sexta-feira, 2 de maio de 2008

O céu e as nuvens

Chove sem parar, e o céu esteve encoberto o dia inteiro.
Muito de acordo com minha disposição mental superficial.
Observei minha tristeza, dor e desânimo nesse dia soturno e lembrei da alegoria budista que compara a mente inata e fundamental de clara luz ao céu vasto e límpido, e os pensamentos e criações mentais às nuvens.
Logo ali, depois da camada escura de sofrimento, está minha mente clara, vasta e límpida, isenta de máculas. O sofrimento tem a densidade e a insubstancialidade das nuvens. E é tão impermanente quanto elas. Pode ser transpassado como elas.
Essa simples percepção mantém-me calma, feliz, alegre e otimista. Estou triste, está doendo, mas não há desespero, nem medo, nem a perda de lucidez.
E eu prefiro que minhas nuvens mentais sejam assim, ó: