segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Eu hein

Preguiça monumental. Saí da cama na marra no domingo que já virou segunda-feira.
E agora é tomar banho e voar pra editora. De novo em horário extraordinário pra fechar mais um livro rapidamente. De novo em ritmo emocionante, hehe.


O final de semana foi marcado pela presença do novo.
E por oportunidades de olhar para o velho com novos olhos.
Você fica junto por quase três anos, faz planos de casar, anuncia publicamente, muda de ideia. Aí encontra a ex-futura mulher e não cumprimenta? Eu hein.
O primeiro encontro aconteceu unicamente porque foi atrás.
Enquanto a que é definida pra todo mundo como a "mais sem sal da face da Terra" faz check-in por toda parte e curte tudo que é post nas redes sociais, a sem noção fica sabendo que estou no Venezianos e vai lá na sexta de noite. Eu hein.
Faz o papelão de não me cumprimentar na festa, aí, no domingo de tarde manda sms: "Eu gostaria de ler o livro que tu finalizou". Hã??? 900 páginas. Não creio. Mas é só procurar nas livrarias. Eu hein.
De noite vou na pizzaria que frequento há mais de dez anos, desde o tempo em que era casada, do lado da minha casa. Dou de cara com a dupla sem sal e sem noção, que cai fora sem jantar.
Vai atrás na sexta à noite pra me olhar, manda sms domingo de tarde e de noite não cumprimenta e sai correndo? Eu hein.
Deus tá vendo. Ele, eu e as pessoas próximas a mim.
Todo mundo também já viu que quem tem vocação pra São Jorge não é a dakini aqui. Que não gosta desse tipo de comentário (que ouviu inúmeras vezes por causa de ataques de ciúme póstumo) e que não está curtindo nada esse tipo de atitude mal resolvida e dissimulada.

"E você ia mesmo casar com essa pessoa?", foi a pergunta no jantar maravilhoso.
Ia.
"Bem, por algum motivo era disso que você precisava por um tempo", foi o comentário.
Sorte minha ter tratado de me tratar. E ter contribuído com meus 50% pra esse caso não ir adiante. E agora estar noutra fase, noutra vida. Conhecendo outro tipo de pessoa e de relacionamento.
Com esse post, coloco não uma pá de cal, mas despejo a betoneira em cima de um episódio encerrado.
Como conversamos enquanto curtíamos o ambiente, a pizza e o vinho, esse imbroglio residual não causa raiva. Só incomoda. E dá pena. Uma tristeza ver uma pessoa querida tão atrapalhada.
Convivi por quase três anos, evidentemente houve coisas boas, que são as que pretendo lembrar. As ruins foram aprendizado. E era isso.
F I M