sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Frenética


A tradutora concorda. Lembrando de um episódio recente. Don't talk, just kiss. Tão mais simples ouvir o coração no que se refere aos sentimentos.
Enquanto a tradutora reflete, a editora acorda às 5h pra tentar dar conta do masterblaster trabalho de preparação de texto em andamento.
O fim de semana será movido a ritalina. Com a esperança de que, a partir da semana que vem, o trabalho entre num ritmo menos enlouquecido.
Parei tudo. Traduções. Treinos. Mas trabalho que dá prazer também dá energia.
Dessa vez, o ritmo alucinante não é fruto de procrastinação minha. O livro foi entregue nessa semana. Tem 900 páginas.
Carla, que observou minha desorganização como tradutora, comentou a diferença. O que me leva a estar tão focada nesse trabalho e a ser tão dispersiva nas traduções? Por que a motivação oscila assim?
Primeiro, estou num trabalho regular, com horário fixo, em um escritório, fora de casa. Esse trabalho proporciona toda uma estabilidade de que eu necessitava muito, e isso com certeza ajudou a estabilizar a motivação também.
Tão importante quanto isso é que adoro edição e preparação de texto. Sempre adorei. No jornalismo sempre fui editora, nunca gostei de reportagem. Gosto do acabamento, do capricho, do melhor texto final possível.
Por fim, pareço ter perdido o tesão pela tradução. O trabalho acabou associado a muitas coisas negativas - a começar por minha incapacidade de focar na atividade e cumprir prazos. Tornou-se algo sofrido.
Que o novo ânimo com o trabalho de editora ajude a restituir o prazer em traduzir, já que estou aprimorando de novo o foco, a concentração. E a agilidade e rapidez.