quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Espelho, espelho meu

Todo mundo tem me dito que estou mais magra.
Mi amor de treinador (Edu), meu ex-treinador (Clóvis querido, que eu agora só chamo de "gordáquilo", porque ele surtou com esse apelido, que originalmente é do meu gatânlio Ted Boy Marino), amigos. Hoje encontrei um corredor que não me via desde a maratona, e ele comentou a mesma coisa.
Como não faço mais musculação regularmente por falta de tempo, acredito que estou menor por ter perdido massa magra. Gordura eu não tenho muita, e a que tenho é daquele tipo insuportável que só sairia com dieta de fome (coisa que nunca fiz, nem farei) ou com alguma cirurgia mirabolante (que nenhum médico decente faria).
O que tenho agora, me parece, é um distúrbio visual (pra não dizer mental), porque me olho e sempre me acho meio grandona, hehehe. Lógico que não me acho gorda, mas acho que a buzanfa e as pernas deveriam ter vários centímetros a menos. Gosto de osso, pele e músculo. Nada a ver com corpo esquálido de modelo, mas não gosto de volume. Aí sempre acho que eu poderia ser menor, ter menos enchimento entre o osso e a pele. Mas é um achismo que não se traduz em nenhuma ação, porque sempre concluo que está tudo bem do jeito que está. É mais aquela coisa de ficar vendo pêlo em ovo, mosquito na lua... Ou talvez a permanente insatisfação do samsara.

Acho que preciso me pesar pra ver o que dizem os números. A última vez que me pesei foi um tempo antes antes da maratona, eu estava com 59,5kg. Nunca me peso pra não ficar alimentando idéias fracas sobre a necessidade de perder peso. Já tenho bastante coisa pra ocupar a mente - entre o que é útil e as bobagens -, só me faltava entrar numas com a balança.