quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Lilibel

Lízia e eu levantamos hoje às 6h30 pra fazer essa produção à romana. Uma patrícia romana a minha linda patricinha. Trabalho da escola, que rendeu bastante trabalho pra mim também, entre pesquisa de época, compra de tecido, costureira, compra e confecção de adereços e, pra completar, serviços de cabeleireira. Pra fazer o penteadinho simples tive que ensaiar duas vezes antes, mas até que ficou bem bacana, dada a minha inépcia. Também estou ficando mais habilidosa com a escova e grampos porque terças e quintas tenho que fazer o coque pra aula de ballet; quem fazia antes era nossa ex-empregada.
O traje rendeu ainda um tremendo perrengue, porque Lízia, como várias colegas, queria fazer uma roupa em estilo grego. Aqui em casa não. Fui pesquisar na internet e fiz uma roupa mais assemelhada às originais - e muito diferente daqueles trajinhos que se via nos filmes sobre Roma.
Saímos da cama às 6h30, mas não dormimos quase nada antes. Às 4h15, Lízia me chamou pedindo pra vir pra minha cama porque não conseguia dormir. Veio, e aí quem também não dormiu mais fui eu... Bateu o nervoso na minha pré-adolescente, que, como disse nossa terapeuta, está brincando de ser adulta, ensaiando... Nossa, que fase. Felizmente passa. :)
Minha pré-adolescente de momento quer o melhor de dois mundos. É mocinha pra sair de noite, usar salto alto, maquiar-se, escolher as roupas, ter celular sofisticado e sonhar com um notebook (o desktop é tosco). Mas é criança para levar a roupa suja pra área de serviço, guardar a roupa limpa, manter o quarto minimamente em ordem, lembrar de fazer o tema (e lembrar de qualquer coisa em geral) e aquecer uma comida no microondas (que eu comprei porque antes o problema era usar o fogão). Afffff. E tem as venetas, uns ataques súbitos de mau humor, ou de impaciência, ou de pura chatice, que vêm do nada e em seguida cessam.
Como ela tem 12 anos, estou tratando de manter a paciência. Ainda tem muito pela frente, hehehe. Além do mais, seria absurdo eu achar que Lízia dá muita incomodação apenas por ser relaxada e negligente com coisas que evidentemente eu também um acho porre de fazer. Entendo perfeitamente que ela ache melhor fazer qualquer coisa (inclusive não fazer nada) do que arrumar, guardar, limpar. Mas quero que ela perceba a importância dessas atividades na organização não só da casa, do espaço externo, mas da própria vida, do espaço interior. Uma coisa reflete a outra. Ambas se influenciam.