sábado, 24 de maio de 2008

A hora do espanto

Estou a 12 horas da maratona. E agora bateu o medo. Estou a-pa-vo-ra-da. Bem, o lado positivo é que esse calafrio na barriga é melhor do que o desânimo que senti ao longo desse infindável mês de maio. Escolhi a roupa, separei o tênis e estou preparando a mochila. Agora já é.
O que vou fazer nessa prova não sei. Mas sei o que quero. Antes de mais nada, quero completar o percurso. Queria baixar o tempo do ano passado, mas tento não pensar nisso porque pode alimentar a pressão interna que preciso dissipar. Porém, é lógico que, em seguida ao pensamento de completar a prova, vem essa idéia.
Decidi correr hoje de manhã, em meio à demorada retirada do kit. Encontrei vários amigos queridos lá, fiz duas novas amizades, e essas pessoas me contagiaram com seu astral positivo e festivo. Na quinta-feira, eu havia sido aconselhada a fazer a prova pelo simples prazer de correr. Eu disse que não tenho mais prazer correndo, mas fui aconselhada a ir mesmo assim. Então, posso dizer que, nos 42,195km de amanhã, vou procurar o prazer perdido. Vou procurar meu coração, minha disposição, minha energia, minha garra, minha alegria e minha leveza. Vou procurar aquela que sou.Barbosa, Márcio, Lucas, Lízia, Tadeu, Lena, Soares, eu e Edimilson