quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O que falta

Então é Natal.
Não estou exatamente feliz. Mas estou em paz. Observando meus sentimentos e outros fenômenos. (Tinha escrito “todos os demais fenômenos”, mas não, né? Se assim fosse eu estaria iluminada, ou quase lá. A maioria avassaladora de todas as experiências são ainda ignoradas.)
Termino este ano com uma conclusão: a única coisa que me falta é dinheiro.
A solidão e isolamento que às vezes sinto não se referem de modo algum à carência de estar com alguém. Amo a minha própria companhia, me sinto maravilhosamente bem sozinha, tenho minha filha e um círculo pessoal cada vez mais seleto — e uma vontade cada vez menor de perder tempo com quem não acrescenta. Aos 51 anos, com metade da vida transcorrida, o tempo torna-se cada vez mais precioso.
A solidão relaciona-se aos movimentos que tenho feito na vida material, profissional e financeira. E a tudo que tenho que fazer e enfrentar sozinha. Coisas extremamente desafiadoras para mim, provocam medo, preocupação, ansiedade e a sensação de solidão. As emoções negativas surgem, e, ao me perceber presa nelas, começo o esforço suave de me desvencilhar. Às vezes é rápido, às vezes nem tanto. Às vezes é demorado. Sempre aprendo um pouco mais sobre mim. E exercito a atenção.
Que 2015 seja auspicioso.