domingo, 31 de março de 2013

288km

Foi o que corri em março.
Fechei com 8km hoje. 38:23. Média de 4:48.
Na esteira. Não consegui correr na rua.
De manhã fui pra clínica com o neurologista. O tratamento mudou. Tudo que eu li e ouvi sobre Alzheimer me preparou na teoria. Mas na prática a teoria é outra. As coisas que vi nos últimos dias, e especialmente hoje, são espantosas. Eu não esperava algo assim realmente. E agora nem sei mais o que esperar.
Enfim, fiz o treino no clube, à noitinha. E lembrei da época em que trotava na esteira depois da cirurgia.

sábado, 30 de março de 2013

24km

1:59:19 - média de 4:58.
Não é um treino bom em termos de tempo, mas gostei por ter conseguido fazer sem pipocar e sem sofrer, sem ter aquela hora de frustração, de saco cheio, de "porra, mas pra que estou fazendo isso comigo?". Foi uma corrida boa, leve. Curti.
Saí de casa meio tensa, cheguei a sentir um frio na barriga. Estava com medo. Senti muito cansaço nessa semana, quebrei na pista na quinta-feira. Quebrar na pista é uma coisa. Quebrar no longão é outra.
Quebrar na pista faz parte, é um treino no limite (tenho um treinador que estabelece os volumes e tempos com precisão, para me fazer dar tudo, sem sobrar e sem faltar - e eu sigo a planilha à risca). Tem dias em que simplesmente não consigo chegar ao meu limite. Ok.
Porém, quebrar no longão pode ser devastador para a cabeça, para a autoconfiança. Se não consigo fechar 26km, ou mesmo 32km, 35km, como vou fazer os 42km? Na minha pior maratona, em 2008, quebrei em pelo menos dois longões, nos quais tive que voltar de táxi ao decidir parar. (Não por acaso, em abril daquele ano, a um mês da prova, minha mãe foi diagnosticada com Alzheimer.)
Agora fiquei dois anos sem correr distâncias tão longas, perdi o hábito. E a confiança. Para mim, um treino de até 24km, 25km nunca representou um desafio. É um volume tranquilo. Dá pra fazer na boa, sem stress. Como fiz hoje. Mas hoje fiz na boa porque respeitei a distância e, principalmente, respeitei minhas condições. Se forçasse para fazer na média de 4:45-4:50, não conseguiria. Se conseguisse (o que acho improvável), seria com esforço exagerado, o que também me abalaria mentalmente ("Se fiz 24km nesse ritmo e terminei morta, como poderia fazer 42km?"). E o tranco me deixaria ainda mais exausta. Optei por uma corrida conservadora, tranquila. Foi muito sensato e adequado. Fiz todo o percurso sem angústia e terminei inteira. Ainda me mantive abaixo da marca dos 5:00.
Hoje fechei um ciclo do treino pra maratona. Acabou a moleza. A partir de agora, o treino entra noutra fase. Agora é esforço mesmo. Exige mais foco. Não dá pra vacilar na dieta e no descanso. No sábado que vem, serão 26km. Vou cruzar a linha da minha zona de conforto.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Bedtime

Dia produtivo. No trabalho e na vida pessoal. Encerrando o mês e o primeiro trimestre com todas as metas anuais encaminhadas. A sensação de plenitude antevista começa a brotar.

terça-feira, 26 de março de 2013

Hoje não deu

Senti na pista o resultado dos excessos da semana passada. No treino e fora dele.
Pela primeira vez na vida quebrei um treino inteirinho. Dos 20 tiros de 300m, consegui fazer apenas dois dentro do tempo proposto, que era de 1:07-1:09. O resto explodiu a até 1:15. Em condições normais, seria um fracasso absoluto. Hoje, fiquei muito satisfeita por conseguir concluir as séries.
Fiz tudo errado na semana passada: não corri 10km na quarta, aí compensei os volumes, correndo 14km na sexta (quando seriam apenas 6km), os 22km de sábado no domingo (encurtando a pausa de recuperação) e, pra completar, 10km ontem (pra fechar a conta com os 8km de domingo que faltavam). Meu treinador vai ficar de cara quando checar as anotações da minha planilha, mas vou explicar pra ele o que já expliquei na pista pro Juliano e pro Cristian hoje: corri ontem só pra dar uma aliviada na minha cabeça. Na sexta fiz os 14km pelo mesmo motivo, estava uma manhã linda, era cedo, eu estava bem - e sabia que o resto do dia seria longo e muito difícil.
O que realmente acabou com meu treino de hoje foram os outros acontecimentos: minha mãe em surto na clínica nova, sem dormir, em furiosa agitação, desde ontem de manhã. Hoje eu tive diarreia pela manhã novamente - o que não é de espantar; espantoso foi a comida de ontem ter parado no meu estômago dado o grau de tensão.
Hoje fui na casa de minha mãe pegar coisas, depois fui na clínica anterior em busca de outras coisas que lá ficaram. Neuza foi comigo, ela sabia tudo que faltava. (E ainda terei que voltar lá pra tentar resgatar mais umas coisinhas, afff.) E na sequência fomos ver a mãe.
Foi muito perturbador. Eu nunca tinha visto minha mãe em pleno surto. O olhar dela... A demência furiosa. Entendi por que as babás ficavam tão nervosas e eventualmente assustadas. E por que atendentes de clínica podem querer evitar contato com pacientes como ela (embora isso seja inadmissível, porque em teoria deveriam estar preparadas para lidar com essa situação). Hoje ela não se alegrou ao me ver. Me reconheceu, mas estava tão brava que nem cumprimentou, nem tomou muito conhecimento. Falou comigo para pedir que eu tirasse as "luvas" (contenções para as mãos, para evitar que se machuque, que ataque quem chega perto e que fique mexendo na contenção de cintura que a mantém presa pela cintura a uma poltrona) e para irmos embora.
Uma coisa é o estado de confusão permanente, e até mesmo os ataques de rabugice, quando ela se incomoda e fica reclamando. Em alguns momentos chega a ser cômico. Ou tragicômico. Enfim, a mãe é minha, eu que cuido e me importo, e eu prefiro rir sempre que dá, ou ao menos sorrir, manter qualquer nível de leveza possível. Não vou chorar por bizarrices, como usar brincos de orelha nos dedos dos pés, ou querer enfiar a fralda como se fosse uma blusa, ou colocar pasta de dente no cabelo, e querer aplicar desodorante na escova de dente. Tudo isso ela fez, tudo isso é light.
Outra coisa bem diferente é o que vi hoje. É um estado de fúria sombria. Psicótica. O olhar dela revela a natureza perversa da doença. Não fiquei muito tempo com ela para não me tornar motivo de mais agitação ainda. E é claro que uma parte de mim não quer ver minha mãe nesse estado - porque mal dá para identificar minha mãe ali. Mas não sinto medo ou repulsa. Percebo a natureza amedrontadora e assustadora da doença que avança com ferocidade pelo cérebro de minha mãe. Mas mantenho a serenidade. Isso não me desestabiliza (não muito). Isso é a doença.
O que me angustia e tensiona é o esforço para mantê-la bem cuidada e amparada. Para que tudo seja o menos ruim possível. Isso me esgota física, mental, emocionalmente.
Bem, hoje vou dormir menos preocupada. Tive certeza de que minha mãe está sendo bem cuidada. Por pior que ela esteja se comportando, por mais trabalho que esteja dando, está sendo muito bem tratada - com cuidado, atenção, respeito e compaixão por seu estado vulnerável. Está limpa, vestida, arrumada, alimentada e medicada. A nova clínica é realmente um lugar muito bom. Minha mãe foi mantida em seu quarto hoje - e o quarto sempre está impecavelmente arrumado, a cama estendida com colcha. Tudo limpo e em ordem. As roupas no armário cuidadosamente dobradas e organizadas.
Eu ligo várias vezes por dia para saber como ela está. Não se trata de ficar em cima vigiando, eu quero saber o que está acontecendo, quero me manter informada - e não abro mão de participar das decisões sobre os cuidados com ela. Hoje tive o insight de que simplesmente cuido dela como ela sempre cuidou de mim. Minha mãe jamais me largaria num hospital ou instituição. Jamais deixaria que outros assumissem minha custódia. Eu sigo o exemplo. :)
Na última ligação de hoje, a atendente disse que minha mãe finalmente estava dormindo! Ferrada no sono. Maravilha. Tomara que amanhã ela acorde mais pacífica.
E eu, como minha mãe, vou seguir em frente, desempenhando minhas várias atividades. Inclusive o treino para maratona e as responsabilidades de tutora.

domingo, 24 de março de 2013

Só faltam mais 20

Treino de 22km. 1:45:32. Média de 4:48. Muito bom.
Saí de casa sem saber se conseguiria fazer bem. De sexta para sábado tive uma indisposição estomacal, a noite foi péssima. Ontem ainda estava meia-boca, mas a longa noite de sono me revigorou.
Os primeiros quilômetros foram meio cansativos, mas, quando cheguei no 14º, estava ótima - e fiquei ainda melhor porque tinha olhado errado no relógio e achava que está no décimo, hehehe.
Completei hoje 200km corridos neste mês.

Mudança




Troquei a mãe de clínica hoje. Ficou dez dias na primeira.
Quem descobriu a nova clínica foi a Vera, babá da minha mãe. Ela foi  primeiro, na quinta-feira, pra ver se valia a pena eu visitar. Enquanto ela estava lá, o dono já me telefonou e deu todas as informações sobre o local. Começo auspicioso.
Na sexta, eu e Laura fomos conhecer a casa. E gostamos muito de tudo. Do dono, das atendentes, do astral. Decidimos fazer a troca imediatamente.
Levamos a mãe hoje perto do meio-dia. Chegou e foi direto pra mesa almoçar, hehehe. O médico esteve lá no começo da tarde pra examiná-la e falar conosco. E hoje à noite haverá uma atendente exclusiva para acompanhá-la.
Hoje a mãe estava bem. Tranquila, dócil.
Fomos embora na hora do lanche da tarde, tranquilas também. E otimistas e esperançosas de que agora fique tudo bem.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Felicidade pra mim

é ver minha mãe bem. Me proporciona mais contentamento que um treino bem feito como o de hoje de manhã. Treino de ritmo, em distância decrescente - duas séries de 1.600m, 1.200m, 800m a 1:42-1:45 a volta, pausa de 1' e macro de 3". Depois do treino de terça, esse foi uma barbada, hehehe.
Ontem não treinei, e a boa retomada de hoje me animou.
Fiz pão integral, bolo de chocolate e sopa de capeletti pra esperar minha irmã, que chega hoje à noite.
E fui visitar a mãe. Encontrei-a limpa, bem vestida, penteada. Direitinha. E solta, caminhando. Ela me viu chegando: "Oh, tu aqui!" Ficamos sentadas na cama dela. Ela falando sem parar, como sempre. Perguntei se ela sabia quem eu era. "Schaefer de Brito", disse ela. E eu: "Sim, mas meu primeiro nome?". Depois de um balbucio: "Lúcia Helena". Oooohhhh. Hoje, naquele instante, ela sabia. Isso é bom, mas não é o motivo da felicidade. A felicidade surge quando a internação se revela como hoje. Como algo que não é bom, mas que ao menos garante o bem-estar e a dignidade dela.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Down and down we go

Cheguei na clínica às 13h pra visitar minha mãe. Disseram que ela estava contida para não caminhar na chuva, perigosíssimo pra escorregar e cair. Ok.
Desço e encontro minha mãe presa em sua cama, sentadinha lá, sozinha. De pijama. Com uma blusa de manga curta nesse frio. E uma regata pingada de comida por cima. Com a fralda totalmente encharcada. Um completo desmazelo. A mais absoluta negligência. Na hora fiquei tão mal, tão chocada, tão arrasada, que nem reagi. Fiquei lá sentada com ela, ouvindo-a falar. E ela me falou dos machucados no antebraço esquerdo, que ainda está inchado e infeccionado. E me mostrou um hematoma no pé direito.
Antes de ir embora, falei com a gerente da clínica, reclamei do estado de minha mãe. E voltei pra casa chorando no carro. No mais absoluto desespero e desconsolo.
Eu e minha irmã visitamos nove clínicas, só gostamos de uma - que não tinha vaga (e é caríssima). Essa foi a segunda opção, selecionada unicamente por ser a menos ruim. Do que eu gostei lá? Não tinha cheiro de xixi, e os idosos estavam todos arrumados. Todos estão sempre arrumados. Menos minha mãe. Minha mãe parece paciente de hospital psiquiátrico.
Cheguei em casa, liguei pra gerente da clínica depois de me acalmar e parar de chorar. Reclamei longa e calmamente. Ela concordou comigo, e disse que minha mãe já estava arrumada àquela altura.
Aí fui procurar outras clínicas para visitar na sexta-feira.
E depois fui à clínica de novo. Conversei ao vivo, longa e calmamente, com a gerente e a dona (que vi pela primeira vez). Repassei mais uma vez a enorme lista de episódios desagradáveis e dolorosos, que consistem basicamente em eu sempre encontrar minha mãe em desmazelo - sem banho, de pijama, mal vestida, desgrenhada. E dessa vez amarrada na cama e urinada no começo da tarde.
Entendo que minha mãe precise ficar contida. Ela anda de um lado pro outro, hoje não dá, o chão está escorregadio. Mas não pode ser contida no quarto, sozinha. (A contenção é feita numa poltrona na sala, onde ao menos tem a movimentação dos outros idosos.) E muito menos sem ter tomado banho, sem ter tirado a fralda molhada - até porque desse jeito ela acaba com infecção urinária.
Avisei que pretendo remover minha mãe de lá nesse final de semana. Preciso deixá-la em um local onde ela seja tratada com um mínimo de afeto, ou ao menos de consideração. Meus gatos me pareceram muitíssimo mais bem tratados do que ela quando deparei com a cena dantesca de hoje. Não é só pelo bem-estar de minha mãe. É pelo meu. Pela minha sanidade mental e emocional. Só eu sei o que me dói e o que tem me custado fazer tudo que tive que fazer. Tirar minha mãe de sua casa me causa sofrimento permanente. A única coisa que pode me ajudar a lidar com isso é saber que ela está bem cuidada e que é bem tratada.
Minha mãe ficou feliz nas duas vezes em que estive com ela hoje. Vi no olhar dela, que se iluminou ao me ver. Fiquei olhando os olhos dela hoje, buscando vestígios de lucidez, de reconhecimento. Ela me reconhece de alguma forma. Mas conversei com o médico, e ele confirmou minha suspeita: ela provavelmente já não sabe mais quem sou eu exatamente. Ela só sabe que sou alguém próximo. Lúcia, Laura, Lízia. Todas juntas, misturadas. Ela ainda fica feliz com as visitas. Seja quem for que a visite. Na mente devastada de minha mãe, passado, presente, realidade e fantasia são uma coisa só, a realidade dela é uma vertigem caleidoscópica (afff, que chavão, mas é bem isso). As coisas que passam velozes pela mente dela são como peças de um quebra-cabeça que vão se encaixando fora do lugar certo, não formam uma imagem coerente.
Em uma de nossas conversas, Rotta me disse que, de início, minha mãe ficaria feliz com as visitas na clínica - é a fase atual. Mas vai chegar um dia em que não fará mais a menor diferença para ela. E mais adiante eu irei lá apenas para ver se ela está limpa e nutrida. Por isso eu preciso tanto fazer desse estágio da internação e dessas visitas uma coisa boa. Para mim e para ela. Porque o tempo está se escoando cada vez mais rápido. Acabando. Como as memórias de minha mãe. Mas eu preciso desesperadamente coletar algumas memórias decentes desses dias. Para me justificar, me consolar, me apaziguar. E me conformar.

Ressacada

6:30, começando o dia, e eu já cansada. Ou ainda cansada...
Fui deitar às 21:00, acordei por volta das 5:00, mas fiquei deitada mais um pouco. Estou sentindo o acumulado da semana de internação da mãe - que se completa hoje... Sentindo no estado de espírito, no estado mental e no corpo.
Na sessão de massagem ayurvédica de ontem, todo meu lado esquerdo estava travado e dolorido. Os triggers das costas e a região do occipício então... afff. Nahana me sugeriu sair do consultório e ir direto pra casa. Não fui à aula de dança. Aliás, lembrei que cheguei em casa e tive que deitar, apaguei das 18:30 às 20:00.
Ontem não consegui ir na clínica visitar a mãe. O roteador tinha estragado na segunda-feira, lá se foi o wi-fi, tive que ressuscitar meu cabo de 20 metros e espichá-lo pela casa, do modem no térreo até meu notebook no andar de cima, pendurado ao lado da escada, coisa linda, hehehe. Fiquei o dia presa à espera do novo aparelho e do técnico.
Não ir à clínica me deixou com sensação de culpa, que só não foi mais intensa porque Vera foi lá. E ficou chocada com as condições de minha mãe. Ai, ai, ai...
Tomei o Patz pra dormir pela primeira vez ontem. Receitado por minha homeopata, porque dormir tornou-se um evento raro por aqui. Durmo quatro horas por noite.
Bem, encerrei o test drive de cadeiras. Os rapazes da Tradesign trouxeram a Sayl há pouco. Nem quis ficar com ela. A Embody é perfeita. Estou adaptada. E encantada. :)

terça-feira, 19 de março de 2013

Embodiment of perfection

Cheguei do Cete. Treino forte hoje. Que ficou mais pesado em (des)virtude do consumo de álcool da semana passada. Enquanto me puxava pra ficar dentro do ritmo estabelecido, jurava a mim mesma que não beberei mais. Isso que foi só cerveja. E nem foi tanto, no máximo uma dúzia de long necks, tipo 2 ou 4 por dia. Mas é claro que não dá pra beber isso e querer fazer tempo na pista. Bem, se eu continuar  bebendo, a planilha dessas quatro semanas que estão começando não vai sair nos conformes.
Hoje foi daqueles dias que eu só fiz o treino - 5x 4x 400m a 1:30-1:33, pausa de 45", macro de 2'30" - porque o treinador - o Juliano Maciel - estava na beira da pista empurrando, incentivando, cuidando. Sozinha nem a pau, juvenal. O olho do dono engorda o boi. O olho do treinador acelera a pangaré.
Agora estou aqui aboletada na Embody, essa linda e gostosa que me trouxeram ontem para um test drive. Tenho que admitir que, para meu corpo, ela é muito melhor que a Aeron. Os rapazes da Tradesign deixaram-na numa regulagem básica. Só agora eu terminei de ajustar bem ao meu gosto. Essas cadeiras têm várias regulagens, coisa muito chique. E muito boa. Minha coluna está ótima.
E agora, de volta ao trabalho!
Vida que segue.
Embody, sua linda!



domingo, 17 de março de 2013

Visita de domingo

Minha mãe e eu estamos nos adaptando à clínica. Aos poucos.
Ontem fui lá ao meio-dia, ela ainda estava dormindo. Acordei-a, e a cuidadora deu almoço pra ela na cama mesmo. Na sexta-feira, pela primeira vez, eu não tinha visto minha mãe naquela que ela é agora. Foi uma experiência perturbadora, era apenas uma pessoa em estado avançado de demência. Saí da clínica muito mal, falei pro neurologista que em breve ele teria que receitar alguma coisa pra mim também. "Lúcia, pára com isso", foi só o que ele disse.
Mas desde ontem ela voltou a ser o que ela é atualmente, uma sombra daquela que já foi - mas ainda minha mãe. Perguntou se estava num hospital. Eu disse que não. "É uma casa de repouso?", ela emendou. "Sim", eu disse. Ela perguntou porque estava ali. E eu menti. Disse que ela tinha caído em casa, e estava ali para se recuperar. Me senti mal mentindo, mesmo sabendo que ela não vai lembrar, nem iria sequer entender direito. Fomos e voltamos nesse assunto várias vezes, mas em nenhum momento ela pediu para ir embora.
De sexta para sábado, minha mãe dormiu contida na cama. Amarrada com a famosa bermuda. Para evitar a movimentação noturna e novas quedas. Mas o aumento da medicação fez com que ela dormisse sem acordar. E dormisse durante o dia de ontem também.
Nas duas primeiras noites na clínica ela não dormiu. E causou uma série de transtornos que as atendentes agora estão me contando aos poucos. Minha mãe tem surtos de fúria intensos. Muito intensos. Ao que parece, meu famoso mau gênio não foi apenas herança do pai que não conheci.
Para minha tranquilidade, todas as pessoas que trabalham na clínica parecem muito gentis, pacientes, bondosas. E têm sido boas para mim. Todas me dizem a mesma coisa: "Não se preocupe. Acalme-se. Ela vai ficar bem. Ela vai se acostumar".
E eu? Eu também vou me acostumar. Não há com o que eu não me acostume, o que eu não enfrente e o que eu não faça quando o mundo desaba. Sou resiliente. E, embora eu e minha mãe nunca tenhamos achado que eu fosse grande coisa como filha, tenho feito tudo para mantê-la bem. And so far, so good.
Hoje fui na clínica de novo. Acordei cedo, trabalhei bastante. Só liguei pra clínica perto do meio-dia - uma manobra pra evitar o fim da concentração no trabalho caso as notícias fossem muito ruins. Mas até que não foram. O único problema é que minha mãe havia se recusado a tomar banho de manhã. A cuidadora sugeriu que eu fosse lá mais tarde.
Então fui treinar. Corri 16km, média de 4:55, 1:18:31. Corrida medíocre. Refletiu o excesso de álcool da semana. E o stress. E o afrouxamento da tensão que finalmente estou começando a experimentar. Desde que internei minha mãe voltei a dormir melhor. Eu não estava mais conseguindo dormir além de quatro horas por noite.
Aliás, vontade eu não tive pra nada nos últimos meses. Minha vontade era simplesmente ficar sentada, quieta. O tempo inteiro. Mas não. Todos os dias usei a força de vontade e a disciplina para me manter ativa. Trabalhei. Corri. Fiz aula de dança. Comecei a tratar minha pele. Me mantive alimentada - o que realmente foi um saco, porque eu raramente sinto fome ou vontade de comer. (Hoje ainda não almocei, são 18:00. Vou comer um smoothie depois que terminar esse post. Cetose, pra variar. É que saí da corrida e fui pra clínica direto ver a mãe. Pensei em dar uma passadinha, mas fiquei mais tempo.)
Não foi um sofrimento fazer essas coisas. Pelo contrário. Foi bom. Só que tudo estava sem graça. Tudo opaco, cinzento. Nada me alegrava de verdade. Agora o verão sombrio está se tornando um outono mais luminoso. Estou voltando ao estado natural de felicidade. Minha mente está se pacificando. Internar minha mãe pôs fim a uma agonia. Eu sei que virá outra. Mas não agora já.
Hoje cheguei na clínica e minha mãe ficou bem feliz ao me ver. As atendentes falaram que ela se acalma quando dizem que estou indo lá... Fiquei a seu lado enquanto ela fazia o lanche da tarde (e comigo lá ela comeu tudo, o que parece não estar acontecendo). Depois ficamos sentadinhas ao sol. E fiz a foto acima. Minha mãe estava estável, mas falando sem parar. Nada faz sentido, mas ela tem momentos de interação comigo e com as outras pessoas. Lapsos de interação, na verdade.
Assim que colocar o trabalho em dia, irei pra clínica com um tricô. Aí ficarei mais tempo por lá. Minha mãe não vai lembrar, mas eu vou. E, se no tempo em que fico lá, ela fica mais estável, melhor ainda.

sábado, 16 de março de 2013

Singeleza

Um dia pacífico.
Trabalho.
Pão integral de gergelim.
Despedida da filha no aeroporto.
Visita à mãe, que estava calma - o que me acalmou, alegrou e encheu de esperança de que ela possa ficar bem.
Corrida. Só 8km, tentarei fazer os 16km amanhã. Bebi muito nessa semana, estive tensa demais, senti.
Musculação.
Almoço em casa, requentei o risoto de ontem.
Trabalho.
Meia hora de sono à tardinha, reflexo de ter conseguido relaxar a respeito da situação de minha mãe.
Trabalho.
Pizza.
Creme de laranja.
Trabalho.
Paz.
Contentamento.

Test drive

Isso não é uma cadeira. Essa é a Aeron Chair da Herman Miller, uma obra-prima do design, que está inclusive no acervo do MoMa. Meu sonho de consumo desde 2010, quando soube que ela existia ao pesquisar cadeiras para gente com hérnia de disco.

Dakini Espertinha & Empreendedora decidiu investir em uma cadeira para seu corpo de luxo nessa semana, pois voltou a sentir dor nas costas. E ficar sentada estava ficando difícil. A dor possivelmente tem a ver com a mudança do clima - além do treino em ritmo ascendente. Mas ficou absolutamente claro que tinha muito a ver com a cadeira em que trabalho.
Na quinta-feira, depois de um treino leve de pista, e mesmo assim sentindo bastante pressão na coluna, fui na Tradesign ver a Aeron ao vivo pela primeira vez. Tenho que destacar o quanto gostei do atendimento da Tradesign. Sentei em todos os modelos da Herman Miller que poderiam ser mais adequados às minhas necessidades, a atendente me mostrou as mil regulagens de cada cadeira. E muito mais que isso: ofereceram-me um test drive.
Assim, desde a tarde de ontem estou trabalhando repimpada na Aeron. E à noite a pressão na lombar havia diminuído muito. E hoje, apesar do tempo medonho, acordei bem menos travada.
A cadeira é maravilhosa, um conforto, um espetáculo. Mas... não é pra mim. Afff. Meu corpo muito magro, muito musculoso e muito leve simplesmente não encaixa na cadeira como deveria. Eu tinha percebido isso na loja. Vi que eu me acomodava muito melhor em outros dois modelos. Mas tinha um desejo ardente pela Aeron. Que agora arrefeceu.
Portanto, Dakini Espertinha, Empreendedora & Desapegada ligou hoje mesmo pra Tradesign. E, em um atendimento cada vez mais bacana e diferenciado, já combinamos a troca das cadeiras para segunda-feira. Vai a Aeron, vem a Embody, mais moderna e top de linha da Herman Miller. A atendente quer ainda que na quarta-feira eu receba o outro modelo no qual me encaixei bem, a Sayl. Mas de momento Dakini de Luxo já está sonhando em ficar aboletada na Embody pelos próximos anos.
Veremos.
E agora de volta ao trabalho aqui nessa Aeron luxuosa.

Dakini Empreendedora

Sabadão.
Lízia viaja pra Nova York logo mais. Terei uma semana pra cuidar apenas de mim e de minha mãe. "Mim", nesse caso, é basicamente meu trabalho. Que no verão rendeu muitíssimo menos que o planejado em função do agravamento da doença da mãe. E tem tanta coisa pra fazer...
Na última semana recebi três novos livros pra traduzir, todos ótimos.
Agora é encerrar o trabalho pendente e iniciar essa nova fase.
A terça-feira passada, dia 5, foi um dos dias mais importantes de minha vida prática nessa encarnação. Fiz uma coisa que procrastinei por anos: fui no contador dar início ao processo de abertura da minha empresa, regularizar minha situação no INSS e tratar do Imposto de Renda. Para qualquer pessoa normal, fazer isso é uma coisa completamente básica, simples, trivial. Não para mim. Para mim, até pagar contas on-line causava uma perturbação anormal. Qualquer coisa de lidar com dinheiro sempre me causou stress, sempre fugi. Sempre mesmo.
"O trabalho é a mãe, o dinheiro é o pai", resumiu a pessoa instrumental em minha caminhada nos últimos 15 anos. Sobre essa pessoa e seu papel no que sou hoje escreverei em breve. O nome dela é Nahana. Na terça à tarde eu estive com ela, e contei sobre minha façanha. Ela deve ser uma das poucas pessoas nesse mundo que pode entender a magnitude de minha ida ao contador, o que isso significa para mim, para o meu desenvolvimento pessoal - inclusive e principalmente em termos emocionais.
Enfim, ontem recebi uns papéis para assinar. Na segunda-feira terei que ir ao cartório reconhecer firmas (a coisa mais surreal para mim, não acredito que isso ainda exista...); não consegui tratar disso ontem mesmo porque fiquei envolvida com minha mãe.
Em breve terei uma firma. Coisa muito simples. Ao sair do contador, caminhando pela Andradas (ir ao Centro é outra experiência surreal pra mim, tipo o cartório, é parecido com uma viagem de drogas, coisa muito embasbacante), eu ficava tentando entender por que demorei tanto pra fazer uma coisa tão banal. Claro que a que eu sou hoje não sente mais as coisas como a que eu era antes, a que não conseguia nem pagar contas sem se estressar.
Hehehe, para consternação de minha filha - o contador ficou impassível, mas também deve ter achado meio exótico (se bem que já por telefone eu antecipei para ele que tipo de pessoa eu sou - e com certeza não sou a única desse tipo que ele atende) - o nome fantasia de minha firma será... Dakini Espertinha. Porém, quando comecei a escrever esse post, a primeira coisa que veio foi o título, e vou ver com o contador se ainda dá tempo de trocar para Dakini Empreendedora.
Na terça-feira, quando consumei essa proeza, minha alegria e entusiasmo duraram pouco. No final da tarde minha mãe teve o surto que levou à internação - e deslocou meu foco.
Agora, enquanto me preparo para trabalhar, depois de ter acionado a panificadora para fazer um pão integral com gergelim que ficará pronto às 10h, para comer com Lízia antes de levá-la ao aeroporto, e antes de voltar o foco para minha mãe, retomo a satisfação por esse movimento de organização externa e interna.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Em dois dias

Minha mãe está estranhando barbaramente o ambiente da clínica, apesar do estágio avançado da doença. (Ela não fala mais coisas com sentido. Fala o tempo todo, mas coisas desconexas.)
Ontem eu e Lízia chegamos lá ao meio-dia, e ela estava com os cabelos cheios de pasta de dente. Surtei. A cuidadora disse que ela havia acabado de tomar banho e tinha sido deixada a escovar os dentes. Minha mãe não pode escovar os dentes sozinha. Não pode fazer nada sozinha. Disseram que limpariam os cabelos em seguida.
À tardinha, quando telefonei, fui informada de que ela estava contida em uma cadeira. Ou seja, amarrada. Colocam uma bermuda com tiras que amarram a uma poltrona. Estava agitadíssima - os doentes de Alzheimer têm a síndrome do final de tarde, quando os surtos de demência atingem o pico. Tinha tentado pular um portãozinho interno da clínica, a gerente a impediu, ela ficou furiosa e partiu para o ataque físico. Também havia brigado com outra hóspede. Para completar, havia levado um arranhão do gato da clínica na mão.
À noite me informaram que ela estava calma de novo.
Hoje pela manhã fui tratar da minha vida e não telefonei. Perto do meio-dia, quando eu já me preparava para ir lá, liga a gerente, preocupada. Contou que minha mãe não dormiu a a noite inteira e que havia caído e estava com o nariz machucado. (Não sabem quando ela caiu, nem como.) E o arranhão do gato estava infeccionado.
Chego na clínica e minha mãe está um caco. O cabelo ainda com pasta de dente. Com a mesma roupa de ontem. Completo desmazelo.
A mão inchadíssima, um horror. (E só depois de eu ir lá foram falar com o médico da clínica, que receitou antibiótico.) E o rosto... o nariz esfolado, um hematoma embaixo do olho esquerdo, a boca machucada, com dificuldade para falar.
E não almoçou nada. Não quis. Convidei várias vezes para que comesse comigo, não quis.
E agora?
Agora o médico aumentou - de novo - a sedação.
Fiquei estarrecida com o que me parece completa falta de cuidado.
Minha mãe não está num hospital público. Está numa clínica particular que custa R$ 3 mil por mês. E tudo isso aconteceu em dois dias.
E agora?
Agora estou esperando para falar com o médico de novo.
E para ver se amanhã minha mãe está mais calma com o reforço da medicação. E se ela será bem cuidada nesse lugar durante o final de semana, ou se terei que procurar outro. E mudá-la, o que nas suas condições é péssimo.
E tento manter a minha sanidade mental.

quarta-feira, 13 de março de 2013

And now what?

Deixei minha mãe na clínica perto do meio-dia.
Fui embora sorrateiramente, sem me despedir.
Neuza e Vera, as babás fiéis, que fizeram por minha mãe e por mim o que não há palavras para agradecer adequadamente, estavam comigo nesse momento tenebroso. Arrumaram as coisas dela pra levarmos. Ficaram lá com ela enquanto eu tratava da burocracia da internação. E fugiram embora comigo.
Voltamos pra casa da mãe. Almoçamos lá. Arrumamos algumas coisas. Já trouxe algumas recordações pra minha casa, dei algumas coisas para elas.
É surreal. E está só começando.
O melhor não é bom.
O máximo possível não é o bastante.
Eu sei que fiz o que era melhor. Sei que não havia escolha. Mas sinto a mais absoluta amargura. Me sinto horrivelmente mal por deixar minha mãe sozinha, perdida entre estranhos. Eu sei que essa sensação é apenas isso, uma sensação. Mas tudo que eu sei, tudo que o médico, as babás, os amigos, a gerente da clínica e o mundo me dizem simplesmente não me consola.
Amargura e desolação. Mas agora está brotando uma sensação de alívio. Há meses eu convivia com a tensão de saber que isso aconteceria, que o momento se aproximava. Aconteceu. E poderia ter acontecido de um jeito pior.
A doença de minha mãe não dá margem para nenhum otimismo. Não haverá melhora, nem sequer estabilização. As coisas vão seguir um curso inexorável. Mas posso ter uma esperança: de que tudo transcorra da forma menos ruim possível. E posso continuar fazendo o que faço há cinco anos: trabalhar para que ela fique o melhor possível, ou o menos mal possível.

Game over


Daqui a pouco mais vou levar minha mãe pra uma clínica. Vou tirá-la da casa dela pra sempre.
Eu sabia que esse dia chegaria desde 22 de abril de 2008, após a primeira consulta com o neurologista, quando eu vi pela primeira vez a aplicação de um teste chamado Mini Mental (MMSE, mini mental state examination), que detecta perdas cognitivas. Naquela consulta eu tive a constatação de que minha mãe estava mesmo doente - e sofri um choque ao ver a gravidade da situação, exposta cruamente pelo Mini Mental (que até nem foi tão ruim perto de outros que ela faria depois - até não haver mais necessidade ou condições de fazer) e pela entrevista dela com o médico.
Minha mãe morava sozinha, dirigia, tinha uma vida completamente independente. Eu decidi levá-la a um neurologista de minha confiança porque ela andava apresentando lapsos de memória anormais e o que eu sabia que eram crises de ansiedade. Uma das memórias mais tristes de minha vida é de um dia em que fui na casa dela e a mesa estava cheia de papeizinhos com lembretes. E uma lâmpada. Perguntei por que aquela lâmpada ali. "Porque preciso lembrar de comprar uma lâmpada", disse ela. Foi quando eu percebi o quanto as coisas estavam ficando difíceis pra ela, o quanto ela estava esquecendo tudo. Ali doeu. Ali eu soube. Ali eu vi o que viria.
Na consulta, descobrimos que as crises de ansiedade haviam sido provocadas pelo uso errático de um antidepressivo. E o médico me disse que era provável que ela tivesse Alzheimer (o que foi confirmado em seguida pelo diagnóstico de exclusão de outras doenças). Já nessa consulta, o médico sugeriu que minha mãe parasse de dirigir e tivesse uma acompanhante em casa. Ela surtou, saiu do consultório indignada. Mas ainda em 2008 tirei o carro, o cartão do banco, o talão de cheque e comecei o trabalho de persuadir minha mãe a ter uma acompanhante. Começamos com uma pessoa três vezes por semana, só de dia. No final do ano minha mãe já tinha uma acompanhante em tempo integral.
Minha mãe parou de dirigir depois de um passeio que fizemos até a Zona Sul em junho ou julho. Ela foi dirigindo - e no trajeto ela percebeu o quanto estava vacilando. Voltamos já comigo na direção. Ela nunca mais me pediu pra dirigir. Nesse passeio, ela me disse uma coisa comovente, mais ou menos assim: "Não sei se estou ficando maluca, mas resolvi não me preocupar mais. Essa doença não tem cura, eu me preocupar com o futuro não vai adiantar nada. Vou aproveitar o que puder enquanto puder". Foi um alívio para nós duas. Ela decidiu relaxar.
Durante um curto período, ela tomou um remédio para mascarar os efeitos do Alzheimer. Quando levei o remédio, foi a primeira vez que ela perguntou: "O médico acha que é Alzheimer mesmo?". Eu confirmei. E conversamos sobre o que aconteceria. Eu disse que iria cuidar de tudo, que ela teria que se conformar com a minha ingerência, que ela não poderia mais ser independente, mas que não precisaria se preocupar, porque eu sempre estaria com ela. No final dessa conversa, minha mãe falou: "Mas um dia eu terei que ir para uma clínica". Eu respondi: "Sim, mãe. Um dia eu vou te levar para uma clínica. Mas não tem por que se preocupar com isso, porque, nesse dia, você não vai mais saber que está em casa". E ela: "É mesmo." Nunca mais falamos disso.
Esse dia é hoje. Daqui a pouco.


terça-feira, 12 de março de 2013

Um pouco de mim

Espírito de vencedora mesmo. E, mais ainda, espírito de lutadora. De sobrevivente.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Sempre majestade



Gostei, gostei.

His name is Prince

Uns com tanto, outros sem nada.
Como pode alguém ser tão talentoso e tãããããão sexy quanto Prince? Sexiest male ever.
Depois de baixar toda a discografia, é hora de ir atrás dos vídeos. Mas quando assistir é que será a questão.
Adoro esse de "Get Off", tanto quanto a letra e a música. Na época do lançamento, Marcelo Ferla, que trabalhava na Warner,  me deu uma VHS com vários vídeos dessa e outras músicas de "Diamonds and Pearls". Inclusive "Cream". E um CD com remixes de "Get Off". Affff, que rush.
Agora comecei a ouvir o "Love Symbol Album", do qual Ferla também me deu VHS com os clipes.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Torrente principesca

Não sei como fiquei tanto tempo sem ouvir Prince on a daily basis. Mas agora vou recuperar o tempo perdido. Baixei ontem toda a discografia via torrent - eu amo o torrent, amo, amo.
Let's begin from the beginning. Com "Symbolic Beginning", álbum de 1977, do 94 East, que apresenta Prince. Não conhecia nem o álbum, nem o grupo, nem nada. Muito funk, como todo o início da carreira de Prince. Achei bem mais ou menos. A ouvir de novo, com mais atenção. Porque vou ouvir toda essa discografia enquanto traduzo, trilha de fundo. Em ordem cronológica.
Já passei por "For You", de 1978, com direito a seis bonus tracks. Desse a favorita é "Soft and Wet".
Agora estou em "Prince", de 1978, que tem s soberba "I Feel for You".
Fã, fã mesmo, sou apenas de Prince, Robert Plant e Chris Isaak.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sunday, Cloudy Sunday


Domingo na Ilha da Pintada. Altos e baixos.
Lugar lindo. Vontade de ir com mais tempo, para apreciar a paisagem sem pressa.