quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Tudo igual

Tudo igual para mim.
Para o bem e para o mal.
O amor.
As diferenças.
O ressentimento.
A agressividade.
O desejo.
O ciúme.
A sintonia.
O encaixe.
O vínculo.

Foi bom e foi ruim.
Foi basicamente triste.
Palavras duras e cruéis.
O esforço pra manter a guarda.
O velho jogo em que todos saem feridos, em que o vencedor também queima as mãos pra ferir o oponente com brasas ardentes.
 
Um gesto mínimo, um toque, e todas as barreiras se dissolveram.
Por alguns instantes, tudo foi como realmente é. Como deveria ser. Como poderia ser.
Ou como eu apenas gostaria que fosse.
O amor se manifestou, transbordou.
O meu amor.

Ouvi de novo que me ama como nunca havia amado antes.
Lamento amargamente que esse amor imenso por mim não baste, não sirva, não se imponha. Que, no fim das contas, não tenha valor.
Questão de prioridades e interesses.
O que eu aprendi com tudo isso foi que o meu amor também não basta e não serve. Que, no fim das contas, meu amor e eu mesma não temos valor. Que simplesmente não sou correspondida. Nunca fui.
Ter consciência disso me move em frente. Me move em busca da valorização e reconhecimento que eu mereço e que finalmente sou capaz de identificar e querer.
Ainda dói. Mas amor não correspondido dói mais.