domingo, 4 de maio de 2014

Dois anos no dia 2

Amor incondicional


Adriana Schnell, cuidadora de gatos da Ronrona pra Tia e
uma grande e querida amiga, veio nos visitar ontem
Dia 2 fez dois anos de minha cirurgia na coluna. Só lembrei à tardinha no dia, mas não tive ânimo pra escrever a respeito. E agora nem consigo pensar nisso. De momento minha mente e meu coração estão tomados pela agonia de ver meu amado Teddy Boy Marino agonizar.
Teddy tem oito anos. E vai morrer de insuficiência renal em breve. Ele teve a primeira crise em 2010, com quatro anos, e naquela ocasião o veterinário me avisou que ele não seria um gato longevo, que se chegasse a uns oito, nove anos seria muito.
De lá pra cá, Teddy viveu bem. No último mês eu vi que meu gatão estava emagrecendo, eu sabia que era o problema renal. No sábado da semana passada levei-o para a clínica à noite, pois ele piorou muito repentinamente. E ali eu soube que ele estava morrendo.
Teddy ficou internado uma semana, fazendo soro. Não adiantou. Os rins dele não funcionam mais. Ontem eu trouxe Teddy para casa. Para me despedir, para cuidar, para confortar, para fazer por Teddy o que ele fez por mim durante oito anos: estar presente e reafirmar o amor.

Teddy Boy é o gato mais gentil e meigo que conheci. E talvez tenha sido o ser que mais me amou nessa vida incondicionalmente. Agora, somada à dor provocada pela iminência da separação, pela impotência, pelo apego, tem o remorso e a sensação de culpa. Teddy Boy foi muito melhor para mim do que eu para ele. Inúmeras vezes perdi a paciência, fui indiferente ou má com ele, me irritei com sua presença e suas poucas necessidades. Fui ambivalente. Fui negligente. Fui relapsa. A despeito de todas as minhas muitas falhas, meu mestre compassivo em forma de gato sempre me amou, sempre foi benevolente. E sua doçura sempre me amansou e abrandou.
Sentirei uma saudade imensa.