurar.
Processo atordoante. Processo libertador.
Leveza. Menos é mais.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sabores

Final de tarde, voltando pra casa.
Vemos a lanchonete e lá vamos nós. Milkshake, batata frita. Sabor de vida em família. De infância. Como essas coisas raramente fizeram/fazem parte de nossa vida, adquirem um sabor especial.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Primeira data

Minha contagem regressiva já tem data para começar: 1º de agosto. Mês novo, vida nova.
As mudanças vão se apresentando em velocidade cada vez maior. No processo, olho com expectativa para o que vem e com doçura nostálgica para os antigos caminhos, tantas vezes percorridos. Coisas rotineiras que fizeram parte de minha vida por anos e anos.
Ruas. Trajetos. Árvores. Parques. Até prédios.
Hoje apreciei de novo essa vista que tantas e tantas vezes me encantou:

 

sábado, 22 de julho de 2017

Sobre desrespeito e indiferença

Durante muitos, muitos anos, fiz as unhas todas as semanas religiosamente.
Nas três últimas semanas não fiz. E não senti falta. Nem vontade de fazer.
Mais uma mudança. Mais uma novidade em termos de atitude e posicionamento.
Ao longo dessa mais de uma década de manicure semanal, frequentei o mesmo salão nos últimos quatro anos. Era a cliente mais antiga. E tinha um horário semanal fixo. Se o horário é fixo, supõe-se que não seja necessário confirmar. Não estava sendo o caso. Toda semana antes de ir embora eu conferia se o horário estava agendado para a semana seguinte - porque às vezes não estava.
Há três semanas, cheguei lá e a manicure estava atendendo outra pessoa. E eu havia confirmado o horário fixo (só que não, né?) na segunda-feira daquela semana.
Fui embora pra não voltar mais.
Pior do que a falha, a desorganização e a ineficiência foram o desrespeito e a indiferença. Claro que eu poderia ter relevado mais essa pisada na bola do estabelecimento. Afinal, é só manicure, poderia remarcar, blá, blá, blá.
Mas não.
Não porque respeito é bom e todo mundo gosta. Conserva os dentes e os relacionamentos. Todos os relacionamentos - familiares, amorosos, sociais, profissionais, comerciais.
Desrespeito e indiferença são duas coisas que bani da minha vida - no atacado e no varejo -, junto com alguns hábitos insalubres.
Afinal,



Da felicidade

Filha passando as férias aqui. Foi embora no dia 20 de julho do ano passado. E neste estava de volta.
Lízia ter saído de casa - e, mais que isso, ter mudado de cidade - foi uma enorme mudança na minha vida - e maior ainda na dela, claro. Uma mudança que se revelou maravilhosa - pra nós duas. Amadurecimento.
Lízia hoje mora na cidade que queria, estuda o que quer. Está imensamente feliz. E essa é a maior felicidade para uma mãe.
Agora outra enorme mudança está a caminho. A contagem regressiva começa em breve. Como toda mudança, essa traz certa ansiedade e até um pouco de medo. Mas o processo está sendo tão incrivelmente mágico e suave que o sentimento dominante é empolgação. E expectativa.


domingo, 16 de julho de 2017

Dakini rebolativa - a aspiração

A maior frustração dessa minha vida atual é não conseguir dançar. Dançar no sentido de rebolar. Bater a bunda no chão, sarrar, mandar um quadradinho. Funk. Samba. Hula-hula.
E, acima de tudo, dança do ventre. A arte do controle do quadril. Do assoalho pélvico e de toda musculatura abdominal. A arte do isolamento dos músculos para fazer o ventre subir, descer, ondular, tremer, vibrar. Na dança do ventre, a bunda balança como efeito da articulação do quadril e do abdômen. E tem toda a técnica para tronco, seios, braços, mãos.
E o que tem aos montes neste mundo é imbecil achando que rebolado é vulgar. Ah, mas que nojo que me dá dessa gente. Eu por mim viveria rebolando a bunda por aí. Chão, chão, chão.
Acho lindo. Acho sexy. Acho divertido. Uma celebração do corpo feminino.

Fiz cinco anos de dança do ventre. Parei por concluir que não conseguiria evoluir muito mais.
Neste ano já vendi a espada e alguns lenços de dança. Hoje fiz fotos dos trajes e coloquei à venda.
Nossa, que dor. Amo dança do ventre. E a música árabe, que de momento estou ouvindo. E adoro essas roupas, que combinam perfeitamente com a minha pessoa esfuziante.
Que na próxima vida eu venha com um quadril solto. Uma dakini rebolativa. Dançarina celestial.





Magia na cozinha

Wok é vida, wok é tudo. Melhor artefato para cozinhar. Não dá pra chamar de panela, é outra coisa. Tipo uma caçarola de alta tecnologia japonesa.
Com minha wok, presente do meu tio, redefini ontem à noite minha apreciação por repolho cozido. Sempre odiei, porque quando criança faziam uma coisa horrorosa com o repolho, acho que até açúcar colocavam. Eu abominava - a começar pelo cheiro.
Mas comprei um repolho há três semanas na feira. Ontem resolvi que ia fazer algo com ele - até porque era a única coisa que tinha em casa.
Wok. Óleo de girassol. Repolho. Shoyu. Tofu. Para completar, o arroz integral cozido que já estava virando relíquia dentro da geladeira.
Voilà!
Arroz frito vegano. Ficou tão, mas tão bom que não sobrou nada.
Achei que fosse acordar inchada hoje, como sempre acontece quando como em restaurante chinês, por causa da quantidade de óleo, shoyu e sal. Nada disso. Zero inchaço. E fiz arroz frito mesmo. Não é frito de verdade, lógico, mas é frito no sentido da quantidade de óleo que usei. E shoyu foi de monte também. Só não adiciono sal.
#govegan


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Dia do Rock

Nem gosto muito. Sério.
Mas Iggy Pop... ah, esse sim.
Exemplo de genética superior, como Keith Richards. Senão isso, a comprovação de que drogas pesadas não são tão pesadas para alguns abençoados (?). Whatever.
Misericórdia, o que era de espetacular esse homem. Raw power.
Wild child. A real wild one. Botando fogo na música, na caretice - e na mulherada.
Já gostava, mas me apaixonei voraz, incendiária e furiosamente por Iggy Pop em minha primeira tradução, Please Kill Me, Mate-me por favor (L&PM). Alguns dos pontos altos do livro são as peripécias de Iggy Pop. Protopunk. Força da natureza.
Recentemente, numa das sessões de tatuagem com Jean Etienne, estávamos falando de música. E aí ele disse: "Você já leu Mate-me por favor? Eu li quando era guri e fez a minha cabeça." Eu achei que ele soubesse que eu era tradutora. Ele não sabia! Puro acaso. Foi um daqueles momentos de orgulho profissional. Porque meu tatuador pirou com o livro que ele leu em português, traduzido por mim. Quantos milhares de pessoas já se divertiram, instruíram, emocionaram lendo as palavras que eu escolhi e organizei?
Sobre palavras, essas linhas são algumas das minhas favoritas do rock, da música, da vida. Sobre sexo e desejo:

(I'm) So messed up I want you here
In my room I want you here
Now we're gonna be face-to-face
And I'll lay right down in my favorite place


Que eu traduzo assim:

(Tô) Tão doidão, eu quero você aqui
No meu quarto, eu quero você aqui
Agora vamos ficar cara a cara
E eu vou deitar no meu lugar favorito

A versão original, de 1969:


Dez anos depois, em 1979:


Em 2016:


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Quando dizer não não funciona


Barragem de 16 notificações via e-mail entre sexta-feira e hoje. Forçação de barra inacreditável. Um absurdo. Para completar o surrealismo, flores e presentes enviados para o meu prédio. Dou as flores indesejadas, distribuo os presentes indesejados. E tento ignorar a invasão dos meus espaços, esperando que um dia cesse. Porque dizer NÃO - não quero, não me interessa, não invada meu espaço - não funciona.
Não imaginava passar por nada tão irritante. Desde os meus 22 anos, nenhum homem com quem eu tenha me relacionado - ou tenha tentado se relacionar comigo - jamais tentou impor sua presença dessa maneira depois de eu ter aprendido a dizer não de forma convincente.
Lamentavelmente, sempre tem a primeira vez pra tudo. Inclusive pra assédio de quem não e quem nunca.
O não que aqui vem muito a calhar é o "não há o que não haja".

domingo, 9 de julho de 2017

Com elas


Estrada à noite na Lua cheia. Em Capricórnio. Indo e vindo.
Filha da minha mãe. Dançando faceira, os braços repletos de pulseiras tilintantes.

sábado, 8 de julho de 2017

Abusos

Relacionamentos de todos os tipos podem assumir características abusivas. Namoro, casamento, amizade, relação profissional. Todos.
Quem nunca passou por alguma situação de abuso?
Os casos mais ostensivos são os mais fáceis (!!!) de denunciar. Não, fácil não é. Nunca é. A exposição, a possível impunidade do abusador e, para completar, a culpabilização da vítima. "O que você fez/faz pra isso acontecer?"
Os casos mais sutis evidentemente não são piores em termos de efeito. Mas são ainda mais difíceis de abordar em termos de denúncia. Porque a chance do abusador sofrer uma sanção é ainda mais remota, e a exposição torna a vítima vulnerável não só à culpabilização, como à (grande) possibilidade ser considerada "exagerada", acusada de fazer drama, de mimimi.
Então fazer o quê? Tentar evitar todas as formas de assédio possíveis. E (tentar) ignorar quando não há o que mais fazer nesses casos mais sutis. Por mais que irritem e perturbem.

terça-feira, 4 de julho de 2017

O que se salva (?)


Finalmente voltando à vida normal. Na quinta-feira o que já estava ruim piorou e ficou péssimo. Tétrico. Durante a noite, o resfriado transformou-se em infecção intestinal. E às 5h saí de casa em busca de atendimento.
Choque de Brasil, desse Brasil em franca derrocada. Os hospitais não atendem mais na emergência, exceto em casos com risco de morte. Nem pelo plano de saúde. Tentei o Clínicas. Me mandaram embora. Duas mulheres que estavam lá na porta, provavelmente aguardando crianças em atendimento, me sugeriram a UPA da Zona Norte. Eu nem sabia que isso existia. Fui. Fui de Cabify. E quem não tem carro, nem muita grana, vai como? A pé? Espera ônibus? Criancinhas? Idosos?
Cheguei na UPA às 5h30. Não havia ninguém. Só eu. Insone, acabada de tanta diarreia e enxaqueca. Imaginei que seria atendida em minutos.
Não no Brasil da apatia, da indiferença, da preguiça, da procrastinação. Da incompetência. Da ineficiência.
Demoraram tanto, mas tanto pra fazer o meu cadastro que peguei a troca de plantão. Às 7h. Ou seja, 1h30 pra botar meia dúzia de dados no sistema e me encaminhar. Fui atendida por volta de 7h30. Saí daquele local deprimente quase às 9h. Totalmente zonza. Deveria fazer 1 litro de soro. Fiz a medicação endovenosa e pedi pra tirarem o soro. E fui embora. Estava exausta, enfraquecida, precisava deitar, não aguentaria ficar mais de uma hora sentada fazendo soro.
Na área de enfermagem havia outras pessoas, que com certeza estavam lá desde antes de eu chegar. Ou seja, passaram a madrugada naquele lugar precário. Sem sequer macas para os pacientes poderem deitar. Uma mãe com um bebê de colo se acomodava como podia na cadeira desconfortável.
Quando saí, o saguão já estava cheio. Gente de todas as idades. Quanto tempo mofariam ali? Quatro horas, me disse um motorista da Cabify. Oito horas, me disse outro motorista.
Minha insatisfação com o Brasil está se transformando em ódio. Uma elite corrupta e seus lacaios igualmente corruptos saqueando esse país com tamanha violência que não sobra dinheiro para nada.
O atendimento nessas espeluncas que deveriam ser postos de saúde é uma afronta à dignidade. O local em si é revoltante. Pode estar limpo, mas é tudo velho, decadente. Do sistema de computador à cadeira pra fazer soro. Tudo obsoleto. Isso do que tem ali, né? Porque falta tudo. Falta medicamento. Falta mão de obra.

Saí daquela UPA rezando pra chegar em casa e poder me deitar. Rezando pra nunca mais ter a infelicidade de acabar num lugar daqueles. E rezando pelas pessoas que estavam lá. E por todas as pessoas que têm a infelicidade de precisar ir lá.
Por fim, mas não por último, saí desejando todo o dano possível e imaginável para essa horda de políticos, governantes, juízes, funcionários públicos, empresários e gentalha corrupta em geral. Para eles e para os deles. Afinal, não é o que a sua total falta de caráter acarreta para milhões de pessoas? Que morram eles, que matam milhões de fome, de falta de educação, de perspectiva. Ladrões do futuro de milhões de jovens e crianças. Ladrões do futuro de gerações ainda por vir. Morte é pouco pra essa gente. Mas já seria um começo. Afinal, segundo os homens de bem, bandido bom é bandido morto. No caso desses criminosos, já estou quase concordando. Até porque para a cadeia não vão. Quando vão, logo saem. E dê-lhe roubalheira e fraude.

No meio da desolação, uma coisa boa. O médico que me atendeu. O médico que me atendeu, me atendeu de verdade. Sem pressa. Com cuidado. Com atenção. Me ouviu e me examinou. E prescreveu o tratamento adequado (confirmado depois pelo meu médico). Graças a ele, saí medicada e melhorei um pouco. Segui o tratamento prescrito e fui me recuperando.
Quem dera que pelo menos os médicos fossem todos assim. Mas já se sabe que não. Porque o que tem aos montes é médico que recebe salário e não comparece nos postos. Ou que vai e atende de qualquer jeito. Quando não tenta extorquir.
Assim como o médico que me atendeu, com certeza existem milhões de outras pessoas do bem trabalhando bem. Que nós possamos nos livrar dos maus. Amém.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Sob - e sobre - o céu que me comove


De bobeira em casa. Tentando achar vontade de correr. Coisa que não faço desde domingo. Segunda me estressei com trabalho, perdi o embalo. Desestressei no aniversário de uma amiga querida, mas a noite teve um grande período em claro. Desde terça me sentindo cansada e sem saco. Ontem comecei a entender por quê. E hoje ficou claro.
A tosse do demônio está voltando. Ontem foi pouco, mas hoje desde de manhã está a treva. Na editora, eu tossia, Dharana espirrava. Com tanta tosse a garganta já está dolorida. E o nariz ficando meio úmido de novo. Encheção de saco.
Aí vi esse céu.
The Sheltering Sky. Paul Bowles. O céu que me abriga. O céu que me comove. O que céu que me cobre. Uma das coisas que mais gosto de olhar. De dia, de noite, a toda hora. Com sol, sem sol, com nuvem, sem nuvem, com lua, sem lua, com estrelas, sem estrelas. Azul, cinza, rosado, avermelhado, alaranjado, claro, escuro, luminoso, embaçado. Gorgeous. Precious. Em todas as suas variações.
O céu do entardecer que me comove às lágrimas. Melancolia que transborda. Contemplação. Nessa hora do dia, o desejo é sempre o mesmo: ir observar o pôr do sol na natureza.