terça-feira, 2 de setembro de 2008

Uma coisa só

Vajradhara é a palavra budista de que mais gosto. Ou a que mais gosto de dizer, aquela que mais ocupa minha mente, isso em termos de surgir do nada, de brotar espontaneamente. Quando vi o termo vajradhara pela primeira vez tive o clic. Naquela ocasião, vajradhara não referia-se ao Buda Vajradhara, mas era o título honorífico de um guru de grande realização.
O mais notável é que antes de conhecer a palavra eu já conhecia uma representação de Vajradhara e sua consorte Vajradhatvishvari - essa ali de cima, aqui em detalhe:E essa imagem me tantaliza na mesma medida que as representações de Samantabhadra e sua consorte Samantabhadri. Para mim o budismo é essencialmente Samantabhadra e Vajradhara.
Eu só uni a palavra vajradhara à deidade Vajradhara um dia em que estava com meu lama e mostrei a imagem a ele e perguntei se poderia ser Samantabhadra, como dizia no site de onde a capturei. O lama disse que não, pois Samantabhadra (ou Kuntuzangpo) é sempre representado nu e sem adornos. Ele disse que provavelmente tratava-se de Vajradhara, mas não entramos em muitos detalhes. Ele apenas disse que no fundo Samantabhadra e Vajradhara são a mesma coisa, o Buda Primordial.
O assunto ficou por isso até hoje, quando, por ter resolvido postar algo sobre Heruka Chakrasamvara, acabei me entretendo a olhar imagens e aí fui ler mais sobre Vajradhara (também mencionado no livro de Lama Yeshe que estou traduzindo).
E então pela primeira vez caiu a ficha: a palavra que vivo repetindo e as imagens que mais admiro e volta e meia estou olhando são tudo a mesma coisa!!! Extraordinário, como diz meu amado lama.