domingo, 16 de outubro de 2016

Meditação da superlua

Dias bastante introspectivos e reflexivos. De elaboração. Serenos. Eventualmente melancólicos.
Aprendizado, crescimento. Amadurecimento.
Hoje haverá uma superlua, mas de momento o céu está completamente encoberto. E chove. Ainda bem que ontem pude vê-la, já enorme, cintilante - não fotografei porque o telefone estava pifado. Superlua em Áries. "Momento de curar-se mental e fisicamente, oportunidade para seguir em frente e para cima na vida, momento perfeito para agir e para libertar-se de pessoas tóxicas", li num site.
A coisa das pessoas tóxicas me soou mal. Talvez por eu ser considerada uma pessoa tóxica e ter sido tratada e descartada como tal. E por ter visto uma pessoa amada como tóxica. Visão errônea. Projeção.
Relacionamentos até podem ser tóxicos - mas sempre podem ser transformados. Tem que querer. Tem que se esforçar. Ou então desapegar, se considera "muito cansativo e desgastante". Pessoas diferentes, valores diferentes, diferentes percepções.
Na realidade nem mesmo os relacionamentos são tóxicos. Tóxicos são os venenos mentais: raiva/ódio, orgulho/ego, desejo/luxúria, inveja/ciúme e ignorância/delusão. Em resumo: para mudar "fora", tem que mudar "por dentro". Assim, nessa superlua, minha meditação é para me curar mental e fisicamente, seguir em frente e para cima na vida, agir e me libertar das minhas emoções tóxicas que envenenam minha mente, minhas ações e minha fala.
Estou num momento de extrema sensibilidade amorosa - sem dúvida turbinada por essa superlua. Percebendo a importância de pessoas e acontecimentos para a minha evolução, vendo como tudo pode gerar crescimento, amadurecimento. Na vibração do Ho'oponopono.

Sinto muito.
Me perdoe.
Te amo.
Sou grata.