terça-feira, 7 de abril de 2015

Bom dia!

Não sei vocês, mas eu hoje acordei excepcionalmente bem. Risonha. Vendo a graça das coisas.
É o conjunto de fatores prévios.
O treino de ontem foi maravilhoso, curto e intenso. Tiros de 300m.
Depois do treino, uma sensação que não se manifestava há quase dois anos: a excitação sensual dos sentidos, provavelmente pela inundação de endorfina, dopamina and the whole pack. A palavra que me ocorre para isso é o inglês arousal. É muito semelhante à excitação sexual, mas sem um objeto de desejo específico. Não é sempre que acontece, não sei exatamente o que desencadeia, mas imagino que seja a combinação de esforço físico muito intenso (e das reações químicas decorrentes) com a atitude mental de satisfação pelo desempenho. Porque só acontece quando o treino ou competição me agrada, claro. Depois de correr a maratona sempre senti isso.
Conversei a respeito há muitos anos com uma amiga maratonista, e rimos muito, porque ela disse que sentia a mesma coisa; terminava uma maratona e ia voando pra casa transar com o marido.
Depois da onda de excitação, vem a lassidão. Ontem fiquei extremamente cansada, mas não foi só pelo treino. Dormi pouco e mal durante o feriadão, bebi álcool, comi coisas exóticas para os meus padrões. Desmaiei ao deitar ontem.
A noite de sono foi reparadora. Acordei revigorada. E uma sessão de 50 minutos de meditação antes mesmo de levantar aguçou a mente. E me vi sintonizada num humor para rir. Rir de mim, sorrir para a vida. Sassy mood.
Essa coisa de rir de mim e do outro é algo que muito me agradava em um relacionamento recente. Era a melhor parte da parceria - a parte de que sinto saudade. Adoro gente engraçada e bem-humorada, companheira para dizer bobagens.


O que me fez rir de mim mesma hoje de manhã foi a infame indumentária. Pijama. Carpins pretos. E chinelo. Sentada na cozinha, tomando meu tradicional balde de café com leite e achocolatado, olhei para baixo e dei de cara com essas meias tão pretas, o chinelo cinza-claro e o pijama azul-claro. Que sexy, Lúcia Brito. Na verdade, só não gostei da (péssima) combinação. Porque do pijama velho de botões e dessas meias eu gosto, mas não juntos; o chinelo é simpático, digamos, e é confortável e é isso que me interessa. E eu sou rainha da autocomplacência em termos de vestimenta. Por que não seria?