sábado, 19 de março de 2016

Summertime sadness



Verão terminando. Já estou meio de saco cheio do calorão, mas tensa com a possibilidade de um inverno rigoroso. Detesto frio. Também não gosto mais de calor como gostava. Estou mais equilibrada. Mais temperada.
Como o dia de hoje. Começou abafado, choveu. Está cinza, úmido, pesado. Mas com temperatura amena.
O cinza do céu combina com meu (des)ânimo nesse sábado. Contudo... sempre se pode escolher para onde olhar. E, voltando para casa depois da academia e de uma corridinha, vi essas flores no flamboyant do Parcão na esquina da 24 de Outubro com Goethe.
Meu olhar sempre procura a luz, a lua, o verde das árvores, as flores, a beleza. Então, embora eu esteja cinzenta, meus olhos lúcidos estão olhando para a beleza que existe nesse momento. Como a beleza das folhas e flores do flamboyant colorindo a paisagem do dia sombrio.
A sensação soturna e gris de perda, de luto, de saudade, de tristeza traz consigo um broto viçoso e verde brilhante que é o enorme ganho que a experiência está proporcionando. O momento é de fixar os olhos nesse brotinho e cultivá-lo para que cresça e floresça, explodindo nas cores da sabedoria, compaixão e felicidade.