terça-feira, 3 de março de 2009

De volta pra casinha

É tudo uma questão de foco. Sempre. E como tem sido bom pro meu foco ficar escrevendo aqui.
No último post observei que eu ainda estava encaixando de volta na rotina, porque uma parte de mim permanecia no litoral catarinense. Foi escrever isso pra dar a arrancada rumo ao turning point. O right-here-right-now é outro. E ficar presa ao passado ou especulando sobre o futuro não é definitivamente a praia budista.
O encaixe foi tão natural que nem percebi. Notei depois de ir treinar musculação no fim da tarde, trotar 50min no Parcão e, pra completar, passar no supermercado antes de voltar pra casa. São três coisas que não gosto de fazer e que, reunidas numa supersérie, tinham tudo pra me deixar azeda. Mas nada! Fiz tudo com um sorriso, alegre.
A leveza do humor refletiu-se no corpo. Enquanto saltitava pelo Parcão enlameado, cuidando pra não escorregar nem meter o pé numa poça, me maravilhava mais uma vez com a funcionalidade do meu agregado físico. Minha mente assentou-se no aqui-e-agora, acalmou-se, e lá se foi a agitação que se manifestava há dias. Com isso o corpo afrouxou, e lá se foram o peso e o cansaço que me abatiam há meses. Desde novembro eu estava ansiosa e perdendo o foco, atucanada com as coisas de fim de ano. Nas férias desliguei da atucanação, mas embarquei numa viagem que deu origem a outras atucanações, do tipo "o que é isso?", "e agora?", "o que eu faço?", "como vai ser?". São tantas emoções, hehehe... Na verdade, são tantas possibilidades... Mas é tudo tããão simples. Não tem nada pra fazer a não ser fluir pelas experiências que se manifestam. Neste momento, estou muito fluida. Soltei do passado e estou só observando as miríades de possibilidades do presente. Sem planos para o futuro.