sábado, 19 de janeiro de 2008

No Dharma

Minha conexão com o Buddhadharma me encanta, me alegra, me fascina.
Nesta semana, escrevi um bilhete para um amigo falando sobre os seis sensos dos sentidos conforme o budismo: visão, audição, olfato, paladar, tato e consciência. Não creio que ele tenha entendido muita coisa, hahaha, mas o tema tem estado muitíssimo presente em minha vida, dado que venho me dedicando a observar minhas experiências sensoriais e a atuação de minha consciência sensorial. Gostar, não gostar, ser indiferente. As reações sensoriais aos fenômenos. Escrevi o tal bilhete e no dia seguinte dou de cara com o assunto no livro que estou traduzindo! Noooossa!
Isso me acontece com freqüência. Penso em algum ensinamento, e ele aparece na obra budista que estou traduzindo naquele momento. É mágico!
Hoje assisti a um ensinamento de Sua Eminência Jetsun Kushok sobre o Prajnaparamita. As palavras de Sua Eminência foram como uma recapitulação do livro que estou traduzindo; fiquei lá ouvindo embasbacada, extasiada. E estar na presença dela e dos monges e lamas que a acompanhavam foi uma bênção, minha mente se sossegou e reduziu o ritmo samsárico desatinado. Vi bodhisattvas em atividade. Entre eles estava meu professor perfeito, minha conexão direta com o Buddhadharma, Lama Padma Samten. Não posso descrever a alegria que sinto cada vez que encontro meu lama.
Daqui a poucas horas receberei de Sua Eminência a iniciação do Prajnaparamita, o Sutra do Coração. Sou uma criatura muito afortunada, certamente acumulei mérito infinito em vidas passadas (e agora estou torrando tudo com meu relaxamento, affff...), pois tenho uma forte conexão com o Prajnaparamita. Tive a honra, o prazer e a felicidade de traduzir o livro de Sua Santidade o Dalai Lama sobre o Sutra do Coração. E essa é a prática básica do Cebb, o centro budista de meu lama. E agora receberei a transmissão oral e a iniciação de uma lama de enorme realização, emanação de Vajrayogini. É uma chuva de bênçãos.