sábado, 4 de fevereiro de 2017

Dakini Tradutora

Dakini Espertinha Tradutora a pleno. Livro maravilhoso. Open Heart, Open Mind (Coração aberto, mente aberta), de Tsoknyi Rinpoche, maravilhosamente bem escrito e bem editado por Eric Swanson. Trabalho vergonhosamente atrasado para a Lúcida Letra, do publisher Vítor Barreto. Mas o original é tão bom, tão fluido, que a tradução vai ficar ótima. Não compensa o atraso, mas pelo menos evita mais atraso na produção.
Tsoknyi Rinpoche é um grande tulku de uma família de tulkus poderosos. Irmão de Chokyi Nyima Rinpoche, Tsikey Chokling Rinpoche e Mingyur Rinpoche, seus sobrinhos (filhos de Tsikey Chokling Rinpoche) são Phakchok Rinpoche e o yangsi (reencarnação) de Dilgo Khyentse Rinpoche, um dos maiores lamas do século 20. São os expoentes da nova geração de grande lamas. Seus ensinamentos e seus livros são voltados para os ocidentais, facilitando imensamente a compreensão da doutrina budista. São lamas que seguem as pegadas pop de S.S. o Dalai Lama, assim como o célebre Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche.
São celebridades no mundo budista e utilizam as mídias sociais para se comunicar com a sangha e com interessados e curiosos. Publicam livros com seus alunos, fazem filmes, documentários. Dão montes de entrevistas. São joviais, informais até. Mas são tulkus. Bodhisattvas avançados no caminho. Sábios. Detentores de linhagens.
No livro em que estou trabalhando, Tsoknyi Rinpoche apresenta o conceito de vacuidade (shunyata) com uma simplicidade até hoje inédita para mim. E agora vou voltar pro texto, no trecho em que ele dá instruções para a prática de shamata sem objeto - e sem enrolação.