quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Missing my blog - and part of myself

Por que será que parei de escrever aqui?
Não é tanto pela falta de tempo, creio que seja mais por falta de ideias. Ou melhor, falta de energia pra desenvolver ideias.
Até tem assuntos sobre os quais gostaria de escrever.
O primeiro é a dança do ventre, que flui por várias correntes: o prazer que sinto fazendo aulas, embora seja péssima; o prazer que sinto ouvindo música árabe, que é basicamente a única coisa que ouço desde março, acumulando até hoje quase 20 giga delas no computador (baixo CDs todos os dias); o prazer que sinto vendo bailarinas dançando, dando corpo à música, forma e movimento; a admiração que tenho por minha professora, Stela Turelli, que eu realmente adoro ver dançar.
Tem outros assuntos sobre os quais eu poderia escrever, mas que não sei se realmente gostaria de abordar.
O rigor desse inverno e minha baixa imunidade, que, combinados, afetam minha saúde desde o dia 2 de maio. Nunca me senti tão fraca, tão cansada, tão desanimada. Não me reconheço nem no corpo, nem na mente. Tem sido uma experiência difícil dispor de tão pouca energia, estar sempre meio resfriada, sentir muito frio, muito sono. E correr e treinar muito mal, afff...
Essa crise de energia está na base de minha incapacidade de escrever, é lógico. Tenho me economizado em tudo. E observado essa situação com uma calma inédita.
Também pensei em escrever sobre as incríveis abordagens masculinas, algumas delas tão cretinas que nem causam irritação, servem apenas de motivo de riso, sozinha ou em conversa com as amigas. Algumas coisas são tão bizarras que eu comento pra ver o que os outros acham, pra saber se é mesmo um absurdo ou sou eu que estou muito fora desse mundo.
Ontem vi a seguinte frase num perfil do orkut: "Não trate como prioridade quem lhe trata como uma opção." Adorei. Tem tudo a ver com as coisas em que andei pensando a respeito da forma como algumas pessoas se relacionam. Pra mim, o lance de não tratar como prioridade não significa tratar mal ou com frieza. Significa simplesmente não se apegar e não levar nada pro lado pessoal. Deixar rolar sem expectativas.
Esse inverno e essa fase têm sido um exercício de paciência e autocontrole, aceitação e acolhimento. E de modo geral estou convivendo bem com as limitações.
Mas claro que penso que em breve virá a primavera, e a roda deve girar...
:)