segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tudo de novo

Comecei pra valer o novo ciclo de fisioterapia. A partir de hoje, diariamente às 8h.
Passei um final de semana muito complicado. A dor voltou. Não é tanta quanto antes, mas é muita dor de novo. Dói a perna esquerda de alto a baixo, até o pé, dói a base da coluna, dói a região do períneo.
A dor manifesta-se de várias maneiras e em graus diversos de intensidade. Em alguns momentos é como um choque, e a descarga provoca um estremecimento, ou da linha da L5-S1 pra baixo, pelas pernas, ou coluna acima - esse tipo era inédito pra mim, é como seu realmente estremecesse e os pelos e cabelos se eriçassem, horrível. Outras vezes é a famosa pinçada - ou na coluna, ou na perna, ou em ambas -, que gera um espasmo agudo, a respiração pára por um breve instante, é como um congelamento instantâneo. E tem a pressão ou o aperto na coluna, e a dor difusa no posterior da coxa esquerda, na panturrilha esquerda, eventualmente no pé e tornozelo. Tossir e especialmente espirrar são intoleráveis. A região machucada da espinha parece que vai se romper.
Fiquei abaladíssima, com medo. Não posso imaginar uma vida com dor crônica - pelo menos não nessa intensidade. Afinal, desde outubro de 2009 eu convivia com dor crônica, a hérnia era uma lembrança constante, eu sempre sentia sua presença.
Hoje de manhã o pessoal da Biofisio me tranquilizou. Os dois fisioterapeutas que me atendem disseram que a dor é normal. A proprietária da clínica disse que eu estou ótima, que todos os que chegam lá com o mesmo tipo de cirurgia que eu chegam sempre acompanhados e mal conseguem caminhar. Eu apareci lá sozinha, a pé, com oito dias de pós-operatório. (Hoje, 12 dias depois da cirurgia, fui de carro, voltei a dirigir na sexta-feira e consigo fazê-lo numa boa em trajetos curtos e rápidos, mas realmente não posso me exceder no tempo que fico sentada no banco do veículo.) 
Mesmo assim liguei pro neurologista com quem me trato, Francisco Rotta. Ele disse o que eu havia concluído no final de semana: a cirurgia removeu a pressão da hérnia sobre a raiz ciática, mas o nervo estava e continua inflamado - e vai levar um tempo para se recuperar e, por conseguinte, parar de doer. Eu não havia sentido dor alguma no pós-operatório imediato porque estava abarrotada de medicação - analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes musculares e a célebre gabapentina. Embora não tenha feito a ciática cessar, a gabapentina evidentemente reduzia em muito a sensação. Com sua retirada total, voltei a sentir o estrago provocado pela hérnia no meu ciático.
Marquei uma consulta com Rotta pra semana que vem. Vou ver com ele como proceder a partir de agora. Até lá pretendo evitar ao máximo os analgésicos. Comprei uma caixa de cloridrato de tramadol, mas por enquanto ainda estou preferindo aguentar a dor do que os efeitos colaterais dos painkillers.