sábado, 3 de janeiro de 2015

Novo hábito

Antes tarde do que mais tarde. Levou 51 anos, mas enfim estou meditando diariamente. Comecei uma prática regular em novembro. E engrenei pra valer em dezembro. 
Como a mente macaco é por demais indócil, utilizo truques. Instituí a prática com sons de brainwave entrainment. Sons isocrônicos.
De início fazia sempre deitada. Mais pra relaxamento do que meditação. Dormi ou caí em afundamento mental várias vezes. Mesmo assim era bom, porque ao menos a mente desacelerava um pouco, e o corpo experimentava uma enorme tranquilidade. 
No final de dezembro comecei a fazer sessões sentadas e em silêncio. Trinta minutos. Minha tática de acostumar a mente primeiro com sons revelou-se um sucesso. As sessões sentada transcorrem sem sono e sem agitação física.
Tenho mantido uma média de duas sessões diárias de 30 minutos a cada dois dias, intercalados com uma sessão única. Alterno a prática sentada, deitada e reclinada numa poltrona. Em silêncio, com os sons isocrônicos e meditações guiadas.
É tão, mas tão incipiente que parece meditação mais no nome. Nesse estágio, observo o jorro de pensamentos, uma cascata. Tipo Foz do Iguaçu. Os instantes de desaceleração quase imperceptível são esparsos e fugazes. Mas está indo bem. E é muito bom.