quinta-feira, 29 de junho de 2017

Vergonha alheia

Vergonha alheia daquela que eu fui. E não sou mais, graças a mim, essa que sou hoje.
Mas a vergonha é do tipo que eu sinto depois de um porre porreta, acordando naquela ressaca retumbante e pensando: "Credo, que loucura", mas rindo da situação, de mim. Fazer o quê? Chorar? Me recriminar? Eu não. Não é pra tanto. Sem-noção, ok. Mas melhor sem-noção do que sem-vergonha e mau caráter. Aí sim não dá.
No Pride Day, orgulho dessa que sou hoje. Que só existe por causa da sem-noção do passado. As baita burradas fizeram brotar sementes de sabedoria. A mente indisciplinada é como uma criancinha. Vai crescendo e adquirindo conhecimento e habilidades.
Engatinha. Fica de pé. Caminha desajeitadamente. Tropeça. Cai. Levanta. Vai aos trambolhões. Até caminhar a passos firmes. E daí correr. E saltar.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

#Pride


É orgulho LGBT.
Todo-abrangente.
Pelo direito de cada um ser quem é, como quiser ser.
Ninguém a menos. Ninguém é menos.
Se não gosta, senta e chora.
Ou melhor, cai fora. Leva teu preconceito e tua ignorância pra longe de mim. Vade retro com teu deus rancoroso e tua religião impiedosa.

Meta-se dentro de um armário e de lá não saia.
Me poupe. Se poupe. Nos poupe.
Obrigada. De nada.


Blur

Borrão.
Perdendo a nitidez.
Desmanchando-se a falsa solidez.
Dissipando-se.
Manifestando a qualidade do que na verdade (absoluta) sempre foi: um mero fenômeno transitório. Impermanente como tudo no vasto samsara.
Mente em conforto e sossego. Presente no presente.
Budismo é vida.
E terapia é sim uma ferramenta e tanto pra domar a mente com suavidade e gentileza.

Friendzone

Estamos nessa há anos. Vários. Nem sei quantos. Uns cinco, creio.
Amizade que desliza suave sobre gelo fino. Às vezes mais próximos, às vezes distantes por meses.
O que nos mantêm na friendzone? O desejo de manter o relacionamento.
É bom, mas às vezes é bizarro. Somos superparceiros, nos sentimos totalmente à vontade juntos - só que é lógico que rola uma atração forte. Desde o início.
Em nosso penúltimo encontro, o gelo quase se espatifou. E aí ficamos quase três anos bem longe. Tempo voa. E nesse tempo fiquei naquelas de basicamente passar o tempo perdendo tempo.
Em todo esse tempo, meu motivo para não sair da friendzone foi unicamente a convicção de que existem erros que não se deve repetir. Eu especificamente não quero repetir o erro de me envolver numa situação com potencial para causar sofrimento não apenas para mim, mas para terceiros.
Do jeito que está, é leve. E razoavelmente inocente.
Seguimos.

Outubro de 2014.
Salto alto martelando no gelo fino.
Foi por pouco, pra não arriscar muito.

domingo, 25 de junho de 2017

Coquetel


20km depois, 1,5 litro de suco verde.

- 4 folhas de couve
- 3 limões-bergamota
- 1 maçã
- água
Eu não coo. Uma bela dose de vitamina B, turbinando a absorção com a vitamina C.
Amo suco verde. Tenho preguiça de fazer. Mas é daquelas coisas que poderia tomar todo dia, especialmente depois do treino.

Hoje o treino foi puxado. Acho que ainda não estou pronta pra uma distância tão grande sem parar.
Ou é a cabeça.
Ou simplesmente o cansaço de ter ido dormir às 5h30 de sexta para sábado e ter acordado às 9h30.
Ou ainda o resfriado residual. Que nem é mais resfriado, mas irritação nas vias aéreas superiores, com tosse esporádica e secreção. Na corrida é um nojo, nariz escorre sem parar.
Ou a soma de tudo isso.
Mas fui lá e fiz. O dia lindo ajudou. Fui pra Beira-Rio. O que não ajudou foi aquela muvuca, sobre a qual prefiro não comentar. Afff. Treino pro corpo e pra mente. Paciência, tolerância, compaixão. Mas minha mente fica muito Dick Vigarista, tenho que confessar.

Ainda na manhã dominal

Antes de sair pra correr, um lanche. Pelo horário, almoço.
Tapioca com coado de amendoim. Nossa, que coisa bem boa!
Fazia tempo que eu não comia tapioca. Antes só fazia com queijo. Agora procurando alternativas veganas. Foi a primeira. Sucesso.
Mais duas jarras de leite de arroz produzidas pra semana.
Ontem teve feira. Agora é achar tempo pra ir ao Mercado Público comprar aveia pra fazer leite também. Mas comprei tanto, tanto arroz, que o leite de aveia pode esperar, apesar de meu desejo de experimentá-lo. Aveia é um dos meus cereais favoritos. Imagino que vá me apaixonar pelo leite.
De momento, minha atividade culinária está muito simples. Como ninha vida no todo. Acompanho a página dos Ogros Veganos no Facebook, pessoal faz cada prato... nossa. Vejo, acho lindo. Mas não sinto vontade de comer. Muito menos de fazer, haha. Realmente, estou no modo vida simples.


Tapiocas com coado de amendoim temperado.
Ficou tão, mas tão bom que acabei comendo duas.

Agora sim!

Leite de amendoim com café ficou me-do-nho. Tipo repulsivo mesmo. (E eu bebi mesmo assim; primeiro pra não desperdiçar; em segundo pra tentar me convencer de que não era tão horroroso.)
Mas hoje liquidei o resto do leite de amendoim com achocolatado e café solúvel. Aí ficou bem bom. Mesmo assim, definitivamente leite de amendoim não é pra mim. Só que tenho mais um saco de amendoim aqui, terei que ver o que fazer dele. Pensei em experimentar a receita de leite que leva ao fogo pra ferver antes de triturar.
Uso esse achocolatado faz tempo. Propaganda capciosa, só pra variar. No rótulo, adoçado com stevia. Nas letras miúdas, sacarina também. Affff. Bom demais pra ser verdade nesse buraco de país. Enfim, pra usar só de vez em quando até acabar esse pote recém-comprado e migrar de vez pro cacau. Cujo problema é misturar, leva horas pra desmanchar todas as bolinhas. Creio que a próxima aquisição pro lar será um mixer pequeno, que dê pra usar dentro de uma xícara. Vai quebrar um baita galho. Lá vou eu gastar uma grana na Polishop. E o pior de tudo é que aquela loja tem mil coisas que me sempre me agradam. Hehe.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Capitanias, coronelismo, atraso



De todos os assuntos que as aulas de história do Brasil na escola transformavam no mais insuportável porre, as capitanias hereditárias figuram em destaque. E que história do caralho.
Presente grego do rei português. Que o mesmo rei pegou de volta 16 anos depois.
Embrião do coronelismo que persiste no país há 500 anos.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Veganices

Café com leite de arroz. Amei!

Vagem no shoyu e quínoa, que eu amo.

A quínoa enriqueceu minha espetacular sopa de legumes.

Leite de amendoim não gostei.
Mas na batida de banana e aveia ficou ótimo.
Inventei de tomar com café. Que desgraça!

Coado do amendoim, temperado com adobo e muito azeite,
e refogadinho com quínoa. Delícia!

Tudo ia muito bem. Aí hoje, parada no sinal,
o carinha me oferece tudo isso por R$ 10.
Lá se foi. Mas é vegano, hehehe.
Depois de mandar meia paçoca no carro mesmo,
pelo menos corri 20km. Espírito de porco junino.

domingo, 18 de junho de 2017

Convalescença

Semaninha sem treino. Não teve como.
Começou na segunda-feira. Com uma dor de garganta mediana. Na terça vieram tosse, espirros e secreção nasal. E aí instalou-se de vez o resfriado. Não foi gripe, zero febre, mas optei por ficar de repouso pra tentar curar e não acabar com tosse alérgica, mal a que fico suscetível no frio. E que, depois de instaurado, leva mais de mês pra curar e exige antialérgico.
Tive pouca vontade de treinar. O corpo realmente estava pedindo repouso. Passei o feriado de quinta-feira basicamente de molho. De cama. Que feriado que veio a calhar esse. Porque teria sido um dia de sofrimento se tivesse que trabalhar. Eu mal me aguentava sentada.
Enfim, teve o lado positivo. Descansei. Parei com a correria diária. Não fazer nada é importante.
Para celebrar o final de semana sem trabalho, contratei a Netflix, que não tinha pra evitar o que já está acontecendo: maratona na frente da tela.
Sábado lindo de sol. Veio a vontade de correr, de treinar, de sair. Mas a vontade de seguir no repouso foi maior. Escutando o corpo. E respeitando a mensagem.
Descansar faz parte do treinamento. E da vida.


Gato sendo gato

Enquanto tratava do meu café com leite vegano e encarava a pia de louça e o fogão (aquele affffff dominical), cozinhando uma quínoa pro almoço, deixei a roupa recolhida do varal em cima da mesa. Não deu outra. Chego e dou de cara com Lelonid dormindo como se fosse madrugada. Hahaha.
Mas Lelonid é flex. Dorme em cima de roupa limpa e roupa suja sem distinção. Sendo roupa, tá deitando. A grande oportunidade é sempre enquanto tomo banho. Deita em cima das roupas de treino suadas que deixo no chão do banheiro pra levar direto pra máquina. Ou em cima da roupa limpa que separo pra colocar.
Como gato não muda depois que estabelece um hábito, meu único cuidado é não vacilar com roupas que puxam fios. Essas eu deixo sempre na vertical.


#Govegan

Mais que nunca, o veganismo torna-se uma possibilidade plenamente exequível por aqui. Gostei do café com leite de arroz. Puro. Como tomava com leite de vaca. E já tô na vibe de experimentar com canela. E com achocolatado, claro, porque há anos eu curtia café com leite e achocolatado. E tenho que incluir a baunilha, que dá um gostinho que todos os veganos recomendam. Mas o fato é que eu gosto dos leites ao natural. Claro que é muito diferente de leite de vaca. Mas acontece que eu nunca gostei de leite de vaca. Só tomava misturado com outras coisas. Puro nem pensar. Isso talvez explique em parte por que os leites vegetais ao natural me agradam.
Café com leite é o meu desjejum favorito. Já havia abolido, porque há um tempo o leite de vaca simplesmente não me atraía mais. Agora volta a ser opção.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Meus fechamentos

O pôr de sol de hoje foi espetacular, pelo que vejo das fotos dos amigos. Não assisti porque estava com Jean Etienne, retocando a manga. Está pronta. Por enquanto. Talvez suba mais um pouco pelo ombro.
Essa sessão foi desmarcada duas vezes no último mês. Sábio universo, porque aí foi hoje.
Fechando a semana em que entreguei uma tradução totalmente no prazo. Pela primeira vez.
Começando o final de semana. O primeiro final de semana em que não tenho trabalho algum por fazer. Final de semana de folga.
Em inglês existe uma expressão que adoro: live up to one's promise. Viver de acordo com o prometido, honrar a promessa. It took me a long time, it costed me a lot. But I've lived up to my promise.
E curiosamente, quando ia para o estúdio, um flash no trânsito, em meio aos carros, me fez lembrar das promessas honradas.
Questão de caráter. Honestidade. Sinceridade. Convicção. Certeza. Que tem, tem.



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Adaptação

Acordei a fim de café com leite. Pensando melhor, chocolate quente. Feito. Com leite de arroz, chocolate em pó e açúcar mascavo. Como o leite de arroz estava espesso, ficou cremoso. O que sobrou pensei em transformar num creme, mas talvez deixe assim mesmo, para tomar amanhã ou depois.
Claro que é diferente de um chocolate quente com leite. Mas gostei. Muito. Tô gostando muito de estar mais uma vez me abrindo para novos sabores numa alimentação (mais) saudável. Novas possibilidades. Experimentações.
Que eu nunca me acomode. Que eu sempre busque novidades saudáveis. Na vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Gente bárbara

A história é narrada pelos vencedores. E fabulada, mistificada.
Os bandeirantes paulistas são um exemplo perfeito. E o bom é que nesse caso (como em vários outros) existem fontes preservadas que dão uma visão mais realista.
Gente bárbara, que vive do que rouba. Caçadores de índios. Pra mim, escória.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Na transição

Segue a saga culinária.
Ontem fiz leite de arroz. Segui uma receita. Cozinhar 2 xícaras de arroz. Beleza.
Nunca vi um arroz integral crescer tanto!
Leite de arroz aos montes. Nem posso congelar porque não tem espaço no freezer.
Leite de arroz é maneiro. Curti muito mais que o de gergelim, que realmente não pretendo repetir.
Minha filha me passou mais uma reprimenda. "Eu te falei que era pra usar 1 xícara de arroz cozido!!" Claro que eu não lembrava, cabeça lotada de informações culinárias e receitas. Enfim, agora é beber bastante leite de arroz, supersaudável. Estou tomando misturado com o creme de ameixas secas. E fico pensando no que será que colocam naqueles leites de arroz norte-americanos, que são simplesmente deliciosos. O meu é bem singelo, gostinho suave de arroz. Vou experimentar com café e com achocolatado. E preciso de essência de baunilha, que é o ingrediente mágico dos leites vegetais pelo que Lízia falou e li.
Bem, esses míseros três dias de dieta caprichada me mostraram o quanto eu estava relaxada, o quanto meu organismo estava acostumado com lixo. Estou estranhando não comer laticínios, nem refinados. Fica uma sensação de falta. Não de fome. Claro. O que estou comendo agora não embucha.
O almoço de hoje foi a sobra do arroz que não transformei em leite (empadadíssimo e sem sal, mas gostei - sério), couve refogada com muito óleo e uma cebola. E três ovos fritos na caçarola da couve, sem óleo. (Uma ideia genial, aliás, porque a caçarola de aço agora está com o fundo que é puro ovo grudado. Haja sapólio e esfregão.) Resolvi fazer os ovos porque Lízia falou que só gosta de couve com ovo, por isso não tem comido couve. Eu tinha 10 ovos na geladeira, claro que vou consumir.
A culinária, como a corrida, voltou a ser empolgante e divertida. :) :) 

Leite de arroz em quantidade Lúcia Brito

Sobrou porque nem teria onde guardar mais leite

Pratinho meigo. Muito simples e muito delicioso

domingo, 11 de junho de 2017

Eu na vida

Inspirada por minha filha maravilhosa, que está se aprimorando na cozinha e seguindo a linha vegana, e decidida a consumir o mínimo de produtos animais - e comer direito -, ontem fui ao Mercado Público e à Feira Modelo (sábado à tarde, na rua Irmão José Otão) e me abasteci. Tive mais uma manifestação da minha natureza excessiva, de extremos. Comprei comida para meses, um absurdo, sem noção. Me empolguei com as maravilhas e os preços.
Eu deveria ter passado a tarde e a noite traduzindo, mas passei cozinhando.
Molho de tomate.
Sopa de legumes.
Granola.
Ameixas secas cozidas.
O resultado é que usei todos vidros da casa. Potes plásticos quase não sobraram também.
Hoje de manhã fiz leite de gergelim, usei as ameixas para dar sabor. (Não gostei muito, mas ok para consumir com a granola. Esta sim ficou dos deuses.) Usei o coado de gergelim para fazer duas pastas salgadas, um com adobo e outra com zahtar, ambas com azeite. Perfeito para usar no pão. (E pão farei aos montes, com farinha de trigo integral, farinha de arroz integral, farinha de soja, linhaça, polvilho doce.)
Tenho uma profusão de frutas secas, nozes e avelãs na despensa. E arroz e amendoim pra fazer leite. (Também tenho que comer arroz, tenho que comer comida.)
Lentilha pra fazer hambúrguer e quem sabe aprender a fazer um dahl que preste.
Ao ver a quantidade de tudo - especialmente de granola -, fiquei chocada e meio chateada. Não precisava ter gasto tanto de uma vez só. Mas já foi. E tudo será muito bem aproveitado. Inclusive a lição: comprar menos, bem menos, da próxima vez que for ao Mercado Público. A orgia foi na banca Sauer, um paraíso.




Toma!


No Facebook e na vida.
Respeito é bom, todo mundo gosta - e merece.
Ninguém a menos.
Ninguém é menos.
Pelo direito básico de todos serem quem são.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Calorzim

Hoje por aqui foi assim.
E tô pensando na coragem pra amanhã de manhã.
Inverno não é comigo.

Prestenção

Atenção plena é simplesmente estar ciente do que está acontecendo no momento sem desejar que fosse diferente; curtir o que é agradável sem se agarrar quando muda (o que vai acontecer); ficar no que é desagradável sem temer que vá ser assim pra sempre (porque não vai).
- James Baraz, via One Mind Dharma

Simples. Só que a mente samsárica gosta mesmo é de confusão.
Chafurda no passado. Especula sobre o futuro.
No presente? Nunca está.
Mas está sempre rotulando tudo.
Gosto. Não gosto. Quero. Não quero.
Isso é assim, aquilo é assado.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cagada histórica



Essa foi uma cagada literal - fartamente documentada.

Intactos

Quem me conhece, sabe o que essa foto dos meus dedos significa para mim. O quanto era difícil eu não (me) morder e (me) machucar horrivelmente.
Pois bem, a vontade passou. E não, não era, nunca fui e nunca seria apenas uma questão de ter vontade de parar e força de vontade para parar. Morder os dedos era um sintoma. A questão era, sempre foi e sempre seria chegar à causa. E quem me conhece sabe a força da minha vontade e determinação. Eu tinha muita vontade de parar e força de vontade para parar. E a mesma vontade e a mesma força de vontade para descobrir as causas.
Descobri.
Demorou.
Já foi.





Tomou banho, tá nova

Por que tinha ficado tão chato, monótono e finalmente insuportável correr?
Não sei exatamente. Mil coisas, mil perrengues. Tantas emoções (negativas).
Dissipada a nuvem negra emocional, o sol interno volta a brilhar, de dentro pra fora. E, mesmo nessa época de clima abominável, que eu positivamente odeio, a corrida e a musculação tornam-se cada vez mais empolgantes e revitalizantes.
Segunda-feira fui treinar na chuva porque o treinador tinha ido pra pista pra me ver treinar.
Terça-feira fui fazer musculação porque o treinador sinalizou a necessidade de aumentar a força das pernas, que pra variar estou arrastando, afff. O movimento de tronco e braços está ok, mas as pernas... E dei uma corridinha de 8km na chuva (de novo, e mais forte que na véspera) porque deu vontade (e porque tem na planilha em algum dia que não lembro bem, acho que quinta).
Ontem não pude fazer a pista por causa da chuva ininterrupta. Mas corajosamente fui pra academia.
E hoje lá me fui pra Beira-rio, porque o treinador estaria lá. Com um vento horroroso. Fiz a proeza de não ligar o Garmin na ida, quando cheguei lá e vi fiquei puta e mal-humorada. Mas já sei que dá 7km.
Bom, aí liguei a porra e fui fazer os tiros. Eita desastre! Lerdeza de chorar no colo da patroa.
Mas aí... a Lua cheia apareceu! E eu, eu fiquei aluada, enfeitiçada e animada. E o mau humor se foi. E aí lembrei da recomendação do treinador pra tentar levantar mais a perna. E os últimos tiros foram bem melhores.
Voltei pra casa feliz da vida, olhando pra Lua, a Lua brilhando pra mim. Tentando levantar as pernas.
20km numa boa, tipo vou ali e já volto.
Banho tomado, jantar comido (me obriguei a comer, porque fome não tenho, não sinto depois do treino - e depois acabo passando mal mais lá na frente), estou nova em folha.
E não tem Napoleon Hill que estrague meu humor.




terça-feira, 6 de junho de 2017

Bem, amém

"Os resultados serão consequência; se vierem, bem, se não vierem, amém."
- Marcio Grace Cará, ultramaratonista

Começando o dia, rola uma conversa rápida com Marcio Cará, o queridão corredor de Brasília, que conheci na fila da entrega do kit da maratona de Porto Alegre de 2008. Ele está vindo pela terceira vez pra correr a maratona aqui no domingo. Dessa vez com o filhotão.
Uma das pessoas maravilhosas que conheci no mundo da corrida. E que acompanho e me acompanha pelas redes sociais. Marcio viu que voltei a treinar e aí falou a frase acima.
Que agora já é lema.

 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Parceria salva o dia


Hoje foi com chuvinha. E quase não ia ser. Desci pra sair e vi que o tempo havia entortado - de novo. Subi pra telefonar pro treinador e abortar a missão.
"Oi! Onde você está?"
"Aqui dentro do carro."
"Uh, já chegou? E essa chuva?"
"Chuvinha fraca. Não vai ficar pior que isso."
"Uh, uh."
Vi que não ir não era exatamente uma opção. Aí fui. Relutante.
E que bom, que maravilhoso que fui!
Realmente a chuva não piorou, na real até diminuiu.
Meu treinador dá aula particular pra mim na Redenção nesse horário. Maior papelão seria amarelar.
Acabei fazendo 16km. E sentindo aquele contentamento que vem depois de um treino desses.
Hoje falamos pela primeira vez de metas.

sábado, 3 de junho de 2017

Dia de Saturno

Coração aberto, mente aberta seguiu há pouco pro editor. Sábado de sol radiante começou com a releitura das últimas páginas. E com o estabelecimento de um marco pessoal.
Os dois trabalhos em andamento agora não são exatamente a preferência. Mais um Trump e outro Napoleon Hill.

Vendo o pessoal finalizar os treinos pra maratona na mais absoluta indiferença. Zero vontade de participar. Ainda bem, porque seria a mais pura perda de tempo e energia. De momento, curtindo muito os treinos quando tenho vontade e tempo. Nessa semana o clima não ajudou. E o foco foi a tradução.
Agora, tentando vencer a preguiça e sair pra correr nesse sol lindo.
Na real, hoje não é preguiça. É mais uma estupefação. A conclusão de um trabalho muito arrastado e tortuoso (e torturante) e de uma etapa importantíssima me deixou de banzo. Ainda não caiu a ficha por completo. Só tenho o reconhecimento intelectual. O emocional está processando no seu ritmo. Era uma coisa que eu queria muito, muito. Foi suada. Agora que já é, tô meio abobalhada.

video

E hoje levantei antes da dupla, que me deixou dormir até mais tarde e teve esse momento amorzinho muito fofo.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Delícias

Comecei bem o final de semana.


De manhã, ganhei uma sacola de bergamotas do pomar do Sr. Darci, meu superzelador. Levei duas pra editora. Espetaculares.
E ainda tenho limões que ganhei dele. Maravilhosos também. Outro sabor.


E aí estava lá ralando num livro do Donald Trump e aparece o sol. E o céu fica azul. E eu fico exultante. E paro um momento pra observar a luz, as cores e as nuvenzinhas.


E então fui almoçar num lugar que não conhecia, o Bendita Horta (https://www.facebook.com/benditahorta/), aqui perto de casa. Um restaurante que serve água (numa garrafa de vidro linda) já merece respeito. Optamos pelo bufê vegetariano orgânico. Nossa! Até o feijão eu amei. Lugar astral. Voltaremos.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Observar a mente

"Existe uma diferença entre observar a mente e controlar a mente. Observar a mente com atitude gentil e aberta permite à mente acalmar-se e vir a repousar. Tentar controlar a mente ou tentar controlar a maneira como a prática espiritual vai se desenrolar apenas incita mais agitação e sofrimento."
– Bhante Gunaratana
 
Já traduzi dois livros desse grande professor da tradição Theravada. Trabalho prazeroso. Ele ensina com leveza e simplicidade. Recomendo muito a leitura de ambos: Oito passos atentos para a felicidade e Atenção plena em linguagem simples.
Esse trechinho acima chegou via One Mind Dharma, enquanto releio minha tradução de Coração aberto, mente aberta, de Tulku Tsoknyi Rinpoche. No momento em que o e-mail chegou, tinha começado a reler o capítulo sobre atenção plena, a grande arte meditativa de observar tudo e não se agarrar em nada e não rejeitar nada. Bem o contrário do que se faz na experiência cotidiana.
 


Aqui os meus filhinhos budistas. Traduzi e/ou editei estes. Muito amor por todos.