terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

F é r i a s ! ! !

Só me dei conta ontem. Por acaso. Não sei ao certo se na beira da praia ou já em casa, quando escrevi o post sobre esses meus dias de descanso e encanto.
E só depois de escrever o post, antes de dormir ou talvez hoje ao acordar, é que percebi que fazia anos que eu não me dava férias. E não me dava descanso. Nunca.
Ao viajar, sempre levava trabalho. Nos finais de semana, sempre me sentia na obrigação de trabalhar. Se eu não trabalhava porque queria curtir a viagem ou fazer outras coisas nos finais de semana, me sentia culpada. Claro, eu sempre estava com trabalhos atrasados. Mas não era nas viagens e nos finais de semana que eu deveria tratar disso.
Nessas férias, trouxe um trabalho. O único que resta atrasado. A tradução de Open Heart, Open Mind, de Tsoknyi Rinpoche. Mas não traduzi uma linha. E não me senti culpada. O atraso já aconteceu. Faz tempo. Eu poderia talvez até concluir a tradução se tivesse ficado trancada trabalhando sem parar. Mas isso faria da tradução um tormento de novo. Não mais. A tradução é um prazer. Voltou a ser. E assim será.
Já tive a derradeira cota de tormento com a finalização das Leis do Sucesso (O manuscrito original, como se chamará) na última semana de 2016 e primeira semana de 2017. Aliás, já comecei a trabalhar na preparação deste calhamaço na editora. Estou muito satisfeita com minha retradução. Lendo e cotejando mais uma vez. Com calma e capricho.
De modo algum farei do trabalho um tormento de novo. Nem na editora, nem nas atividades free-lance. Meu trabalho é fantástico, uma dádiva, não vou deixar que se torne um suplício como se carregasse sacas de cimento ao sol ou cortasse cana. É um desrespeito com as graças que recebi e recebo.
O livro atrasado é para um editor maravilhoso. Que eu compensarei devidamente na sequência. Amanhã volto a traduzir para liquidar a última pendência de anos de confusão.
De momento, nas minhas primeiras férias, comecei a reler As cordas mágicas, de Mitch Albom, que terminei de traduzir há exatamente um ano e que me acompanhou nas viagens do verão de 2016. Saboreando a história linda e bem construída. E o meu trabalho.
Também estou lendo o primeiro romance escrito por minha amiga Rosa Symanski. Um privilégio e uma honra ler um manuscrito inédito, ainda em negociação com editoras. E um prazer. Li ontem os seis primeiros capítulos vorazmente. Mergulhei na história e na narrativa leve e fluida. Aí resolvi recomeçar a leitura fazendo uma leve edição/revisão. Rosa não queria. Mas me deu vontade. Vou ler apenas com um pouco mais de calma. Não estou fazendo uma preparação de texto. É só uma olhadinha mais atenta. Reli os capítulos 1 e 2.