segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Gente feliz não incomoda


É o que dizem. Tomara que seja verdade.
Ontem fui pra casa da Carla trabalhar porque teve corte de luz programado aqui e o note ficou sem bateria. De repente passei por um espelho, me olhei e pensei: "Nossa, como eu sou feliz, como a minha vida está ficando boa!" Cercada de gente bacana, que me ama, que me quer bem, trabalhando numa coisa que adoro, com saúde, bonita, magra. Lízia superbem em São Paulo. Lelo estável de momento. Tudo fluindo.
Assim, espero não incomodar ninguém. Espalhar a alegria e felicidade que sinto.
E espero também não me incomodar e não ser incomodada.

O episódio Rita ainda rendeu mais uma pequena nuvem no meu céu azul e lindo. Me bloqueou no Facebook. Ok. Não respondeu nenhuma mensagem sobre o por quê de andar me infernizando com um ciúme doentio e equivocado. Ok. Mas agora de manhã Carla viu que Rita fez com ela o mesmo que fazia no meu Instagram e Facebook, curtir e descurtir uma foto, pra só aparecer a notificação. Ou seja, dessa vez foi no perfil de uma pessoa que ela nem conhece e deixou a marca de stalker numa foto em que aparecem nossos braços com a pulseira que era minha e dei pra Carla. Oi? Oi? Oi?
Carla comentou: "Nossa, se ela é tão louca por você, se tem essa fissura toda, por que não volta? Não seria bom a gente dar um tempo pra vocês voltarem?" Carla, anjo na minha vida, quer me ver feliz. E, como está feliz, não quer incomodar ninguém. Agora, dar um tempo em amizade? Por quê? Para quê? Ela mesmo também já comentou que o lance da ex parece ser apenas marcação de território. Não quer estar comigo, mas não quer que eu esteja com ninguém. Nem com uma amiga que ela meteu na cabeça que é minha namorada.
Bom julgador julga os outros por si. Minha ex deve achar que estou namorando, vivendo um caso com Carla e dizendo que estou sozinha, sofrendo, sem comer, sem dormir etc. Ah vá!
Toda essa situação realmente me deixou bastante abalada. Estarrecida. Em outras ocasiões, eu teria ficado arrasada, em prantos. Dessa vez não. Não chorei uma lágrima desde nosso doloroso encontro de quarta-feira. Fiquei muito, muito mal - mas pela perplexidade. Por simplesmente não entender o que foi isso. No período desde o rompimento, inúmeras vezes fui eu que tomei a iniciativa de manter contato. Mas porque achava que poderíamos voltar. Basicamente, porque de minha parte havia amor e querer. Nunca me ocorreu marcar território, e minhas ações eram motivadas por haver receptividade e um certo incentivo. Especialmente na última semana.
Mas tudo isso é uma nuvem passando em um céu azul, límpido, vasto, ilimitado.
E agora vou pro trabalho. Curtindo essa segunda-feira maravilhosa com ar de primavera.