segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mantra nela!

Comecei ontem à noite, de volta em casa, minha primeira acumulação de mantras. Me propus a acumular cem mil Om gate gate paragate parasamgate bodhi soha, o mantra do Sutra do Coração. Finalmente estreei meus lindos contadores, hahaha. Na verdade, estreei um deles. Tenho dois, já instalei em malas. Malas eu tenho seis. Todos pouquíssimo usados até hoje.
Essa acumulação já manifestou um efeito benéfico: saí do reino dos infernos ao dirigir. Em vez de ficar pensando em matar os outros motoristas, fiquei ocupando a mente com a recitação. Que beleza! Meu comportamento no trânsito estava cada vez pior - nem sei como isso ainda é possível, mas estava. Agora pretendo sair dessa onda.
Meu mantra é esse. Porque minha conexão essencial com o budismo, aquela que mobiliza geral, é o Sutra do Coração, a Prajnaparamita, a Grande Perfeição. Dzogchen. Samantabhadra.
Decidi fazer essa acumulação em uma conversa com minha tutora na sexta à noitinha, ao chegar no Cebb. E eu sou mesmo uma criatura muito afortunada, eu tenho muito mérito acumulado. Porque no sábado Lama Jigme Lhawang me convidou para traduzir um pequeno comentário sobre o Sutra do Coração feito por Khamtrul Rinpoche. Tradição Drupka, que está chegando ao Brasil por intermédio do Lama Lhawang, o monge Gabriel, que foi aluno do Lama Samten e que eu conheci quando era um guri de 18 anos. :)
Decido acumular mantras da Prajnaparamita e aparece uma tradução sobre a Prajnaparamita. É muita bênção.

Fiz algumas recitações ao acordar hoje, antes de levantar. Ludovico, o gato budista, veio observar o mala de contas verdes como seus lindos olhinhos. Lelo veio em seguida. Ficaram os dois observando o mala passar por entre meus dedos. :)