sexta-feira, 12 de julho de 2013

The true Lion King

Poderoso transporte mental. Me senti sob o sol ardente de uma manhã de verão, faiscando na areia fina e branca e nas ondinhas brancas do mar (o sol, não eu - bem, eu também, cintilante, radiante, como fico na praia, no verão, no calor, em meu ambiente natural).
Esparramada em cima da canga, ou talvez de uma espreguiçadeira, pra olhar melhor o mar por baixo da aba do chapéu, porque não suporto sol no rosto e direto na cabeça. De biquíni e óculos escuros. Relaxamento físico e mental. E ao mesmo tempo uma claridade e vivacidade absolutas. O corpo lustroso recoberto de gotículas, mistura de protetor solar e suor. Quente e úmida.
E tudo começou quando eu ia deitar. Antes de desligar o note, resolvi ouvir Led Zeppelin, fazia um tempão que não ouvia. Aí abri a lista do iTunes, dei de cara com a versão pra BBC de What Is And What Sould Never Be. É essa!, pensei. Tenho paixão por essa música e em especial por essa versão. Essa música tem um lance solar.
E isso já faz mais de meia hora, porque fui catar no YouTube pra postar no FB. E aí já aproveitei pra ver e ouvir e postar também a versão ao vivo no Royal Albert Hall de 1970. E aí resolvi postar aqui também. Até porque estou traduzindo um livro de marketing, e o autor fala sobre o compartilhamento pessoal nas redes sociais. E não sei por que me identifiquei, hohoho.
Mas o grande barato de escrever aqui não é tanto compartilhar com os outros, é compartilhar comigo mesma. A que eu era quando tive esse insight tórrido já não existe mais. Mas ainda é uma memória vívida. Daqui há um tempo não será mais. Aí, um dia passarei por esse post. Vou reler, e posso recordar de tudo que pensei há pouco, ou simplesmente me espantar por ter escrito isso um dia.
E o título do post? Ah, claro, sempre a voz de Robert Plant, o som que fascina meus ouvidos de tigresa. Deitada ao sol, fundida à paisagem, ao calor, à luz, à brisa suave, aos sons - oneness, suchness -, mais felina que nunca.