domingo, 6 de julho de 2008

The Song Remains The Same

Minha vida mudou na tarde de sábado em que fui ao cine Astor assistir The Song Remains the Same. Foi em 1977 ou 78, eu tinha 13 ou 14 anos, tinha começado a ir ao cinema assiduamente, e fui ver esse filme sem ter a menor idéia do que era Led Zeppelin. Foi a legítima primeira vez inesquecível - uma experiência penetrante, abrangente e complexa. O antes e o depois.
Acordei do marasmo. Descobri uma outra realidade totalmente diferente de tudo que eu conhecia - e tive certeza de que queria ir por aqueles lados. O impacto do Led Zeppelin me abriu para o alternativo. Na música, na alimentação, na religião, no comportamento. Uma coisa levou a outra. E continua levando. The song remains the same, but me myself and I...
Além do som, o que arregaçou meus horizontes foi a presença de Robert Plant. O Leão e seu rugido. Nunca tinha visto um homem como ele cantar como ele. Robert Plant que fará 60 anos no dia 20 de agosto, que vi ao vivo com Jimmy Page, o único guitarrista que eu amo ouvir além de Jimi Hendrix. No primeiro show, tive um dos melhores momentos de minha vida com Ramble On. No  segundo, Kashmir com o acompanhamento de um combo egípcio e orquestra de câmara.
Adoro o som do Led Zeppelin até hoje. É minha paixão mais antiga, meu amor mais constante. Não há coisa de que eu goste tanto há tanto tempo.