sábado, 28 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ah, minha Portela...

Filha de Oxum e querida de Iansã, no carnaval fico sob o manto azul e branco de Yemanjá e sob a águia que me remete à pomba de Oxalá.
Sou Portela desde sempre. Assim como sou Grêmio. Tudo azul. Acho que herdei o amor pelo azul de minha mãe. Que é Portela e Grêmio, lógico. :)
Minha linda e amada Portela ficou em terceiro lugar no carnaval 2009. Enquanto acompanhava a apuração, fui ouvir dois de meus sambas preferidos, que homenageiam esse amor antigo, incondicional e definitivo. Amor que não se explica. Amor apaixonado. Paixão que resiste ao tempo. Cada vez que vejo a Portela entrar na avenida, sinto a mesma coisa: o arrepio, a vertigem. Essa sim é uma pegada fortíssima.





Estava muito afim de ouvir samba depois de ter meus ouvidos assaltados por axé no carnaval de rua da Armação. Fiquei tão carente de samba para me recuperar daquele repertório de lixo que pedi a meu tio pra gravar um DVD com tudo de samba que ele tiver. Vou poder ouvir samba até cansar. Meu tio é doido por música. E foi nos verões desde minha infância em Tramandaí que conheci Paulinho da Viola, Clara Nunes, a velha guarda da Portela, Ivone Lara, Beth Carvalho e muitas outras coisas, ouvindo as fitas que meu tio levava.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Burn, baby, burn

Some like it hot and some sweat when the heat is on
Some feel the heat and decide that they can't go on
Some like it hot, but you can't tell how hot til you try
Some like it hot, so let's turn up the heat til we fry

Feel the heat pushing you to decide
Feel the heat burning you up, ready or not


As for me, the hotter the better. :)

Dia de San Valentín

Baby it's a new age
You're like my new craze
Let's get together
And maybe we can start a new phase

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dále

Passei a noite ouvindo tangos numa rádio argentina - AM 840 General Belgrano. Adoro. Tão dramático, tão passional, tão ardente.
Adoro a sonoridade do espanhol. Tão musical.

Insane in the brain

They say, "Seeing is believing"
But the true question is,
"What do you believe you've seen?"

Everybody I know seems to know me well
- but does anybody know I'm gonna move like hell


Certos acontecimentos, certas pessoas, certas músicas despertam uma parte de mim que prefiro manter quieta. É a natureza que manifestei - timidamente, na minha avaliação - em noites de Ocidente, Wanda, Enigma... E mais timidamente ainda com meus parceiros. Nunca encontrei ninguém com quem eu pudesse chegar ao meu limite. Por isso, não sei qual seria meu limite. Acho que não quero saber. Creio que foi uma bênção não ter encontrado ninguém que me deixasse plenamente à vontade e livre.
Jamais realizei sequer 10% das ideias que me ocorrem. Nem mesmo escrevi sobre elas.
A chapa é quente e o bagulho é doido. E minha mente me leva a pontos que me parecem extremos.
Será que todo mundo tem disso?
Será que é isso que algumas pessoas vêem em mim e as leva a pensar que estou na pista pra negócio?
Afffff, vou dormir.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Amizade


É o segundo ano em que passo as férias com Lena e Soares. No ano passado, ficamos quatro dias em Garopaba e outros quatro dias em Floripa. Este ano, dobramos: ficamos nove dias em Floripa, e na semana que vem vamos pra mais oito, de novo em Floripa. Lízia também vai.
Minha amizade com Lena e Soares é única. A gente tem a parceria perfeita. Gostamos das mesmas coisas, temos um timing sincronizado. Nunca convivi assim com outras pessoas. Entre nós jamais rola stress. É como se fôssemos uma família - só com as coisas boas da vida em família, hehehe. É a intimidade da família, mas sem chatices de um se meter na vida do outro, dar palpite furado e querer impor sua vontade (com exceção de Licobel, hehehe).
Na segunda-feira, fomos jantar em Pântano do Sul. Chegamos lá e fomos fazer fotos. Essa é uma das nossas curtições: fazemos literalmente milhares de fotos nessas viagens. Adoramos a função, tanto de fazer quanto de olhar a produção do dia à noite. Sempre comentamos que daqui a muitos anos vamos olhar esse monte de fotos, dar risada e relembrar nossas andanças.
Bem, quando eu e Lena íamos pra beira da praia em Pântano do Sul, ela disse: "Bonita, a gente não se abraçou nenhuma vez nessa viagem!" Aí nos abraçamos. E Soares fez a foto. :)
Realmente, como estamos sempre juntos, não temos nos abraçado, beijado, nada disso. Mas o afeto está sempre ali, no convívio pacífico e alegre, na aceitação plena do outro como ele é, nos altos e baixos (especialmente os meus...).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Leandro Runner

Tenho um amigo chamado Leandro. Leandro Bauermann. Ele entrou em minha vida pelo orkut. Ele era corredor. Um dia, numa corrida do Corpa, ele veio falar comigo, e nos conhecemos pessoalmente. Além de corredor, Leandro é cozinheiro. Um de nossos últimos encontros ao vivo foi no dia 2 de abril. Eu fui buscar uma torta salgada que havia encomendado. Lembro da data porque, antes de buscar a torta, eu estava correndo e, ao terminar o treino de 16km, me estatelei no Parcão e abri os dois joelhos. Foi um ferimento feio, tive que ser resgatada no parque por meu ex-marido, e ele foi comigo buscar a torta.
Há pouco tempo, vi Leandro online no msn, fazia meses que a gente não se falava, dei oi e perguntei: tudo bem? Não. No dia seguinte ele faria uma artroscopia no joelho direito. No ano passado, Leandro correu as maratonas de Porto Alegre, Blumenau, Curitiba e Punta del Este. Eu vivia dizendo pra ele contratar um treinador, porque ele treinava sozinho, o que não dá certo.
No dia seguinte à cirurgia, a gente ficou falando sobre isso, e ele: "Bah, Lúcia, bem que tu me avisou um monte de vezes pra eu não fazer tanta maratona, né?" Sim, sim, eu dizia pra ele que era demais, e ainda por cima sem treinador. Combinamos que, assim que o médico liberasse, eu acompanharia Leandro nos trotes. Ele me falou que já estava angustiado por não poder correr, e eu disse pra ele tentar manter a calma e o foco na recuperação, que ia passar melhor e mais rápido se ele tivesse paciência e aceitasse a situação. A gente já havia falado outras vezes sobre o quanto a corrida é importante pra ele, que tem um corredor tatuado no braço e usa o e-mail leandrorunner.
Uma das últimas coisas que a gente falou nesse telefonema foi o quanto gostamos um do outro. Ele me disse: "Lúcia, a gente se fala pouco, mas tu sabe que eu te considero um monte, né?" Sim, eu sei. E sei que ele sabe que eu também gosto muito dele.
Hoje fiquei sabendo por um scrap no orkut que Leandro sofreu um acidente trágico. Ele estava de bike na segunda-feira, dia 9, por volta das 18h, na Goethe com Mostardeiro, e foi atropelado por um ônibus da Carris. Antes da cirurgia, Leandro já estava pedalando porque não podia correr.
Agora, Leandro não poderá correr, nem pedalar. Ele teve a perna direita amputada. A perna esquerda está muito comprometida, com risco de amputação. O estado dele é grave.
O pai de Leandro pediu duas coisas:
1 - que rezem pelo filho dele;
2 - que ajudem a encontrar testemunhas do acidente, pois, além do sofrimento devastador pelas consequências do atropelamento, a família é afligida pela falta de informações sobre as causas.

Huracán


Mi quemero favorito. :)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Brilho



No sé. Se ve que seguirte a tí es para mí lo más natural del mundo. Debe ser como un pez, que ve un objeto brillante y se va detrás de él. Debe ser mi destino.

Quando tentei mandar as fotos pra você, escrevi um e-mail falando que poderia ser o caso de um peixe seguindo um pedaço de vidro ou metal ordinário, uma mera isca. Mas eu sempre olho para o melhor em tudo. Assim, espero que isso que é tão natural seja a sua natureza vajra que veja e siga o brilho de minha natureza vajra, por maiores que sejam as máculas de nossas naturezas vajra nesse momento. :)
Para mim, trata-se da coisa mais natural do mundo que você me siga, saber que você se interessa pelo que vê em mim. Deve ser nosso destino. Deve ser uma verdadeira amizade espiritual. :)


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Clima perfeito

Não teve um dia de sol a pleno em minha viagem de férias até agora. Houve alguns momentos de sol, mas na maior parte o tempo tem estado nublado, às vezes rola uma chuvinha. Para mim, é o tempo ideal.
Não aguento mais aqueles solaços de torrar. Isso que minha pele é boa, resiste maravilhosamente ao sol, bronzeia bem, tanto que já estou morena mesmo sem dias resplandecentes. Acontece que acho o sol cada vez mais abrasador.
Hoje o dia esteve bem encoberto, mas fomos à praia assim mesmo. Deu uma chuvinha rápida, que nos refrescou um tanto demais e nos forçou a usar o guarda-sol como guarda-chuva. Passado o chuvisco, deitei de buzanfa pra cima e fiquei lá meio que cochilando, uma maravilha aquela moleza. Eis que o céu abriu bem, e quando isso aconteceu o meu confortável torpor foi abalado pela sensação de estar cozinhando naquele sol ardido, os raios solares pareciam crivar o corpo como agulhas, penetrando não só a pele, mas os tecidos e órgãos internos. Uma nítida sensação de estar não queimando, mas esturricando. Felizmente durou pouco, logo as nuvens voltaram, deixando apenas um mormaço médio. E pude continuar lagarteando feliz.
Já faz uns anos que percebi que prefiro dias com um pouco de nebulosidade quando estou na praia. Eu amo o verão e as altas temperaturas, não me incomodo com umidade elevada. Mas dias de sol calcinante não me agradam, simplesmente porque não aguento. Pior: de início não aguento, mas em um dia me acostumo, e aí sou capaz de passar horas na praia todos os dias, porque estar à beira-mar é um de meus maiores prazeres. Mas melhor fazer isso sem torrar.
Adoooooro me esborrachar ao sol na praia, é o único lugar onde fico sentada/deitada "tomando banho de sol". Não gosto do banho de sol em si, gosto é de estar ali na areia, sentindo o sol (de preferência não na potência máxima) e curtindo o mar. Eu gosto é do conjunto da obra: a claridade, o calor, a areia, a água, o som da água... Gosto tanto disso que posso ficar lá parada, sem fazer nada, só curtindo. Ou então caminhar por horas e horas e horas...

Uma coisa que me chateia é as pessoas acharem que eu fico bronzeada tomando banho de sol no terraço do meu apê. Francamente, ficar deitada na lage... me poupe, hein! Primeiro, não tenho tempo pra isso. Segundo, não tenho paciência nem vontade - nem vocação pra bife fritando na chapa quente. Me parece algo completamente idiota, embora às vezes fosse ser bom pra eu emparelhar o bronzeado. Porque eu fico preta por correr na rua, geralmente do meio da manhã para perto do meio-dia. Com isso, meu bronzeado é maculado por marcas dos tops, meias e calções. Antes de vir pra praia as marcas estavam ridículas, especialmente nos pés e quadris. Mas azar, que sol na lage não estou querendo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Chiques demais!


Eu e Suzana, irmã do Soares e cunhada da Lena. Nos conhecemos em Jurerê, e no dia seguinte passamos a tarde na Praia do Matadeiro e jantamos aqui na nossa casa de praia. Um alto astral total.Colors, colors. Eu em pleno andamento no projeto de ficar negrona. :)

Tudo verde


Um dia em Jurerê.

A barreira do básico

Oh, como é bom estar aqui fuçando no meu querido blog... Fazia tempo que eu não vinha aqui, nem visitava os blogs que acompanho.
Entrei hoje porque Jaime cobrou as fotos da praia que prometi enviar a ele. Mas não estou conseguindo mandar pelo gmail, nem pelo terra. Não sei por que meu computador às vezes se amarra com arquivos pesados... que saco. Mas aí vim tentar descarregar as fotos no blog - o que muitas vezes é uma novela -, e fluiu na maior paz. Que bom!
Outro amigo daqui, o André, acaba de entrar pra minha lista do orkut, e ele comentou que eu não estava postando no Dakini Espertinha. Aí eu contei que estava cometendo o post abaixo, mas que era algo bem básico. E ele disse que ia esperar eu romper a barreira do básico, voltando a escrever sobre o que se passa em minha cabeça, corpo, mente e alma.
Hahaha, aí as ideias (já sem acento) começaram a brotar. Ou melhor, voltei minha atenção para os pensamentos que brotam.
Um deles refere-se à minha felicidade com o 3G da Vivo, que comprei pra usar no verão. Eu sempre viajo com o computador, mas sem net. Em dezembro assinei o Vivo Zap, e estou apaixonada. Coisa bem boa internet móvel. Em casa uso o Vírtua, que é ótimo. Mas a conexão wireless é uma bosta. Meu apê é grande, e o sinal tem alcance muito limitado. No meu escri, preciso deixar o computador num local bem específico, senão o sinal não chega. Antes eu usava cabo, mas aquele fio azul atravessando toda a sala e subindo pela escada, pendurado, ofendia o meu senso estético mortalmente. Azar que o sinal fique ruim e que eu tenha que trabalhar sempre no mesmo lugar, mas o fiozão à solta não dá...
O modem e o roteador ficam na sala, na parede colada ao quarto da minha filha. E o sinal atravessa a parede mais mal e porcamente do que sobe pro meu escri. Mas o fiozão saindo pela porta do quarto dela (que aí não fechava direito, a não ser esmigalhando o fio, que ia acabar quebrando, o que provocaria um gasto que me deixaria muito irritada etc, etc, etc) também me enervava, e acabei com ele. O sinal no PC dela é péssimo, mas ela não reclama muito... e pra ficar no msn, orkut e bobagens em geral sobeja e basta. E agora ela vai herdar este meu Mac, porque comprei um novo notebook pra mim. Aí poderá usar o notebook na sala e pronto.
Como fiz o pacote 3G de uso ilimitado, tenho usado direto, inclusive em casa. Aí posso levar o computador pra tudo que é lado. Neste momento, estou aqui na Armação de Pântano do Sul conectada ao meu blog, e acabo de receber o e-mail de uma amiga de minha mãe que está em Capão, também com 3G, contando o que elas têm feito por lá. Adoro essa proximidade virtual. Não sou do tipo que sai de férias pra esquecer de tudo e todos. Gosto de manter o contato com as coisas do meu cotidiano.

PRAIAS!!!


Estou em Santa Catarina com minha filha e meus amigos Lena e Soares. Seria difícil estar em melhor companhia. Este é o segundo ano em que viajo com meus amigos. Temos uma parceria perfeita. Gostamos das mesmas coisas. Acordamos cedo e vamos correr, Lízia fica dormindo ou lagarteando. Voltamos, tomamos café e vamos pra praia, levando sanduíches, frutas, água e chimarrão. E com Lízia é claro que ainda compro umas coisas à beira-mar. Pra mim, só queijo coalho de vez em quando, que como bem feliz, ignorando solenemente a possibilidade de contaminação.
Voltamos de novo, fazemos a refeição do dia. Lízia vê a novela e o BBB (eu mereço, eu mereço...), eu fico trabalhando. E depois vamos dormir. Lena e Soares dormem mais cedo. É assim todo dia. Perfeição.
Estamos aqui desde segunda. Voltaremos na quarta.
No sábado vou correr a TTT. No domingo, Lena e Soares vão correr os 50km de Rio Grande. Depois vamos dar outra viajada. :)
Adoro essa vida simples e totalmente diurna. E estou adorando estar aqui sem ter milhares de coisas pra fazer. Estou no básico. E basicamente feliz. :)
E vou encher esse blog de fotos da praia para você, Jaime, um verdadeiro amigo espiritual.


Pé-de-moleque. Haja corrida!!!