sábado, 26 de maio de 2012

De coração

Ontem acabei não meditando à noite. Fiquei fazendo tricô e vendo TV até muito tarde. Curiosamente, dois filmes com criminosos russos no TNT. No primeiro, Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg. No segundo, Viggo Mortensen e Vincent Cassel. Aliás, que lixo estão esses canais de TV, com filmes dublados, muitos sem sequer o som original. E tudo sem legenda. A gentalhização da TV fechada.
Hoje à tarde sentei por meia hora. Sentei na postura de meio lótus! Em total conforto. Mal pude acreditar. Há muito tempo eu não conseguia mais sequer fazer essa postura. Outra alegria da recuperação de meu corpo.
E a meditação em si é a alegria suprema. Sentei em silêncio, sem tons isocrônicos e sem música, com o objetivo de limpar o coração e a mente de sentimentos de tristeza, perda, ressentimento e raiva. Estava com o peito apertado, a mente em turbilhão. A prática me deixou pacífica, alegre, feliz. Me abasteci de cordialidade amorosa e compaixão, me esvaziei dos estados mentais negativos. Perdão e desapego são tudo. Soltar o objeto e a experiência dissolve o sofrimento. E isso que a minha meditação é das mais chinfrins.
A retomada da prática meditativa tem a ver com o livro que estou traduzindo, "Eight Mindful Steps to Happiness", de Bhante Henepola Gunaratana. Esse trabalho foi uma incrível dádiva do universo. Karma magic. Os trechos que estou traduzindo têm absolutamente tudo a ver com meu momento. "Lúcia Brito, esse é o ensinamento de hoje para você", me diz o Buda.

Olhei meu rosto nesta foto e me alegrei com meu semblante. Claro que fiz a foto após a sessão sentada. Percebi nela o que todo mundo tem me dito depois da cirurgia: estou com uma cara ótima. A dor crônica estava estampada em meu rosto. Hoje mesmo ouvi esse comentário na tenda da Winners.