quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Larguei de mão

Estava há meses tentando me convencer de uma coisa que pensava, mas não sentia. Ontem acordei com a mais clara percepção de que estava apenas dando murro em ponta de faca.
Conversei com minha amiga espiritual, minha mentora, minha tutora, minha guardiã, e ela repetiu o que diz há meses - e é o oposto do que eu pensava que deveria ser. E prometeu me ajudar (como sempre faz) em meu novo posicionamento (que na verdade é novo apenas em termos mentais, porque é o que eu sempre senti).
Depois dessa conversa, tive uma sessão de terapia. Falei as mesmas coisas. Meu terapeuta de início ficou surpreso e perguntou por que eu pensava isso. Disse a ele que não pensava, sentia. "Intuição?", ele perguntou. "Sim", respondi. Ele aplicou seu método de investigação e concluiu que, ao contrário do que ele mesmo pensava, o que eu sentia estava certo. Observou apenas que, embora as coisas sejam como eu sinto e irão acontecer de acordo, serão totalmente diferentes do que já foram. Não é um recomeço, uma retomada, uma volta. Nesse sentido, é inteiramente novo, parte do zero. Sim, sim. É o que eu intenciono e quero. O que existia antes não me satisfazia. Me angustiava. Era maculado por idealizações e repetições de padrões. A ideia agora é ver o que está fora com clareza e não agir segundo condicionamentos.
Que eu tenha êxito e que aconteça em breve!
Hoje acordei para viver a realidade habitual. Mas o fim do antagonismo entre mente e coração me deixou leve. Em paz. Foi-se a angústia.