
Um pouco antes do começo do verão, vivo meus dias favoritos do ano, durante a florada dos flamboyants. Tenho paixão por flamboyants. Minha árvore favorita, originária de Madagascar e das ilhas do Índico. Nada mais natural uma mulher como eu, muito flamboyant, muito tropical, gostar de uma árvore com esse nome e aparência, que floresce em dezembro, meu mês predileto.
Porto Alegre tem vários flamboyants, conheço muitos deles e costumo visitá-los durante suas floradas. Um dos mais majestosos fica pertíssimo de minha casa, em uma esquina da Lucas de Oliveira. O Parcão tem dois maravilhosos, um deles fica no meu trajeto de corrida, adoro passar por baixo dele, embora tenha que saltitar por suas raízes salientes. Na Redenção, estou acompanhando o crescimento de um que, desde bem pequeno, enche-se de flores. As ruas perto da escola de minha filha estão pontilhadas de flamboyants, eu e ela nos deliciamos a observá-los na quarta passada, quando fui buscá-la.
Os flamboyants aguçam meus sentidos e, com isso, minha atenção. Nessa época, ando sempre ligada por onde passo, à cata dos flamboyants com suas flores flamejantes, que a mim parecem extremamente sensuais. Quanto mais avermelhados, mais me encantam.
O Buda despertou embaixo de uma figueira bodhi. Minha aspiração é um dia despertar embaixo de um flamboyant.
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