sábado, 25 de abril de 2015

Olhar melhor

"Se você deseja fortalecer uma relação, não tem sentido fazer coisas que irritam ou aborrecem a outra pessoa. Você pode evitar fazer algo que, sabidamente, tornará seu amigo infeliz. Não há razão para ficar o tempo todo tocando em um ponto vulnerável. Ao contrário, você deve se ater àquilo que fará seu amigo feliz." — Chagdud Tulku Rinpoche


Os ensinamentos do retiro seguem reverberando.
Lucidez no cotidiano. Bodhicitta.
Tudo a ver com as relações pessoais, profissionais, todas.
As reflexões de ontem e de hoje pela manhã centraram-se nas relações e atitudes negativas, tóxicas, e na necessidade de dar nascimento elevado ao outro (e a si mesmo, claro).
Alguns relacionamentos desenvolvem um padrão nocivo de estimular o pior dos envolvidos nas ações de corpo, fala e mente. As pessoas se aborrecem, irritam e ferem mutuamente. Não só manifestam o pior em si e nos outros, como passam a olhar a partir dessa perspectiva.
Aí lembrei dos ensinamentos do lama sobre dar nascimento elevado. Para mim, isso significa ver o outro (e a si mesmo) pelo melhor aspecto. Olhar compassivo. Bodhicitta.
Se eu fixar meu olhar nos defeitos - meus e dos outros -, vou vibrar nessa frequência. Como esperar que o outro seja bacana, se eu o considero desprezível? Como desejar que o outro seja feliz, como agir para que ele seja feliz, se estou chafurdando nas recriminações e críticas? Se fico fixada nos aspectos negativos, reforço isso nos outros e em mim.
Agora é observar esses padrões quando surgem e dissipá-los.
Soltar.
Soltar.
Soltar.
E, enquanto a prática falha e a energia oscila, o lance é me cercar de pessoas interessadas em cultivar a mesma visão e buscar situações favoráveis. Evitar o que  me leve a pensar mal, falar mal e agir mal. E aos poucos purificar a mente das mágoas.