domingo, 18 de outubro de 2015

Quem nunca?


Me sinto mal quando ignoro.
Me sinto mal quando sou ignorada.
Mas faz parte. Simplesmente acontece.
Se a pessoa tem acesso via celular, WhatsApp, Facebook, email - pra ficar no mainstream - pode aparecer quando bem entende. E as desculpas de que não viu as mensagens, ligações, posts, whatever, são cada vez mais difíceis de fabricar.
Agora, o fato de me sentir mal ao ignorar ou ser ignorada não significa de modo algum que ache que eu ou qualquer outra pessoa tenha a obrigação de retornar um contato - na esfera dos relacionamentos pessoais. Se eu sou ignorada, vejo isso como uma resposta claríssima. Um silêncio que, como uma imagem, vale mais do que mil palavras. E ajo de acordo. Se eu ignoro, espero que o outro também entenda e não insista.
Evito ignorar porque evito fazer o que não quero para mim. Colocar-me no lugar do outro sempre me leva a buscar uma solução gentil. De modo geral, ignoro apenas abordagens de pessoas com quem não tenho qualquer proximidade e não pretendo ter. Se sou ignorada, presumo que o outro não está interessado em mim, ou no que enviei - mesmo que seja alguém que eu considerava próximo. Fazer o quê? It takes two to tango. Relacionamento pressupõe reciprocidade.
No âmbito profissional, já demorei para responder emails, mas percebi o absurdo dessa atitude (ou falta de), e nunca mais. Respondo quando recebo ou ASAP. E encerrei uma relação profissional por ter meus emails, telefonemas e mensagens de WhatsApp ignorados sistematicamente.
Falta de retorno é falta de interesse, falta de comprometimento, eventualmente falta de respeito. Tanto no pessoal quanto no profissional.
Se tem que ir atrás, melhor ir atrás de algo novo.