sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Merry Christmas, Everybody!!!

Esta noite montei a árvore de Natal daqui de casa. Minha filha, muito falcatrua, disse que ia ajudar. Hahaha, colocou meia dúzia de galhos da árvore e voltou pro computador, saindo de lá apenas para dar uns palpites quando eu a chamava.
Este ano mudei a decoração. Fomos na Brickell ontem, e compramos fitas. Lízia queria as tradicionais bolinhas, mas não seria possível, porque nosso gato mais novo, um vândalo, com certeza quebraria tudo. Enquanto eu montava a árvore, o gatáquilo enfiou-se entre os galhos e escalou o pinheirinho... Afff.
Em função do vandalismo felino, consegui convencer Lízia em favor de uma decoração mais adulta – e muito mais chique. Meu pinheiro é sempre uma coisa meio brega, abarrotado de bolinhas coloridas, luzinhas, festões prateados ou cordões dourados. Adoro Natal, tenho paixão por pinheirinhos. Lembro de como aguardava ansiosamente a manhã em que o pinheirinho de minha casa aparecia montado quando eu era criança. Lembro especificamente de uma manhã em que saí da cama e vi a árvore. É uma lembrança difusa, creio que eu tinha uns cinco anos, essa memória é quase como um sonho, etérea. Mas é nítida no que se refere ao meu prazer com as cores e cintilações dos enfeites.
Bem mais recente e vívida é a recordação do Natal em que Lízia tinha um ano. Montei uma árvore feérica para minha filhinha, ela assistiu sentada no carrinho, encantada, exclamando: "Oooohhh!!!" Fiz fotos dela naquela tarde olhando o pinheiro com o dedinho apontado para as bolinhas.
Espero que Lízia seja como eu, e continue curtindo o Natal quando crescer. Fico espantada com a quantidade de gente que detesta Natal e se deprime nessa época. A mim não interessa a festividade cristã. O que me fascina é a tradição pagã da festa, a celebração do solstício de inverno e o culto a Saturno, meu regente. Saturnália.
No que se refere à decoração natalina, me amarro em pinheirinhos, pinhas, bolinhas, luzes, velas, fitas. Nada de Papai Noel, renas, trenós, bonequinhos de neve – muito menos presépio. E só curto pinheiro artificial. Jamais vi graça em pinheiros de verdade cortados e colocados dentro de casa para secar e morrer, sempre tive pena das árvores.